O Sultão
13 Príncipe Jasper
Notas iniciais
───────
Capítulo 12
───────
Bella
─ Alteza. ─ ele moveu a cabeça e caminhou para perto de mim, no entanto parou deixando uma distância regular entre a gente.
─ Seja... bem-vindo. ─ minha voz vacilou pelo peso da surpresa.
─ Obrigado. ─ respondeu dando um passo para trás.
Caminhei para os meus pais e Edward.
─ Boa noite. ─ murmurei.
Mamãe beijou minhas bochechas, papai colocou meu rosto entre as mãos dele e beijou minha testa.
─ Minha joia preciosa, as estrelas invejam sua beleza. ─ ele disse.
Corei.
Hoje é a primeira vez desde que voltei para Rajar que estou usando joias com pedras preciosas num compromisso oficial, porque a gerações é tradição da nossa família num jantar de Estado colocar joias de propriedade pessoal ou de custódia real para estar num e não por requinte, mas tudo o que usamos nesses eventos é símbolo do poder e influência do nosso país e não quer dizer que não me sinta desconfortável mostrando riquezas no meio da miséria da guerra.
Edward sorriu.
─ Boa noite, Isabella. ─ ele disse.
O Príncipe virou a cabeça de lado e pelo canto do olho vi um sentimento diferente passando no olhar dele.
Seu sorriso foi suave.
Papai apontou para a mesa do jantar, puxou uma cadeira para minha mãe e outra para mim.
Edward e seu irmão sentaram no lado oposto do meu.
─ O Príncipe Jasper está aqui para a cerimônia oficial do seu noivado com o irmão dele.
Olhei para meu pai o ouvindo falar.
─ Compreendo. ─ murmurei escondendo minha indignação por não ter sido informada da participação dele antes.
Minha mãe me olhou pelo canto do olho. Ela me conhece bem.
Edward também me olhou, mas não falou nada.
A comida foi servida em silêncio pelos copeiros do palácio.
─ Meu irmão disse que a Princesa integra as Forças Armadas rajanesas. ─ o Príncipe disse com calma.
Papai olhou para ele.
─ Bella é parte do comando delas e pese o que pese suas escolhas, minha filha é muito respeitada pelas nossas tropas. ─ respondeu orgulhoso.
Meu futuro cunhado mexeu a cabeça aprovando.
Baixei minha cabeça.
Mais cedo também falei com meu pai do novo procedimento para dispensas militares e reação desagradável do Capitão Bakir a ela.
O Príncipe virou para mim.
─ Brindo aos seus talentos. ─ ele levantou sua taça de suco e meus pais e Edward o copiaram.
O olhei com gentileza.
Sua postura é mais conservadora que a do irmão, mas não é desagradável, só pede mais cuidado para lidar com a sua personalidade mais fechada.
─ Bella. ─ papai falou comigo depois do prato principal servido.
Olhei para ele.
─ O Príncipe Jasper estava em Alzan para pressionar o Sultão a assinar o tratado de paz com o nosso país antes do seu casamento com Edward.
Olhei para o meu noivo e um lado meu estava surpreso, mas outro não, porque ele tinha falado no tema quando fomos ao abrigo antiguerra.
─ Algum resultado bom? ─ perguntei olhando par os irmãos Cullen.
Jasper ergueu e baixou os ombros.
─ Não estava autorizado para brincar com a vida do seu irmão.
Apertei o gafo que estava na minha mão.
─ Do que fala? ─ papai verbalizou meus pensamentos.
─ O Sultão de Alzan quer que o seu filho se case com a filha dele e entregue como dote para ela um quarto das suas reservas de petróleo com mais um quarto das reservas de água para colocar fim na guerra. ─ respondeu.
─ Nunca. ─ grunhi pensando em Emmett.
─ E eu que me perguntava por que esse chacal não fez esse tipo proposta antes do começo da guerra. ─ mamãe murmurou.
─ Ele fez, mas eu disse não. ─ meu pai surpreendeu a gente.
─ A sua proteção a Emmett está por trás da guerra? ─ perguntei.
Papai abaixou a cabeça e Edward virou a dele para o lado.
Ele também sabia da antiga proposta.
─ Que me condenem, mas eu não ia entregar o que pertence ao nosso povo para Alzan, nem casar meu filho com outra criança. Emmett só tinha treze anos e... ─ meu pai respondeu.
─ Mais tarde o Sultão de Alzan ia querer mais que um quarto das reservas petrolíferas ou aguarias de Rajar. ─ o Príncipe continuou a frase dele olhando para mim.
─ A mim. ─ nem precisei de tempo para compreender seu olhar.
─ Mas eu também não estava autorizado a negociá-la.
─ Jasper! ─ Edward alterou sua voz o repreendendo pelo que deixou escapar.
─ Você me falou para nunca esconder verdades dela.
É, mas meu pai e ele esconderam.
Edward curvou as sobrancelhas.
─ Não me sinto bem. ─ mamãe disse do meu lado.
Coloquei minha mão em cima da dela.
─ E o que negociou? ─ questionei.
─ Não negociei, mas liberei todos os embargos contra Alzan e os aliados mais fortes dele para forçar o Sultão a assinar o tratado.
Olhei para Edward.
─ Jasper é o Ministro da Defesa interna e externa de Suma e tem as mesmas qualidades que eu na economia.
Movi a cabeça.
É, mas numa guerra nunca sabemos o próximo passo de um adversário inconsequente. E se...
Não falei nada. Edward tem o direito de ouvir o que acho antes de todos.
Desconfiando do meu silêncio na sobremesa papai virou para mim com preocupação no olhar.
Por debaixo da mesa ele encostou seu pé no meu e numa das sacadas da minha ala particular no palácio surpreendentemente encontrei o Príncipe Jasper me esperando.
─ Alteza. ─ falei com ele a três passos de distância da cadeira que estava sentado.
─ Princesa. ─ respondeu levantando.
─ Eu... ─ vacilei.
─ Gostou dos croquis do meu irmão?
Pisquei surpresa.
─ O bilhete grudado no envelope era meu.
Pisquei de novo.
─ Sheik Khalid só entregou por mim.
Sorriu.
Tremi.
Não tem nada de reconfortante no seu sorriso, só malicia ou... Não sei.
─ Tirou eles de Suma?
─ No mesmo dia que viajei para Alzan.
Me senti indignada.
─ Não vou usar os vestidos, não vou tirar a privacidade dele. ─ respondi pensando em Edward.
─ Alteza, não vá pelo mesmo caminho da Princesa Jamilah, não superproteja o meu irmão. Ele quer você usando os vestidos, mas nunca ia mostrá-los para não roubar mais uma escolha sua.
─ Mais uma...?
─ Não escolheu se casar com ele.
Será que não? Eu podia enfrentar o meu pai e abandonar o meu povo para não...
─ Não, não podia, porque nasceu presa ao dever. ─ ele interrompeu minha meditação e não disse todas as palavras, mas posso ouvir a continuação delas no seu coração: como eu estou preso aos meus.
─ E não quer que ele desconfie das suas intenções de novo.
─ Como...? ─ se surpreendeu.
─ Seu irmão me falou da atitude dele com você quando ela morreu, sei que ele acreditou que Vossa Alteza estava tão desesperado para ajuda-lo que diria qualquer coisa para vê-lo melhor.
─ E você... o que acha? ─ grunhiu mau-interpretando minha resposta.
─ O amor fraternal é admirável e você só disse a verdade, mas quem mentiu para a Princesa matou uma parte dele com ela.
─ A parte que você está revivendo. ─ afirmou. ─ Não se engane Alteza, meu irmão é tolerante com as suas ousadias porque a ama.
Como ele amou Jamilah, como... me ama e ela não soube dar valor ao amor dele, como eu não... Me senti tonta.
─...e a modernidade que brilha na personalidade dele veio do nosso pai. Mas, ele não deixa de ser um sumanes que está passando por cima da própria cultura por você. ─ parou. ─ Está bem? ─ perguntou preocupado.
O sangue estava desaparecendo do meu rosto.
─ Quanto da personalidade dele o Sultão está reprimindo por mim? ─ questionei enjoada.
─ Reprimindo não, mudando. ─ me contradisse. ─ Muito. Mas, não é essa a consequência do amor? Ele muda as pessoas e o amor do meu irmão por Jamilah o mudou para a pior desde que ela começou a não confiar nele, mas o que ele sente por você é diferente, Edward brilha como a luz das estrelas no céu do deserto.
Sacudi a cabeça.
─ Vi como você se comportou no jantar, Alteza. A minha postura mais conservadora faz você desconfiar de mim, nem tentou esconder sua reação e duvido que esconda dos outros sumaneses que conheceu.
Coloquei as mãos no balcão da sacada olhando para imensidão de areia do deserto.
─ Sei que estou errando com os sumaneses, se não errasse é que ia ser surpreendente. Só há dias eu soube que estou noiva do Sultão e me casar aos dezenove anos não é o que estava nos meus planos. ─ resmunguei.
─ Teria se casado aos dezoito se o seu pai e Edward não mimassem você, mas eles queriam te dar mais tempo para aproveitar sua liberdade. ─ disse com calma.
Resfoleguei.
─ Alteza não estou aqui para brigar, só para pedir que não deixe as pessoas enganarem você como enganaram Jamilah, porque meu irmão é forte, mas não é invencível e ele vai cair se um dia você também escolher a saída mais fácil.
Virei para olhá-lo.
─ Considera tirar a própria vida como uma reação covarde?
─ Ou de egoísmo, porque corajoso mesmo é quem suporta conviver com a vergonha da humilhação e Jamilah não soube conviver com ela.
Fiquei sem palavras.
A vergonha da humilhação? O que tem no passado do irmão dele?
Aspirei fundo.
─ Não conheço o caminho mais fácil e prefiro não caminhar por lugares desconhecidos. ─ respondi.
O Príncipe moveu sua cabeça aprovando.
─ Vou proteger Vossa Alteza como nunca protegi Jamilah, mas devia ter protegido. Vou cuidar de você como nunca cuidei dela para poder cuidar do meu irmão.
Olhei para ele com admiração no olhar.
─ Diferente dele não conheço o amor romântico, mas conheço a lealdade e a valorizo como valorizo o amor familiar e mesmo em pouco tempo de convivência ele conseguiu conquistar minha lealdade. ─ disse e pela primeira vez meu futuro cunhado sorriu com gentileza para mim.
─ Também não conheço o amor romântico, mas quem tem minha lealdade tem tudo de mim e vou protegê-la como for pela sua lealdade a Edward.
Assenti.
─ Bella. ─ minha mãe me chamou na antessala do meu quarto.
O Príncipe pediu silêncio.
─ A encontro amanhã. ─ ele disse saindo pelo outro lado.
─ Bella. ─ ela chamou de novo.
─ Na sacada para o jardim principal. ─ respondi e a preocupação gerada no jantar estava no rosto dela quando a vi.
─ Não gostei do comportamento do Príncipe Jasper.
─ Do comportamento ou dele? ─ perguntei.
─ E tem diferença?
─ Sabe que tem. ─ sorri.
─ Ele é muito...
─ Conservador? ─ sugeri.
─ É.
─ Ele ou o comportamento dele? ─ perguntei de novo.
─ E se ele for uma ameaça para você? ─ ela continuou como se eu não tivesse falado nada.
Apartei os lábios para não sorrir.
Não posso falar que o Príncipe prometeu sua proteção para mim e sei que ele estava sendo honesto, porque também sei quando mentem para mim.
─ A gente pode estar errada. Mãe os sumaneses também não gostam de mim, mas o desgosto deles não faz de mim uma má pessoa.
─ E se... e se...
─ E nada. ─ beijei a lateral do cabelo dela.
Mamãe me abraçou.
─ Não quero ver você ir embora de novo. ─ murmurou baixo.
─ É pelo bem do nosso povo. ─ sussurrei.
Ela me abraçou mais apertado.
─ Amo você. ─ minha mãe disse.
Também a abracei mais forte e pela manhã quando acordei encontrei meu pai sentado na minha cama.
─ Bom dia. ─ ele sorriu para mim.
Me sentei.
─ Bom dia. ─ respondi.
─ Muito decepcionada comigo?
Não compreendi a pergunta.
─ Do que...?
─ Por eu não ter protegido Rajar da guerra casando seu irmão com a Princesa de Alzan quando vocês eram crianças. ─ esclareceu.
─ Só me decepcionaria se Emmett estivesse casado com ela. ─ afirmei.
Papai me abraçou beijando a minha testa.
─ Amo você.
─ Eu mais. ─ disse com a minha voz abafada pelo tecido da sua thobe quando encostei minha cabeça no seu peito.
─ O que você acha do Príncipe Jasper? ─ perguntou.
─ Mais conservador que o irmão e leal a ele.
Meu pai concordou.
─ Se ele tentar prejudicar você...
─ O senhor vai saber. ─ prometi.
Papai me abraçou de novo e me fez prometer não falar para Emmett da sua proteção a ele.
Concordei levantando da cama para entrar no banheiro quando papai saiu do meu quarto e depois do meu primeiro compromisso do dia encontrei Edward na biblioteca do palácio.
Contos de Amor. Li a capa do livro que estava na sua mão.
─ É um dos melhores da nossa literatura nacional. ─ sentei do lado dele no sofá.
─ Não está com raiva de mim? ─ perguntou.
─ Por que estaria?
─ Não contei da chegada do meu irmão quando você disse que queria conhecê-lo. ─ respondeu baixo.
Ergui e baixei os ombros.
─ Me senti indignada com os meus pais por não terem falado nada, mas passou logo e quando o vi eu sabia que você queria me surpreender. ─ encostei minha cabeça no peito dele.
Sua equipe de segurança e seus assessores não estão por perto.
─ Mas se irritou quando percebeu que eu sabia da proteção do seu pai para o seu irmão e não te falei nada. ─ ele não estava perguntado.
Aspirei.
─ Emmett é meu amigo de todas as horas, ele é meu ponto de razão quando tudo dentro de mim está louco, mas prometi a meu pai que não vou falar nada para o meu irmão e acho que ele arrancou a mesma promessa de você. ─ meditei.
─ Arrancou e por ética politica eu também não podia falar nada, mas seu pai a colocou numa corda bamba.
Suspirei de novo.
É, ele colocou, porque se Emmett descobrir a verdade e depois souber que não falei nada para ele vai estar furioso comigo, mas...
─ Emmett sabe que eu não traio segredos e no começo ele vai estar muito, mas muito irritado comigo e magoado também, se descobrir tudo, porém sei que depois vai parar para tentar compreender a minha atitude. ─ respondi baixo.
Edward sorriu colocando a mão na minha bochecha.
─ Você continua querendo viajar para Suma antes do nosso casamento? ─ questionou.
─ Continuo. ─ surpreendentemente ri.
─ Quê? ─ a voz dele estava leve.
─ Nada, é só um pensamento bobo. ─ ri de novo.
Ele me olhou interessando.
─ Divida ele comigo, por favor. ─ sua voz saiu fofa quando falou.
Apertei os lábios para não sorrir.
─ Ainda bem que você não é religioso ou mal falaria duas palavras para mim.
Edward riu, mas ele sabe que estou falando sério.
No islamismo os fieis mais fervorosos nem colocam pessoalmente o anel de noivado no dedo das suas noivas, porque elas ainda não são deles aos olhos de Alá e se não são não podem tocar nelas.
Ele colocou as duas mãos no meu rosto e olhou nos meus olhos.
─ Religião para mim é estar conectado com Alá e existem mil maneiras de estar conectado com ele sem cumprimos centenas de preceitos religiosos que às vezes nem têm sentido para a gente como pessoa. ─ meditou.
Sorri.
─ O que tem sentido para você? ─ perguntei.
─ Você. ─ respondeu e seu hálito doce soprou no meu rosto.
Beijei o canto dos seus lábios.
─ Sorte a nossa, eu também não sou religiosa. ─ eu disse perto da sua boca.
Edward me beijou.
Enfiei meus dedos no seu cabelo e deitada no sofá, com ele sentado perto de mim, aprofundamos o beijo.
Aspirei seu cheiro gostoso.
Edward colocou uma mão na minha cintura e seus lábios suaves beijaram o meu pescoço.
Aspirei de novo e virei o rosto beijando sua bochecha.
Sua mão escorregou pela minha cintura quando seus lábios subiram pelo meu pescoço, beijaram meu queixo e beijaram minha boca outra vez.
Segurei sua nuca e fiz cafuné no cabelo dele.
Parei minha mão no seu ombro e a outra coloquei nas suas costas.
Sua língua sensual se movendo com a minha, seu belo corpo perto do meu.
Meus pulmões pediram ar e ele acabou nosso beijo beijando a ponta do meu nariz. Se afastou de mim e sentei no sofá.
Nossas respirações estavam pesadas.
─ Não importa quantas vezes eu te beije, você sempre explode o meu autocontrole. ─ resfolegou.
Sorri.
É, ele também explode o meu.
Edward sentou no sofá de novo, mas longe de mim.
Não falei nada.
Ele olhou para mim e sorriu recolocando uma mecha do meu cabelo no lugar. Se reaproximou de mim me abraçando e beijei seu peito. Por cima da roupa passou a mão nas minhas costas acarinhou meu cabelo com seus lábios e em silêncio deitei no seu peito de novo.
Sua respiração soprou meu cabelo.
─ O que achou do meu irmão? ─ perguntou.
─ Ele é como um clássico literário para leitores compulsivos: complexo, mas fascinante demais para deixar a leitura pela metade quando a compreensão da leitura está difícil.
─ Sendo diplomática para não ofender alguém? ─ desconfiou.
Ri.
─ Não, mas não acabei a leitura para ter minha opinião completa dele. ─ respondi.
─ Mas...?
─ Tenho medo da próxima reação de Alzan contra os embargos de Suma.
Edward avaliou meu rosto.
─ E se por eles Suma também tiver que enfrentar uma guerra? E se... ─ tremi.
─ Shiii... não vai. ─ colocou seu dedo indicador nos meus lábios.
─ Nunca sabemos o próximo passo de um inimigo inconsequente. ─ o contradisse.
Edward colocou suas mãos no meu rosto.
─ Iã albi* ─ pela segunda vez me chamou de meu coração em árabe. ─ O Sultão de Alzan é inconsequente, mas eu não, ele não tem armas suficiente para lutar contra a força combinada de Suma e Rajar. ─ sorriu.
Não sugerir o adiantamento do nosso casamento e o abracei deitando minha cabeça no seu peito de novo.
─ Desculpe, mas...
─ ... a possibilidade de ver o meu país em guerra por proteger o seu assustou você. ─ continuou minha frase. ─ Eu sei, não me ofendi. ─ respondeu calmo.
─ Desculpe. ─ repeti. ─ Edward...
─ Hum.
─ Um lado meu queria viajar a Suma antes do nosso casamento para conhecer seu irmão e ele está aqui, mas continuo querendo viajar para tentar me aproximar do seu povo.
─ Minha flor é...
─ Perigoso. ─ antecipei o fim da sua frase. ─ Eu sei, mas você disse que meu plano para despistar os inimigos é bom.
─ Só que não é aprova de falhas.
─ Como quase tudo que vem da humanidade. Por favor, Edward.
─ Seus pais...
─ Vou falar com eles, por favor. ─ sentei em cima das minhas pernas com meus dedos entrelaçados debaixo do queixo.
Aspirou.
─ Vamos decolar juntos no meu avião. ─ respondeu.
─ Obrigada! ─ me joguei contra seu peito o abraçando.
Ele beijou meu cabelo e mais tarde na hora do meu próximo compromisso encontrei o Príncipe Jasper na porta do meu escritório.
─ Alteza. ─ falei com ele.
Seu assessor me reverenciou.
Movi minha mão para que ele reajustasse sua postura de novo.
─ Podemos continuar a conversa de ontem?
Apertei meus lábios.
Próximo =>
Fale com o autor