O Sonho
6 O verdadeiro Deus
Notas iniciais
Um capítulo lindo com muita lindeza linda.
Eu acordei encima do vulcão, e parece que eu finalmente vi o tal Deus. Era uma coisa tão grandiosa, e parecia ser tão má ao mesmo tempo... Era gigante, era igual Jesus, com a roupa de Jesus e tudo, sem sangue, a única diferença eram seus olhos, que ao invés de estarem azuis, estavam brancos.
–QUE MERDA É ESSA?! -eu disse, logo ao acordar.–Você não foi um bom menino, Matheus... Você tem que morrer pelo que fez! O único jeito de sair da ilha é se redimir com seu passado, voltar atrás. Mas no seu caso não há mais volta, o que você fez é imperdoável, não há como voltar atrás. -o Deus disse.–M-mas e o que eu faço agora? Eu vou ficar preso nesse sonho por toda minha vida? -eu perguntei.–Ao você morrer no sonho, seu cerébro te faz acordar, pois seu coração pode parar de bater ao morrer no sonho. Quando você morre, o sonho acaba. Mas isso não vai funcionar aqui, então, como eu já disse, o único jeito de sair daqui é voltar atrás, e não há mais volta. ENTÃO MORRA DE UMA VEZ E ACABE LOGO COM ISSO!Então, o gigante Deus começou a me perseguir loucamente, derrubando árvores, matando animais, destruindo toda a ilha.–NÃO HÁ COMO FUGIR! ESTA É MINHA ILHA, E EU FAÇO O QUE EU QUISER COM ELA! POSSO MATAR TODA A VIDA EXISTENTE NELA SEM NEM PRECISAR TE TOCAR! -ele disse. Eu estava desesperado pelo simples motivo do gigante Deus de olhos brancos estar me perseguindo, e eu realmente não tinha chance, eu sabia disso. Naquele momento eu estava me lembrando de quando aquele escravo do Deus (que até uns minutos eu achava que era o Deus) soltou um graveto na cabeça do meu eu velho. Se aquele que nem era o Deus conseguiu fazer isso, o que o verdadeiro Deus pode fazer? Minhas pernas estavam se cansando, estavam como naquele dia que teve um super sol e minhas pernas começaram a ficar imóveis. Isso era horrível, pois se eu não podia correr, era ainda mais fácil pro Deus me matar, mas eu não queria morrer naquela hora. Os animais passavam na minha frente, correndo, e eu tropeçava neles. Eu olhei pro céu e ele continuava vermelho, os pássaros voavam todos pra frente, fugindo do Deus. Eu comecei a chorar, e minha vida toda passou pelos meus olhos, como um flash, que mais parecia uma eternidade. Aquilo era um castigo? Só pra eu ficar com saudades da minha família? Provavelmente não, já ouvi falar que quando você está prestes a morrer toda sua vida passa pelos seus olhos, então eu estava prestes a morrer.–ME AJUDE, MEU Deus! -eu disse, ignorando o conselho de não pedir ajuda que o meu eu do futuro me deu. Então o Deus parou, e me perguntou se eu queria realmente ajuda, queria se redimir do meu passado. Esse cara só sabe falar de se redimir do passado, jesus.–Se você quer ajuda, então eu vou te dar ajuda. Vou te dar apenas uma chance de voltar atrás, e não faça o que fez novamente. -ele disse. Ele então ficou do meu tamanho e nos teletransportou pra um "templo", ou algo do tipo. Lá havia uma poltrona na qual ele estava sentado.–Então você quer voltar atrás? Vou te dar sua última chance. Faça bom uso. Aproveite para rever sua família uma última vez, dê mais valor a sua vida. -ele disse. Então, eu fui teletransportado pro momento da festa, eu, minha mãe e meu pai estávamos comprando comida, alugando filmes (coisa da época, acho que hoje ninguém mais faz isso) pra nós assistirmos e etc. Então meus amigos foram chegando. Chegou o momento em que minha mãe começou a me envergonhar.–Quem quer pudim? Todos que querem pudim gritam eu! -minha mãe disse. E todos começaram a rir. Eu fui lá fazer a mesma merda que fiz da outra vez. Levei minha mãe para a cozinha e o foi o mesmo diálogo.–O que você tá pensando que tá fazendo, mãe? Acha que me envergonhar na frente de todos meus amigos é legal? Eu e meus amigos já temos 16 anos, mãe. Ninguém mais grita eu pra comer pudim. -eu, muito idiota, disse.–Oh... desculpa se eu te envergonhei, meu amor. É que eu fiz o pudim e a festa já está acabando... -minha mãe respondeu.Nós assistimos uns 3 filmes e a festa acabou, ninguém comeu a merda do pudim. Minha mãe já tinha ido dormir, totalmente chateada pois eu fiquei com raiva dela. Então eu e a Nic fomos dormir, e foi aí que eu entendi tudo.–O que você tava pensando? Você fica aí só com seus amigos e nem pensa em mim... Agora fazem dois anos que estamos namorando e você nem liga pra mim, qual é seu problema? -a Nic disse, e ficou com esse blá blá blá a noite inteira. Eu me arrependi do que fiz, mas ela não parava de falar e aquilo já estava me irritando.–DÁ PRA VOCÊ CALAR A BOCA PELO MENOS UM SEGUNDO, SUA VADIA?! -eu disse, todo nervoso. Eu sou tão idiota as vezes, tão, mas tão idiota. Ela parou. Depois de umas 3 horas ela perguntou:–Tá acordado ainda, meu amor? –Sim, Nic, eu tô acordado.–Pensando em mim ou nas garotas que vieram aqui hoje? Desculpa falar isso, mas eu acho um absurdo você fazer uma festa aqui bem no nosso aníversário de namoro. Era pra ser algo romântico e...
–Eu tô pensando em você, na nossa relação. Tá tudo tão complicado, parece que a gente tá brigando demais... Deviamos recomeçar, recomeçar do momento em que começamos a namorar, e não brigarmos tanto. Desse jeito nosso namoro só vai acabar mais rápido... -eu disse, interrompendo ela.–Recomeçar? Nada a ver. Recomeçar só vai piorar tudo, não tem como recomeçar.–Não sei se você entendeu muito bem o que eu quis dizer, Nic...–Eu entendi muito bem, e você tem razão, nossa relação não vai nada bem, mas recomeçar não vai ajudar em nada. -ela disse. Foi nesse momento que eu fiquei com muita, mas muita raiva, e tomei uma decisão que mudou minha vida pra sempre.
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