O Som do Coração .i And Ii.

33 Capítulo 18 - My Magic Dream


Notas iniciais
Voltando com um capitulo muito especial... Eu o escrevi ouvindo quase A little hause - Amanda seyfreid...e devo dizer que chorei..
Sem mais...

.

POV EDWARD.

Como tudo que existe, nada é eterno, e infelizmente momentos de paz e felicidade parecem estarem predestinados a serem ainda mais curtos, breves, e inconstantes.

O dia em que Bella voltaria a clinica infelizmente chegou, estava contando as horas e minutos desde que o relógio marcou meia noite e um, e teria apenas a madrugada com ela, porque quando amanhecesse todos tomariam sua atenção e ela não seria mais exclusiva a mim, como agora, deitada em meus braços dormindo profundamente, com a face um tanto angustiada, eu sabia o motivo de sua angustia, e estava rezando para que tudo acabasse bem, para que Susan mesmo destinada a morrer, que não sentisse dor em sua passagem, quer minha Bella superasse mais esta perda.

Olhei o relógio de pulso e já eram cinco horas da manhã, e eu não havia conseguido dormir nem um minuto sequer esta noite, passei toda a madrugada em claro velando o sono e já sofrendo a falta que Bella iria me fazer, a saudade já me consumia, ela estaria voltando para aquela clinica, para que pudesse completar seu tratamento, que os médicos estimaram durar seis meses, e desse tempo ela só havia cumprido dois meses, mas que pareceram uma eternidade.

Mesmo a visitando todos os dias por três horas de visitas diárias, eu não conseguia me satisfazer de sua presença, acho que nunca iria me fartar de sua beleza, de seu cheiro, seu jeito doce de sorrir. Sim porque desde a primeira vez que a vi sorrir naturalmente, sem ser aquele sorriso debochado e forçado da menina rebelde e punk que conheci há três meses, ela era ainda mais incrível, e quando ela sorria assim, meu coração inflava, ao ver seus olhos brilharem, e se apertarem um pouco quando seu sorriso se alagava, lhe deixando com um rosto de menina, uma menina doce e amável, que eu sempre soube que ela era. Desde que sonhei com ela a primeira vez, mesmo não vendo seu rosto por inteiro, eu sempre via seus olhos, e eles sempre sorriam para mim em meus sonhos.

Essa noite fizemos um amor calmo, tranqüilo, e sem pressa para terminar, nunca achei que aprenderia a fazer amor, sempre que estive na cama com outras mulheres eram sempre carnais, sem afeto, cheguei a um ponto de ver o sexo de uma forma suja, de não valorizar as mulheres depois que as tinha em minha cama.

Mas com Bella foi algo inexplicável, eu jamais conseguirei dizer em palavras o que o meu coração sentiu quando ela se entregou a mim, mas uma preocupação ainda pairava em minha mente. A maldita pílula, quando ela acordasse já teria feito às doze horas necessárias para tomar o ultimo e segundo comprimido, e minha vontade era de jogá-lo pela janela, e fugir com Bella. Ir morar no Hawaii, me casar à beira mar, com um Page local fazendo a cerimônia, descalços, sem trajes formais, com os deuses e o mar como testemunhas. Isso era um sonho!

Voltei a olhar o relógio de pulso e já eram sete da amanhã, e nem percebi que minha mente divagava tanto, que as horas se passaram sem que eu pudesse notar. Levantei-me da cama com cuidado, para não acordar a minha paixão, a minha vida.

Fui até a minha bermuda que estava jogada na poltrona do quarto e peguei a pequena embalagem com o maldito comprimido, e o coloquei na mesinha de cabeceira, vesti a bermuda e calcei os chinelos. Desci mesmo sem camisa, ainda era muito cedo mas já podia ouvir a movimentação na casa, provavelmente dos empregados. Fui até a cozinha e bebi um copo d’água e voltei a encher para levar para Bella tomar a pílula, mas travei quando ouvi as voz de Charlie, ele parecia nervoso, e as vozes vinha da sala de TV, lugar preferido de meu pai, então só poderia ser com ele que meu sogro estava conversando.

Voltei o caminho que ia em direção as escadas e fui para o corredor que me levaria à sala de TV. E quando ouvi melhor do que se tratava o assunto, eu não bati ao entrar no sala.

Meu pai ficou me encarando, assim como Charlie, eles estavam falando de Bella, mas quando me viram se calaram de uma forma estranha que me preocupou.

- O que esta acontecendo aqui? – Eu perguntei ainda da porta. Meu pai que estava sentando gesticulou para que eu fizesse o mesmo, mas achei desnecessário já que meu sogro estava de pé e esfregava o queixo num sinal de nervosismo.

- Estou bem de pé! Falem logo o que esta acontecendo. – Falei exasperado, eles estavam me irritando.

Charlie parou de andar de um lado ao outro e me encarou. – Susan faleceu esta noite.

Minhas pernas falharam e o copo que segurava em minha mão caiu ao chão, se espatifando em mil pedaços, e me esforçando empurrei-me até me sentar numa das poltronas da sala.

- Não podemos contar a Bella! – Eu disse assim que me recuperei do choque.

- Como não meu filho?! Ela te odiará se souber que escondeu algo assim dela. – Disse meu pai, se mostrando contrariado.

- Edward tem razão, devemos esperar até amanhã, ela já vai estar na clinica, e depois damos a noticia.

- Você deve ter pedido a cabeça assim como meu filho nessa mania obsessiva de proteger a garota! – Meu pai disse friamente, totalmente incrédulo por Charlie me dar razão.

- Eu não posso fazer isso! Eu nem sei como fazer isso pra dizer a verdade. – Eu disse e meu pai entendeu o que quis dizer, quando minha mãe morreu naquele maldito acidente de carro, deixando Alice internada entre a vida e a morte, coube a eu contar ao meu pai, já que ele estava viajando a negócios, e eu simplesmente estraguei tudo.

- Já esta decidido! Contamos a ela amanhã, por enquanto deixamos tudo como esta. – Meu sogro dizia quando ouvi um estalar do piso de madeira, eu olhei para a porta entre aberta e vi Bella entrar no mesmo momento em que meu sogro ainda de costa para porta dizia. –Não iremos contar a ela sobre a morte de Susan, ela precisa se tratar, e fará isso!

Tudo foi como uma facada em meu peito, os acontecimentos que se seguiram pareceram ser como imagens de uma novela dramática, em que eu ou qualquer pessoa próxima a mim estivesse alheio.

- Como podem fazer isso comigo! – Bella gritou, não foi uma pergunta foi uma afirmação, eu me levantei e sussurrei seu nome, e em troca recebi um olhar de desprezo. – Você também pretendia esconder isso de mim? – Ela me perguntou, e eu não tive resposta, meu silencio foi uma dolorosa confirmação. – Vocês não podem decidir tudo por mim, isso é a minha vida! E Susan era muito especial pra mim, para vocês acharem que podem esconder que minha amiga partiu, sem me dar chances de eu poder me despedir dela! Isso é cruel!

Bella gritou com os olhos cobertos por lagrimas e saiu correndo da sala, Charlie tentou ir atrás dela, mas meu pai o impediu, pedindo que deixasse ela se acalmar, e eu estava me odiando, me chicoteando por ter sido tão idiota, e simplesmente não conseguia sair do lugar.

Alice apareceu na sala em algum momento que eu não sei dizer qual, e perguntou o que tínhamos feito a Bella, e eu não consegui responder, estava sentado com a cabeça baixa e esfregando furiosamente meus cabelos.

E sem resposta ela saiu da sala, acredito que foi atrás de Bella.

- Não adianta querer arrancar os cabelos agora meu filho! Eu avisei! – Meu pai disse com indiferença indo até o bar e se servindo de wisk, Deus como ele podia encher a cara a àquela hora da manhã? E ainda com o mundo desmoronando dentro do próprio teto!

Eu sai daquela sala enojado do meu pai, e fui para o andar de cima, e na porta do meu quarto eu parei e bati, e sem resposta alguma e forcei a fechadura, e para meu desespero estava trancada, voltei a gritar por Bella, de forma desesperada, quando Alice gritou para que a deixassem em paz. Eu escorreguei pela porta e me sentei no chão, não iria sair dali até que Bella abrisse aquela maldita porta e me ouvisse, iria me humilhar se preciso para receber seu perdão, eu não poderia perder ela!

Não sei quantas horas depois a porta foi aberta, e foi Alice quem apareceu primeiro. E me levantei e senti dor em minhas juntas, estava há tantas horas encolhido no chão que estava com o corpo todo dolorido.

- Não adianta fazer plantão aqui na porta! Ela não quer falar com você ou com Charlie, vocês foram longe demais achando que poderiam decidir tudo por ela. – Alice me atirou as palavras com dureza, e eu abaixei minha cabeça com vergonha e dor.

- Eu preciso pedir perdão a ela! – Eu implorei para que Alice me deixasse falar com ela.

- Ela não quer falar com você, disse que precisa de um tempo.

- Alice?! – Eu supliquei.

- Não irmão, não posso deixar que entre neste quarto depois de tudo que me disse e me fez prometer, vá atrás de Charlie e veja como ele esta! – Alice me disse.

Eu assenti com a cabeça, e sai andando lentamente, praticamente me arrastando até o andar de baixo, procurei por Charlie pela a casa inteira e não encontrei nem ele e nem meu pai.

Ouvi alguém dizer que eles haviam saído juntos, mas não posso dizer quem foi, então quando voltava para a sala indo em direção ao andar de cima, a vi descer com Alice em seu encalço, ela tinha uma pequena maleta de mão, e uma mala de rodinha, me perguntei de onde ela havia tirado aquela bagagem se ela veio passar o fim de semana comigo com apenas uma maleta.

Bella levantou o rosto assim que me viu, ela estava no pé da escada e ajeitava os cabelos, seu rosto estava inchado, e seu nariz muito vermelho, assim como seus olhos.Ela ainda chorava.

- Bella! – Eu parei a uns três metros a sua frente, e ela balançou a Ca bela negativamente ao me encarar, e deu um passo a frente. Eu me meti a sua frente. – Por favor Bella?! – Eu implorei.

Ela não me disse absolutamente nada, desviou o caminho e saiu porta a fora, com Alice a sua cola, sem olhar para trás.

Ouvi quando o motor suave e potente do carro de Alice foi ligado, e cantando pneus ele partiu, com certeza dirigido por Alice.

Eu fui até a varanda de casa e vi quando o carro cruzou o portão da minha casa, desaparecendo a minhas vistas.

...

Assim ela saiu da minha vida, e não tem um dia sequer que eu não sinta meu coração doer mesmo após mais de seis meses sem vê-la, parece que foi ontem que Bella me deixou, a dor volta a cada manhã, assim que acordo, e nem nos sonhos ela some, apenas ameniza quando durmo e sonho com a minha paixão.

FIM POV EDWARD.

POV NARRADOR.

Bella pegou um voo com a ajuda de Alice, e foi ao enterro de Susan, e assistiu de longe, até que todos deixaram o cemitério e ela foi até o tumulo de seu anjo em vida, e antes de deixar a única rosa cor de rosa ela beijou e depositou sobre a lapide.

Bella pôs seus óculos escuros e voltou para seu carro alugado, em direção ao aeroporto com destino a NY, já havia completado 18 anos, e assim que chegasse a cidade, iria direto ao advogado que tinha toda sua documentação, para regularizar sua situação, e assumir seus bens.

Ela tinha planos, pretendia procurar sua amiga Helen, e juntas iriam para a faculdade. Mas nem tudo saiu como ela desejava.

..

Após Bella partir, Edward se mudou de vez para o Hawaii, estava morando numa pequena casa a beira mar, numa lha simples a mais de 5 meses, ele ainda matinha o mesmo numero de celular com a esperança que Bella o ligasse, mas sua esperança morria a cada dia, mesmo assim ele seguia a amando como sempre, ele tinha plena consciência que a amaria eternamente.

Alice vivei duras semana em casa com o irmão. Logo assim que Bella partiu, Edward se trancou no quarto e passou quase toda a semana La, sem querer falar com ninguém, ele passava o dia dormindo e saia do quarto durante a madrugada para lanchar e ficava vagando pela casa sozinho, em algumas vezes Alice o ouvia mergulhar na piscina, mas não ousava ir até o irmão, sabia que ele queria estar sozinho, por isso só saia do quarto de madrugada.

Até que um dia ele surpreendeu a ela e seu pai aparecendo para o café da manhã, e anunciou que iria viajar, que iria para o Hawaii, só que esta viajem estava durando meses, e Alice sabia que ele nunca mais voltaria para casa.

E isso estava piorando ainda mais a situação de Carlisle, Alice já notava como seu pai estava dependente da bebida, ela vez ou outro o flagrava pondo wisk na xícara de café, vivia barbudo e mal se alimentava, e cada vez mais perdia peso.

Os meses que se seguiram não foram fáceis para nenhum deles, assim como também não foi fácil para Charlie ficar tantos meses sem noticias da filha, e chegou a ligar pro antigo numero do apartamento que era de ex esposa, mas o atenderam dizendo que o apartamento tinha sido vendido, e isso deixou Charlie ainda mais angustiado, o único endereço que ele poderia encontrar sua filha seria no apartamento de NY, e ele havia perdido isso.

Charlie se dedicou anda mais em suas aulas de musica e instrumentos na igreja tentando suprir a falta de Bella lhe fazia, mas estava difícil, Alice às vezes ligava para ele para saber como ele estava e ele sempre respondia a mesma coisa. Ou seja ‘ bem’ , era sua palavra de sempre!

Alice viu pela TV há dois meses, que seu irmão havia ganhado um grande campeonato de surf, e tentou falar com ele, mas o telefone tocou até cair na caixa postal depois disso ela desistiu de ligar pro irmão, por saber que ele não iria atender. Mal sabia ela que era a única coisa que seu irmão ainda fazia, já que ele tentava a todo custo se manter sã, porque ele já não tinha mais vida fora do mar, costumava acordar antes do sol nascer, e pegar as primeiras ondas do dia, e no inicio da tarde pescava com arpão seu peixe e voltava para sua pequena casa e logo depois de preparar seu alimento na fogueira ele caia na letargia de olhar pro nada até que dormia.

Ele até teve um ar de esperança quando seu telefone tocou a menos de um mês atrás, era um número desconhecido, e quando ele atendeu após ele dizer ‘ALO’ desligaram, ele chegou a ligar de volta e descobriu que era um telefone publico dE NY. Mas como não recebeu mais alguma ligação, ele voltou a sua mesma letargia.

E assim passou sete meses desde que Bella partiu, sete meses sem dar noticias a alguém, deixando para trás o coração de Edward estraçalhado.

...

Spoiler do próximo capitulo.

Alice estava colocando flores na enorme mesa da sala de jantar, quando o seu celular tocou, ela o tirou do bolso e o prendeu entre o ombro e orelha e respondeu. – Sim!

- Senhorita Alice Masen? – Uma voz feminina e delicada perguntou.

- Sim é ela, quem fala? – Alice perguntou terminado de ajeitar as flores no jarro e pegando o telefone de forma correta na mão.

- Aqui é do Rochester Medical Center, eu encontrei seu numero na agenda de uma paciente.

Alice sentiu o coração disparar e a boca ficar seca. – Que paciente?

- Isabella Swan, ela deu entrada aqui esta amanhã e... – A mulher continuava a dizer só que Alice não ouviu mais nada. Ela caiu desmaiada no chão e uma empregada da casa gritou indo em sua direção, e o celular ficou jogado no chão enquanto socorriam Alice que estava desmaiada.

- Alo! Ta me ouvindo? Senhorita Alice, ainda esta na linha? – A enfermeira perguntava, até que resolveu desligar o telefone.

CONTINUA...

Notas finais
Dor...descrevo este capitulo...
Espero que me digam o que acharam e comentem sobre o spoiler do proximo capitulo!!!
atéo proximo capitulo meninas....beijos