Notas iniciais
Oi flores e queridos. Fiz tudo o que esteve no meu alcance para atualizar hoje, porque vou ter que estar um tempinho sem atualizar a O Sultão, mas vou estar voltando com os últimos capítulos dela no final de janeiro. Muito obrigada pelos comentários de vocês. Leitoras ou leitores novos sejam todos (as) bem-vindos (as) e boa leitura a todos (as).

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Capítulo 60

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Bella

As fotos do aniversário de Edward foram mostradas na imprensa de muitos países, mas nada foi falado de não estamos na capital sumanesa e com todos os exames pré-operatórios feitos a cirurgia plástica para reconstruir o rosto do Sultão Carlisle aconteceu no começo de julho.

Sua recuperação foi muito boa, escolhendo reaparecer para o povo num vídeo com Alice, ── nele os dois estavam vendo roupas para a bebê dela pela internet ──, e tendo na última semana daquele mês a boa notícia de que a vacinação contra o vírus da pandemia podia começar ninguém da nossa família se vacinou antes das pessoas do grupo de risco. Mas, para que elas tivessem um bom exemplo do governo escolhemos o conselheiro mais velho do sultanato para ser o primeiro a ser vacinado e só no final de agosto, ── quando o grupo de risco estava começando a ter a segunda dose da vacina ──, a gente também se vacinou, começando pelo Sultão Carlisle, por ser o mais velho entre nós. Só que, colocamos Alice fora da campanha por quase estar no sexto mês de gravidez ── Ela não pode estar sendo vacinada até ter sua bebê.

Também permitimos que alguns parentes que desejavam ver meus sogros visitassem o palácio em outubro, mas ia ser melhor não ter permitido ── Eram gaviões disfarçados de parentes.

Eu não alcançava sentir nada de bom vindo deles.

─ Boa tarde.

─ Majestade. ─ oito pessoas diferentes levantaram, se curvando para mim quando desci a escadaria do jardim privado para falar com elas.

Movi a mão para reajustassem a postura e Edward a beijou.

─ Minha flor. ─ sorri para ele. ─ Está maravilhosa.

Não é o que seus parentes achavam: os homens me olhavam com reprovação por eu não estar com o hijab e as mulheres não foram boas para esconder que achavam que ia me ver vestida como uma ocidental.

Seus parentes viram o rosto para não o ver beijando minha mão.

Conservadores.

Caminhei para os meus sogros.

─ Bai, imm*. ─ beijei o rosto dos dois.

A Sultana Esme sorriu para mim ── É a primeira vez que a chamo de mãe.

Ela olhou para uma das suas parentas.

─ O que tem de errado na Sultana, Atifa?

A senhora estava me olhando muito mais do que é educado para uma pessoa.

─ Nada. ─ respondeu baixo.

Sua filha apertou os lábios, me olhando também.

─ Só achamos que a gente ia ver ela mais... ocidental.

Olhei para o meu kaftan branco com flores coloridas desenhado pela Sultana Esme e seu marido sorriu.

─ A Sultana Isabella é mais árabe-muçulmana que muita gente que nunca esteve no ocidente.

─ E a verdadeira ocidental da família sou eu. ─ Alice também desceu a escadaria do jardim que estávamos.

Edward e seu pai sorriram, a olhando, com meu marido caminhando para ela.

─ Alice.

─ Majestade. ─ Alice se curvou, apesar de pela gravidez ele ter pedido para ela não estar se curvando para mostrar respeito a gente.

A olhou tolerante.

─ O vestido está mais bonito em você do que achei que ia estar.

Minha amiga também sorriu.

─ Quando o design é bom tudo acaba estando perfeito na gente.

Os três sorrimos, mas percebendo que só sete pessoas se curvaram para ela e com Alice movendo a mão para que reajustassem a postura, ele acabou olhando muito descontente para a filha de Lady Atifa.

─ Não reconhece a Princesa Alice, Lady Malika?

“Lady Malika”, não só “Malika”. Era o Sultão que estava falando, não o parente dela ── Ele não tolerava desrespeito.

A moça perdeu a cor e a noite quando todos estivemos juntos de novo as diferenças entre nossa família e os parentes distantes que temos estiveram muito mais perceptíveis.

─ Minha filha mais velha tem dois meninos e uma menina e sempre mostramos nossos rapazinhos com orgulho.

Aí está novamente o velho “dois pesos e duas medidas” da nossa cultura: Os “rapazinhos”, mas não a “mocinha”.

─ Minha nora teve uma menina primeiro, mas mal sua bebê estava com onze meses o pequeno nasceu. ─ Lady Nádia também se gloriava com sua irmã Atifa e para compreendemos todo o jogo delas tínhamos que ouvir mais do que as palavras das duas.

─ Achei que sua neta só tivesse dez meses quando ele nasceu.

Nádia começou a marcar seus próprios pontos mostrando as fraquezas da irmã mais velha, só que Alice continuava longe de compreender o verdadeiro motivo do jogo sujo delas, apesar das suas contas matemáticas estarem muito boas ao perceber a quebra de dogmas do islamismo.

─ Não é “impuro” um muçulmano estar com a esposa antes do final da quarentena dela? ─ perguntou baixinho.

Virei o rosto para esconder o riso.

─ Tem pessoas que esquecem que nasceram de uma mulher. ─ Carlisle falou para todos ouvirem e só a família da gente não se moveu desconfortável.

─ Não esquecemos nada, Carl, mas são os homens que protegem as mulheres quando a segurança da gente é ameaçada.

─ Eu não a ouvi. ─ Alice e a Sultana Esme murmuraram baixo, mas por motivos muito diferentes: indignação e ciúme.

Ri mais, só que baixinho e com o rosto escondido no ombro do meu marido.

Jasper colocou sua mão na da Alice ── Ele conhece muito todos os pontos da nossa cultura para compreender ligeiro o comportamento sujo dos seus parentes e estive aliviada por ela continuar sem alcançar perceber nada ou ia acabar se preocupando muito pelo que não precisa ter medo.

Jasper tem mostrado muito que, apesar das pesadas diferenças culturais entre os dois minha amiga é única para ele e pelo contrato de casamento que temos a lei não permite que Edward e ele tenham mais esposas enquanto estiverem casados com a gente. Só que, para muitas pessoas mais conservadoras da nossa cultura o casamento religioso supera a importância do civil e o casamento religioso dos dois só vai acontecer em fevereiro.

Meu rosto não mostrou nada para elas, mas sei que tudo que as parentas dos dois estavam tentando era mostrarem que as filhas solteiras delas podem ser esposas maravilhosas para darem a eles os filhos que os dois não têm ── As duas não estavam contando Husam como filho meu filho com Edward, mas dos seus pais e pela religião ele ainda pode se casar mais três vezes.

Minha paciência estava perto de acabar.

Edward colocou a mão na minha ── Seus parentes nunca olhavam para a gente ou para Alice e Jasper quando tínhamos mostras públicas de carinho ──, mas seu olhar pesou os olhando quando esteve falando com eles:

─ Ia ser bom que as pessoas lembrassem que para a boa saúde delas as mulheres precisam muito mais que dois meses para que o corpo se recupere antes com segurança de engravidarem de novo.

Seus pais o olharam com orgulho, com suas duas parentas calando chocadas pela maneira que falou com elas.

─ Pelo que me lembro seus maridos também não estão perto do trono para terem a obrigação de darem um herdeiro para Suma. ─ novamente nossos visitantes se moveram desconfortáveis. ─ Não coloquem suas filhas no caminho da morte por costumes ultrapassados que os verdadeiros sábios não acreditam.

Todos abaixaram a cabeça e não responderam ── Na realeza quando um governante fala todos calam.

Jasper os olhou.

─ Obrigado por tentarem “atualizar” meus pais com as notícias da nossa família pelo tempo que eles estiveram afastados do nosso país, mas eu não ia merecer ser Ministro da Defesa se não conhece tudo das pessoas que entram no palácio para estarem com a gente.

Seu pai riu.

Meu cunhado tinha falado do seu trabalho quase como brincadeira e seu comportamento intencional foi a melhor escolha para que o Sultão Carlisle colocasse nosso jantar mais leve com seu riso também intencional. Mas, Nádia e Atifa não eram as únicas a se mostrarem pesadas na visita que estávamos tendo ── As filhas mais novas e solteiras, que as duas tinham, também nunca iam ser pessoas que Alice e eu alcançássemos ver como nossas amigas.

─ Ouvimos falar que Vossa Alteza e Vossa Majestade são muito boas odaliscas, mas Leena e eu somos as melhores da nossa tribo e acho que vencemos vocês no ritmo que for.

Alice e eu percebemos que por trás das suas palavras inocentes Muna nos chamou de prostitutas e tentava mostrar que ela e a prima são melhores que a gente no sexo.

As duas estavam aproveitando que meus sogros estavam com seus pais bebendo café numa das sacadas do palácio e Edward estava colocando Husam para dormir ── Alice e eu estávamos com elas numa das salas de estar da ala de hospedes.

─ Estão com vinte e dois anos, daqui um ano vão estar alcançando a idade limite da cultura de Suma e Rajar aceitável para uma moça estar solteira, mas devagar com a imprudência de vocês.

─ Se lembram do que aconteceu com Lady Tanya compreendem o que acontece com as pessoas que acabam com a paciência dela ou a minha e as duas não conhecem do que somos capazes quando imprudentes persistem em estarem se insinuando para estarem casadas com Jasper e Edward.

─ Sua... ─ Lady Leena levantou a mão para bater na Alice, mas me coloquei na frente dela e a voz forte de Jasper surpreendeu a todas.

─ Levante a mão para minha esposa de novo ou a coloque na Sultana e vou ter a melhor desculpa para acabar com você sem estar quebrando a lei que criei para proteger as mulheres. ─ os olhos do meu cunhado tinham a agressividade que só vi quando ele encontrou Lady Tanya me ameaçando.

Lady Leena tremeu.

Olhei para ele.

─ Alice sempre vai estar protegidas comigo e, apesar de serem imprudentes as duas não são doidas de esquecerem que a punição para quem coloca a mão num membro da realeza sumanesa é a morte.

Lady Leena tremeu mais.

─ Jasper. ─ sua voz também tremeu.

─ Alteza, é o que ele é para você. ─ Edward apareceu do lado oposto que o irmão estava. ─ e se seus pais tinham esquecido lembrei a eles que não estamos disponíveis no mercado de casamento. ─ seus olhos brilharam com a mesma força de quando está governando. ─ Eles também não vão ter mais que se preocuparem com um bom casamento para vocês.

As duas mostraram medo no olhar ── Elas perceberam que não iam ouvir mais nada de bom dele:

─ Tudo vai ser arranjado e organizado por mim e não tem pessoa que recuse a escolha de um Sultão.

Jasper sorriu.

Seu irmão ia mostrar todos através dos próprios parentes que não aceita o desrespeito a suas escolhas de governo ou pessoais.

Também sorri, mas sentia que nada tinha acabado aí e na próxima semana quando reencontrei meu irmão em Rajar para o seu casamento com Rosalie todos que viam a gente no aeroporto privado da nossa família acharam que eu estava chorando por alcançar estar com ele novamente, só que Emmett sabia que na verdade eu estava aliviando o peso que tinha no meu coração.

─ Sempre vou estar para você, irmãzinha. ─ falou baixo, beijando minha cabeça.

O abracei mais e pelos próximos cinco dias nossos parentes mais parentes ──, agradáveis ou desagradáveis ──, estiveram com a gente para participarem dos costumes que temos na nossa cultura antes e depois de um casamento.

Tivemos muita música, poesias de amor e doces para colocar na boca de Rosalie. Banhos e mais tratamentos estéticos com óleos perfumados que têm significados especiais como prosperidade, paz, fertilidade e paixão para os recém-casados ou harmonia e união deles com toda a família que ganham pelo casamento.

Muitos ritmos diferentes e animados de dança, o famoso som festivo do zaghareet e a velha tradição de perguntar quem ia entregar a Rosalie em casamento para Emmett ── Ela e toda sua família são cristãos, mas aceitaram participar dos costumes que temos e pela primeira vez Suma vai ver seu Príncipe Herdeiro ter um casamento ecumênico pelo meu irmão ter um religião diferente da sua noiva, apesar dele não ser o fiel religioso mais praticante do mundo para que Rosalie não tenha que ter que está fazendo uma falsa convenção para o islamismo para ter um casamento religioso.

─ Seus vestidos estão maravilhosos! ─ a mãe dela se mostrou muito feliz os vendo no quarto dos dois.

Emmett está noutra ala do palácio.

─ Foram desenhados por Edward, ele é o melhor com desenhos. ─ respondeu animada.

Sorri.

─ Fale depois de ver o que trouxe para você, mas só o coloque se gostar de verdade. ─ minha sogra entrou falando no quarto com um novo vestido na mão, mas só o vi quando ela o colocou na cama, abrindo o plástico branco que o protegia da poeira e olhos interessados nele.

Rosalie resfolegou.

Era um vestido de noiva branco a moda ocidental de seda.

Sorri mais.

Ele não mostrava nada que ofendesse as pessoas da nossa cultura.

Sorri mais.

─ Ele é perfeito Sultana Esme, muito obrigada.

Minha sogra sorriu.

─ Eu sei e Edward concordou que ele vai ser melhor para o final do seu casamento ecumênico.

Rosalie sorriu mais e a abraçando beijou o rosto dela.

─ Obrigada!

Todas sorrimos pela sua animação.

Foi a Sultana Esme que ensinou Edward a desenhar, é justo que um desenho dela esteja com os que ele desenhou para minha cunhada e acho que nos da Alice também vai ter pelo menos um dela.

─ Bella, Edward não...

Movi a mão mostrando que Rosalie não tinha que estar se preocupando.

─ Ele tem estado se divertindo desenhando para a sobrinha.

Minha sogra sorriu mais.

─ E eu para Husam.

Rosalie, sua mãe e eu rimos pela a alegria que ouvimos dela e nos cinco dias de festa do casamento todos só falavam da beleza dos seus vestidos da minha cunhada.

O primeiro era de um azul muito claro, mas suave como ela com bordados de ouro envelhecido e o segundo era bege com suaves desenhos brancos e azul royal.

Sorri ── A ousadia do meu marido para mostrar igualdade entre os gêneros sempre acaba aparecendo nos seus desenhos também.

Ri.

A ousadia de Edward não era só para igualdade de gêneros, mas para inúmeras possibilidades que não são muito aceitáveis na cultura da gente e o terceiro também era rosa clarinho com bordados florais dourados e prateados. Só que, o quarto era verde-claro com fios de ouro dourados e marrons, mas muitas pessoas iam confundir com outro tom de azul e o branco desenhado pela minha sogra tinha flores da mesma cor bordadas nele e alguns fios pratas nos arabescos da frente dele.

Olhei para a joia que prendia o véu na cabeça de Rosalie ── Era a tiara que minha bisavó ganhou do seu noivo na lua de mel dos dois ── Virei a cabeça para o olhar seu rosto e do meu irmão.

Sorri.

Não estou pronta para ter um bebê, mas não tenho peso nenhum na consciência por desejar ter um sobrinho logo ── Os dois namoraram por dois anos e em setembro completou um ano que os dois se casaram no civil, só que Edward e eu não alcançamos nem dez meses juntos.

Emmett sorriu para ela e pelo casamento ecumênico ser mais aberto para os noivos falarem ele surpreendeu a todos com o que esteve falando para Rose.

─ A religião e a cultura não são as únicas grandes diferenças que temos. ─ meu irmão sorriu novamente. ─ Nossas personalidades também são opostas, mas todos conhecem o que falam dos opostos.

As pessoas riram.

─ E apesar de ser muito mais calma que eu você é a pessoa que me coloca no chão quando estou perto de perder a cabeça. ─ os dois sorriram, só que Rosalie também chorava de alegria. ─ No ocidente muita gente fala que os homens sempre casam com uma versão mais nova da mãe, mas estou certo de que você é uma versão mais leve da minha irmã.

Mais riso das pessoas.

Emmett me olhou, piscando.

Ri e a olhando de novo ele continuou emocionando a todos.

─ Mas de tudo o que importa é que a gente se respeita, se ama e se compreende, apesar de todas as diferenças que dia a dia tivemos que aprender a conviver e do tempo que Bella e eu estivemos afastados do nosso país pela guerra com Alzan você é o melhor que veio para minha vida.

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Notas finais
*Imm: Mãe no árabe sumanes.