O Sultão
54 Sedução
Notas iniciais
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Capítulo 53
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Bella
Edward e eu não tivemos muito tempo para estar descansando depois que seu pai acordou e sua mãe recuperou as lembranças dela ── O Sultão continuar no hospital é perigoso para a maneira que a gente precisa se comportar pelos nossos segredos até podemos mostrar toda a verdade e meu marido esteve organizando tudo com os médicos para o pós-operatório do pai estar continuando no palácio. Ele também esteve falando mais com a mãe para compreenderem como tudo esteve sendo no tempo que ela e meu sogro não estiveram em Suma e eu estive tentando acalmar Husam para ele alcançar aceitar melhor os pais biológicos ──, nosso bebê continua chamando Edward de pai e não acho que vai parar de chamar logo.
─ Fofinho lembra quando falei que algumas crianças têm dois pais e duas mães?
─ Lembro. ─ murmurou.
Ele tem estado muito mal-humorado.
─ Você também tem, só que de uma maneira diferente: seu pai Edward também é seu irmão mais velho e Jasper pode ser um “tiomão”, com os pais deles também sendo seus papais.
─ E você minha mamãe também?
Muita gente pode não alcançar compreender, mas me senti aliviada por ele não ter me colocado como a “outra” mamãe.
O abracei mais.
─ Também. ─ respondi, beijando seu cabelo.
Nur sorriu ouvindo nossa conversa e nos braços dela Husam entrou no banho.
Levantei do tapete do quarto dele ──. Alice estava me esperando na antessala do meu.
─ Husan está mais calmo?
Sentei no sofá que ela estava.
─ Acho que encontrei a melhor maneira dele pelo menos começar a aceitar nossos sogros.
Aspirou.
─ Não posso mais estar mal com Jasper pela Sultana Esme não ter gostado de mim.
─ E não tem que estar. Ele é mais conservador que Edward, só que a volta dos pais mexe com sentimentos dos dois e Jasper ama e respeita a mãe, mas se você conquistar o apoio dele ela nunca vai alcançar te derrubar.
─ Como você tem o do Edward?
Só que não sei até onde vai esse apoio.
─ Jasper e você têm que encontrar o equilíbrio para estarem juntos.
Alice levantou.
─ E vamos começar hoje.
Não a compreendi, só que também perguntei nada ──, tenho minhas próprias ideias para organizar.
Ela caminhou para a porta.
Fechei os olhos.
Ver a maneira que nossa sogra se comporta com Alice me deixa aliviada que minha mãe tenha começado a mudar de comportamento com Rosalie ou ela nunca ia estar feliz com meu irmão.
Levantei.
Edward continua trabalhando no seu escritório, mas daqui a pouco vai estar comigo e a gente precisa um pouco mais de calma juntos.
Caminhei para o banheiro e com a água fria acalmando meu corpo tive ideias melhores.
Me banhei mais ligeiro, escolhendo pela primeira vez colocar a roupa branca de odalisca que Rosalie me deu. Também coloquei uma maquiagem mais sensual que a que costumo colocar e escovei meu cabelo para ele estar mais macio e solto.
Ri.
Quando meu pai falou que eu estava noiva nunca achei que eu ia estar planejando seduzir Edward.
Coloquei uma abaya e caminhando por passagens secretas do palácio organizei tudo que vou estar precisando antes de entrar no seu escritório.
Sorri.
Ele estava olhando com interesse para o computador da sua mesa ── e ouvi os passos leves de uma bailarina nem sempre é fácil ──. Caminhei para mais perto dele, colocando as mãos no seu peito por trás da sua cadeira.
─ Minha flor. ─ ele se surpreendeu.
Sorri mais.
─ Não me casei só para ver meu marido trabalhar.
Levantou a cabeça para me olhar.
─ Ou eu para estar sem a minha amada esposa.
Beijei seu pescoço.
Sorriu.
Movi meus dedos para massagear seus ombros.
Baixou a cabeça, fechando os olhos. Beijei o outro lado do seu pescoço.
Aspirou.
Continuei com a massagem, mas Edward girou sua cadeira me colocando com uma pegada forte nas suas pernas ── A gente se beijou.
Mordi seu lábio inferior ── Nunca estive mais mal-intencionada.
Ele colocou seu rosto mais perto do seu, aprofundando nosso beijo.
Que homem!
Sua língua esteve na minha com uma paixão que... Aspirei.
Edward colocou mais do meu corpo perto do seu com sua mão base da minha cintura ── Nosso beijo continuou.
Peguei um véu de seda vermelha do interior do top estruturado da roupa de odalisca.
Edward beijou meu queixo. O coloquei nos seus olhos.
─ Planejando me seduzir? ─ sua voz estava mais sensual.
Sorri, movendo a língua por seu pombo de adão.
─ Sempre. ─ respondi também sensual.
Suas mãos estiveram por meu abdome e seios.
Aspirei de novo, mas levantei das suas pernas e com minha mão na sua Edward levantou. Só que, apesar dos seus olhos estarem cobertos me abraçou mais forte e me beijou.
Gemi na sua boca e percebendo que a mesa estava perto me sentou no tampo dela.
Escorreguei minhas mãos das laterais da sua coxa até seu peito.
Ele mordeu a ponta inferior da minha orelha.
─ Achei que era eu que estava seduzindo você. ─ murmurei.
Riu, levantando as mãos.
─ Vou tentar me comportar.
O afastei de leve e eu estando de pé, caminhamos para a passagem secreta, com ele continuando com os olhos cobertos.
─ Uma pista?
─ Não. ─ respondi rindo.
─ Minha flor.
─ Só caminhe.
Edward riu também, mas continuou caminhando e no antigo harém do palácio o coloquei sentado numa cama.
─ Por quanto tempo mais vou ter que estar com os olhos cobertos?
─ Paciência. ─ tirei minha abaya.
Velas perfumadas também estavam acesas e numa pequena mesa redonda coloquei doces afrodisíacos para a gente.
Sorri, colocando uma espada decorativa equilibrada na minha cabeça e um fino véu dourado me cobrindo dela até a cintura.
Liguei o aparelho de som com um pequeno controle remoto e ouvindo o começo da música ouvi Edward se movendo na cama.
Sorri de novo.
─ Pode descobri-los.
Um segundo calado.
─ Maravilhosa! ─ aspirou.
Eu estava de costas, com meus braços levantados acima da cabeça e as mãos colocadas uma na outra quando comecei a me mover no ritmo da música ── O som de violino e tambores tocando de maneira mais marcada no som colocaram os movimentos sensuais do meu corpo como se ele fosse as cordas do próprio violino sendo tocado devagar por experientes músicos.
O ritmo esteve mais ligeiro.
Movi mais meus quadris.
Edward começou a bater palmas no ritmo da música.
Virei de frente para ele, com seus olhos me acompanhando.
O ritmo esteve mais devagar e marcado de novo.
Movi o véu da minha cabeça, cobrindo até abaixo dos meus olhos com ele e movendo a cabeça com a espada equilibrada nela.
Girei o véu, sem deixar de estar movendo meus quadris e com os braços abertos o movi sensualmente atrás de mim.
Nova mudança de ritmo. Soltei o véu no chão, vendo Edward hipnotizado por mim acompanhando meus movimentos mais ligeiros com meus quadris de um lado a outro.
Curvei meu corpo para trás, colocando a espada na curva da minha cintura, movendo os braços como se estivesse o chamando com as mãos e os lábios abertos de leve, acompanhados de um olhar sedutor.
Coloquei a mão na lateral do rosto do Edward. ── Sua respiração pesou.
Ritmo mais devagar de novo.
Equilibrei a espada nos meus seios e quando a música esteve mais ligeira coloquei Edward doido com meu rebolado.
Girei completamente nos dois pés reajustando minha postura e só com um pé no chão girei novamente. Mas, quando estive com os dois nele de novo me coloquei na ponta deles e com a bunda empinada para cima os movi com meu corpo curvado para frente dando movimento e sensualidade para os meus quadris.
─ Gostosa.
Dei um pulinho para frente, movendo meus seios no ritmo apimentado da música. Girei novamente, colocando meus seios mais perto do peito do meu marido, mas não encostei nele e estive dando dois ou três passos para trás.
Ele estava com os lábios abertos de leve, com seus olhos cheios de tesão continuando a acompanhar meus movimentos.
Movi mais meu corpo para os lados e para frente, levantando uma perna para empurra seu peito.
Edward colocou seus cotovelos no colchão e subi na cama, movendo meu corpo com as minhas pernas apoiadas nas laterais das suas coxas.
Ele olhou para cima para me ver melhor e abaixei com sensualidade meu corpo até colocar meus seios na altura do seu rosto.
Levantou sua mão.
─ Não me toque.
Sorriu.
Coloquei a espada atrás da sua nuca, a movendo perto dela por uns segundos e me movi de cima do colchão para o chão com um rebolado gostoso de costas para Edward. Abri meus braços me movendo de um lado a outro de novo e as vezes os movimentos da espada marcavam a beleza do meu olhar.
Me coloquei de joelhos no chão, com a espada novamente equilibrada na minha cabeça, só que era meu rebolado que o estava colocando mais doido por mim.
Ele se colocou de pé. Também levantei sem parar de bailar. Um novo giro meu e curvando meu corpo para trás uma última vez a espada estava no chão, mas joguei sensualmente o véu para cima e com as mãos nas duas pontas dele o coloquei nas costas de Edward.
Ele me levou mais para o seu corpo, me beijando com vontade. O véu caiu e Edward inverteu as posições da gente.
Gemi.
Continuando nosso beijo caminhamos para a cama. Ele tirou sua thobe e não esteve sendo muito suave comigo, só que adorei o ter mais apimentado no meu corpo.
─ Edward! ─ falei mais alta e na terceira vez que esteve no meu interior Edward colocou meus joelhos no chão para que eu sentisse a suavidade dos lençóis da cama no meu clitóris, enquanto sua mão estava firme no meu cabelo e ele penetrava minha feminidade com vontade pela área posterior do meu corpo.
Chorei de prazer de novo, mas dessa vez não reagiu mal e doida de prazer nem percebi a maneira forte que o arranhei no braço na quarta vez que estivemos juntos.
─ Desculpe.
─ Não é como se eu tivesse sentido muito.
Rimos.
─ Mal comemos os doces.
─ Não acho que precisamos deles. ─ respondeu. ─ e não acabei com você. ─ chupou meu seio.
─ Edward... ─ sua boca esteve na minha.
Me coloquei em cima dele, ele me abraçou mais forte e essa não foi uma noite que dormimos.
───
─ Edward. ─ pela manhã sua mão esteve escorregando pelo meu abdome e também massageando um dos meus seios cobertos por minha blusa.
Me beijou. Retribui, mas parei falando:
─ Trabalho.
Riu.
─ Te adoro. ─ me beijou de leve.
Sorri.
Ele se afastou e ouvi outra porta batendo.
Olhei para ela.
Minha sogra. Corei.
Ela sorriu.
─ Não vi Alice no café da manhã.
Reajustei colocando meus pés no chão ── Eles estavam num dos sofás da minha sala de visitas com Edward.
─ Os enjoos não estão a deixando comer muito. ─ respondi.
─ E Edward?
Aspirei aliviada pela Sultana mãe não o ter visto.
─ A caminho do escritório dele.
Sentou do meu lado.
─ Você não vai estar no seu?
Levantei meu tablet.
─ Vou trabalhar daqui essa manhã.
Olhou para minhas roupas.
─ Fale. ─ murmurei, chateada.
Olhou para meu rosto.
─ Não a compreendo.
─ Estar só olhando não vai mudar meu comportamento ou o da Alice.
Se moveu desconfortável.
─ Não tenho nada contra vocês, só não alcanço combinar as duas num mesmo quadro do que conhecia dos meus filhos.
Coloquei o tablet nas minhas pernas.
─ As pessoas mudam.
─ Eu sei. Não estou reprovando nada quando as olho, só tento redescobrir os dois através do que vejo de vocês.
Surpresa.
─ Não é por nada que as pessoas chamavam Edward de “O Príncipe Rebelde”, ele sempre teve ideias mais abertas que a maioria dos conservadores tradicionais da nossa cultura, mas também tinha limites mais fortes para quebras públicas de costumes e tenho medo de não alcançar mais reconhecer meus filhos.
Reajustei minha postura para a olhar melhor.
─ E se os dois só estiverem mais livres? ─ perguntei.
Me olhou com mais interesse.
─ É muito fácil perceber que Edward sempre foi um espelho para Jasper, apesar das diferenças de comportamento entre eles e por tudo que teve que esconder pela hipocrisia da falecida, Edward esteve reprimindo muito da verdadeira pessoa que ele é. ─ expliquei.
Por Lady Hana ela conhece um pouco do que Jamilah escondeu de todos.
─ Ver Edward mais livre também coloca Jasper mais livre. ─ meditou.
Movi a cabeça.
A Sultana Mãe colocou sua mão na minha.
─ Obrigada.
Sorri de leve ── Ter me apaixonado por Edward não muda o bom equilíbrio que sempre tive entre razão e emoção e se desejo reencontrar a paz não posso estar guerreando com a mãe dele sem o colocar contra mim.
Ela caminhou para o seu quarto e eu não sou a única a ter alcançado um pouquinho de calma com meu marido; a tarde Alice se mostrou muito feliz por ter começado a encontrar seu equilíbrio com Jasper ──. Apesar, da distância os dois estiveram conversando pela internet e alcançaram compreender os motivos um do outro para o comportamento que tiveram pela Sultana Esme antes da viagem dele para a Maniza.
Sorri e pela noite estive com o Sultão Carlisle na ala médica do palácio ── O trouxemos há poucas horas.
─ Bai*. ─ estive mais perto da sua cama.
Sorriu quando o chamei de pai no árabe sumanes ── Não sei explicar o motivo, só que ele me dá a paz que não sinto perto da sua esposa.
─ Pequena, Bella.
Também sorri.
─ A reconheci pelos seus olhos, eles lembram muito o do seu pai.
─ Como está? ─ perguntei baixo.
─ Para uma pessoa que esteve em coma por anos, doido para poder me levantar da cama.
Sorrimos.
─ Só um pouco mais de paciência, acho que seus filhos não aguentam um novo susto.
─ Eu mal aguento para reencontrar Jasper quando ele estiver em Suma e ver Edward sorrindo de novo me deixa cheio de alegria. Mas, quando vou conhece Alice? Esme esteve me falando que você e Edward têm um filho do coração e Alice e Jasper vão dar a gente mais um neto.
Me movi desconfortável ── Ver ele e minha sogra achando que Husam é neto deles é muito difícil para mim e Edward, mas continuamos tendo que esperar até que meu sogro esteja melhor para mostramos a verdade para os dois.
─ Ela achou melhor não cansar mais o senhor hoje, mas vai estar vindo amanhã.
─ Tenho motivos para achar que não vou gostar dela?
Pisquei surpresa.
─ Alice tem um coração muito bonito.
Sorriu.
─ Acho que Edward, só estava sendo Edward. ─ sorriu mais percebendo que não compreendi nada. ─ Superprotetor com o irmão. ─ explicou. ─ Ele me pediu para olhar mais do que a aparência física dela quando a ver.
Mordi os lábios.
─ Alice é americana.
Surpresa para ele. Continuei:
─ Também tem toda a proteção da minha família, só que escolhi não mostrar muito da nossa cultura para ela e pelo casamento com Jasper está aprendendo devagar os costumes da gente.
Meu sogro me olhou como se tivesse acabado de conhecer um segredo.
─ Esme está sendo difícil com vocês.
Vacilei um pouco.
─ Ela... acaba de conhecer a gente.
Riu.
─ Filha, você é uma diplomata por educação, mas minha esposa e eu vimos como Edward sofreu pela morte da Jamilah e ela só vai parar de ser difícil com vocês quando alcançar a certeza que Jasper e ele não vão sofrer mais por mal julgamento da família política deles.
Olhei para o outro lado. Tudo podia estar pior, ele não sabe das traições da falecida.
─ Um bom governante não é só o que cuida do seu povo, mas também o que educa seu sucessor para nunca os machucar e pela maneira que educou Edward as pessoas reaprenderam a respeitá-lo. São as minhas quebras de costumes que elas olham como “problema”.
Vincou a testa. Beijei seu rosto.
─ Descanse.
Meu sogro colocou a mão na minha, sem nunca mostrar desgosto pela minha roupa ocidental.
─ Só não o machuque, porque não vou estar parado.
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