O Som Do Coração
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Segue um novo capítulo! Espero que gostem!
É um pouquinho maior que o da semana passada, essa semana tive mais tempo de escrever! :D
Aproveitem!
Bjão e boa semana!
Bella POV
- O que está aconte... — Não consegui terminar de falar porque sua boca se apossou da minha com urgência...
Pelo susto e pela urgência com a boca de Edward se apossou da minha, acabei indo para trás e batendo as minhas costas na parede. Mas não senti dor. Parecendo adivinhar, Edward colocou, com carinho, uma das mãos em minhas costas diminuindo o impacto. Minha surpresa foi tanta, que fiquei alguns segundos inerte a tudo, sem retribuir o beijo, com os braços largados ao lado do corpo.
Percebendo que eu estava sem reagir ao que estava acontecendo, Edward abriu os olhos enquanto continuava sua tentativa de me beijar. Quando seus olhos encontraram os meus e os vi verde escuro, intensos pelo tesão e desejo que ele devia estar sentindo, todo o meu corpo pareceu acordar e me agarrei aos cabelos de Edward, colei mais ainda nossos corpos e abri minha boca para receber seu beijo. Ele gemeu de satisfação e voltou a fechar os olhos, me beijando de forma ardente.
Sua boca tomava a minha com voracidade e sentia a sua língua por toda a minha boca. Meu corpo todo pegou fogo e senti minha calcinha molhar pela 1ª vez na minha vida. Quando ele deixou que nossas línguas se cruzassem, eu não consegui conter um gemido de puro prazer. Infelizmente nós precisávamos respirar e Edward separou nossas bocas.
Automaticamente sua boca foi para o meu pescoço, lambendo e mordiscando. Meu corpo estava pegando fogo e minha calcinha completamente ensopada. Eu nada conseguia fazer a não ser gemer e me agarrar mais aos cabelos dele, até porque eu tenho certeza que se soltasse dali, minhas pernas moles me levariam ao chão.
A mão que estava em minhas costas foi apertou minha bunda e outra mão foi diretamente para o meu seio e Edward apertou-o levemente. O meu mamilo enrijeceu imediatamente. Novamente eu gemi desavergonhada e esfreguei meu corpo contra o dele, sentindo sua potente ereção.
Ele deu um gemido sôfrego e voltou a buscar minha boca num beijo que parecia que ia me devorar. Nossas línguas duelavam, no beijo mais excitante que eu já tinha dado. Não me contive e gemi seu nome.
- Edward...
Ao meu ouvir gemer seu nome, Edward pareceu despertar e foi diminuindo a intensidade do beijo até terminá-lo em alguns selinhos. Respirou fundo e abriu os olhos me olhando intensamente e o desejo ainda presente no seu olhar e mais alguma coisa que não consegui decifrar. Ele suspirou e sorriu, parecendo envergonhado e ao mesmo tempo nervoso. Passou a mão no cabelo, parecia procurar as palavras certas para me falar alguma coisa...
- Eu... me desculpe...eu – Ele iria queria pedir desculpa? Ele achava que isto estava errado? Mas foi ele que me “atacou” e foi tão bom, será que algo tão bom poderia ser errado? A dor da rejeição me atingiu forte e baixei a cabeça para não encará-lo, pois tinha medo que se ele continuasse falando e me rejeitasse oficialmente eu iria chorar na frente dele. Eu precisava sair dali e tinha a desculpa perfeita.
- A... A... Alice está me esperando para almoçar, preciso ir. – Virei-me para abrir a porta, mas Edward segurou meu braço com delicadeza.
- Bella, nós precisamos conversar, porque você sempre foge de mim? – Edward aproximou-se de mim, colocando a mão em meu queixo fazendo com que eu encarasse novamente aquele mar de esmeraldas. Seu olhar procurava no meu uma resposta sincera e eu não queria falar para ele minhas inseguranças. Respirei fundo, tentando fazer com que a minha voz saísse o mais normal possível.
- Eu não estou fugindo... – menti – Mas Alice é sua irmã e você deve saber que se eu demorar muito mais ela vai desconfiar e me fazer um monte de perguntas... e ela parece sempre saber o que eu estou pensando – Consegui manter minha voz calma, até porque a parte da Alice era verdade. Edward pareceu me analisar um pouco, acredito eu, que estava tentando ver se encontrava algum indicio de mentira no que eu falei.
- Bom, se realmente a Alice está te esperando para almoçar, você tem razão e deve ir, porque aquela baixinha vai te encher o saco por causa da demora e, além disso, eu acho que ela é meio bruxa às vezes. — Edward fez uma careta e eu não me contive e ri. – Sua risada é linda, você deveria rir mais vezes.
Nem preciso dizer que corei absurdamente quando ele disse isso.
- E você fica linda quando cora. – Edward passou o polegar na minha bochecha fazendo um carinho e se era possível, corei ainda mais. Não contive um suspiro apaixonado e as palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse segurá-las.
- Você é lindo sempre! – Eu não acredito! Eu realmente tinha dito isso? Bella sua idiota! Claro que devo ter acrescentado um novo nível de vermelhidão ao meu rosto. Percebi os olhos de Edward ganhar um brilho novo com o meu comentário. Não é possível que ele não saiba que é lindo... Percebendo que estava muito, muito envergonhada, Edward suspirou e olhou-me com carinho...
- Não precisa ficar com vergonha... Nunca tenha vergonha de me dizer o que está pensado... – Novamente ele fez um carinho com o dedo na minha bochecha. Eu acho que sempre teria vergonha dele. – E quem tinha que ficar com vergonha era eu, afinal de contas eu acabei de te agarrar...
- Oh... não...não precisa ter vergonha, eu gostei... – Baixei meus olhos, claro que eu continuava envergonhada, ainda mais de admitir isso.
Edward deu um gemido, que mais pareceu um rosnado e voltou a me prensar com o seu corpo na parede. Ele mordiscou o lóbulo da minha orelha me fazendo arrepiar toda.
- Não fala assim... Eu não vou conseguir me segurar – Ele falou baixinho no meu ouvido, a voz rouca de desejo mandando novas vibrações para o meu corpo todo. Ele respirou fundo e afastou um pouco seu corpo do meu. – Mas eu preciso me comportar – Deu o seu lindo sorriso torto para mim – Eu sei que você precisa ir... Mas precisamos mesmo conversar, o que acha de chegar mais cedo para a nossa aula amanhã?
Eu ainda estava sob os efeitos do breve contato dos nossos corpos que nem me lembrava de que teria aula com Edward amanhã, mas também ficar tão próxima a ele tirava toda a minha razão. Sem conseguir achar minha voz para responder, apenas balancei a cabeça de forma afirmativa.
- Ok. Então eu te vejo cedinho amanhã de manhã, certo?
Balancei a cabeça de novo de forma afirmativa. Eu precisava me concentrar e mandar uma ordem para minhas pernas se mexerem e saírem daquele lugar. Com muito custo me virei para abrir a porta e Edward me segurou pelo braço me virando de volta para ele e tomando a minha boca no mesmo instante. Foi um beijo diferente, foi macio, doce, calmo e muito, muito carinhoso, parecia um beijo apaixonado. Mas eu sabia que as chances de ele sentir algo por mim era remotas.
Edward parou de me beijar quando respirar ficou difícil para nós e ambos estávamos ofegantes. E novamente lá estava eu com as minhas pernas tremendo e me coração batendo forte no meu peito. Ele suspirou e sorriu para mim.
- Agora você pode ir, acho que aguento até amanhã.
Corei absurdamente e sem conseguir falar nada saí pela porta, tentando me ajeitar, não queria parecer que estava me amassando com alguém numa sala da escola. Quase ri quando finalmente me toquei que eu tinha dado um amasso no professor Cullen. Quando que eu, Isabella Swan, achei que poderia despertar desejo em alguém como Edward Cullen? Preferi deixar para pensar sobre isso depois...
Não sei como minhas pernas se moviam, mas graças a Deus eu andava sem cair. Fui rapidamente até a sala e achei minha carteirinha de estudante caída ao lado da minha classe. Peguei-a e voltei rapidamente para o refeitório, me preparando para ouvir as lamentações da Alice quanto a minha demora.
Entrei no refeitório e a pequena começou a me abanar freneticamente assim que me viu. Fui até a mesa fazendo a minha melhor cara de coitada. Resolvi falar antes que ela, quem sabe assim ela não percebesse a minha mentira.
- Desculpa a demora, Alice. Eu não conseguia encontrar minha carteirinha. Mas finalmente achei. – Tirei do bolso mostrando a prova para ela.
- Ok Bella, eu vou acreditar em você. Por um momento cheguei a pensar eu era uma companhia tão ruim, mas tão ruim que você tinha que fugir de mim. – Alice fez uma carinha de cachorrinho abandonado que me deu até pena. Sério, ela devia ser atriz de cinema. Revirei os olhos para ela.
- Alice, eu jamais faria isso!
- Eu não tenho certeza Bella. Você parece aquelas pessoas que não gostam muito de chamar atenção e por isso escolhe bem os seus amigos e como nos conhecemos há pouco tempo, você poderia não gostar de mim.
- Alice, primeiro é impossível não gostar de você. – Ela abriu um grande sorriso para mim. – E segundo, você me conquistou no momento em que não ficou xeretando sobre a minha vida.
- E por mais que minha curiosidade, que não é pouca, queira te fazer mil perguntas e tentar te ajudar para que os teus olhos não brilhem de tristeza e sim de felicidade, eu sei esperar. Cada um tem seu tempo. Mas eu confesso que esperar não seja uma das minhas qualidades... – Alice pareceu olhar minuciosamente para o meu rosto – Se bem que hoje vejo menos tristeza, aconteceu alguma coisa?
Pronto! Ali estava a Alice meio bruxa que Edward falou. Imediatamente minha cara ficou vermelha como um pimentão. Alice me olhou maliciosa.
- Hum, deve ter homem na jogada! Bella vai fundo amiga. Um amor ajuda a superar os momentos tristes da vida. E sabe que quando quiser conversar sobre isso, eu estarei aqui por você.
- Er... Obrigada Alice.
Voltamos ao nosso almoço e conversamos mais sobre Alice. Descobri que sua família veio para Forks no mesmo ano em que fui embora, que ela tem dois irmãos, Edward e um outro que é casado, não lembro o nome dele. Fiquei abismada em saber que os pais dela e Edward foram para Julliard. Claro que toda a vez que ela falava de Edward meu interesse aumentava na conversa e isso não passou despercebido por ela.
Como ficamos sentadas sozinhas na nossa mesa durante todo o almoço, perguntei delicadamente para Alice se ela não se dava bem com mais ninguém na escola, o que eu achei impossível, porque apesar do seu jeito meio elétrico de ser, ela era um doce de pessoa. Ela me disse que as meninas aqui são muito cabeça oca e que sua única verdadeira amiga era Ângela, mas que ela iria voltar às aulas somente semana que vem, porque estava viajando com os pais. Alice disse também, que eu iria adorar ela.
Quando começamos a falar sobre música e nossa preferências o sinal bateu e não teríamos mais nenhuma aula juntas naquele dia.
Despedimos-nos e fui para a pior matéria que existe na escola: educação física.
Eu era um desastre na educação física, ou eu machucava alguém ou me machucava sozinha. Argh! Eu precisava ficar quietinha e passar despercebida pelo professor, quem sabe assim ele não me notaria e poderíamos evitar uma grande tragédia.
Mas claro que para Isabella Swan, nada na vida é tão fácil... No vestiário enquanto trocávamos de roupa, as meninas ficavam me encarando e cochichavam entre si, mas alto suficiente para que eu pudesse ouvir.
- É ela não é... Eu ouvi dizer que ela matou a mãe...
Foi o que bastou para eu lembrar a pessoa horrível que eu era e por mais que eu quisesse me levantar e xingá-las dizendo que elas nada tinham a ver com isso, eu sabia que no fundo elas estavam certas, então simplesmente terminei de me vestir e fui para a quadra. Caminhava de cabeça baixa com os meus pensamentos e senti esbarrar em alguém. Imediatamente ergui minha cabeça:
- Oh! Me desculpe, eu não te vi. – Era um menino loiro de olhos azuis. Bonitinho até, mas nada a comparar com o Edward. Só de pensar no nome dele, meu rosto de contorceu em um sorriso involuntário e o tal garoto pensou que era para ele. Abriu um enorme sorriso para mim.
- Sem problemas, eu sou o Mike. – Estendeu a mão para mim e a apertei. – Você é nova por aqui, certo? – OMG! Sério que alguém ali naquela escola não sabia quem eu era?
- Sim, sou Isabella Swan. Mas pode me chamar de Bella.
- Bella, com certeza. Faz jus ao nome. – Mesmo a cantada barata não fazendo nenhum efeito sobre mim, foi impossível não corar. Percebendo meu constrangimento, mudou de assunto. – E aí como Forks está te tratando?
- Por enquanto, com bastante frio e chuva. – Ele riu da minha tentativa de piada e me obriguei a rir também. Percebi pelo meu canto de olho que as meninas que estavam no vestiário antes, agora olhavam para nós com cara de brava. Epa será que ele era namorado de alguma delas? – Eu acho que suas fãs não estão muito contentes em te vir aqui falando comigo. – Fiz um sinal discreto com a cabeça e ele acompanhou o meu olhar e deu um sorriso sarcástico.
- Bella, na verdade, elas estão avaliando a competição e para mim você já ganhou! – Ele falou tentando usar uma voz sexy, mas que parecia a voz de criança mimada. Levantou a mão, na tentativa de fazer um carinho no meu rosto. Eu não queria aquele carinho e nem toque dele, instintivamente fui para trás e antes que Mike pudesse falar alguma coisa o treinador me salvou, apitando e chamando todos para o centro da quadra para dar início à aula.
Durante todo o restante da aula, Mike ficou jogando olhares “sedutores” para mim. Mas a impressão que eu tinha era que ele estava com dor de barriga. E o pior de tudo é que as meninas ficavam me olhando e bufando. Eu estava contando os minutos para essa aula acabar. Quando finalmente acabou, eu sai de lá praticamente correndo, evitando o Mike e as meninas que pareciam querer me matar.
[...]
Charlie estava terminando de fazer o jantar e eu arrumando a mesa. Depois da nossa conversa ontem, a convivência melhorou bastante, porque agora, enfim, eu podia entendê-lo. Aproveitando que ele estava virado para o fogão e não poderia ver meu rosto e minhas reações, resolvi perguntar algo que estava martelando na minha cabeça.
- Pai, posso te perguntar uma coisa?
- Claro filha, se eu puder te responder...
- Quando você a mamãe casaram, você a amava? – Ele demorou alguns segundos para responder.
- Bells, eu amei sua mãe desde a primeira vez que a vi. Ela era a garota mais linda que eu já tinha visto...
- E você soube que era amor logo que a viu pela 1ª vez?
- Hum... eu desconfiava que sim, meu coração me dizia que sim, mas confesso que de inicio, eu dizia para mim mesmo que era só uma atração. Até porque não sabia se sua mãe ia ficar na cidade e não queria me magoar, entende?
- Aham... Mas como você chegou à conclusão que era amor?
- Ah filha, é difícil explicar isso com palavras, mas quando você ama o seu coração sabe... São muitas sensações, por exemplo, quando a pessoa te toca e, não importa quantas vezes ela faça isso, você sente toda a vez o seu corpo se aquecer... Quando, em uma simples troca de olhares, você consegue ver a alma da pessoa amada... Quando se está junto com a pessoa, sempre parece que não tem mais ninguém ao redor da gente... Enfim, tudo parece especial ao lado dessa pessoa. – Charlie desligou o fogão e trouxe a panela de sopa para a mesa, me servindo e em seguida colocando um pouco no prato dele também. Eu estava sentada na cadeira ouvindo atentamente tudo o que ele tinha me dito. – Mas porque você quer saber filha? — Eu fique corada e baixei a cabeça na hora em que percebi que seu olhar me analisava minuciosamente.
- Nada não pai, curiosidade boba de adolescente. – Levantei os olhos para ele e dei um sorriso forçado. Mas minha mente já martelava que todas as coisas que ele descreveu como amor, eu sentia com o Edward...
- Sei sei... Quando quiseres conversar sobre isso, estarei aqui Bells. – Remexi na minha comida para não ter que olhar para ele.
- Obrigado pai.
- E só para constar, eu nunca deixar de amar sua mãe. Mesmo depois de vocês terem ido embora... – Olhei surpresa para o meu pai e vi seus olhos cheios de lágrimas pela primeira vez em muitos anos. Percebendo a dor dele, meus olhos também se encheram de lágrimas.
- Me desculpe pai, desculpe por tirar ela de nós. – Com o punho fechado, Charlie bateu fortemente na mesa, o que me fez pular de susto.
- Eu já falei que você não tem culpa de nada! FOI UM ACIDENTE! – Ele falou a última parte quase gritando. Em seguida levantou da sua cadeira e veio até a minha se abaixou do meu lado e me abraçou forte. – Filha, entenda que você não podia fazer nada, que acidentes acontecem.
Nós choramos juntos abraçados por um tempo, sem falar nada. Mas minha consciência completava a última frase do Charlie na minha cabeça: “Acidentes acontecem, mas você provocou este acidente”. Quando nos acalmamos, Charlie voltou para o seu lugar sem dizer nada e comemos em silêncio. Quando o silêncio ficou desconfortável, Charlie perguntou sobre a escola e começamos uma conversa tentando aparentar que tudo estava bem.
[...]
Eu estava caminhando em uma campina linda. Tinha muitas flores e o lugar transmitia paz e muita tranquilidade. Eu me sentia bem ali, parecia completa. Ouvi uma voz muito conhecida me chamar e quando levantei meu olhar, vi minha mãe no centro da campina de braços abertos me esperando para um abraço. Eu corri, com todas as minhas forças para alcançá-la, mas quanto mais eu corria, mais longe ela parecia estar.
De repente, começou a tocar a música que Edward estava tocando na escola de manhã e percebi que agora, ao lado da minha mãe, tinha um piano de cauda lindo e que Edward estava tocando sua música nele. Conforme Edward tocava a música eu conseguia me aproximar dele a da minha mãe. Eu comecei a correr de novo, eu precisava alcança-los. Quando finalmente consegui, sorri abertamente para minha mãe e abri meus braços com intuito de abraçá-la...
De repente, Edward parou de tocar, a música tinha chegado à parte inacabada e tudo desapareceu, minha mãe, o piano e ele.
- Não! – Minha boca se abriu num grito mudo, minhas pernas cederam e caí de joelhos no gramado da campina. Eu queria que Edward continuasse tocando para que a minha mãe continuasse ali e eu pudesse abraça-la nem que fosse apenas uma última vez...
Acordei de repente, levantei meu tronco da cama assustada, eu estava completamente suada e ao colocar as mãos em meu rosto percebi que eu havia chorado. Meu Deus! Desde que minha mãe havia morrido, eu não tinha sonhado nenhum dia com ela...
Minha respiração e meu coração estavam extremamente acelerados e eu estava tentando me acalma, mas ao mesmo tempo um monte de perguntas invadia a minha mente na tentativa de entender o porquê de ter sonhado justamente agora com a minha mãe e o que Edward e sua música tinham haver com aquilo? De repente me dei conta de que, se a música dele tivesse, eu teria tido tempo de abraçar a minha mãe e quem sabe até pedir perdão.
Eu pulei da cama quando algumas ideias de como continuar a música de Edward vieram na minha mente. Saí da procura de um caderno pautado para que eu pudesse escrever as notas, antes que as ideias fugissem da minha cabeça... Olhei rapidamente no relógio, constatando que ainda era 6h da manhã. Ótimo, teria 1h para pensar sobre como escrever na música de Edward todas aquelas ideias que fervilhavam na minha cabeça.
Eu tinha uma caixa em que estavam guardados todos os meus livros de música e meus cadernos de folha pautada que utilizava durante minhas antigas aulas de piano. Estanquei no lugar quando lembrei que durante um dos meus acessos de raiva/culpa do verão, eu tinha pedido para Charlie jogar fora aquela caixa. Procurei no meu armário e não consegui encontrar... Sério que meu pai tinha colocado fora?? Merda! Eu não podia acordar ele e pedir, até porque além de ele ficar bravo por estar perdendo sono e ele ficar todo animadinho, achando que eu ia voltar a tocar... Mas se eu fosse tentar ajudar Edward a escrever a música, eu teria que tocar, certo? Bom, eu poderia apenas escrever e ele tocar, ou pior, ele poderia ficar muito bravo comigo por estar me metendo em algo que não me dizia respeito...
Em todos os anos que toquei piano eu nunca compus nenhuma música. Eu nunca me senti preparada, mas meu coração parecia tocar sozinho a continuação da música de Edward e eu precisava achar um caderno pautado para poder escrever o que estava tocando no meu coração. Argh! Charlie devia ter mesmo jogado fora a minha caixa. Suspirei chateada e resolvi pegar um caderno de aula somente para anotar minhas ideias antes que as esquecesse. Teria que comprar urgentemente um caderno pautado. Eu sabia que ia ser difícil escrever a música sem ter também escrita à primeira parte feita pelo Edward, mas a música estava muito clara na minha cabeça, ainda mais depois do sonho...
Peguei meu caderno de inglês e comecei, nas ultimas páginas, a escrever as notas musicais que meu coração mandava...
[...]
Cada passo que eu dava me aproximando do mini-auditório, mais rápido meu coração batia e mais arfante minha respiração ficava. Ontem, depois que falei com Charlie, procurei não pensar muito na conversa que teria com Edward hoje. Não queria ficar tendo falsas esperanças e ia esperar para, depois que conversássemos, procurar entender meus sentimentos. A única coisa que tinha certeza neste momento era que eu tinha sentimentos por ele e que esses sentimentos eram fortes.
Eu parei na porta do mini-auditório e antes de abrir, procurei controlar, pelo menos, minha respiração já que meu coração parecia uma escola de samba inteira. Pude ouvir que Edward tocava Clair de Lune, uma das minhas músicas favoritas. Entreabri levemente a porta, queria ver um pouco da sua beleza tocando antes de entrar.
Meu coração falhou uma batida. Edward estava maravilhoso sentado ao piano. Eu acho que jamais iria me acostumar com essa imagem, era sexy demais. Um calor, ao qual eu já estava me habituando, quando se tratava de Edward, subiu por todo o meu corpo se concentrando no meu baixo ventre. Será que era possível eu estar excitada em apenas olhar Edward no piano? A minha calcinha levemente molhada me dizia que sim.
Balancei minha cabeça tentando desviar esses pensamentos, afinal de contas, pelo que eu tinha entendido nós iríamos conversar... Mas bem que poderia rolar algo mais...
OMG! Eu virei uma pervertida!!! Enquanto tentava controlar meus pensamentos Edward terminou de tocar a música. Era a deixa perfeita para que eu entrasse, quando coloquei a mão na porta para empurrá-la e fazê-lo ciente da minha presença, ouvi uma voz feminina.
- Edward... Essa realmente é uma música linda, por isso é minha preferida. E ver você tocando ela, meu Deus! – Vi a professora Denalli se aproximar e sentar ao lado de Edward na banqueta do piano. Um ciúme louco me consumiu, minhas mãos se fecharam em punho e tudo que eu queria era entrar lá e puxar aqueles cabelos loiros oxigenados e dar uns bons tapas nelas. Quem ela pensa que é para colocar as patas em cima do meu Edward? Mas eu não podia... Iria expor Edward e ele não merecia isso.
- Realmente Debussy foi um grande compositor. – Edward soava formal, mas como sua voz era naturalmente sexy, a professora Denalli achou que podia avançar o sinal. Colocou a mão no ombro dele e aproximou seu corpo do dele. – Tanya... eu...
- Shhh... Eu tenho que te recompensar por essa linda apresentação. – Ela, parecendo ter medo que ele fugisse, rapidamente segurou o rosto de Edward entre as mãos e colou sua boca na dele.
Continua...
Notas finais
Como me saí na pervisse??? E vem mais por ai... Edward está apenas comecando!! hehehe
Então...eu leio muitas fics aqui no Nyah e jamais vou ser aquelas autoras que ficam fazendo chantagem do tipo: "Se não tiver X comentários não vou postar, ou vou postar mais rápido se tiver mais comentários"... Até porque eu penso que vocês são livres para comentar ou não!
Mas, de coração, eu gostaria de saber se está bom ou não e podem me falar na real, até porque quero melhorar minha escrita.
Obrigado! Conto com vocês!!!
Grande bjo!
O.B.S: Antes que me interpretem de forma errada, quero deixar claro que respeito todos os autores, cada um tem o seu jeito de ser, ok?
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