O Sultão

38 Coroação


Notas iniciais
Oi flores e queridos. Os irmãos Cullen chegaram para surpreender. Muito obrigada pelos comentários de vocês. Leitores e leitoras novos (as) sejam bem-vindos (as).

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Capítulo 37

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Bella

Palmas, som de pés batendo no chão e tambores sendo tocados marcaram a minha entrada na sala do trono para a cerimônia principal da minha coroação com militares das forças armadas sumanesas levantando suas espadas e unido a ponta delas acima da minha cabeça quando caminhei entre duas fileiras deles para subir os degraus da área elevada do trono na que vou ser coroada.

Também respeitando os cuidados com a saúde pública do sultanato lideres e representantes do mundo chegaram a Suma para ver tudo de perto ── Alice e Jasper os receberam por Edward e eu ── e um grupo artístico bailava a minha frente festejando a nova coroação com todos os lideres e representas mundiais de pé olhando a minha entrada. Mas, meu marido continuou sentado no seu trono de ouro maciço e pedras preciosas e levantou descendo dois degraus para me ajudar a subir os outros quando o grupo de bailarinos parou num lugar.

Caminhei entre eles usando meu longo vestido com capa azul royal e Edward me deu sua mão.

Sorrimos um para o outro e viramos para as pessoas.

─ Minha esposa, Isabella Marie Al Swan de Cullen, a Princesa de Rajar e Sultana de Suma. ─ Edward me apresentou a todos.

Aplaudiram.

─ Longa vida ao Sultão, vida longa a Sultana! ─ responderam.

─ O significado da cor do kaftan dela também não vai ser vazio. ─ seu olhar parou nas pessoas. ─ Na tradição sumanesa há mais de mil anos o azul royal e vermelho bordô representam o poder e a justiça do Sultão. ─ sua mão continuou na minha. ─ Meu poder, minha justiça e por minha escolha Isabella vai ser co-governante legitima do meu sultanato. ─ ele chocou a muitos.

Chocou meus pais, mas Emmett só sorriu orgulhoso.

Edward e eu casamos há três meses e há cinco dias falei para o meu irmão dos planos dele para minha coroação.

Jasper e Alice também sabiam, mas Rosalie não ── Emmett desejou surpreendê-la, como desejei surpreender nossos pais.

─ Meus servos são da minha esposa para ela reinar comigo nos quatro cantos de Suma.

Muitos aplaudiram, outros estavam muito confusos para ter uma reação ligeira.

Edward e eu viramos de frente um para o outro.

Ele moveu sua mão e Eleazar trouxe a coroa real para o lado dele.

Jasper estava de pé com Alice na outra ponta da área elevada.

Soraya também está perto da gente.

Edward levantou a coroa acima da minha cabeça para colocá-la em mim.

─ Que sua vida seja grande como a sua beleza e que não desafiem o seu poder ou vão estar desafiando o meu e nunca vou ser gentil com nossos inimigos. ─ a colocou na minha cabeça. ─ Que seu coração seja sempre justo e generoso com nossos servos como é comigo. ─ colocou sua mão na minha. ─ Que eles sempre conheçam a sua bondade, mas não abusem da sua confiança e que sempre respeitem a governante digna que você é como você os respeita.

Sorri.

Eleazar também entregou para Edward o cetro real* e a orbe* com uma safira na forma de bola no lugar da cruz dos orbes ocidentais e ele as colocou em minhas mãos.

As pessoas aplaudiram de novo.

Virei para elas entregando a orbe para Soraya e levantei minha mão direita.

─ Juro governar com justiça e proteger a todos pelos quatro cantos de Suma. Juro tratar a todos com igualdade e respeito. Juro sempre lutar contra os inimigos de Suma e respeitar o direito de todos e juro sempre trabalhar pela paz e prosperidade sumanesa. ─ Virei para a lateral, olhando meu marido. ─ Juro respeitar as escolhas do Sultão nunca achando que meu poder está abaixo ou acima do dele. ─ baixei a mão.

Meu último juramento foi escolha minha.

Edward beijou minha testa.

Jasper caminhou para mim, parou na minha frente e colocou a faixa real em mim.

Soraya me devolveu a orbe e o cetro.

─ Viva a Sultana! ─ meu cunhado falou.

─ Viva! ─ as pessoas responderam.

─ Viva o Sultão! ─ Alice também falou.

─ Viva! ─ responderam com mais força.

Edward e eu sorrimos.

A orquestra real tocou o instrumental do hino nacional sumanes e com sua mão na minha meu marido e eu caminhamos para a porta da sala.

Os guardas abriram a porta e juntos caminhamos para a sacada principal.

Sorrindo movemos a mão para a multidão, que viu e ouvido tudo pelos telões e sistema de som instalado na praça principal.

Meu marido sentou na cadeira colocada para ele na sacada.

Meu coração está agitado.

Caminhei para trás do púlpito que vou discursar.

─ Sumaneses.

─ Oi, Majestade!

─ Edward e eu só estamos casados há três meses e sei que não esperavam pela escolha dele. Eu também não e só a conheci quando me lembrei do significado da cor azul-royal na tradição sumanesa.

Alguns riram.

─ Mas Suma está num novo capítulo da história. A lei que permite as mulheres sumanesas dirigirem foi a primeira linha dele e meu marido não é o único surpreendendo. ─ olhei para o meu cunhado. ─ Jasper não precisa de papeis assinados para acompanhar o exemplo do irmão, mas para evitar futuras pressões politicas por sua própria escolha ele assinou um documento oficial abrindo mão de outras esposas.

Alice piscou surpresa e atrás dela muitos lideres da Arábia vincaram a testa, mas outros não mostraram nada.

Olhei para os sumaneses.

─ A Princesa Alice é e vai continuar sendo sua única esposa.

Muitas pessoas aplaudiram, mas também vi gente preocupada com a escolha dele.

Nem todos confiam que o seu casamento com minha amiga vai ser bom por ela ser ocidental.

─ E com o apoio do seu irmão, Jasper criou e aprovou a lei que proíbe e criminaliza toda violência contra a mulher com punições que vão de cem chibatadas, a quarenta anos de prisão no regime fechado ou decapitação de mãos, venha ela no casamento ou fora dele. Desde o pai e marido “corrigirem” suas esposas, ou filhas, ao sexo forçado e quando feita está proibido retirar a denúncia.

Vi muitas mulheres aliviadas, felizes, comemorando e outras sem conseguir acreditar que a nova lei existe e está válida.

Muitos homens mais conservadores também reagiram com decepção, mas outros mostram felicidade por suas esposas e parentas.

Sorri.

O Sultão Carlisle nunca agrediu a Sultana Esme ou viu sua mãe ser agredida, mas viu sua avó tentar fugir quando seu avô a agrediu e descobriu que ela se matou depois de ser violentada pelo marido.

Aspirei.

Ele desejava mudar muitas leis, mas Suma só começou a conhecer o progresso há cinquenta anos e as condições politicas da época eram outras. Conseguir o apoio dos conversadores conselheiros do sultanato para mudar as leis sem revoltas não era fácil e para manter a boa qualidade de vida dos sumaneses primeiro ele teve que acabar de construir as escolas e hospitais que seu pai começou.

Mas dez anos antes da sua morte meu sogro conseguiu abrir caminho para o futuro com seus filhos demitindo a maioria dos conselheiros mais velhos, ouvindo mais o povo e menos os seus assessores. Colocando suas escolhas de coração a frente das politicas e por elas pela primeira vez as mulheres sumanesas puderam ter estudo formal e trabalhar ganhando salários mais justos.

Senti orgulho dele.

─ As leis estão mudando, mas nosso compromisso de cuidar de vocês continua. ─ virei para Edward. ─ Te amo, amor meu.

Surpreendi muitos sumaneses por me declarar na frente de todos e choque os lideres mais conservadores pela ousadia, mas o povo gritou alegre pelo meu marido.

Ele sorriu.

Olhei para a multidão de novo.

─ Boa tarde, Suma. ─ movi minha mão para eles.

Edward levantou.

Caminhei para ele e colocando meu braço no seu entramos juntos no palácio.

─ O juramento de lealdade começa daqui uma hora.

─ Vocês têm que colocar a roupa vermelho bordô. ─ nossos assistentes caminhavam perto da gente.

Ele e eu movemos a cabeça.

─ Obrigado, mas não precisamos de ajuda. ─ Edward bloqueou a entrada deles na nossa ala e com a porta fechada me levantou do chão.

Ele me beijou.

Enfiei uma mão no seu cabelo, mas a outra estava no seu cangote.

Não foi um beijo calmo. Tinha muita paixão e calor nele.

Uma mão sua estava nas minhas costas com a outra debaixo da minha coxa.

Coloquei minhas mãos no seu rosto o levando para mim.

Edward abriu a porta do nosso quarto com o pé, caminhou para o quarto e perto da cama me colocou no chão.

Virei de costas.

Ele abriu meu kaftan e levou meu corpo para o seu com seus lábios na minha orelha, uma mão no meu pescoço e a outra segurou meu pulso na altura da minha cintura.

Fechei meus olhos.

Afastou meu cabelo mordendo de leve a ponta inferior da minha orelha com sua mão na minha bunda.

Minha respiração pesou.

Acarinhou meu pescoço com seus dedos.

Movi minha cabeça acompanhando o movimento dos seus lábios na minha orelha.

Me virou de frente colocando suas duas mãos na minha bunda e me beijou com vontade.

Retribui seu beijo com as mãos nos seus ombros.

Edward mordeu meu queixo com tesão, mas não me machucou, nem vai deixar marcas.

Gostei da sua pegada mais quente.

Abaixou meu kaftan e me jogou na cama.

Meu corpo desceu e subiu com o movimento do chão fofo.

Segurei sua thobe o trazendo para mais um beijo quente.

Ele correspondeu apalpando meu abdome.

Arranhei suas costas sentindo o gosto de sangue na boca.

Acho que cortei seus lábios.

Edward se afastou beijando entre meus seios.

Ele tirou minha calcinha e esfregou minha feminidade.

Eu estava molhada.

Meu marido reajustou sua postura tirando toda sua roupa.

Seu pênis estava duro.

Apertei meus lábios, reajustando meu corpo na cama e abrindo minhas pernas.

Ele se colocou entre elas me levantando da cama com as mãos na minha cintura.

Coloquei as minhas no seu pescoço.

Edward sentou na cama, me beijou e sentada nas suas pernas encaixei seu pênis na minha feminidade.

Pelo anticoncepcional há semanas ele não coloca preservativo.

É muito bom o sentir sem um.

Meu marido tirou a parte superior do meu lingerie beijando meu ombro, rosto.

Aspirei.

Beijou atrás da minha orelha e eu comecei a subir e descer nele.

Ele também se moveu debaixo de mim.

Seu corpo no meu com o tesão primitivo queimando na gente.

Minhas pernas na lateral do seu corpo com suas mãos me sentindo.

Beijei sua clavícula e a chupei com minha mão acarinhando seu cangote.

Aspirou.

Ouvi sua respiração na minha orelha, virei à cabeça olhando para o teto e ele chupou a lateral do meu queixo.

Sua mão apertou minhas costas e me deitou na cama olhando nos seus olhos.

Sorriu apimentado.

─ Minha Sultana, minha gostosa Sultana. ─ beijou abaixo do encontro dos meus seios.

Com os olhos fechados virei à cabeça, levantado meu queixo.

─ Minha amada mulher. ─ reajustou seu pênis no interior da minha feminidade.

Gemi.

Ele entrou e saiu de mim.

Abri os olhos colocando uma perna na sua cintura.

Edward a segurou e apertou a outra coxa. Entrou e saiu mais ligeiro da minha feminidade.

Resfoleguei apertando seus ombros.

Entra e sai.

Coloquei as mãos nos músculos do seu abdome.

Apalpou meus seios.

Resfoleguei de novo.

Meu marido continuou apalpando meus seios com uma mão, mas com a outra esfregou meu clitóris para aumentar meu prazer.

─ Edward... ─ apertei as maças da sua bunda.

─ Isabella...! ─ a sensualidade na sua voz funcionou como combustível para o tesão entre a gente.

Esfregou o bico dos meus seios com seus dedos.

Me retorci debaixo dele com minha feminidade apertando seu pênis.

O beijei.

Edward tirou sua mão do meu clitóris.

Fechei meus olhos de novo.

Ele me abraçou mais e o senti crescer no meu interior.

Meu marido se moveu mais suave.

Beijei seu rosto.

O abracei mais forte.

─ Minha vida. ─ aspirei. ─ A maior beleza no meu coração.

Acarinhei a parte superior do seu corpo.

Entra e sai.

Edward beijou a lateral do meu rosto.

Nossas respirações pesaram.

Minha feminidade o apertou mais.

Edward virou na cama me colocando em cima dele.

Subindo e descendo debaixo de mim apertou minha bunda.

Beijei seu peito com seu prazer encontrando o meu quando alcançamos o ápice juntos.

Deitei em cima dele.

Ele abraçou beijando meu cabelo.

─ Te amo. ─ falei baixo.

─ Minha vida. ─ respondeu suave.

Reajustei meu corpo no seu colocando minha cabeça numa posição melhor no seu peito.

Senti a respiração dele mais leve e seu corpo estava mais relaxado.

Tive vontade de continuar deitada com os olhos fechados, mas os abri olhando para o relógio na mesinha do lado da cama.

─ A cerimônia de juramento.

─ Precisamos da nossa lua de mel. ─ murmurou.

Ri.

Edward me virou para o lado, levantou da cama e me deu sua mão.

Sorri devagar a aceitando, levantei da cama e a gente se banhou junto, mas não deixei Edward me beijar ou vamos nos atrasar para nosso compromisso oficial.

Ele se vestiu primeiro.

─ Fecha para mim? ─ afastei meu cabelo virando de costas para que meu marido fechasse meu kaftan.

Ele se aproximou colocando seus lábios na minha orelha.

─ Eu ia gostar mais de ouvir você me pedindo para tirá-lo.

Tremi de tesão ouvindo sua voz rouca.

O fechou e virei de frente colocando as mãos no seu peito.

─ Eu também ia gostar mais se você o tirasse. ─ sorri. ─ Mas estamos atrasados. ─ o empurrei de leve.

Edward riu sexy.

─ Como estou?

─ Uma digna Sultana. ─ respondeu.

Soltei um beijo para ele.

Sorriu.

Me olhei no espelho.

Ele me deu seu braço.

Sorri e colocando as mãos na curva do seu cotovelo deixei a capa do meu kaftan bordô cair pelas minhas costas.

Edward abriu a porta da nossa ala e nossos assistentes estavam trabalhando juntos na antessala dela.

Eles se curvaram para a gente.

─ Sultana, Sultão. ─ Soraya falou.

Edward moveu sua mão para eles.

─ Todos os sheiks, lordes, conselheiros e assessores estão esperando no salão prata com as ladys que servem o sultanato. ─ caminhamos ouvindo seu assessor.

Soraya abriu uma porta para a gente e mais funcionários do palácio se curvavam quando passamos por eles.

─ O que todos estão falando das mudanças? ─ Edward perguntou.

─ Muitos gostaram, outros não e a maioria continua sem saber se gosta ou não delas, mas achamos que pouco a pouco todos vão se acostumar a elas.

Chegamos ao último arco do corredor e só uma porta separa a gente do salão prata.

─ Sultana.

Parei olhando para o assessor do Edward.

─ O poder e a justiça do nosso Sultão também são seus. ─ ele colocou um joelho no chão beijando a barra do meu kaftan.

Abri minha boca e a fechei.

─ Alá itauil eomrak!*

O assessor levantou a cabeça quando desejei que Alá prolongue sua vida.

─ Minha flor.

Virei para Edward.

Soraya deu a ele seu cetro e meu orbe.

Edward colocou o orbe na minha mão direita.

Ele moveu a mão estava seu cetro e os guardas abriram a porta do salão prata para a gente.

─ Atenção! Vossas Majestades, o Sultão Edward e a Sultana Isabella! ─ o mestre de entrada falou alto e todos os que estavam sentados levantaram com os que estavam de pé caminhando para a lateral do salão.

Caminhamos para nossos tronos movendo a cabeça para as pessoas ── Lideres estrangeiros nunca participam da cerimônia de juramento.

Edward me ajudou a subir a escadaria pequena.

Viramos de frente para todos.

Os homens colocaram um joelho e a ponta das suas espadas no chão apoiando as mãos nelas com a cabeça baixa, mas as mulheres continuaram de pé com a cabeça baixa, a mão direita levantada e a outra no meio do peito.

─ Viva o nosso Sultão, viva a nossa Sultana! Nosso respeito e lealdade sempre com eles! Que todos se orgulhem do nome deles e que seus descendentes vivam para sempre! ─ ouvimos suas vozes num coro liderado por Jasper e Alice.

Me emocionei, mas não chorei e pelo canto do olho também vi emoção nos olhos do meu marido.

Ele sorriu.

Levantamos a mão direita.

─ Que nossa honra sempre acompanhe nossa justiça e que nosso poder sempre venha com respeito a vocês! ─ respondemos.

Movemos a mão e todos os homens levantaram levantando a cabeça com as mulheres.

Sentamos nos tronos.

Alice e Jasper caminharam para a gente. Lado a lado eles subiram a escadaria e inverteram suas posições com Jasper estando de pé do meu lado e Alice do lado do Edward.

─ Viva a nossa família real!

─ Viva! Viva! Viva! ─ as outras pessoas responderam.

Os guardas abriram a porta do salão e papai e meu irmão entraram com...

Resfoleguei.

─ Husam! ─ ouvi Edward falar baixo.

Nosso filho estava nos braços do meu pai.

Alice sorriu e Jasper piscou surpreso.

Levantei.

Emmett pegou Husam do nosso pai.

Edward também levantou.

Meu irmão subiu a escadaria.

Husam abriu sua boquinha num Ó e abraçou o tio.

─ Não falei que eram eles? ─ Emmett falou com ele.

Husam cobriu a boquinha com a mão.

Me emocionei.

Edward colocou as mãos nos meus ombros.

Olhei para cima para ver seu rosto e percebi que ele estava quase chorando.

Meu irmão parou na nossa frente com meu pai dois passos atrás dele mais para o lado.

─ A Bela e o Príncipe Encantado! ─ Husam exclamou olhando para mim e Edward.

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Notas finais
*Alá itauil eomrak!: Que Alá prolongue a sua vida. Final lindo? Eu acho kkkk