O Sussurro dos Anjos
1 Dama de Honra
Notas iniciais
"Run for the light..."
2 de Outubro de 2012
Dia do Casamento
"NAQUELA MANHÃ (3 HORAS ANTES...)"
O relógio marcava 7:30 AM. Peguei meu iPhone e vi: 45 mensagens de Emily, Hanna, Thalia, Annabeth e Caleb. Tinha que ir pro casamento.
Antes de eu trocar de roupa, a campanhia toca. Thalia aparece, desesperada. Só ouvia ela dizer: Cadê a Ann? Preciso falar om ela AGORA!!! Botei uma calça jeans velha e uma blusa escrito "GUNS AND ROSES" e desci a escada correndo. Thalia estava com a aparência de abalada, triste, algo do tipo.
– Preciso de você urgente!!! — Thalia exclamava
– Pra quê? — disse, ainda sonolenta.
– Conselho de amiga — Ela falou, bem, com uma resposta bem clara, e ela tava meio séria.
Nós subimos a escada. Ela era velha e antiga, de una 3 anos. A cada degrau ela rangia, fazendo um pequeno barulho a um passar. Depois e umainfinita subida, a gente chegou no quarto.
A primeira coisa que fiz quando cheguei ao meu quarto não foi nem falar com ela. Foi ir pra cama de novo. Deitei nela, e Thalia sentou-se na beirada (porque quis, a cama tinha muito espaço)
– To morrendo de sono. Que foi, você não devia estar na casa do Damon arrumando o desfile? — falei
– Sim, mas não é por isso que vim. Também né. E não é um"desfile", é uma abertura de casamento. A gente é a dama de honra, se lembra?
– Ah sim.
– Deixa eu continuar a história. Então...
– Mas você nem...
– Deixa eu falar, porra!
– Ok, estrassadinha.
– Tá! O Stefan ligou. Ele disse que tinha que falar comigourgentemente (ai, que palavra complicada, do tipo grande) . Ele falou que era muito sério. E se ele...
– Relaxa Thalia, ele não vai fazer isso, nunca. É o Stefan. E se ele quisesse te dar um fora, ele te faria a pessoa mais feliz do mundo antes.
– Vo tentar não imaginar o pior.
– Imagina o melhor. Agora me ajuda!
– A que?
– Bota o meu lençol, não quero levantar da cama nunca mais.
– Vai se ferrar! Você tem que me ajudar com o vestido, agora!
– Eita, porra! Hoje é o casamento.
– É. Por isso vim aqui.
– Vamo logo.
–Tá.
Nós fomos de carro até a casa do Damon. É inacreditável por que a casa dele é na frente da minha (só um pouco longe, tipo uns 30 metros) mas tem muita coisa pra levar, tipo sapato, vestido, maquiagem, essas coisas. Aí ia demorar muito. Quando a gente chegou, Annie, Em, Hanna e Clarisse já estavam lá no hall arrumando aquela espelunca. Até que tava bonitinho o lugar. Só faltava alguém pra preencher o restante: Alison DiLaurentis.
*-*-*-*-*
–Cadê ela? — Disse apressada, imapciente; ajeitando o vestido esperando por ela.
– Ela já deve estar chegando. Calma, pelo amor de Deus — Disse Hanna, sendo controladora como sempre (ou pelo menos tenta ser)
– Gente, essa vaca nunca vai chegar, meu deus! — Disse Annabeth, eufórica (paciência nunca dá certo com ela)
– Annie, se acalma! Alguém dá água pra essa menina, por favor! — Gritou Caleb, mas de um jeito educado, mas pressionado.
– Ahhhhhhhhh!!!!! — alguém gritou.
– Que foi isso? — perguntei.
– Meu vestido!!!!! Tá rasgado! — exclamou Emily, apavorada, estressada.
– Meu celular sumiu! — Disse Clarisse, angustiada
– Garotas se acalmem, já cheguei. Que aconteceu?
Depois de uns 10 minutos de tensão, Alison aparece. Ela estava calma, como se desse importância pro que tava fazendo. Era sempre assim: Alison era o centro do universo. Tudo girava em volta dela. Ah, e se algo acontecesse, o mundo acaba. Mas depois de dois anos encarando tudo isso, você se acostuma. Estava com um vestido branco e preto, de duas camadas. A parte preta ficava por baixo e a branca por cima. E também estava de véu. Ela parecia a noiva, não a dama de honra. Mas é sempre do mesmo jeito. Ela quer ser o centro das atenções; mas isso quase nunca dá certo.
"8 HORAS ANTES...."
Nós estávamos no celeiro, nós seis, bebendo, falando merda (na verdade, nossos segredos). Estávamos felizes, até que algo nos interrompeu.
– Que foi isso? — eu falei, depois de um barulho na porta.
– Deve ser o vento, relaxa — disse Alison.
A porta se abria, fazendo um barulho agoniante, a porta se debatia contra o vento (ou a força da coisa que tá empurrando a porta). Era uma garota, loira, seus olhos eram azuis. Seus traços eram delicadamente desenhados, seus cabelos caíam sobre seu ombro. Ela não dizia nada. Um silêncio extremo occoreu. Só dava pra ouvir o vento e a respiração. Até que eu disse:
– Quem é você?
– Eu? Courtney. Courtney D...
– Pera? Você? O que tá fazendo aqui? Você não pode ficar aqui, não é seguro — Disse Alison, séria, misteriosa.
– Deixa a menina, ela não vai fazer nada de mal — falei
– É, deixa ela entrar — Clarisse gritou.
– Ok, mas eu quero falar com ela antes — Alison falou com um tom superior.
– Já volto.
Se passaram mais de uma hora e nada dela. Pensamos que ela tinha se perdido, mas houve outra coisa. Todas nós dormimos, mas eu acordei antes. E ela havia sumido. Junto com a garota. Seu nome era Courtney.
*-*-*-*-*
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