O Sonho
2 Nós podemos encontrar um ser humano
Notas iniciais
Bem, bastante gente gostou do primeiro capítulo, então eu me empolguei e fiz o primeiro segundo capítulo da minha vida >.
Se passaram duas noites, e a gente só fazia a mesma coisa: procurávamos comida (que eram os animais, galinhas, vacas etc.), subiamos no vulcão, esquentávamos a comida lá e comiamos. Só pra fazer isso já eram umas 8 horas. Lá não tinha muitos animais, e pra subir no vulcão levava um tempão. Mas chegou uma hora que eu dei mais um chilique (eu dou muitos chiliques).
–Nicoly, nós temos um objetivo nessa merda desse sonho: sair dele, e ir pra vida real. E se você não colaborar com isso e seguir meus passos, nunca conseguiremos isso. Nosso próximo passo é encontrar um ser humano, que não esteja morto, por que morto já encontramos muitos.–Você tá doido? Você era tão legal antes desse sonho, não tinha idéias malucas igual essas que você está tendo agora. Eu não te conheço mais, Matt. -disse a Nic. Tenho muitas saudades dela, lembro que ela me chamava de Matt, e só me chamava de Matheus quando ia brigar comigo.–Mas Nic, nós precisamos nos salvar... e se a gente morrer no sonho e morrer na vida real? A sobrevivência é o maior objetivo, sair desse sonho é o segundo objetivo. Até por que, pra sair do sonho, precisamos estar no sonho, e morrendo no sonho, não estaremos no sonho. Ou seja, nunca sairemos do sonho, pois já teremos morrido. -eu respondi.–DO QUE VOCÊ TÁ FALANDO?! TRADUZ ISSO TUDO!–Calma Nicoly, no fim ficará tudo bem, no fim, tudo ficará bem... nós sairemos desse sonho e iremos viver nossa vida feliz, normal, teremos filhos, e se o nome de um deles fosse Macoly? Ou Nitheus? Imagina só! Precisamos sobreviver pra vivermos isso, então você precisa colaborar. Vamos! Se anima, vamos ver pelo lado positivo, pelo menos estamos aqui, só nós dois, sem ninguém interrompendo nossa vida, nosso amor.–V-você tem... razão. Mais ou menos concordo. -ela disse, com frio. Cobri ela com aquele mesmo casaco que eu estava antes, sendo que ele foi rasgado. Não entendi, mas deve ser coisa do destino.–Se você quer ter filhos e fazer uma família feliz, vamos, nós podemos encontrar um ser humano nesse lugar frio, cheio de árvores, cavernas, um vulcão... agora que percebi que morro de medo desse lugar, me ajuda. -disse a Nic, sorrindo. O engraçado é que há uns segundos atrás ela tava de TPM, estranho. Ainda neste momento eu suspeitava um pouco dela... estava muito estranho. Muito, muito estranho. Pra te falar a verdade, tudo naquele lugar era estranho. Sempre que eu cobria a Nic com meu casaco, tinha uma hora que acontecia alguma coisa com o casaco e ele sumia, aí a Nic ficava com frio e eu tinha outro casaco em minhas mãos que eu nem faço idéia de onde veio. Parece um triângulo, fica dando voltas e voltas, sem parar. Isso me dá medo. E se morrermos? Vamos morrer a toda hora? Ter que viver o mesmo sofrimento infinitamente? Enfim, vamos continuar. Chegou uma hora que já era a quinquagésima vez que isso tinha acontecido. Ok, aí eu comecei a ficar com medo de verdade. Sem brincadeira (afinal, em nenhum momento do texto eu falei brincando, isso foi tenso). Nesse momento, eu e a Nic andávamos com as pernas quase paralisadas, com o frio daquela ilha. Mas de repente, como num piscar de olhos, um calor IMENSO veio até a ilha. Parecia o Deus Sol malhando (ok, agora eu tô brincando, vamos dar uma alegrada nessa triste história). O gelo que estava em nossas pernas derreteu, e por incrível que pareça, não sorrimos nem ficamos tristes. Parecia mais que a vida estava nos castigando pelo maior pecado já cometido. Agora parecia que nossa pele ia derreter de tão calor, jesus. A Nic desmaiou, e pensando que ela tinha morrido, gritei pela vida dela.–NICOLY? NICOLY?! POR FAVOR, FALA COMIGO NIC!! -eu disse. Então, levei a Nic em minhas costas, até uma caverna, que serviria de moradia pra mim e pra Nic naquele momento. Até que achei uma pessoa, era um homem de uma barba grande. Não vestia roupas, tinha apenas uma pequena bermuda, toda rasgada.–Halonmace Jaclesafu, Halonmace Jaclesafu! -o velho disse. Eu fiquei com medo, pois não entendia nada que ele falava, e nós sempre temos medo do desconhecido. Era uma língua totalmente estranha. Não era japonês, não era chinês, não era inglês, era outra coisa.–B-bom dia, senhor... pode falar algo em português, por favor? Eu não entendo o que v-você diz... -eu disse, MORRENDO de medo.–Oh, desculpe... Eu nunca mais falei sua língua desde que cheguei aqui. Na verdade fui dormir com minha namorada e apareci aqui, e pra mim lembrar do tal português, só me restou esse dicionário que tem dentro do meu casaco que sempre me aparece na cintura. Minha pobre namorada morreu depois de um imenso sol que apareceu, igual esse que acaba de passar. -ele disse. Eu achei isso super estranho, pois a história dele era igual a minha. O casaco que aparecia na cintura, o "super-sol" que um dia apareceu, tudo era parecido. Mas eu não queria que aquele fosse eu do futuro, até porque, a namorada desse cara morreu em um "super-sol" como esse. Eu vou parar de escrever super-sol com aspas, pois isso é muito chato.–Mas o que faz aqui? Aqui sempre foi eu, só eu e mais eu. Ninguém mais veio aqui desde que vim aqui, EU PENSEI QUE ESTAVA SOZINHO NESTA MERDA DESTE SONHO! Este sonho que nunca acaba. Eu pensei que acabaria logo, se não fosse pra acabar logo quando cheguei, iam durar apenas mais alguns minutos... Mas agora eu percebo que naquele tempo eu não tinha noção do tempo, eu não sabia que uma pessoa poderia ficar viva tantos anos se alimentando apenas de galinhas, vacas, ovelhas... Eu não sabia disso. Qual é seu nome? O meu é... meu nome... qual é meu nome? Ah é, meu nome é Matheus, sinto saudades de quando a Nicoly me chamava de Matt. -ele disse. Foi aí que eu comecei a surtar, pois era eu. Era realmente eu, e minha namorada havia morrido, e eu iria viver eternamente numa caverna nessa porra desse sonho, se alimentando apenas de animais. Meu deus! COMO PODE SER? EU VIVEREI NESSE SONHO PELA MINHA VIDA INTEIRA? NÃO PODE SER, ME AJUDE SENHOR DEUS!
Notas finais
Espero que tenham gostado! :D (mesma nota final de sempre, incrível)
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