O Sultão

3 Descobrindo um pouco mais...


Notas iniciais
Bom dia, flores e queridos! No capítulo anterior eu cometi um pequeno erro ao escrever no incio do capítulo "Setembro de 2019" e não "Fevereiro de 2019", porque essa é a época correta em que se realiza o Super Bowl, mas eu já consertei esse erro. Por favor, a partir de agora considerem que os personagens da fic assim como nós estão em fevereiro de 2019. Muito obrigada a todas (os) que comentaram. Boa leitura e até semana que vem.

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Capítulo 2

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Bella

Edward agiu com tanta naturalidade durante o jantar com as minhas companheiras de trabalho e os rapazes da Liga dos Líderes de Torcida que nem mesmo Alice percebeu quem ele é e seu entrosamento com todos foi tão espontâneo que o sultão acabou fazendo com que cada um deles se sentisse especial ao falar com ele.

─ Bella nunca nos falou que tem um namorado tão gente boa. ─ Angela Weber, disse ao meu noivo durante aquele jantar.

─ É porque nós não somos namorados. ─ respondi e meu tom de voz soou mais seco do que eu pretendia.

Angela então sorriu sem graça para mim e eu me senti culpada por ter sido tão áspera ao falar com ela.

─ O que Bella quis dizer é que somente hoje eu pedi a ela a chance de poder ocupar o posto de pretendente a seu futuro namorado. Então eu ainda terei que ralar muito até ter a oportunidade de receber um “sim” definitivo dela. ─ Edward decidiu intervir para tentar suavizar a resposta brusca que dei a minha colega de trabalho e ao fim das palavras dele ele sorriu marotamente para ela.

Algo que fez da sua atitude um gesto ainda mais charmoso, porém apenas nós duas escutamos a resposta dele, já que as demais garotas e rapazes não estavam prestando atenção ao nosso diálogo paralelo a conversa deles.

─ Nesse caso boa sorte, porque eu já vi muitos caras tentarem conquistar Bella, mas nenhum deles conseguiu de verdade. ─ Angela o alertou e ela já parecia mais a vontade nessa situação.

─ Obrigado pelo aviso, mas como vocês dizem por aqui: eu confio no meu taco. ─ Edward respondeu gentilmente e eu me pergunto se toda essa gentileza dele é verdadeira ou apenas uma armadilha para me fazer cair no seu jogo de sedução.

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─ Está tudo bem entre nós? ─ meu noivo me perguntou quando após o jantar nós decidimos caminhar pela orla de Nova Iorque.

─ Sim. ─ eu respondi ao abraçar meu próprio corpo para me proteger do rigoroso frio do inverno.

─ Então por que você está agindo tão distante comigo como se eu fosse um escorpião que está prestes a picar você? ─ me questionou e eu girei meu tronco corporal para a esquerda para poder olhar nos olhos dele ao responder sua pergunta.

─ Desculpe. Eu não tive essa intenção, mas eu não conheço você e não sei o que pensar a seu respeito, nem como agir ao seu lado. ─ revelei.

─ Eu entendo e mais uma vez eu te peço que você deixe suas reservas contra mim de lado, porque do contrário você nunca conseguirá me conhecer de verdade. ─ afirmou e peso da verdade por detrás das suas palavras caiu sobre meus ombros.

─ Tem razão quase-namorado. ─ eu disse e ele me olhou com curiosidade.

─ “Quase”? ─ repetiu em tom de divertimento.

─ É. Você ainda não me fez nenhum pedido oficial e enquanto isso não acontecer nós ficaremos apenas no quase. ─ esclareci e Edward sorriu para mim.

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─ O que você já sabe sobre mim? ─ Edward me perguntou quando nós estávamos entrando no parque de diversões da cidade.

─ No âmbito governamental eu sei tudo aquilo que é de conhecimento público, o que não é muito. ─ ressaltei. ─ E a nível pessoal eu não sei absolutamente nada. Na realidade, até cinco dias atrás eu sequer sabia que nós estávamos noivos. ─ eu respondi honestamente e ele assentiu, sem parecer estar surpreso com a minha falta de conhecimento sobre o meu próprio destino.

─ Me desculpe por isso. A culpa é minha. ─ ele declarou envergonhado e eu não entendi essa sua declaração, muito menos sua postura envergonhada.

─ Eu não entendo. Como a minha falta de conhecimento sobre o futuro pode ser sua culpa, se foi meu pai quem não me disse nada sobre o nosso compromisso? ─ o questionei curiosa.

─ Porque fui eu quem pediu a ele para guardar segredo absoluto sobre o nosso noivado. ─ respondeu e eu me senti confusa diante dessa informação recebida.

─ E por que você fez isso? ─ eu perguntei ao meu noivo quando finalmente consegui organizar meus pensamentos sobre essa confissão dele.

─ Porque você só tinha doze anos quando nossos pais acordaram o nosso casamento e já que eu não podia ter a paz que desejava eu decidi que ao menos você deveria ter tranquilidade para aproveitar o pouco tempo de liberdade que ainda nos restava antes de nos conhecemos. ─ explicou e eu me senti grata a ele.

─ É mais do que isso, não é? Eu não te conheço, porém eu sinto que tem algo mais que você não quer me dizer abertamente e eu me pergunto o que é. ─ falei e Edward sorriu para mim.

Um sorriso que não chegou aos seus olhos e que carregava um ar de tristeza muito grande.

─ Você é bastante observadora. O seu pai me avisou sobre isso. E você está certa, tem coisas que eu não estou te dizendo. ─ revelou e eu decidi ir direto ao ponto.

─ E o que você não está me dizendo? ─ indaguei.

─ Bella, eu já fui casado. A minha esposa faleceu especificamente um ano antes do contrato do nosso noivado ser assinado. E sim, eu a amava, mas o nosso casamento não poderia ter sido mais infeliz. Eu a amava tanto que quase morri quando ela se foi e eu me recuso a ser de novo o motivo das lágrimas de alguém. ─ meu noivo me disse e essa confissão dele não poderia ter mexido mais comigo. No entanto, eu fiz de tudo para manter uma postura impassível diante das revelações dele.

─ Não se preocupe Edward. O nosso casamento é apenas um dever a ser cumprindo e logo você irá descobrir que na maioria das vezes não é a emoção que me move os meus atos, mas a razão. ─ eu afirmei a ele e qualquer outro homem nessa situação teria ficado chocado ao ouvir essas minhas palavras, porém não Edward, que com toda a tranquilidade de um verdadeiro monarca apenas sorriu para mim como se desde o inicio ele tivesse decidido ser condescendente comigo ou estivesse de acordo com o que falei.

E sinceramente eu ainda não sei qual dessas duas opções é a correta, mas seja como for o que está escrito está escrito e será cumprido por nós dois.

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─ Bella você perdeu o juízo? ─ Emmett me questionou quando eu estava no meu quarto hidratando as minhas mãos.

─ Depende. Por que você está me perguntando isso? ─ eu o provoquei por pura implicância fraternal.

─ Como por quê? Primeiro você provoca o sultão de Suma dançando para milhares de torcedores na frente dele. Depois você banca a moderninha ocidental de novo e o leva para jantar sem a presença de um parente nosso e hoje dispensou seus seguranças para ir sozinha com ele ao parque de diversões. Por que Bella? O que você está pretendendo com esse seu comportamento torto? ─ indagou e eu ergui minhas sobrancelhas de modo questionador.

─ Comportamento torto? Sério Emmett? O que Rosalie pensaria ao te ouvir falar assim? ─ rebati e acho que só ai meu irmão percebeu que foi longe demais nas suas palavras.

─ Me desculpe. Eu não quis ser um idiota. É que...

─ Você está preocupado comigo, porque ainda não sabe como eu realmente me sinto sobre toda essa bagunça que o nosso pai criou na minha vida. ─ eu conclui a frase dele.

─ Sim. ─ ele confirmou minhas suspeitas.

─ Não se preocupe Emm, eu vou ficar bem. Prometo. ─ garanti.

─ Não minta para mim. Ninguém pode ficar bem fazendo aquilo que não quer. ─ Emmett me contradisse.

─ Acontece que eu quero me casar com o sultão de Suma e não porque eu o ame, mas porque é meu dever proteger o nosso povo e se para pôr fim a essa guerra que o nosso país está enfrentando eu preciso me casar com ele, que seja! ─ esclareci.

─ Bella você não sabe o que está dizendo, porque nascida no oriente, ou não, você foi criada como uma ocidental e não é justo que agora você tenha que levar uma vida diferente da que está acostumada. ─ ele disse.

─ Não importa, porque criada no ocidente, ou não, é no oriente que está o meu verdadeiro lar e eu não vou recuar agora que as pessoas que amo mais precisam de mim. ─ argumentei.

─ Mas...

─ Mas nada Emmett. Eu sei que você só quer o meu bem e que você detesta me ver noiva de alguém que eu não amo, mas é assim que as coisas são e é assim que continuarão sendo. Agora respondendo a pergunta que você me fez no começo dessa conversa: Não, eu não perdi o meu juízo. E sim, eu dancei para milhares de torcedores na frente do sultão, no entanto essa sou eu e se esse homem vai se casar comigo ele precisa saber quem eu realmente sou desde inicio. ─ declarei.

─ E quanto a ir jantar sozinha com ele sem a presença de um parente nosso? ─ perguntou.

─ Ah, por favor! Você sabe perfeitamente que este não é um costume do nosso país e sim do dele. Além disso, nós não estávamos sozinhos e essa foi a maneira que eu encontrei de retribuir a gentileza dele ao ser tão compreensivo comigo ontem. ─ expliquei.

─ Gratidão. É esse o sentimento em nome do qual você vai agir agora? ─ meu irmão me questionou.

─ Não. Responsabilidade seria a palavra correta, já que é pela responsabilidade que tenho com o nosso povo que eu não me rebelo contra a decisão do nosso pai de me casar com o sultão Cullen. ─ respondi.

─ Está bem. E sobre você ter dispensando os seus seguranças hoje? Porque você sabe que o nosso país está em guerra e que essa sim foi uma atitude irresponsável, pois os inimigos da nossa nação poderiam ter se aproveitado desse seu deslize para capturar você e nos enfraquecer nessa guerra. ─ declarou e eu concordei.

─ Eu sei, mas diferente das outras pessoas que me conhecem o sultão sabe que os meus seguranças estão sempre ao meu redor e eu percebi que mesmo incógnitos a presença deles durante o jantar muitas vezes o deixou desconfortável. Mas, fique tranquilo, já que politicamente falando o sultão depende desse casamento tanto quanto nós. Ele não seria louco de deixar que algo de ruim me aconteça. ─ expliquei e Emmett me olhou intrigado.

─ Desconfortável como se ele tem uma equipe de guarda-costas ainda maior que a sua? ─ perguntou e seu questionamento faria todo sentido, não fosse as circunstâncias que me fizeram dispensar meus seguranças hoje.

─ Eu sei Emmett, mas nenhum dos seguranças dele me olha como se fosse um cão raivoso a proteger seu dono e os meus com certeza fazem isso com o sultão, porque sabem que a minha vida no país dele não será fácil. Por essa razão eles não gostam dele e mesmo contra a minha vontade todos fazem questão de demonstrar isso ao sultão de Suma. ─ revelei e meu irmão gargalhou, provavelmente imaginando a cena com meus seguranças.

─ Desculpe Bella. Eu sei que eu não deveria rir dessa situação, mas é que quando você disse isso eu me lembrei de um antigo comentário de Rosalie sobre os nossos guarda-costas terem cara de limões azedos e não me aguentei. ─ explicou e eu balancei minha cabeça de modo condescendente.

─ Tudo bem. E como estão as coisas entre vocês? ─ eu mudei de assunto ao questioná-lo sobre sua namorada americana com quem ele está há dois anos.

─ Piores não poderiam estar. ─ confessou e isso me deixou preocupada com eles.

─ Como assim? ─ indaguei, já que entender a dinâmica do relacionamento deles nem sempre é fácil para mim.

─ É que Rosalie não acredita que o nosso pai vá autorizar o meu casamento com ela e esse medo de me perder por uma proibição dele a deixa cada dia mais triste. ─ respondeu igualmente triste.

─ Mas por quê? Esta não seria a primeira vez que uma plebeia se casa com alguém da nossa família. ─ eu tentei animá-lo, porque detesto vê-lo triste.

─ Eu sei, mas a única plebeia que entrou para a família real de Rajar era filha de um diplomata americano e uma embaixatriz francesa. Além disso, Rosalie tem medo que por ela ser uma famosa atriz da Broadway isso dificulte as coisas para nós com nosso pai. ─ explicou.

─ E por que vocês não pensam pelo lado bom? ─ questionei em um tom de voz mais suave para tentar tranquilizá-lo.

─ Qual? ─ meu irmão me questionou intrigado.

─ Ao menos ela é uma famosa atriz da prestigiada Broadway e não da escandalosa Hollywood. ─ respondi sagaz e ele riu exatamente como eu pretendia que acontecesse.

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─ Espera ai! Como assim o homem que esteve conosco naquele jantar e foi tão atencioso com todos nós é o sultão de Suma? ─ Alice me perguntou em choque.

─ Simplesmente sendo. ─ eu disse.

─ Mas... Mas... ele foi tão... tão...

─ Civilizado? ─ eu sugeri quando ela não encontrou palavras para expressar o que estava pensando.

─ É. ─ minha amiga concordou comigo e eu ri da sua conclusão idiota.

─ Alice o oriente não é uma floresta de animais selvagens. ─ eu refresquei sua memória.

─ Tem razão. E como ele tem se portado com você? Você já sabe alguma coisa concreta e mais profunda sobre ele? ─ minha melhor amiga disparou a perguntar.

─ Até agora ele tem sido um cavalheiro comigo e durante as duas vezes em que conversamos depois do jantar Edward agiu para mim como uma espécie de boletim informativo sobre si mesmo e me contou detalhes que achou relevantes sobre ele. ─ contei.

─ Sei. E eu aposto que esse sultão se pintou como um verdadeiro príncipe encantado para você, não é? ─ ela presumiu erradamente.

─ Não Alice. Na visão dele ele é como outro homem qualquer, com a diferença de que têm muitas responsabilidades em suas mãos. ─ esclareci.

─ Acho que isso conta a favor dele então, né?

─ Sim. E foi bom também poder saber coisas simples sobre ele, como a sua cor favorita ou a idade dele. ─ comentei e Alice me olhou como se esperasse que eu dissesse algo mais.

─ Mas? ─ ela me incentivou a continuar falando quando eu não quis prosseguir.

─ Mas nada disso facilita as coisas para mim, apenas atenua. ─ completei.

─ E que idade ele tem? ─ questionou.

─ Vinte e nove anos. ─ respondi e ela torceu o nariz para mim.

─ Desculpe a sinceridade, porém você não acha que essa grande diferença de idade entre vocês pode prejudicar a boa convivência entre vocês no futuro? ─ minha amiga indagou sem papas na língua.

─ Talvez, mas eu não quero, nem vou me prender nos aspectos negativos desse meu relacionamento torto ou eu vou terminar enlouquecendo. ─ afirmei.

─ Tem razão. Esquece o que eu disse! Você já sabe se ele beija bem? ─ questionou curiosa e sua pergunta direta me deixou desconcertada.

─ O quê? Não! É claro que não! ─ exclamei constrangida.

─ E por que não? Vocês vão se casar em breve. Ele é um monarca e vocês vão precisar ter herdeiros para continuar o legado de vocês. Mas, para isso vocês vão ter que transar e seria bom você descobrir se a química sexual entre vocês pode ser boa. ─ argumentou e eu devo ter ficado mais vermelha que um camarão, no entanto eu não posso negar que ela está certa.

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─ Vai sair? ─ eu perguntei para Emmett quando o encontrei nas escadarias da nossa casa em Nova Iorque todo perfumado.

─ Vou sim. Rosalie quer sair para jantar essa noite e já que ela anda tão triste eu quero deixá-la feliz. ─ respondeu.

─ Ok. ─ concordei.

─ E você? ─ indagou de repente.

─ Eu o quê? ─ questionei de volta.

─ Vai sair também? ─ esclareceu.

─ Não, mas o sultão virá aqui essa noite. ─ respondi.

─ Nesse caso Rose vai ficar chateada comigo, porque eu terei que cancelar com ela para ficar aqui com vocês. ─ resmungou.

─ Emmett não precisa. ─ falei.

─ É claro que precisa, porque nem mesmo em Rajar você poderia receber sozinha no palácio um homem a essa hora da noite, a não ser que quisesse ficar mal falada. ─ meu irmão concluiu.

─ Nós não estamos em Rajar. ─ o contestei.

─ Não, não estamos, no entanto muitos dos que trabalham para nós aqui são rajaneses* e por mais discretos que eles sejam nunca é bom dar margem para o azar. ─ me explicou e finalmente o meu raciocino lógico voltou a funcionar corretamente.

─ Tem razão. Me desculpe. Quando eu disse que ao sultão que ele poderia vir até aqui eu não sabia que você ia sair com Rose. De verdade, me desculpe. Eu não queria que você tivesse mais problemas com ela por minha causa.

─ Ei! Você não tem culpa de nada e mesmo que você soubesse do nosso encontro por uma questão de diplomacia politica você não poderia dizer não ao sultão de Suma, ao menos não nesse momento politico delicado em que todos nos encontramos. ─ declarou.

─ E se você convidasse Rose para vir até aqui? ─ sugeri.

─ Eu não acho que seja uma boa ideia. Por lealdade a mim os nossos funcionários me ajudam a manter o meu relacionamento com ela em segredo, porém o seu noivo pode não fazer o mesmo. ─ murmurou.

─ Não se preocupe com isso. Eu me encarrego de mantê-lo calado e isso é melhor do que deixar minha futura cunhada chateada com você justo agora que as coisas não estão bem entre vocês.

─ Está bem. Você me convenceu e Bella. ─ ele me chamou mais animado quando eu já estava indo para o meu quarto.

─ Oi. ─ eu respondi parando no meio do caminho.

─ Nunca dê a Edward Cullen o poder de machucar seu coração. ─ Emmett me pediu e em outras palavras ele estava me dizendo para nunca me apaixonar pelo meu futuro marido, pois o mal de quem é muito racional é sempre se entregar demais quando nos apaixonamos por alguém e o meu irmão é a prova viva dessa teoria.

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Notas finais
*Rajaneses é como se chamam as pessoas do fictício país Rajar.