O Som Do Coração
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Vamos ver se a Bella aceita???
Boa leitura!
Bella POV
- E agora, mesmo sabendo que as chances estão todas contras nós, eu quero apenas ouvir o som do meu coração e ele está batendo tão forte, que eu acho apenas justo fazer o que ele esta me mandando. E é por isso que quero saber: Bella, você quer ser minha namorada?
Eu fiquei em estado de completo choque. Eu não piscava e não respirava. Edward Cullen queria namorar comigo? O cara que, segundo ele mesmo, nunca namorou na vida? Isso era real mesmo?
Eu tinha que responder alguma coisa, mas eu não conseguia fazer minha boca se mexer para falar. Minha mente trabalhava rápido tentando encontrar respostas para minhas perguntas. Eu queria muito aceitar, muito mesmo, mas e se fosse só uma coisa de momento do Edward? Porque que ele iria querer namorar comigo, justo comigo, uma garota totalmente sem graça? Antes que eu pudesse evitar, minha boca resolveu se mexer sozinha e perguntar o que eu tanto queria saber.
- Porque você quer namorar comigo? – OMG! Eu realmente tinha perguntado aquilo em voz alta. Que vergonha! Por mais que eu quisesse saber os motivos de Edward eu tinha medo também... Fechei meus olhos esperando por sua resposta.
- Bella, eu quero namorar com você porque eu gosto de você. E sei que você não é como as demais garotas que eu já tive. E por você ser especial para mim, deve ser tratada de forma especial. – Abri meus olhos e Edward sorriu pra mim e me olhou intensamente, sorri de volta retribuindo o olhar. – Entenda que eu quero estar com você e se para você acreditar nas minhas intenções o nosso relacionamento precisa ter um nome, então seremos namorados. Isso se você quiser é claro, porque ainda não me respondeu...
Meu coração pulou de alegria! Ele estava batendo tão rápido que acho que eu poderia ter um ataque cardíaco a qualquer momento. Quem em sã consciência diria não para um homem como esse? Ele era inteiramente lindo e queria ser o meu namorado! Eu suspirei como uma garotinha apaixonada... O que era completamente verdade.
- É claro...É claro que eu quero ser sua namorada. – Edward abriu o maior e mais lindo sorriso que eu já tinha visto. Ele colou a boca na minha me beijando avidamente. Em questão de segundos nossas línguas já duelavam em busca do sabor único do nosso beijo. Era delicioso demais beijar Edward.
Mas como sempre, ficar apenas no beijo, não parecia suficiente para nós. Quando percebi, eu já estava sentada no colo de Edward sentindo toda a potência do seu membro duro muito próximo a minha intimidade. Edward empurrou levemente seu banco para trás para que ficássemos mais confortáveis. As mãos de Edward passeavam por todo o meu corpo. Minhas mãos, como sempre, migraram para o meu lugar favorito no mundo, os cabelos de Edward.
Edward colocou as mãos por debaixo da minha blusa e o contato da sua mão grande e quente me fizeram gemer vergonhosamente e aproveitei para separar nossas bocas para que pudéssemos respirar.
Ambos estávamos arfantes e tentando recuperar o fôlego, mas quando as mãos de Edward subiram e seguraram meus seios por cima do sutiã, eu gemi novamente arqueando o meu corpo, tamanho era o prazer que eu sentia com aqueles simples toque. Quase esmaguei minha boca na dele, como se o nosso beijo pudesse apagar um pouco de fogo que estava sentindo. Remexi-me no colo de Edward em busca de mais contato e ele deu um gemido que mais pareceu um rosnado, retirou as mãos dos meus seios para me puxar pela cintura na tentativa de colar ainda mais nossos corpos.
Eu precisava buscar em algum lugar da minha mente um pouco de juízo. Eu estava em frente a minha casa, com meu pai prestes a chegar e eu estava sentada no colo de Edward dando o melhor amasso da minha vida. Se o meu pai chegasse, ou qualquer vizinho me visse desse jeito ia pensar o que de mim? E de Edward então? Iriam pensar que ele era um aproveitador ou coisa pior. A contragosto, separei minha boca da dele. Nossas respirações estavam descompassadas, sorri para ele e encostei minha cabeça em seu peito, falando com a voz ofegante, bem baixinho:
- Edward, acho melhor pararmos. Daqui a pouco meu pai chega em casa e nos vê assim, ou algum vizinho resolve fazer alguma fofoca para ele, eu não saberia como explicar sobre nós. Pelo menos não ainda... – Edward suspirou e começou a fazer um carinho muito gostoso nos meus cabelos.
- Eu sei, você tem razão. Eu não sei o que acontece comigo, mas quando estou com você, eu sempre quero mais e mais... Desculpe-me, você deve pensar que eu sou um tarado...
Eu não acredito que Edward realmente achava que eu pensava isso dele. Levantei meu rosto e busquei o seu olhar. Eu sabia que ia morrer de vergonha com o que eu ia falar, mas eu precisava que ele entendesse que não fazia nada sozinho e que apesar de eu não entender muita coisa sobre o assunto eu queria tudo aquilo também.
Quando nosso olhar se encontrou, foi minha vez de segurar o seu rosto com minhas mãos, eu queria que ele ouvisse bem o que eu ia dizer e que meus olhos passassem a verdade das minhas palavras.
- Edward, eu não tenho experiência nenhuma quando o assunto é esse... – Dei um sorriso fraco e como eu já imaginava, fiquei inteiramente vermelha – Mas eu também sinto tudo isso que você sente e eu também quero mais, eu gosto de tudo o que você faz... Eu jamais pensaria que você é um tarado...
Percebi claramente Edward suspirar aliviado.
- Eu já imaginava que você era virgem Bella e só iremos fazer alguma coisa quando você se sentir pronta... Eu jamais vou te forçar a fazer alguma coisa, só me diga quando parar ok?
OMG! Edward poderia ser mais perfeito??? Eu o olhava como a boba apaixonada que era.
- Ok. Só para constar que eu quero e me sinto pronta... – Edward me olhou surpreso e eu devia estar um pimentão de vermelha, mas não podia perder a coragem agora. – Mas não sei como será para você, se você irá gostar, afinal você é muito mais experiente do que eu e está acostumado com mulheres que entendem muito mais sobre esse assunto... – Soltei as mãos do rosto de Edward e fiz menção de baixar o meu olhar. Quando eu estava com Edward sempre esquecia nossa diferença de idade e diferença de experiência... Mas a insegurança batia quando eu me dava conta que não fazia ideia de o que fazer e como fazer... Era como saber que eu nunca seria o suficiente para ele.
Edward não me deixou baixar o olhar e colocou de volta as minhas mãos em seu rosto.
- Hey, Bella, eu já falei que você é especial para mim e nada mais perfeito que termos momentos únicos juntos. As mulheres que eu tive poderiam ser muito experientes, mas nenhuma delas provocou, nem de longe, todas as sensações e desejos que você provoca em mim... Então não se menospreze, por favor... E mesmo que você se sinta pronta, só vamos fazer algo a mais quando você tiver absoluta certeza, ok? – Sem conseguir falar nada, apenas assenti afirmativamente com a cabeça.
Edward me beijou calmamente. Era um beijo doce e apaixonado. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente. Realmente ele era o homem perfeito. Pelo menos, perfeito para mim. Quando nossas bocas se separaram, voltei a encostar a cabeça em seu peito e Edward voltou a fazer carinho nos meus cabelos.
- Hum... Bella, como ficamos agora? Somos namorados, certo? – Eu olhei para Edward e ele estava com uma sobrancelha arqueada, eu ri baixinho, se ele precisava que eu confirmasse de novo, ok, sempre problemas.
- Claro que sim.
- Ok. Mas como ficamos? Você vai me apresentar para o seu pai, vamos contar para alguém?
Eu estava tão presa na minha bolha de felicidade com Edward que simplesmente não tinha pensado nessa parte. Mas eu achava melhor não envolver ninguém nesse momento, até porque uma pontinha de mim ainda achava que Edward estava apenas encantado comigo e quando esse encantamento passasse e nós terminássemos, eu não queria que ele “perdesse” nada. Além disso, tinham outras coisas envolvidas também, como nossa diferença de idade e a escola...
- Eu... Eu... Acho melhor não contarmos para ninguém ainda. Você é professor da escola, eles fariam você pedir demissão. – Edward abriu a boca para protestar, mas eu não deixei que ele falasse nada. – Deixe-me terminar. Eu não acho justo que a turma perca o excelente professor que você é, sem falar que a possível bolsa da Julliard só irá acontecer se você for o nosso professor... E ainda tem o fato de eu ser menor de idade e você ser alguns anos mais velho que eu. Acho que até eu completar 18 anos e o ano letivo acabar, deveríamos manter o nosso namoro escondido...
Edward franziu o cenho, parecendo não concordar com a minha ideia.
- Namorar escondido... Eu não sei se vai dar certo Bella... Eu não sei se consigo evitar olhar você com desejo, não poder tocar a você a hora que eu quiser... Só poder te beijar quando ninguém estiver olhando, nós termos que nos esconder quando quisermos nos encontrar...
- Eu também não vou gostar disso, mas não podemos pensar apenas em nós dois, não acha?
Edward pensou por alguns segundos e depois suspirou derrotado. Ele percebeu que eu tinha razão.
- Você está certa, Bella. Não seria justo com os outros. Viu como você não pode ficar se comparando as outras? Você tem mais maturidade que muita mulheres que já conheci... Nenhuma delas iria pensar nos outros, antes de pensar em si própria.
Sorri abertamente para Edward que sorriu de volta para mim. Quando íamos nos beijar de novo, o celular de Edward tocou e ele atendeu. Era Alice, querendo saber se eu já estava em casa e se estava tudo bem entre a gente. Edward disse que já tinha me deixado em casa e que estava indo para a deles, que eu e ele éramos apenas amigos e que Alice deveria aceitar isso.
Durante todo o tempo em que conversava com Alice no telefone, Edward segurava a minha mão fazendo um carinho totalmente inocente na palma da minha mão, mas muito gostoso. Eu não queria ter que me despedir do Edward, mas eu precisava. Pelo avançado da hora, meu pai poderia chegar a qualquer momento e aí adeus segredo. Assim que Edward desligou, decidi que era hora de eu entrar.
- Edward, eu realmente preciso ir... Meu pai pode chegar a qualquer momento.
- Ok. Mas quando vamos nos ver de novo?
Eu realmente não sabia. Vi que Edward fez uma cara triste, então resolvi fazer uma piadinha.
- Vamos nos ver amanhã na escola e sexta-feira na aula...
- Rá, Rá. Muito engraçadinha você...
- Eu não sei o que podemos fazer Edward... Vamos pensar... Talvez encontrar um lugar só nosso.
- Eu vou pensar nisso e vou pensar rápido, porque não quero ficar muito tempo sem poder estar com você. – Edward me abraçou mais apertado e eu o abracei de volta. Ele deu um beijo na minha cabeça. – Me dê seu celular para que eu possa gravar meu número no seu e o seu número no meu, porque pelo menos assim eu posso ouvir tua voz quando eu sentir saudades...
Olhei para Edward enquanto entregava meu celular para ele. Ele iria sentir saudades de mim? Meu coração quase pulou de alegria. Eu estava me sentindo tão feliz que até tinha um pouco de medo. Quando a felicidade é demais...
Depois que ele confirmou que já tínhamos os nossos números, nós nos despedimos. Edward me deu um último beijo que foi tão intenso que acabou em deixando zonza, tanto que saí do carro meio trôpega e pude ouvi-lo rindo baixinho.
Entrei em casa e fechei a porta e então deixei meu lado totalmente adolescente tomar conta de mim. Dei um gritinho e fiz uma dancinha idiota de comemoração. Eu estava namorando Edward Cullen!!! Joguei os braços pra cima e pulei, totalmente feliz. Quando que eu poderia imaginar isso acontecendo... NUNCA!
Eu precisava extravasar toda aquela energia positiva que eu estava sentindo e imediatamente me deu uma vontade muito forte de tocar piano.
Pela primeira vez desde a morte da minha mãe eu sentia realmente vontade de tocar piano. Fui até a sala e parei olhando o piano que nós tínhamos em casa desde que eu era pequena. Há muitos anos que eu não o tocava. Como não tínhamos muito dinheiro, não era um piano de cauda e sim um piano de “armário”. Charlie havia coberto ele com um lençol. Retirei o lençol e me sentei na banqueta, abrindo a parte de madeira que protegia as teclas. Mesmo com o lençol o piano estava cheio de pó.
Fechei os olhos me lembrando de quando era apenas uma criança, sentada naquela mesma banqueta tocando apenas algumas notas, meus pais me observando sentados no sofá abraçados. Lembro-me nitidamente que sempre que eu terminava, mesmo que eu tivesse errado tudo, eles levantavam e me aplaudiam como se eu fosse a melhor pianista do mundo e depois os dois juntos me abraçavam, quase me amassando em um sanduíche. Eu amava aqueles abraços, eu me sentia a pessoa mais especial do mundo. Essa era a lembrança mais remota e mais feliz que eu tinha da minha família e do meu sonho de ser uma grande pianista.
Quando eu me sentia extremamente feliz ou muito triste, como eu estava agora, o piano era sempre o meu companheiro, ele sabia todas as minhas emoções. Mesmo estando muito feliz, minhas mãos tremiam, pois ainda que estivesse sentindo muita vontade de tocar piano novamente, eu não sabia se ia conseguir.
Eu tinha muitas lembranças felizes e praticamente todas elas envolviam o piano. O problema era que a lembrança mais triste da minha vida e que eu não tinha superado ainda, também envolvia o piano.
Eu precisava superar esse bloqueio, até porque em breve eu teria que tocar nas aulas de música da escola... Suspirei fundo, lembrando de uma das várias músicas que eu havia decorado e que caberia especialmente para este momento: Revê D´Amour de Liszt. Descansei meus dedos sobre as teclas e fechei os olhos “ouvindo” primeiro a música em minha cabeça.
Abri meus olhos quando senti a presença de outra pessoa na sala. Virei-me para trás e percebi meu pai encostado na porta me observando. Eu percebi que seus olhos estavam marejados. Droga, eu não queria criar expectativas para ele. Eu não ia conseguir tocar na presença de alguém... Se eu não conseguisse tocar, não queria que ninguém visse o meu sofrimento.
- Oi pai.
- Oi filha. – Charlie pigarreou tentando manter a voz firme.
- Faz tempo que o senhor chegou?
- Não, eu te chamei quando entrei, mas como você não me respondeu, vim te procurar e te vi aqui. Sua imagem sentada ao piano estava tão linda que não pude deixar de ficar te olhando...
- Hum... tá bom pai. – Falei sem totalmente sem graça.- Olha, não vai ficar pensando outras coisas. Eu não ia tocar. Eu sentei aqui apenas para relembrar os velhos tempos. Lembra quando eu tocava para você e a mamãe?
Charlie deu um meio sorriso.
- Claro que sim, são as minhas lembranças mais felizes. Por isso fiquei te observando... Você pode até ter crescido, mas para mim, toda vez que está sentada no piano é como se você fosse minha garotinha pequenininha, tocando piano pela primeira vez. – Charlie estava com a voz embargada, visivelmente emocionado. Meus olhos se encheram de lágrimas, levantei-me e fui até ele, abraçando-o pela cintura.
- Pai, vamos combinar o seguinte então: para você vou ser sempre a sua garotinha, ok? – Ambos demos uma risada fraquinha e continuamos abraçados por algum tempo. Não consegui deixar escapar algumas lágrimas. Charlie deu um beijo rápido em minha cabeça, fungou e pigarreou.
- Estou com uma fome. Vamos jantar?
Esse era meu pai. Muito sutil em mudar de assunto. Nunca gostou de mostrar sua emoções, assim como eu. Fomos para a cozinha e organizamos o jantar como se a conversa da sala nunca tivesse acontecido. Durante o jantar Charlie me falou que iria pescar com Billy Black, grande amigo da família, e que ficaria o final de semana todo fora. Quase pulei de alegria. Não que não quisesse passar um tempo com o meu pai, mas se ele iria pescar fora da cidade, isso significava que eu poderia ver Edward no final de semana!
[...]
Era sexta-feira de manhã. Eu tina acordado meia hora mais cedo para me arrumar, afinal de contas hoje eu tinha aula com Edward e tinha que estar mais apresentável que o normal. Tinha momentos que eu não conseguia entender como Edward tinha me notado. Eu nunca me maquiava, usava roupas um pouco folgadas para não chamar a atenção... Mas hoje eu queria que ele me notasse. Afinal de contas, não era porque não podíamos estar juntos, que eu não podia chamar atenção dele.
Coloquei uma calça jeans antiga que se modelou perfeitamente as poucas curvas do meu corpo. Escolhi uma blusa que marcava um pouco nos seios e um casaco para combinar. A única coisa que eu não fazia de jeito nenhum era maquiagem, até porque eu nem sabia como fazer. Então fui até o banheiro apenas para pentear os meus cabelos, escovar os dentes e passar um gloss.
Eu estava com saudades de estar com Edward. Na quinta-feira, como havíamos combinado, não nos vimos na escola. Eu não tinha aula com ele, não tinha nenhuma desculpa para encontrá-lo e nem dei sorte de encontrá-lo por acaso. Mas isso não impediu que passássemos o dia todo trocando mensagens. Eu queria ligar para ele e ouvir sua voz, mas fiquei com receio de estar parecendo muito grudenta, então me contentei apenas com as mensagens.
Ouvi Charlie me chamando para descer ao mesmo tempo em que meu celular vibrou no meu bolso. Quando olhei no visor e vi que tinha recebido uma mensagem de Edward, meu rosto se abriu num grande sorriso. Apertei no flip digitando meu código para liberar as teclas e poder visualizar a mensagem.
“From: Edward Cullen
Time: 07h e 20min
Bom dia. Aliás, ótimo dia porque vou poder pelo menos te ver. Alice vai te perguntar uma coisa, por favor, diga que sim. Beijos E.C”
O que será que Alice iria me perguntar? Respondi a mensagem e desci as escadas para pegar carona com o meu pai e ir para a escola.
“To: Edward Cullen
Time: 07h e 22min
Bom dia. Realmente ótimo dia. Espero ansiosamente por sua aula, professor Cullen. O que Alice vai me perguntar? Beijos B.S”
Cheguei na escola e rapidamente me desci do carro, me despedindo do meu pai. Graças a Deus, a primeira semana de aula estava acabando e cada vez menos alunos paravam para olhar a chegada da aluna nova na viatura policial. Fui entrando no prédio da escola e olhei meu celular, vendo se Edward tinha respondido a mensagem. Sorri ao constatar que sim.
“From: Edward Cullen
Time: 07h e 25min
Bella, Bella. Não me provoque. Eu vou ter que me controlar muito para te ver e não poder te tocar... Por favor, diga que sim para Alice. Beijos na boca. E.C”
Não pude impedir de ficar vermelha ao ler “beijos na boca”, mas continuei olhando o celular e reli várias vezes a mensagem, sorrindo que nem idiota. Senti alguém puxar o celular da minha mão e arregalei os olhos ao constatar que Alice estava na minha frente, com o braço esticado para cima segurando meu celular.
- Alice, devolve meu celular agora. – Fiz um cara de muita brava, mas não adiantou. Tentei pegar o celular da mão dela, mas não consegui. Bufei, indignada.
- Bella, você estava sorrindo como boba olhando esse celular. O que tem aqui de tão importante? – OMG! Eu estava ferrada. Eu precisava pensar em algo para distrair Alice, urgentemente. Lembrei-me de algo que com certeza iria distraí-la: Jasper.
- Alice, olha o Jasper falando com outra menina atrás de você.
No mesmo instante ela virou-se com um olhar maquiavélico para trás. Aproveitei a sua distração e puxei o celular da sua mão, travando-o imediatamente, assim, mesmo que ela o pegasse de novo, não saberia meu código...
- Hey, isso não vale. – Percebendo meu “golpe” virou-se de volta para mim e me mostrou a língua. Revirei os olhos para ela.
- Você quem começou.
- Tá bom, eu paro. Em breve eu vou descobrir o que te deixa com esse sorriso bobo. Nada passa despercebido por Alice Cullen. – Levantou as sobrancelhas em sinal de desafio.
Eu tive que rir e ela acabou me acompanhando.
- Bella, antes que eu me esqueça... Lembra daquela minha amiga Ângela que comentei que estava viajando?
- Sim, ela é nossa colega de escola né? – Alice acenou com a cabeça afirmativamente. — O que tem ela?
- É que ela está chegando de viagem hoje de manhã e como ficamos sem nos ver as férias inteiras, combinamos que ela vai dormir lá em casa hoje à noite. O que acha de ir junto conosco?
Então era essa a pergunta que Alice ia me fazer... Por isso Edward queria que eu aceitasse... Talvez pudéssemos passar um tempo juntos... Eu me imaginei dormindo na mesma cama que ele. Meu Deus, começou a subir um calor por todo o meu corpo. Minha mente começou a imaginar um monte de coisas e devo ter demorado para responder para Alice, porque ela começou a dar pequenos pulinhos na minha frente e pedir por favor.
- Se não for incomodar, eu vou sim.
- O que é isso Bella, incomodo nenhum. Eu sei que vocês serão grande amigas, assim como nós somos e assim vocês já começam a se conhecer melhor.
Alice foi até o mini auditório tagarelando sobre o que iríamos fazer, sobre como Jasper ficou triste quando ela falou que não poderia sair com ele hoje. Contou-me também que eles estavam a um passo de serem namorados, que já agiam como, mas que ele ainda não tinha feito à pergunta oficial.
Assim que entramos na sala, eu liguei meu mantra de “tente agir o mais natural possível”. Com os meus olhos procurei Edward. Ele estava lindo. Falava com Jasper e estava com aquele sorriso de arrasar corações estampado no rosto. Parecendo perceber a minha presença, seu olhar se encontrou com o meu e foi como se trocássemos um beijo ardente. Ficamos nos encarando durante alguns segundos, e ali percebi que eu realmente estava com saudade dele. Tive que segurar todos os meus instintos que queriam pular no pescoço de Edward e beijá-lo até não ter mais fôlego. Eu precisava quebrar a conexão do nosso olhar ou colocava a nosso plano por água abaixo.
A muito contragosto, baixei meu olhar e me sentei ao lado de Alice nas primeiras fileiras. Estava sentindo um calor fora do normal e levantei, resolvendo tirar meu casaco comprido. Percebi Edward acompanhando meus movimentos e quando tirei o casaco seu olhar varreu meu corpo, ele passou a língua levemente pelos lábios e seu olhar era puro desejo. Agora sim eu estava com calor.
Quando sentei novamente na cadeira, Edward virou-se de costas e pegou alguns materiais na mochila, visivelmente demorando mais do que o necessário. Fiquei me sentindo a garota mais linda do mundo por saber que mexia tanto assim com o autocontrole dele.
Edward iniciou as aulas falando novamente sobre o grande desafio que tínhamos e a necessidade de todos empenharem-se 100% no projeto e em seguida iniciou nossa 1ª aula de teoria musical. Após um monte de explicações Edward passou alguns exercícios para copiarmos em nosso caderno e enquanto resolvíamos ficou andando entre os alunos sanando algumas dúvidas.
Eu percebi claramente quando ele parou atrás de mim, observando o que estava fazendo. Inclinou-se mais próximo do meu ouvido e pude sentir seu cheiro inebriante... Suspirei, sua respiração próxima ao meu ouvido estava me deixando zonza. Estremeci ao ouvir sua voz baixa, rouca e sexy falar pertinho do meu ouvido.
- Queria me matar do coração vestida assim Isabella? Espero para quando eu te pegar de jeito... Vai me pagar por me fazer ficar duro em frente de toda a turma.
Ofeguei e estremeci novamente. Edward percebeu e deu uma risada baixinha em meu ouvido e me arrepiei toda. Ele nunca tinha falado essas coisas para mim, mas eu não podia me importar menos. Eu queria que ele me pegasse de jeito o quanto antes... OMG! Eu nunca tinha tido tantos pensamentos pervertidos antes! Mas eu não conseguia evitar, não com Edward respirando no meu ouvido, me deixando completamente excitada.
Ouvimos um barulho na porta, Edward ergueu seu corpo e toda a turma olhou a Sra. Cope entrar na sala com um lindo buque de rosas na mão. Era muito bonito. Quem quer que fosse ganhar aquelas flores, era muito felizarda.
- Professor Cullen, desculpe atrapalhar a sua aula, mas tenho uma entrega de flores para a Srta. Isabella Swan.
OMG! As flores eram para mim?
Notas finais
Gostaram do cap??? Espero que sim... Coloquei meu coração nele, já que semana passada eu achei meio ruim o que eu tinha escrito... Mas fiquei feliz que vocês gostaram mesmo assim.
Eu amo ler os comentários de vocês, por isso comentem!!!
Bjo e boa semana!
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