O Submundo Da Ciência
7 Capítulo 7 - Passado
Em uma área da CCT, havia uma sala vazia. Até que, um brilhantíssimo cientista teve uma ideia brilhante que abrilhantaria a sala. Seu nome era Dr. Portergs M. Ele era um físico especializado na área da Óptica. Desde cedo ele era fascinado pela luz e seus efeitos. E sempre sonhou em ter seu próprio campo de treinamento feito totalmente com ilusões óticas. Na faculdade, junto com alguns amigos, desenvolveu uma pequena máquina de ilusões. Porém, ele desenvolveu um projeto maior, mas faltavam-lhe recursos financeiros para tirá-la do papel. Então o seu projeto dos seus sonhos ficou abandonado por alguns anos.
Um raio de esperança surgiu para o Dr. Portergs! A sua ideia do campo de treinamento foi descoberta por alguns membros da CCT. Imediatamente ele foi chamado para pôr seu projeto em prática! E duraram sete anos para tudo ficar pronto e funcionar perfeitamente, do jeito que seus cálculos estavam escritos.
Porém, a área mais inovadora da CCT e que deveria ser séria, foi usada por alguns membros, a maioria estagiários, que estavam tomando conta do lugar, para... Bem, lhes contarei.
Mesmo antes da sala de treinamento ser inaugurada, já havia funcionários querendo aproveitá-la. Um dos estagiários havia feito 50 convites para uma festa secreta, na sala de treinamento. Mas ele não foi bobo, ou achou que não estava sendo. Como ninguém poderia saber da festa — Pelo menos ninguém sério, que vê a sala de treinamento apenas como uma área de treinamento! —, para não estragar toda a diversão. Então ele distribuiu secretamente quase todos os convites. Entretanto, cometeu um pequeno erro: Convidou o Dr. Portergs. Que por sinal, nunca havia ido numa festa, a não ser para festas de aniversários, mas sempre quis ir. A propósito, na faculdade havia muitas festas, na primeira festa o convidaram, mas o Dr. Portergs é totalmente fraco para bebidas alcoólicas; conclusão: Desmaiou na primeira bebida, antes de fazer muitas bobagens, e acordou apenas no outro dia, em casa. E a partir desse dia nunca mais o convidaram, e como ele não se recordava daquela noite memorável, ele não conseguia entender o porquê das pessoas não o convidarem para as festas da faculdade.
E, mesmo sendo no mundo oculto, há aqueles que ainda fazem questão de fazer as coisas secretamente.
Chegou o dia esperado. Como dizia no convite:
“FESTA NA SALA DE TREINAMENTO!
Próximo final de semana haverá uma festa
Que será na sala de treinamento
Venham com trajes de banho
O tema da festa será PRAIA!
Obs: NÃO conte para ninguém! ”
No começo havia trinta e nove pessoas, mas até o final da festa, chegaram-se mais doze. Muita bebida, e, como o não dava para ouvir o barulho que vinha de dentro por causa das paredes especiais, som alto.
Todos se divertindo, inclusive o Dr. Portergs, que já havia tomado algumas bebidas e estava bêbado.
O local estava belo. Uma linda praia à noite. À luz da Lua e de Fogueiras artificiais. E várias pessoas que circulavam de um lado para o outro e sumiam pelas paredes. Uma ilusão de um parque de diversão fora projetado em uma parede, e chamava a atenção devido às luzes da enorme roda gigante. Dezenas de convidados esbarraram na parede, tentando chegar à roda gigante.
Tudo ocorria como combinado. Inclusive, o organizador já estava pensando em outras festas. Porém, algo iria dar de errado na festa: Iniciou-se com uma ilusão de uma garota, que andava pela praia, começou chamar atenção do Dr. Portergs. Que esqueceu que era casado e foi atrás da moça. Ela desapareceu perto da porta da entrada. E o Dr. Portergs já embriagado, pensou que ela tinha saído da festa. Ele então resolveu a seguir. Saindo da Sala de Ilusões, ele começou a caminhar pelos corredores. Esbarrou em um estagiário que ainda estava por lá — Mas que nem fazia ideia da festa —, e ele pensou que aquele era mais um dia de pesquisa do Dr. Portergs. Dr. Portergs e outros cientistas da CCT, sempre foram chamados de loucos. Às vezes, alguns deles eram encontrados dormindo no chão banheiro, desmaiados em algum corredor, ou até dormindo em lugares estranhos, como no duto de ventilação. E isso era mais comum, quando eles passavam a noite trabalhando em suas pesquisas.
Dr. Portergs chegou a uma sala onde guardavam vários equipamentos que não deram certo e poderiam ser aproveitados novamente. Ele conhecia a sala, afinal, já tinha mandado para lá vários equipamentos, mas nunca a tinha visitado. Pensou então em procurar algo que poderia ser interessante. E achou: Brilhava como uma estrela, pequeno e redondo como uma moeda — Era um belo relógio. Dr. Portergs amava relógios. Imaginou quem poderia ter jogado aquela belezura fora. Observou se não havia ninguém lhe espiando e pegou o relógio e pôs no pulso. No momento em que ele colocou no pulso, saíram do relógio alguns fios, que injetaram no braço do Dr. Que se assustou e caiu no chão. Então começou a ouvir uma voz na sua mente.
— Olá, bem vindo ao Controlador! Se você deseja raios lasers, pense em um relógio marcando cinco minutos para as dez horas... Se você des... — Sem saber, ele justamente pensou em um relógio marcando cinco minutos para as dez horas. E saiu do relógio um tubinho pequeno. — Muito bem! Para atirar, pense num relógio marcando Doze horas.
E, novamente, ele pensou em um relógio marcando Doze horas. E um raio vermelho saiu do tubinho que estendia-se do relógio. O raio voou até a parede e atravessou-a facilmente. E passou mais 17 paredes, acertou um quadro valioso, uma árvore, até acertar um aparelho em uma sala, onde havia vários cientistas ainda trabalhando. Assustados, eles ligaram para os seguranças — Que estavam todos lado de fora — e avisaram-lhe que havia algum maluco dentro da CCT brincando com lasers.
— Ih, olha, atravessou mesmo, rapaz! — Dr. Portergs ria. — Quais são as outras opções, ó, grande Controlador? —
— Se você deseja um raio-X, pense em um relógio marcando seis horas e trinta minutos. Se você deseja um controlador de audição, pense em um relógio marcando três horas e trinta e três minutos. Seja você deseja câmera filmadora, pense em um relógio marcando sete horas...
Não demorou muito para os seguranças acharem de onde tinha vindo o tiro de laser. Encontraram o Dr. Portergs sentado no chão, olhando para o céu e sorrindo, movimentando os dedos pelo ar, como se desenhasse algo. O cientista responsável pela criação do Controlador, estava com os seguranças e reconheceu o relógio no pulso do Doutor. Avaliou-o e viu que o relógio marcava cinco horas e trinta minutos.
— Isso não é nada bom... — Disse o cientista.
— O que houve doutor? — Indagou um dos seguranças.
— A hora do relógio... Está marcando o efeito LSD. — E completou — Ele está dopado, vamos levá-lo até a enfermaria.
Em um dos corredores, notou um grupo sentado no chão, todos cabisbaixo. E em pé, na frente deles, havia alguns seguranças e o diretor da CCT daquela época. O semblante do diretor apresentava claro sinal de raiva; seu rosto estava vermelho e ele vociferava.
— POR QUE DIABOS TINHA UMA FESTA NA MALDITA SALA FEITA PARA TREINAMENTOS ESPECIAIS? QUEM FOI O RESPONSÁVEL POR ISSO?! — Repreendia.
— Sen... Senhor! Eu sou o responsável por tudo... Eles só foram convidados. Eu os convidei. — Entregou-se o estagiário que havia organizado a festa.
— Qual o seu nome e função, rapaz?! — Enquanto indagava, o diretor lançava-lhe um olhar tenebroso.
— Lucio, senhor... Sou estagiário na área da limpeza, senhor!
— Apareça amanhã às 17:00 no meu gabinete! Atrase-se um maldito minuto, e perderá a chance da sua vida! — O diretor avança a longos passos em direção à porta da saída.
— Sim! — Mas já não dava mais para ele ouvir o que Lucio respondeu.
E, na manhã seguinte, Dr. Portergs acorda morrendo de dor de cabeça, tonto e completamente perdido. Estava em uma ala da enfermaria da CCT. E também, não se lembrava de nada da noite anterior. Só veio ter ciência do ocorrido, quando lhe contaram e mostraram as fitas das câmeras de segurança.
Porém, havia alguém que tinha se dado bem.
Lucio chegou exatamente às 17:00 no gabinete do diretor. Temendo que fosse expulso, mas ele se surpreendeu com o que o diretor o sugeriu.
— Oh, entre e sente aí, rapaz! — Ordenou o diretor, que parecia calmo, para quem iria expulsar alguém...
— Si... — A voz de Lucio falhou e não pode completar uma simples palavra, pois temia ser expulso da CCT.
— Sabe, eu tenho certo “poder” para visar algum ponto bom nas pessoas, mesmo elas sendo inúteis, depravadas, mau-caráter...
Lucio sentiu a indireta.
—Pois bem, não gostei do que você fez ontem à noite. Mas vi algo bom, você organizou tudo bem de baixo dos nossos narizes! E pior, nem me convidou para a festa! — Lucio não sabia que aquela frase tinha soado repreensiva ou cômica.
— Senhor, desc...
— Não precisa se desculpar! Eu gostei bastante do que você fez! Bem, o que você acha de trocar de setor?
— Mas... Como assim? — Lucio estava totalmente confuso com a sugestão do diretor.
— Acho que você daria um ótimo espião! Ou quase isso... Que tal?
— Eu adoraria, senhor! Não sei se consigo fazer isso, mas... Darei o melhor de mim!
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