O Som do Coração .i And Ii.
17 Capítulo 2 - My Magic Dream
Notas iniciais
beijos
Segundo capitulo.
Pessoas vinham até Isabella para lhe prestar os pêsames e ela se perguntava o quanto cada uma daquelas pessoas estava sendo verdadeiras ou falsas, nunca havia lhe visto. A família de Peter,que contava com a irmã Vera e duas filhas adolescente estava no enterro,mas desta Isabella tinha certeza que era pura falsidade,e puramente para fazer cena,porque Bella tinha certeza que ela odiava sua mãe,desde que Peter morreu deixando em seu testamento tudo para Renée e nada para a irmã,e agora juntando os bens que sua mãe já tinha com o que foi herdado por Peter,Isabella estava com uma boa grana no banco,e ótimos imóveis pela cidade,e aquela mulher estava ali talvez com alguma esperança que conseguir algo,já que de sua cunhada ela não conseguiu tirar nada.
Quando a ultima pessoa foi embora Isabella olhou a volta da sala e viu a bagunça de copos e pratos espalhados pela sala do grande apartamento em que vivia nos últimos cinco anos, lembrou-se de sua primeira festinha do pijama quando tinha apenas 13 anos, logo assim que se mudou com sua mãe e Peter para aquele apartamento de frente ao central parque.
Flash Back ON
-Mãe esta tudo lindo!Eu amei! – Bella dizia ao olhar para a grande sala de TV, sua mãe havia espalhado enormes almofadas pelo chão, que agora estava coberto por um grosso e peludo carpete cor de rosa, num canto tinha uma mesa redonda cheia de guloseimas, bolas de gás flutuavam no teto da sala, era décimo terceiro aniversario, e o primeiro no novo apartamento da família, e em uma sociedade de gente rica, onde se livrar dos filhos era o principal, ninguém se importaria em uma dúzia de meninas de treze anos passando a noite na casa de uma coleguinha para uma festa do pijama.
-Que bom que gostou minha querida!Mas temos mais uma surpresinha!
-E o que é mãe, alia o que poderia ser se está tudo perfeito!
-Venha comigo!
Renée segurou a mão da filha e a levou a outro cômodo do grande apartamento, e ao abrir a porta Isabella arfou de felicidade, um salão de beleza havia sido montado e tinham quatro profissionais de beleza a espera dela, seria uma noite de muita diversão para as meninas pré adolescentes!
A campainha tocou e Bella correu para abrir, eram sete horas da noite, e uma limusine havia ido de casa em casa buscar suas amiguinhas do colégio, então todas chegaram a ponto!
Aporta foi aberta e mais de dez meninas entraram dando gritinhos de animação e segurando caixas de presente, abraços eram dados em Isabella e lhe desejavam parabéns!
‘Tempos felizes’
Flash Back OF
-Nada me parece fantasioso agora! – Isabella bufou e disse pra si mesma, ao voltar de sua lembrança do primeiro aniversario ali naquele luxuoso apartamento.
Seu pai voltava para a sala, e sentou-se ao lado de Bella, na intenção de confortá-la, mas ela se levantou e foi até seu quarto, batendo a porta logo em seguida, deixando Charlie sentando no sofá da sala sozinho, mas ele previu que seriam dias difíceis, mas jurou pra si mesmo que faria a filha voltar a sorrir, nem que fosse a ultima coisa que fizesse em sua vida.
Na manhã seguinte Charlie estava na mesa do café enquanto uma mulher, uma diarista terminava a limpeza na cozinha, tirando dos armários qualquer alimento que fosse afinal deixaria o apartamento trancado por tempo indeterminado, ali não era sua casa, e se Isabella deveria morar com ele, seria em sua casa, em Atlantic Beach.
-Limpe bem os armários, não quero que vire morada de ratos. – Disse Charlie à pobre mulher, ele estava mal humorado, mas não era com ela, e nem com sua filha, estava mal humorado consigo mesmo, por não ter percebido que sua ex mulher estava num estado tão lamentável,por ter deixado sua filha ficar tão fechada para ele,tão cheia de feridas no coração.
Charlie terminou seu café sozinho e foi para a varanda da cobertura, lia o jornal esperando a hora passar, seu vôo era só no inicio da noite.
Era por volta das duas da tarde que Isabella saiu de seu quarto, ela estava com o rosto inchado de sono, e os olhos inchados pelo choro, Charlie não sabia, mas Bella havia tomado uma grande dose dos comprimidos de dormir de sua mãe, para conseguir dormir depois de tanto chorar.
-Boa tarde minha filha. – Charlie a cumprimento sem muita emoção, ele estava sentado numa poltrona da sala, assistindo o noticiário.
Isabella parou por um estante e o encarou. — Hã! – Foi à resposta dela ao pai, e seguiu para a cozinha.
Ela abria os armários à procura de seus queridos cereais e nada encontrou, estavam vazios e limpos, foi até a geladeira e só tinha uma garrafa d’água lá. –Mas que merda é essa, cadê a comida dessa casa? – Isabella bateu a porta da geladeira com força, assustando a pobre diarista que entrava na cozinha no mesmo estante, Bella a encarou sem a reconhecer. –Quem é você?Cadê a merda de comida dessa casa?
-Desculpa!Seu pai pediu para que eu limpasse tudo e esvaziasse a geladeira e os armários.
-Meu pai?E desde quando ele manda nessa casa?Até onde eu sei esse apartamento é da minha mãe!
Ao falar sobre sua mãe uma dor cortante rasgou seu peito, ela estava tão absorta em seus remédios que por breves segundos esqueceu que sua mãe havia morrido, achou que poderia ser um pesadelo, mas não era tudo era verdade, sua vida antiga já era!
Charlie entrou na cozinha a tempo de segura-la quando Isabella desabou no chão, tremendo entre o choro, ela chorava como se cravassem uma estaca em seu peito, não era um choro sentido era um choro de dor,muita dor.
Charlie a confortava num abraço e assentiu com a cabeça para que a mulher os deixasse sozinhos,e foi o que ela fez,deixando Charlie e Bella na cozinha com suas dores.
- Shiii, eu estou aqui querida!Chore, pode chorar, eu estou aqui para enxugar sua lagrimas, eu te amo e você não esta sozinha minha filha. – Isabella desabou, ela não havia chorado ainda, desde que recebeu a noticia tudo havia se passado como um filme em sua vida, ela não havia se permitido sentir a dor da perca, a dor de perder sua mãe, e da forma que a perdeu!
Charlie a pegou no colo e a levou para o quarto, e com ela ainda no colo deitou na com a filha em seu colo, apertando a contra o peito, uma forma de amenizar a dor que sua filha sentia agora.
Após horas chorando e falando palavras desconexas, Isabella pegou no sono, e Charlie se ajeitou ao lado da filha e se permitiu cochilar também.
Duas batidas na porta o despertou, era a diarista avisando que havia terminado o serviço.
Charlie se levantou e foi com a mulher até a porta, pagou pelo serviço e voltou em direção ao corredor que levava ao quarto, quando ouviu o barulho de coisas sendo jogadas no chão. Ele respirou fundo e continuou,Isabella havia acordado,e ele sabia que após a dor,viria a fúria,e ele teria que se manter calmo para ajudar a filha.
Isabella jogada coisas pelo quarto, e ele viu que já tinha uma mala aberta sobre a cama, ela estava fazendo a mala, de uma forma bruta, mas estava ele parou encostando-se no batente da porta e apenas a observou. Após alguns minutos Isabella se irritou com sua presença e o encarou.
-Vai ficar o tarde inteiro ai me olhando?
-Quer ajuda?
Bella parou o que fazia e encarou o pai, e de seus lábios saiu um sorrisinho debochado e triste.
-Ajuda?Não acha que esta um pouco atrasada a sua ajuda?
Charlie respirou fundo e caminhou até um cantou do quarto e voltou a encarar a filha, ele sabia que de alguma forma ela tinha razão, sua filha passou por momentos difíceis durante mais de um ano com a mãe alcoolizada, e ele não soube e nem desconfiou.
-Eu sinto muito por tudo que aconteceu a você a Renée, mas eu não sabia de nada.
-Você nunca sabe de nada!
-Eu ligava você não queria me atender, sua mãe dizia que você estava bem, eu nunca percebi na voz dela que ela não estava bem, eu juro minha filha, eu nem imaginava de tudo que estava acontecendo aqui!
Bella jogou mais algumas peças de roupas na mala e parou para lhe encarar. – Eu irei com você, mas irei porque não tenho outra opção, a não ser que eu queira parar nas mãos do juizado de menores, mas já aviso, não pense que eu estando com você lhe dará o direito de mandar na minha vida, será por poucos meses, logo estarei fazendo dezoito anos, e então, nunca mais ira me ver. – Isabella respirou fundo, coçou a cabeça e voltou a olhar para a sua mala e a desordem de roupas nela,e de forma fria como se n]ao tivesse acabado de proferir palavras dura ao seu próprio pai,disse sem ao menos olhar para ele. – Agora sai do meu quarto, preciso terminar de arrumar minhas coisas.
Charlie tinha os olhos cheios de lagrimas, mas se conteve, e então com um aceno de cabeça saiu do quarto, deixando Isabella com suas palavras duras e coração ferido.
O silencio durante o trajeto até o aeroporto só foi quebrado por um estante quando Bella pediu para parar no Mcdonalds, ela havia passado o dia inteiro sem comer nada, e não gostava de comidas de avião.
O voo foi num clima tenso, e tomado pelo silencio.
A porta da casa simples foi aberta por Charlie e Bella olhou em volta com nojo, e sem cerimônias perguntou logo onde seria o quarto dela, e Charlie havia pensado que ela gostaria de ficar com o quarto que dava saída para o terraço, já que ela costumava tocar violão, talvez gostasse de momentos a sós num lugar como o terraço para tocar. Mas Isabella foi logo dizendo que a anos não tocava nada,e nem tocaria mas nada nunca mais.
Ela tinha magoas do pai, e como foi ele que a despertou para musica, ela se sentia traindo a si mesma se voltasse a tocar.
Bella entrou no quarto, e até que não achou tão mal, ele estava decorada, uma decoração simples, mas que ela percebeu que fora a única coisa mexida na casa em anos, já que a pintura do exterior da casa estava descascando.
O quarto tinha paredes em branco, com o teto em um tom claro de azul, uma enorme cama de casal tomava quase todo o espaço do quarto, ela sorriu internamente, sem deixar transparecer, por seu pai lembrar que ela não dormia em cama de solteiro desde que fez quinze anos. A colcha era lilás e tinha muitas almofadas por cima dela,uma escrivaninha toda branca estava num canto,e logo ela avistou uma porta pintada de azul,e ao abrir viu que era seu closet,não tinha um banheiro,teria de dividir o banheiro com seu pai.
-Ótimo!Não tem banheiro! –Ela resmungou pra si mesma.
Sem ao menos desfazer as malas, Bella retirou sua roupa ficando apenas de calcinha e camiseta e se jogou na cama, já era tarde da noite, e ela estava exausta, tinha que se preparar para o dia seguinte, tinha planos para ocupar seus dias vazios, mas seu único consolo era que aquela situação duraria poucos meses, não era permanente
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