O Sultão

6 Uma dança sensual


Notas iniciais
Oi flores e queridos. Eu não sei se vocês viram o aviso que coloquei no meu perfil aqui no Nyah, mas eu avisei lá que não tinha postado o capítulo semana passada porque tive que terminar uns projetos de última hora. Desculpem a demora para postar hoje. Minha internet está péssima. Uma amiga que postou para mim. Obrigada, flor. Aya Ribeiro um obrigado especial para você que me deu a primeira recomendação na O Sultão. Adorei ela! Muito obrigada a todas que comentaram. Boa leitura e beijos açucarados a todos. PS: Assim que o técnico da internet aparecer para ajeitar os cabos eu respondo os comentários de vocês.

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Capítulo 5

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Bella

Quando cheguei em casa Emmett estava me esperando na sala de estar, mas eu não estou disposta a discutir de novo com ele e passei direto para o andar superior como se não o tivesse visto ali. Porém, meu irmão me seguiu até meu quarto e eu fui obrigada a enfrentá-lo para temos uma conversa definitiva entre a gente.

─ O que você quer Emmett? ─ perguntei, afinal dizem que a melhor defesa é o ataque.

─ Me desculpe. Eu fui um idiota essa manhã. ─ ele disse, no entanto eu quis castigá-lo.

─ Ainda bem que você sabe. ─ grunhi.

─ Bella, por favor. ─ meu irmão suplicou e como sempre o amor fraternal que existe entre nós falou mais alto dentro de mim.

─ Está bem. Eu não quero mais discutir com você. ─ respondi, decidindo ceder a suplica dele.

─ Você estava falando sério quando me disse que eu estou sendo inconsequente ao me envolver com Rosalie? ─ questionou.

─ Você sabe que sim. ─ afirmei.

─ E por que você nunca me disse nada? ─ perguntou.

─ Porque o seu relacionamento com ela foi uma escolha sua e se você a ama a opinião alheia não deve ter importância sobre as suas decisões para o futuro de vocês juntos. ─ escolhi ser bastante franca ao responder sua pergunta e às vezes agir assim pode ser um erro, mas é um erro que sempre escolho cometer conscientemente dos riscos a que me proponho.

─ Sua sinceridade às vezes me assusta. ─ murmurou.

─ Talvez porque você se reconheça nela, mas isso não quer dizer que você precise ouvi-la. ─ rebati.

─ E a quem eu devo ouvir? ─ indagou.

─ Aos seus instintos. Uma pessoa inteligente, mesmo sendo racional, como nós, sempre ouve seus instintos. ─ declarei.

─ E o que seus instintos dizem sobre o sultão Edward? ─ perguntou ao se aproximar da minha cama e se sentar na beira do colchão dela.

─ Que ele é uma boa pessoa, que merece um voto de confiança nosso, mas que esconde muitos mistérios. ─ revelei.

─ E o que isso quer dizer?

─ Que eu vou continuar me encontrando com o sultão e que darei o máximo de mim para construímos uma boa relação. Já, que como diz um ditado ocidental: Quando a vida te der um limão faça uma limonada. ─ respondi e Emmett riu.

─ Acho que o sultão não ficaria muito feliz se te ouvisse o comparar a um limão. ─ brincou, porque ele entendeu bem o conceito do que eu quis dizer. ─ E quando é que vocês dois se verão de novo?

─ Amanhã.

─ Outra vez sem os seguranças? ─ indagou e uma pitada de preocupação temperou sua voz.

─ Sim e não. ─ respondi cautelosa.

─ Não entendi. ─ ele disse e eu realmente não esperava que meu irmão tivesse entendido uma resposta tão pouco explicativa como essa.

─ O sultão e eu vamos almoçar aqui. Foi a melhor alternativa que nós encontramos para poder termos privacidade e segurança ao mesmo tempo. ─ expliquei.

─ Faz sentido. Os seus seguranças o deixam desconfortável e os deles não veriam com bons olhos vocês saírem sozinhos por ai, mas aqui em casa os seus seguranças não entram nos cômodos mais privativos de convivência e os dele ficarão mais tranquilos porque eu estarei em casa. O melhor de tudo, eles também não se atreverão a entrem em nossa residência sem uma prévia permissão de alguém e mesmo assim você e o sultão não estarão correndo risco de vida. ─ Emmett raciocinou animado, tendo a mesma linha de pensamento a qual Edward e eu chegamos juntos quando combinamos de nos encontramos aqui mesmo amanhã.

─ Perfeitamente e durante o nosso almoço você deve permanecer longe de nós. ─ o alertei.

Depois contei a ele sobre o encontro que tive com meu futuro marido e pela primeira vez Emmett olhou para ele sob uma ótica mais generosa.

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Durante o meu almoço com Edward no dia seguinte nós estávamos conversando de maneira mais relaxada que no parque por não temos que ficamos atentos aos perigos ao nosso redor e eu aproveitei esse momento para perguntar a Edward sobre o seu primeiro casamento.

─ Ontem no parque você me disse que confiar na pessoa errada destruiu seu casamento. Por quê? ─ questionei e acho que Edward não esperava que eu o confrontasse tão abertamente, já que por um curto espaço de tempo o sentimento de surpresa esteve óbvio no seu rosto.

─ Porque é a verdade. Jamilah e eu fomos muito felizes no nosso casamento até que algo grave aconteceu e ao invés de confiar em mim para desabafar sobre o assunto ela confiou em alguém que aparentemente queria o bem dela, e eu também a acreditei que fosse assim, mas tudo o que essa pessoa fez foi dar maus conselhos a minha falecida esposa e quando eu finalmente consegui entender o que estava acontecendo de errado entre nós já era tarde demais para salvar o nosso casamento. ─ Edward aspirou fundo. ─ Jamilah já tinha uma opinião errada fixa na sua mente e quando eu tentei fazer algo para ajudá-la a entender que nada daquilo era certo ela acreditou que eu a estava rejeitando e caiu numa profunda depressão que a arrastou para a morte. ─ revelou e sua voz se quebrou como se ele estivesse revivendo tudo de novo.

─ Você quer dizer que Jamilah se matou? ─ perguntei.

─ Sim e eu não pude fazer nada para salvá-la. Eu sequer fui capaz de fazê-la compreender o quanto eu a amei. ─ lamentou.

─ Não se castigue desse modo. Talvez ela tenha entendido, só não soube como demonstrar isso para você. ─ eu tentei consolá-lo.

─ Meu irmão me disse a mesma coisa uma vez, mas na época ele pareceu tão desesperado para tentar me ajudar que eu acreditei que Jasper diria qualquer coisa para me ver melhor. ─ desabafou e eu meneie minha cabeça.

─ Não deveria. Eu acredito que sua dor ao perder sua esposa foi tão forte que você nem mesmo percebeu que cometeu com ele o mesmo erro que ela praticou com você. ─ deliberei.

─ Talvez você esteja certa e for assim eu devo um grande pedido de desculpas a Jasper. ─ meditou.

─ E a si mesmo por se punir injustamente através da sua consciência, porque não existe maior carrasco para um ser humano do que a sua própria consciência e ela nem sempre é um carrasco justo. ─ declarei ao colocar minha mão sobre a sua e o meu noivo/namorado sorriu para mim.

Um sorriso singelo e bastante triste, mas mais confiante do que antes ao falamos sobre assuntos delicados.

─ De onde Jamilah era? ─ eu preferi perguntar algo mais genérico sobre ela, ao invés de procurar saber mais sobre a morte dela, mas não por falta de curiosidade, porém por ser uma pessoa sensível à dor do próximo e perceber que este não é o momento certo de pressionar Edward para descobrir mais sobre o passado profundo dele.

Eu também não perguntei que grave problema aconteceu entre eles e nem quem foi a pessoa que a aconselhou erradamente. Ainda não é um bom momento para fazer essas perguntas.

─ Da Basnia. Ela era filha do atual emir de lá. ─ respondeu.

A Basnia é um país fronteiriço com Suma e Rajar. Ele também é economicamente abastado.

─ E seu povo gostava dela? ─ questionei ao beliscar minha sobremesa.

─ Sim e não. Jamilah era a perfeita esposa de um príncipe herdeiro por ser uma pessoa muito discreta, mas essa sua forte descrição desencorajava os súditos de Suma a tentarem se aproximar dela e isso a tornou bastante impopular entre eles, apesar de Jamilah ter sido uma ótima pessoa e uma boa princesa para todos. ─ avaliou com gentileza e honestidade.

─ Você é um monarca radical, não? ─ indaguei com bom humor.

─ Por quê? ─ ele questionou contente com a mudança de tom na nossa conversa.

─ Como “por quê”? Sem perceber você foi de esposa discreta a mim sem considerar o quanto meu comportamento diferente da típica mulher árabe pode escandalizar seus súditos. ─ esclareci.

─ Eles vão adorar você. O seu comportamento diferente é o seu maior fascínio. ─ rebateu e por pouco não rolei meus olhos diante da sua condescendência comigo.

Após esse episodio a nossa conversa fluiu por outros caminhos e ele quis saber por que escolhi a dança como minha principal formação acadêmica, porque eu fui louca o suficiente para cursar duas graduações e pós-graduações* ao mesmo tempo aqui nos EUA, tendo sido a segunda opção a faculdade de economia, porém mais do que qualquer outra coisa eu decidir fazer esse outro curso superior como um desencargo de consciência por ter feito da faculdade de dança a minha primeira opção profissional.

─ Pela liberdade. Ao dançar eu me sinto livre como nunca serei de verdade, porque como parte da realeza eu sempre terei obrigações a cumprir com o povo. ─ respondi quando nós estávamos sentados lado a lado no sofá de uma das salas privativas da minha casa.

Os braços de Edward estavam por cima dos meus ombros e suas mãos estavam entrelaçadas nas minhas. Por ele ser mais alto que eu a cabeça dele estava inclinada para baixo na direção dos meus olhos e a minha cabeça estava reclinada para trás para que eu pudesse olhá-lo nos olhos também e as minhas costas estavam recostadas no peitoral largo dele.

─ E você? ─ perguntei.

─ O que tem eu? ─ ele indagou depois de beijar os meus cabelos.

─ Por que escolheu cursar direito internacional e relações exteriores? Por dever ou escolha pessoal? ─ esclareci.

─ Ambos. Ter essa formação acadêmica me ajuda a gerir meu país com maior eficiência e a pacificar melhor os impasses no qual Suma se envolve ou é envolvido. ─ explicou, enquanto acariciava meus cabelos e eu sorri, porque ouvi-lo falando agora me fez perceber o quanto ele ama o seu país.

Amar a terra em que nasceu é primordial para um monarca ou ele nunca será um bom governante para o seu povo, mesmo que tente e se esforce muito para fazer tudo corretamente dentro dos seus limites.

O amor que meu futuro marido sente por Suma é o mesmo amor que eu preciso aprender a ter por esse país que logo será meu novo lar, mas não faço ideia de como começar a desenvolver esse sentimento por um povo que me provoca medo.

─ Você é linda e ficar ainda mais linda quando se distrai assim. ─ Edward disse quando eu deixei minha mente voar longe.

Eu pisquei surpresa ao ouvir o tom suave da sua voz e sorri sem graça ao olhar para ele.

O sultão retribuiu o meu sorriso e com seu polegar tocou gentilmente o meu queixo antes de dar um selinho nos meus lábios.

Esse selinho ele evoluiu para um beijo casto com mais pressão, avançou para mordidinhas suaves nos meus lábios, depois se transformou num beijo mais profundo e pouco a pouco sua língua macia começou a explorar o interior da minha boca.

Uma das suas mãos estava no meu cabelo e a outra estava agarrada ao meu braço direito fazendo uma pressão agradável ali.

Eu brinquei com os meus dedos da minha mão direita atrás da orelha dele e na ponta dela, enquanto ele continuava me beijando, mas o nosso beijo foi tão longo que eu tive que recuar em busca de ar para aliviar a pressão que estava se formando nos meus pulmões e os maltratando.

─ Dança para mim. ─ meu noivo/namorado pediu e seu hálito doce deixou meus pensamentos um pouco anuviados.

─ O que você quer que eu dance? Música ocidental ou árabe? ─ indaguei quando consegui reorganizar meu raciocínio lógico.

─ Me surpreenda. ─ sugeriu e eu sorri maliciosa.

─ Okay. ─ concordei e para surpreendê-lo escolhi dançar o bhangra.* Um tradicional ritmo indiano que pode ser muito agitado e divertido, porém para essa ocasião eu selecionei uma música de melodia mais sensual para acompanhar os passos de dança de natureza sedutora.

Durante essa dança todo o meu corpo se moveu bastante, mas foi nos meus quadris e no movimento dos meus braços, ombros e mãos que ele fixou seu olhar em mim.

Eu adorei prendê-lo no meu olhar com o auxilio dos meus gestos de mão perto do meu olhar, mas também as usei para atrair sua visão para as laterais dos meus quadris e até simulei um arco imaginário com meus braços e mãos para poder cópia o movimento de uma flecha do cupido o atingindo direto no coração.

O sultão graciosamente entrou no meu jogo e de modo bem sedutor jogou seu corpo para trás no sofá como se realmente tivesse sido acertado ali por mim.

Depois continuei o seduzindo com meus passos de dança sensuais até o puxar pela mão para que ele ficasse de pé para dançar comigo, ou pelo menos tentasse.

Ele se divertiu com isso e se esforçou para acompanhar meus passos, mas dançou a sua própria maneira, enquanto eu desci meus quadris até o chão e subi com meu corpo bem próximo do seu, porém sem beirar à vulgaridade.

Edward não resistiu à tentação e terminou me abraçando pela cintura. Jogou meus cabelos para um lado só e cheirou meu cangote. Beijou as zonas erógenas do meu pescoço e me virou de frente para ele.

Seus lábios se encontraram com os meus em um daqueles beijos cheios de pegada. Sua mão na minha nuca me trouxe mais para ele e o beijo que já estava intenso ganhou uma profundidade maior avançando para uma mordida excitante no meu queixo e beijos que foram da minha clavícula até meu colo.

Pensar ficou difícil para mim e nós dois caminhamos juntos para o sofá onde o sultão deitou meu corpo e nossos lábios voltaram a se beijar até seu órgão sexual cutucar minha coxa esquerda através das nossas roupas e ele se afastar abruptamente de mim quando ambos estávamos ofegantes de desejo.

─ Pelo bem da minha pobre sanidade mental é melhor a gente se comportar. ─ ele disse soando tão afetado quanto eu fiquei ao ser abandonada com meu corpo em chamas.

Eu meneie minha cabeça demonstrando que estou de acordo, porque não confiei na estabilidade da minha própria voz para falar.

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Uma hora após a tensão sexual ter explodido entre mim e Edward nós precisamos de um tempo para nos refazer daquele momento tórrido, mas depois tudo voltou à normalidade entre a gente, ou pelo menos nós fingimos que foi assim, e decidimos assistir a um filme interessante do gênero dramático.

O filme é bom. Um dos meus preferidos, e como eu descobri há pouco, um dos preferidos dele também. Porém, a temperatura diurna caiu e o frio que chegou relaxou tanto o meu corpo que em algum momento eu devo ter dormido, já que fechei meus olhos após um curto piscar e quando os abri de novo meu futuro marido não estava mais ao meu lado e eu estava deitada na minha cama.

─ Achei que você fosse dormir até amanhã. ─ Emmett comentou comigo quando entrei na sala de jantar no primeiro andar da nossa casa.

─ Quem me levou para a cama? ─ perguntei.

─ O seu noivo. Ele me chamou quando desci do segundo andar para pegar um documento que esqueci no meu escritório aqui em baixo e quando percebi que você tinha dormido sugeri que ele a levasse lá para cima. ─ respondeu.

─ Você não deveria ter importunado ele e eu não deveria ter dormindo tanto. Minha cabeça está doendo por ter dormido muito. ─ resmunguei e a noite já caiu lá fora.

─ Eu não o importunei. Ele estava fascinado observando você dormir e você ficou tão à vontade nos braços dele que é como se eles realmente fossem feitos para acomodá-la. ─ meditou.

─ Vai bancar o poético agora? ─ o provoquei.

─ Não, mas você deveria prestar mais atenção aos sentimentos dele. ─ sugeriu despertando meu interesse pelos seus pensamentos.

─ O que você quer dizer com isso? ─ questionei.

─ Você é inteligente o suficiente para descobrir sozinha quando estiver pronta. ─ respondeu e me deixou sozinha à mesa do jantar.

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─ Alteza a senhorita Brandon está aqui. ─ uma das servas que trabalha aqui em casa me avisou quando na manhã do dia seguinte eu estava me exercitando na academia particular daqui.

─ Sirva algo para ela beber e peça para que me espere na sala de visitas principal. ─ pedi.

A serva assentiu e quinze minutos mais tarde eu apareci na sala que indiquei.

Alice sorriu para mim quando me viu e me fez contar desde como foi o meu encontro com o sultão no parque até o que fizemos depois do almoço que ele e eu tivemos ontem.

─ Esse sultão está apaixonado por você. ─ afirmou depois de me ouvir atentamente.

─ Não viaja Alice! ─ desdenhei da sua afirmação.

─ É sério Bella. Nenhum homem vindo de uma cultura tão conservadora quanto à dele seria tão condescendente com uma mulher como você, especialmente se essa mulher for a noiva ou namorada dele, como você preferir se intitular. ─ deliberou.

Será? Será que é isso que Emmett tentou me dizer ontem à noite? Meditei quando mentalmente repassei as atitudes de Edward e as avaliei sob um novo ponto de vista.

Não. Não tem como ser verdade. É cedo demais para que ele já tenha esse tipo de sentimento por mim. Sentenciei e meu cabelo se agitou ao redor do meu rosto quando sacudi minha cabeça abandonando essa ideia absurda.

Alice reprovou minha atitude com seu olhar.

Ela me conhece bem e sabe o que eu estou fazendo.

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Está na hora de você e Emmett voltarem para casa. Eu os quero aqui amanhã. ─ papai me disse por telefone no meio da tarde daquele mesmo dia e o meu coração disparou de alegria.

Eu sempre quis voltar para Rajar. Rever o meu país pessoalmente é o meu maior desejo. Voltar para lá, no entanto também significa que eu estou a um passo de me casar com Edward e ser obrigada pelo meu dever como futura sultana de Suma a viver nesse país hostil.

─ Nós estaremos ai. ─ afirmei.

Eu sinto sua falta, aibnatu.* ─ sussurrou.

─ Eu também sinto a sua al'ab.* ─ respondi e ele desligou o telefone.

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Notas finais
Aibnatu.* Filha. Al'ab.* Pai. Duas graduações e duas pós-graduações* Nos EUA na maioria das vezes os alunos não vão direto do ensino médio para a universidade, porque na maioria dos cursos como direito, psicologia, medicina e ect eles obrigatoriamente precisam passar antes por uma espécie de pré-faculdade, mas para nós é como se fosse uma graduação, já que nos EUA os cursos de medicina, direito e muitos outros cursos universitários funcionam como se fossem uma pós-graduação para nós estrangeiros. Bhangra.* É um ritmo de dança indiano bastante popular que foi representado com grande frequência nas músicas indianas da novela brasileira Caminho das Índias.