O Som Do Coração
25 Capítulo 23 - Parte I
Notas iniciais
Bella POV
- Eu estava louco de saudades de você. Eu te quero Bella. Agora! – Sussurrou com a voz rouca e sexy no meu ouvido.
OMG! Nós íamos fazer amor no banheiro do avião?
Eram nessas horas que eu tinha certeza que eu pertencia a ela. Minha calcinha estava totalmente encharcada sem ele ter praticamente me tocado. Toda a vez que Edward se aproximava de mim era assim, meu corpo parecia ter vida própria e sempre queria se fundir ao corpo de Edward. Será que para todo mundo era assim?
Edward me levantou um pouco pela cintura e imediatamente cruzei minhas penas na cintura dele. Nossas intimidades roçaram, encharcando ainda mais a minha calcinha. Dei graças a Deus que eu estava de saia, ia facilitar muito a nossa vida. Eu gemi baixinho acompanhada por Edward.
Ele me colocou sentada em cima da uma pequena pia que tinha no banheiro. Edward empurrou minha saia para cima e passou a mão grande sobre o meu sexo, sentindo o quanto eu estava molhada.
- Bella... Tão molhada... – Empurrou minha calcinha para o lado e massageou meu clitóris me fazendo arfar e rebolar na sua mão. Eu também queria tocá-lo, mas era difícil ter algum pensamento coerente ou mandar alguma ordem para o meu cérebro enquanto ELE me tocada. Obriguei-me a me concentrar e minhas mãos apertaram a ereção de Edward sobre a calça, que impulsionou seu quadril na minha direção.
Edward tirou rapidamente minha calcinha e levou até o seu nariz cheirando.
- Amo seu cheiro... Seu gosto... Amo tudo em você. Pena que hoje as coisas tenham que ser rápidas – Eu gemi longamente e Edward colocou sua boca na minha me calando. Quando nossas línguas se juntaram Edward invadiu minha boceta com dois dedos, enquanto continuava massageando meu clitóris com o dedão. Deus, meu corpo estremecia de tanto prazer.
Abri a calça de Edward e baixei o quanto consegui da calça e da boxer que ele usava, envolvendo seu membro com uma das minhas mãos, fazendo movimentos para cima e para baixo. Com a outra mão massageei suas bolas. Edward separou nossas bocas e deixou a cabeça pender para trás, mordendo os lábios para não gemer alto.
- Bella, não posso esperar mais... – Edward falou arfante.
- Nem eu... Vem amor... – Ele retirou os dedos de dentro de mim e olhando profundamente em meus olhos lambeu um por um. A cena foi altamente erótica e foi minha vez de morder os lábios com força para não gemer alto.
Rapidamente Edward pegou no bolso da calça uma camisinha e vestiu seu membro. Ele estava planejando isso? Empurrou como deu a sua calça e a boxer mais para baixo. Puxou-me mais para ponta de pia e entrou com tudo dentro de mim, numa estocada funda e forte.
- Ahhhhh... – Não consegui conter um gemido longo e alto.
- Shii... Meu anjo, aqui não dá para fazer barulho. – Edward tapou minha boca com a mão para assegurar que eu não iria mais gemer alto a chamar atenção e voltou a entrar em mim, duro, forte e rápido. Eu gemi alto novamente, mas foi abafado pela mão dele.
Edward para não gemer, ficou com a boca colada no meu pescoço, me dando beijo ou chupões que me deixavam mais louca ainda. Em poucos minutos eu senti meu orgasmo chegando e pompei o membro de Edward sentindo o prazer me rasgando. Edward mordeu meu ombro, me acompanhando.
Foi rápido, duro e forte e foi muitooo bom. Sorri com esse pensamento. Eu tinha virado uma pervertida.
- Eu te amo Bella. – Edward falou com o rosto ainda no meu pescoço. Sorri ainda mais aproveitando o meu momento pós-orgasmo.
- Eu também te amo. – Falei baixinho.
- Bella?
- Hum? – Edward levantou seu rosto e me encarou. Ele me olhava tão intensamente que arfei.
- Eu não quero mais esconder o nosso namoro. – Eu arregalei meus olhos e prendi a respiração. – Eu não consigo mais ficar longe de você ou ficar perto e não poder te tocar... – Eu ainda estava em êxtase e Edward queria falar sobre isso agora? Eu também me sentia assim, mas sabia que não poderíamos pensar apenas na gente...
- Mas Edward, nós não podemos pensar apenas na gente... Não tem como sabermos o que vai acontecer se todo mundo ficar sabendo...
- Você tem medo do que Bella?
- Não é que eu tenha medo... – Peguei a mão de Edward e coloquei sobre o meu coração, que ainda batia acelerado. Olhei em seus olhos com a mesma intensidade que ele me olhava. – Está sentindo o meu coração? – Ele assentiu. – Ele só bate assim por você. O som do meu coração só fica assim quando estou com você. – Edward sorriu e pegou a minha mão levando ao seu coração que também batia acelerado.
- O meu coração também só bate assim por você. Esse é o som que ele faz quando você está perto... – Dei um grande sorriso para Edward, que me beijou lenta e apaixonadamente. Senti todo o meu corpo mole, parecia que eu ia derreter. – Então, vamos contar para todos sobre nós? – Perguntou esperançoso.
- Mesmo eu te amando loucamente, acho que ainda não é o momento. O que mais me preocupa é que o relacionamento aluna e professor é proibido na escola e se a escola te demitir, todos os alunos vão sair perdendo com isso e muitos sonhos e oportunidades vão se perder por ali.
- Então as outras pessoas são mais importantes que a nossa felicidade? – Edward fechou seu sorriso e me encarou com a expressão séria.
- Não é isso Edward. Eu também gostaria de namorar você para todo mundo ver, poder se encontrar sempre que a gente quisesse, onde a gente quisesse... Mas pensar somente na gente nesse momento é egoísmo. Se você não fosse o nosso professor, nós alunos, nunca teríamos a chance de conhecer a Julliard, por exemplo, e... – Edward bufou e me interrompeu, soltando seus braços da minha cintura.
- Tudo bem, Bella. Se a felicidade dos outros é mais importante que a nossa e você quer continuar assim, se encontrando escondido, como se o fato de nos amarmos fosse errado... Tudo bem! – Edward falou de forma dura, me deixando sem reação. Não era possível que ele realmente pensasse isso, era?
Sem me encarar, saiu de dentro de mim, retirou a camisinha e colocou no lixo. Arrumou suas roupas em tempo recorde, enquanto eu tentava forçar o meu cérebro a pensar em alguma coisa para responder para ele. Mas assim que Edward ficou pronto ele saiu porta afora, sem me deixar falar nada.
O barulho da porta batendo foi como um “clic” para que eu saísse daquele torpor. Desci da pia que eu ainda estava sentada e me arrumei, tentando ficar apresentável novamente. Não pude evitar ficar o tempo todo olhando para a porta, todas as células do meu corpo esperavam e queriam que Edward entrasse de volta por aquela porta, para que pudesse mostrar para ele que a nossa felicidade é tão ou mais importante que a dos outros...
- Merda! – Praguejei baixinho, sentindo meus olhos marejados. Como era possível termo nos amado loucamente há poucos minutos, estar tudo bem, fazermos uma declaração de amor tão linda e no fim, Edward sair bravo comigo do banheiro por eu querer que todo mundo tenha a oportunidade de ser feliz?
Eu não ia chorar, eu não ia chorar... Passei uma água no rosto e respirei fundo algumas vezes. Ajeitei melhor minhas roupas e meu cabelo. Edward já tinha saído do banheiro fazia uns cinco minutinhos, então eu tinha certeza que poderia sair sem dar muita bandeira.
Sai do banheiro com cuidado e fui sentar de volta na minha poltrona. Quando cheguei no meu lugar, vi Alice e Jasper ainda no maior amasso. Bufei e me sentei.
Será que Edward não era capaz de entender que eu também queria o que ele queria? Mas não era justo com os outros... Argh! Eu queria ir até a poltrona dele e beijá-lo até que ele esquecesse essa braveza infundada. Droga! Será que a viagem que tinha tudo para ser perfeita e que de fato tinha começado ótima, ia ser ruim?
[...]
Nós estávamos na esteira das bagagens aguardando as nossas malas que pareciam não chegar nunca. Minha irritação era palpável. Edward não tinha falado comigo desde a hora que saímos do banheiro... Ignorou-me até mesmo quando foi conferir se todos os alunos estavam bem. Quando chegou na vez de conferir Alice, Jasper e eu, Edward apenas falou com eles. Alice percebeu um clima estranho, mas como estava mais preocupada em beijar Jasper, não perguntou nada.
Edward estava agora orientando e auxiliando os alunos que nunca tinham andado de avião. Enquanto falava com eles seu olhar cruzou com o meu de forma rápida, mas pude perceber que ele ainda estava bravo. Revirei os olhos teatralmente para ele. Se ele queria se comportar como uma criança birrenta, que se comportasse então!
Assim que todos os alunos estavam com suas malas, seguimos para o terminal do aeroporto. Paramos quando Edward avistou um homem segurando uma placa escrita “professor Cullen”. O homem não era nem muito novo e nem muito velho, devia ter alguns anos a menos que o pai de Edward.
- Garrett? – Edward deu um meio sorriso para o homem que fez o mesmo, se aproximando dele.
- É muito bom vê-lo Edward. – Eles se abraçaram bem no estilo macho, deram alguns tapinhas nas costas e se afastaram.
- É muito bom vê-lo também, Garrett. – Edward se virou para nós, apresentando o homem que estava com ele. – Pessoal, este é Garrett, meu ex-professor e atual diretor da Julliard. Temos muito a agradecer esse homem, pois foi o convite dele que nos oportunizou esta visita. Garrett sorriu para nós e deu um pequeno aceno.
- Olá pessoal. Na verdade, vocês devem agradecer ao seu professor. – Garrett falou animado. – Se não soubéssemos o quanto ele é bom e se não fosse por ele falar tão bem de vocês nos deixando curiosos sobre o que ele estava aprontando em suas aulas em Forks, talvez vocês não estivessem aqui hoje.
Assim que Garrett terminou de falar, Edward me procurou com o olhar e sorri presunçosamente para ele. Era exatamente disso que eu estava falando! Por isso devíamos continuar escondido. Essa oportunidade que a turma estava recebendo não seria possível sem Edward. Quem sabe agora ele entenderia o meu ponto de vista.
Como se fosse para confirmar o que eu estava pensando, uma das alunas passou a frente de todo mundo e fez um pequeno discurso de agradecimento pelo empenho de Edward como professor.
- Professor Cullen, realmente temos muito que lhe agradecer. Muitos de nós sempre sonhamos em estudar na Julliard e nos tornarmos verdadeiros profissionais do mundo musical. Mas sabemos o quanto é difícil sair Forks e enfrentar o mundo, principalmente quando não tínhamos apoio nenhum na escola para atividades que envolvessem música. Eu não sei os motivos que lhe fizeram ir parar em Forks, mas toda a nossa turma agradece diariamente por isso, muito obrigado! – A menina, de quem eu não me lembrava do nome, falou tudo aquilo num fôlego só e ficou encarando Edward como uma adolescente apaixonada, com um grande sorriso no rosto e deu um grande suspiro. Edward pareceu muito surpreso com o que a garota havia dito. Aff... Será que ele ainda não sabia o quanto era bom no que fazia? – O senhor deu e está dando vida e oportunidade para que nosso sonho se torne realidade. – Ela corou ao terminar seu pequeno discurso e o fitou com o olhar esperançoso.
- Obrigada Srta. Clearwater. Mas foi o bom trabalho de vocês que os trouxe até aqui, não é mesmo Garrett? – Edward respondeu de forma gentil e simples, se recuperando rapidamente da surpresa do elogio que havia recebido. A garota, percebendo que o olhava como boba, voltou a se juntar ao grupo, envergonhada.
- Claro que sim, Edward. Mas o bom trabalho tem que ser orientado por alguém e esse alguém é você. — Enquanto Garrett falava, Edward voltou a me procurar com o olhar. Os olhos dele me pediam desculpas, mas eu não seria tão fácil. Eu cruzei meus braços no peito e fechei a cara para ele, eu ainda estava brava por ele ter saído daquele jeito do banheiro do avião e estragado nosso momento. E agora estava também mordida de ciúmes pelo elogio que aquela garota tinha dado para ele, toda se desmanchando. Argh! Oferecida! – Enfim, o que importa é que estamos aqui e teremos um grande final de semana, certo professor Cullen? – Nosso olhar estava conectado, ele me pedia desculpas silenciosamente e eu continuava séria. Edward não respondeu e nem pareceu notar que Garrett o havia chamado de professor Cullen num tom brincalhão. – Edward? Edward? – Quando Garrett o chamou pela segunda vez colocando a mão em seu ombro, Edward pareceu acordar e o olhou, franzindo o cenho. Com certeza não tinha ouvido a pergunta. – Ok, vamos lá, parece que todos vocês, inclusive o professor, precisam descansar dessa viagem. – Todos deram uma risadinha baixa.
Garrett fez um sinal para que todos nós os seguíssemos. Durante o caminho entre o terminal e o transporte que nos aguardava do lado de fora Edward e Garrett trocaram algumas palavras e Alice foi cumprimentá-lo também.
Assim que colocamos o pé fora do terminal, respirei fundo, sentindo o “cheiro” típico de Nova York. Era o cheiro de cidade grande, de muitas pessoas juntas no mesmo lugar, de vários perfumes, dos lugares diferentes, da poluição, enfim, era diferente do cheiro de ar limpo e de chuva de Forks. Suspirei, constatando que eu sentia mais saudades de Nova York do que eu pensava. Ali tinha sido minha casa durante anos, eu tinha vivido muitos momentos alegres nessa cidade... Mas eu procurava não pensar muito nisso, pois pensar nos momentos alegres era relembrar minha vida com a minha mãe e por mais que eu estivesse superando a perda dela, ainda doía bastante.
Todos nós entramos em uma van indicada pelo Garrett. Sentei-me sozinha, pois Alice estava sentada com Jasper. Edward sentou-se no banco em frente ao meu, mas antes que tivesse tempo de tentar puxar conversa comigo, a Srta. Boba Apaixonada Clearwater sentou no banco ao lado dele e mesmo estando visivelmente envergonhada puxou assunto com Edward, que conversou com ela durante todo o caminho.
A situação estava me irritando cada vez mais. Não que Edward estivesse dando bola para ela, porque eu podia ouvir toda a conversa, e ambos falavam sobre as aulas de música e sobre Julliard. Mas ciúmes era uma coisa horrível de se sentir e como ele era lindo, maravilhoso, gostoso e todos os outros “oso” que existem e eu... Eu era Bella Swan, sem atrativos e totalmente sem graça. Bufei. Eu não queria mais pensar nisso, então resolvi olhar para a janela e aproveitar para rever um pouco da cidade que eu tanto amei. Era sexta-feira, quase noite e todas as luzes estão da cidade estavam sendo ligadas, isso era lindo de se ver e eu precisava me distrair.
[...]
O deslocamento do aeroporto até Julliard foi rápido. Garrett sentou ao lado do motorista e foi indicando o caminho. Quando todos desceram da van em frente a Julliard eu fiquei parada olhando a imensidão do prédio. Eu tinha esquecido o quão lindo e diferente ele era. Eu fazia minha mãe passar pelo menos uma vez por semana em frente a Julliard, para que eu me lembrasse sempre do porque estávamos ali em Nova York. Lembro-me de me imaginar umas mil vezes ali dentro como aluna, realizando o meu sonho...
- Bella? – Ouvi a voz de Alice me chamando. – Vamos? Todo mundo já entrou.
Olhei para os lados e constatei que Alice falava a verdade. Todos já estavam lá dentro na recepção enquanto eu estava perdida nos meus pensamentos. Peguei minha mala e acompanhei Alice.
Garrett e Edward estavam organizando todo mundo em duplas para os dormitórios, meninas e meninos separados, é claro. Depois de todos estarmos divididos em duplas fomos fazer o registro para pegar as chaves do quarto e uma espécie de crachá que nos permitia transitar pela escola livremente. Enquanto eu e Alice aguardávamos a nossa vez fiquei olhando ao redor. Realmente era tudo muito lindo e por isso tanta gente sonhava com uma oportunidade dessas. Estava novamente perdida em pensamentos sobre o futuro, quando ouvi uma voz conhecida me chamar.
- Bella? – Olhei para a voz grave e forte que me chamava e reconheci Riley vindo em minha direção, sorrindo. Ele era um ano mais velho que eu e tínhamos tocado juntos até eu ir embora, em uma das orquestrinhas que participei. Ele era violinista. Corei ao me lembrar de que ele foi o primeiro menino que beijei. Riley se aproximou de mim e sorriu ainda mais. – É você mesmo?
- Sim Riley. Sou eu mesma. Como está? – Riley antes de responder, me abraçou. Meio sem jeito o abracei de volta.
- Estou muito bem. – Apontou para o violino que segurava na mão. – Consegui uma bolsa de estudos que eu tanto queria e agora estou dando duro para acompanhar os programas de estudos. – Ele fez uma careta e riu e eu o acompanhei. Riley era de uma família muito simples e ele precisava de uma bolsa de estudos para poder frequentar Julliard. Riley sempre dizia que tinha certeza que ia entrar, mas o problema ia ser acompanhar os programas de estudos, porque ele se sentia uma “alma livre” e estudo dirigido não era com ele. – E você como está? Nós sentimos muito a sua falta na orquestrinha... – Riley colocou a mão em meu braço, fazendo um carinho. – Eu senti sua falta.
Eu sentia o olhar de Edward me queimando. Por mais que eu quisesse que ele sentisse o que eu tinha sentido quando a garota apaixonada sentou ao seu lado, eu não ia dar motivos para o ciúme dele. Então, gentilmente eu me afastei um pouco de Riley, retirando sua mão do meu braço.
- Eu estou bem. Aos poucos estou superando. Estou morando com meu pai, em Forks. – Foi minha vez de fazer uma careta e Riley riu. – Estou numa viagem de estudos do meu colégio. Nós temos um programa de música e o professor Cullen como ex-aluno de Julliard conseguiu uma visita para nós. – Riley deu um sorriso amplo.
- Então vão ficar todo o final de semana? – Assenti. – Quem sabe vamos nos encontrar ainda então? – Riley me olhou sugestivamente e se aproximou novamente. Pelo canto de olho pude ver Edward nos encarando com o maxilar travado.
- Então, quer dizer que o Riley “alma livre” está gostando da Julliard? – Mudei de assunto drasticamente, tentando também de alguma forma encerrar aquela conversa.
- Sim, aqui tenho tempo de ser “alma livre” e tenho tempo para focar no estudo e melhorar minha técnica.
- Fico feliz por você. Era seu sonho não é? – Ele abriu um novo sorriso.
- Sim. É seu também, não é? – Sorri de volta e assenti para ele. – Quem sabe nos veremos aqui no que vem, então? – Ele se aproximou e fez um carinho no meu braço novamente.
- Quem sabe, Riley. – Com delicadeza, retirei a mão de Riley, mas o olhar de Edward para nós era furioso. – Eu tenho que ir. Foi bom te ver. Se vir alguém do pessoal, manda um abraço para eles.
- Pode deixar. – Antes que eu pudesse evitar Riley me abraçou. – Eu precisava de um abraço oficial para poder mandar para alguém. – Ele piscou para mim e saiu sorrindo.
Voltei para a fila ao lado de Alice, era a nossa vez. Eu continuava a sentir o olhar de Edward me queimando, mas não tive coragem de encará-lo, até porque se ele estava sentindo ciúmes, era totalmente infundado. E também, se ele estava furioso, eu também estava furiosa com ele!
[...]
Antes de podermos nos dirigir aos dormitórios, Garrett nos avisou da programação para o sábado. Teríamos que acordar cedo, tomar café, fazer um tour geral e depois um tour detalhado de acordo com a nossa escolha de instrumento. Depois do almoço, a turma toda faria uma pequena apresentação para ele. À noite iríamos assistir um concerto da Orquestra de Julliard. Nossa! Era muito mais que qualquer um de nós poderia sonhar. Por isso, ele recomendou que fossemos jantar logo e depois dormir para poder aproveitar bem o sábado.
Toda a turma acompanhou Edward e Garrett que mostraram onde ficava o restaurante e a lanchonete que tinha dentro da Julliard, explicando os horários de funcionamento de cada um.
Alice e eu fomos para o nosso quarto. Era muito simples, como um dormitório de faculdade. Duas camas, um armário e o banheiro coletivo no corredor. Pelo que tinha percebido, todos os alunos da nossa turma estavam no mesmo corredor.
- É tudo muito lindo aqui. – Alice falou animada.
- Realmente, é muito lindo!
- Eu só não entendo porque temos que dormir aqui. Edward ainda tem apartamento aqui em Nova York, pelo menos nós podíamos ir dormir lá. Assim eu teria um banheiro praticamente só para mim. – Alice reclamou. Eu ri baixinho, Alice sempre seria Alice.
- Alice, tente entender o lado de Edward. Quem iria ficar de olho nos alunos se ele não estivesse aqui também? Querendo ou não, ele é responsável por todos nós durante esse final de semana. – Alice pareceu pensar sobre o que eu tinha dito.
- Aff, tudo bem. Pelo menos ele vai dividir o quarto com Jasper. – Alice piscou para mim e não entendi o que ela queria dizer com aquilo, mas antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa ela continuou falando. — Você já tinha visitado a Julliard quando morava aqui Bella?
- Sim, uma vez, mas somente as partes que eles permitem visitação. Sabe, eu obrigava minha mãe a passar aqui na frente de vez em quando... – Dei uma risadinha e Alice me acompanhou.
- E quem era aquele gato que veio falar com você? – Corei vermelho brilhante com a pergunta direta de Alice.
- Mudança sutil de assunto Alice? – Falei desdenhosamente, tentando ganhar tempo e me recompor, mas nada passava despercebido por Alice Cullen e ela me encarava com a sobrancelha erguida em sinal de desconfiança.
- Bellinha... Nada de querer me enganar... Eu percebi na hora que tinha alguma coisa ali... – Alice tinha um sorriso malicioso no rosto.
- Nem vem Alice, ele foi meu colega em um dos grupos de orquestrinha que eu participava aqui em Nova York. Ele era um ano mais velho e conseguiu uma bolsa de estudos aqui na Julliard...
- E? – Alice perguntou sugestivamente.
- E nada Alice.
- Bella, você não me engana. O garoto era só sorrisos para você, te abraçou duas vezes e você vem me dizer que era só amizade? – Revirei os olhos e bufei alto.
- Tudo bem Alice, se te faz feliz saber, ele foi o meu primeiro beijo! – Falei sentando na cama e colocando as mãos sobre os olhos, corando furiosamente.
- Eu sabia que tinha alguma coisa, eu sabia! – Alice falou feliz.
- Mas foram só alguns beijos. Eu era muito envergonhada e não tinha experiência nenhuma. Nós éramos amigos, aliás, somos amigos. Nunca passou disso.
- Hum. Acho que o Edward não concorda com isso. Ele ficou morrendo de ciúmes de vocês dois. – Tirei as mãos dos meus olhos e encarei Alice. – Eu tenho certeza que se ele pudesse teria arrancado o rapaz de perto de ti quando ele te abraçou. – Alice riu.
- Mas ele não tem motivos para ter ciúmes! – Falei mais para mim mesma do que para Alice, mas mesmo assim ela ouviu.
- Bella, ciúmes a gente tem com ou sem motivo. – Eu abri a boca para responder, mas ouvimos uma batida na porta. Alice foi abrir.
- Oi! – Jasper cumprimentou Alice com um selinho. – Pronta para irmos jantar? – Alice sorriu e assentiu.
- Bella, vamos jantar? – Alice me convidou, mas eu não tinha fome. Meu estomago ainda estava um pouco embrulhado com o que Edward tinha dito no banheiro do avião.
- Não Alice. Não estou com fome, vou tomar um banho, avisar Charlie que cheguei e vou dormir.
- Ok. Você que sabe... Quer que eu traga alguma coisa da lanchonete então?
- Não Alice. Estou bem, de verdade.
- Ok. Tchau Bella. – Alice e Jasper me abanaram da porta, abanei de volta.
Peguei minha toalha e uma muda de roupas e fui para o banheiro tomar um banho. Nesse ponto eu tinha que concordar com a Alice, estar em um banheiro coletivo era estranho mesmo. Mas depois da minha pequena aventura com Edward no avião eu tinha que tomar banho, não podia adiar mais. E se realmente eu conseguisse entrar para a Julliard era bom eu ir me acostumando em tomar banho no banheiro coletivo.
Depois do banho vesti uma roupa confortável e voltei para o quarto, liguei para Charlie avisando que tínhamos chegado bem. Depois que falei com Charlie fui até a janela e fiquei olhando para as ruas de Nova York. Definitivamente não estávamos mais em Forks. O movimento nas ruas era frenético, muitos carros e muitas luzes.
Ouvi o barulho da porta ser aberta, mas não me virei, permaneci olhando a janela admirando a cidade.
- Já de volta Alice? – Perguntei curiosa, achei que ela ia demorar e aproveitar para namorar Jasper mais um pouco.
- Alice não vai mais voltar hoje. – Arregalei meus olhos e senti todos os meus pelos se arrepiarem ao ouvir a voz baixa e rouca de Edward no quarto. Virei-me abruptamente para a porta da quarto em tempo de vê-lo passar a chave trancando a porta e guardá-la no bolso da calça.
- O que está fazendo aqui Edward? – Coloquei as mãos na cintura e franzi o cenho fazendo uma cara brava. Mas eu estava num misto de emoções. Me sentia surpresa pela visita inesperada, feliz, ainda brava e é claro, como sempre acontecia quando estávamos somente os dois juntos, excitada. Edward pareceu surpreso em ver que eu estava brava, mas em seguida fechou o rosto para mim também.
- Não está feliz em me ver? Ou estava esperando o seu amiguinho fazer uma visita noturna para você. – Edward falou irritado. Eu dei dois passos na direção dele, que fez o mesmo na minha direção.
- Hei, pode para com esse ciúme besta. Riley é apenas um amigo. Bem diferente de você que deve ter uma coleção de “ex” aqui na Julliard. – Ergui meu dedo e apontei para ele em sinal de desafio. Ele ter me acusado assim fez todos os outros sentimentos sumirem, me deixando somente com a brabeza. – E que bom saber que você confia um monte em mim... Vir aqui no meu quarto somente para ver se Riley estaria aqui? Meu Deus, Edward. É isso que você pensa de mim? – Baixei meus dedos e meu olhar ao sentir meus olhos marejarem. Eu não queria brigar, não no meu fim de semana especial na Julliard.
- Eu não vim aqui para ver se o garoto estava aqui. Eu vim aqui para ficar com você. – Edward falou com a voz mais calma e baixa. Tentou erguer meu queixo com a mão para que eu o olhasse, mas não permiti. Virei-me de costas para ele e andei até a janela, cruzando meus braços sobre o peito e olhando para fora. – Eu... Desculpe-me, meu anjo. Mas é que aquele garoto me deixou cego de ciúmes e... Porra... Ele te abraçou... Duas vezes... Ele tocou na minha garota. – Ouvi Edward das alguns passos e parar próximo a mim. – Bella, me desculpe.
- Você bem disse Edward, sua garota. – Falei ainda sem virar para ele e tentando deixar o som da minha voz sem emoção nenhuma.
- Mas eu não tenho culpa de sentir ciúmes. Eu sempre vou sentir ciúmes de você com qualquer homem que chegue perto. – Eu suspirei alto e senti Edward se aproximar ainda mais.
- Sentir ciúmes é uma coisa, me acusar de fazer alguma coisa é outra. Ou você acha que não senti ciúmes da Srta. Garota Apaixonada hoje no aeroporto e na van? Mas não falei nada, porque sabia que era infundado. Assim como o teu ciúme também é! – Falei tentando parecer calma e em seguida me calei. Edward colou seu corpo atrás de mim e me abraçou pela cintura. Eu permaneci quieta ainda com os braços cruzados no peito. Mas assim que ele baixou a cabeça, cheirou meus cabelos molhados do recente banho e passou o seu nariz por todo o meu pescoço, meu corpo inteiro estremeceu e Edward me abraçou mais apertado, depositando um beijinho eu meu pescoço e deixando seu rosto ali, apoiado no meu ombro e respirando diretamente naquela parte sensível.
Eu não consegui formular uma resposta. Fechei meus olhos e deixei meus braços caírem inertes ao lado do meu corpo, deixando que seu cheiro bom invadisse minhas narinas e que sua respiração no meu pescoço me arrepiasse inteira, enquanto espalhava calor por todo o meu corpo. Esse poder que Edward tinha sobre mim era sem explicação. Num momento eu estava totalmente brava com ele, no outro me desmanchava em seus braços. Edward retirou os braços da minha cintura e me virou delicadamente de frente para ele, puxando meu queixo para cima para que o encarasse. Olhei em seus olhos e vi o pedido de desculpas em seus olhos. Edward me deu um meio sorriso e continuou falando.
- Eu não vim aqui brigar, me desculpe meu amor. Na verdade eu tinha vindo aqui para te pedir desculpas por ter saído daquela forma no banheiro do avião hoje. – Eu não pude evitar corar, lembrando o que nós tínhamos feito antes dele sair daquele jeito do banheiro. – Depois do que eu ouvi hoje, do Garrett e da Srta. Clearwater, – Fiz um careta inconsciente ao ouvir o nome dela, Edward sorriu. – eu entendi que você tem razão. Por mais que meu coração diga para eu gritar para o mundo inteiro que amo você a razão diz para eu esperar mais um pouco, que querendo ou não estamos numa relação em que as consequências de estarmos juntos não envolvem apenas nós dois. – Não consegui e nem quis evitar o enorme sorriso que dei para Edward, dissipando todo o clima pesado que estava nos rondando. Eu também não queria brigar mais.
- Então você admite que eu tinha e tenho razão sobre esperarmos mais um pouco? – Abri um sorriso ainda maior. Edward revirou os olhos.
- Sim, Bella. Você tinha e tem razão. Você me perdoa?
- Por ter estragado o nosso momento no banheiro ou por feito uma cena de ciúmes infundado? – Perguntei zombeteira. Edward revirou os olhos novamente, mas quando voltou a me olhar, seus olhos estavam intensos, fazendo meu coração bater acelerado no peito.
- Pelos dois. Me perdoa?
- Hum... Deixa-me pensar... – Coloquei a mão no queixo como se estivesse realmente pensando. Edward, de surpresa, me abraçou pela cintura e me puxou em direção ao seu corpo e arfei, sentindo todo o calor do seu corpo irradiar para o meu.
- Demorou muito para se decidir. Deixa que eu descido por você! – Colou nossas bocas em um beijo apaixonado, me tirando todo o fôlego. Meus abraços foram direto para o pescoço de Edward e minhas mãos afoitas agarraram seus cabelos. Gemi quando Edward me ergueu pela cintura e começou a caminhar em direção da cama. Eu já estava completamente acesa e pronta para ele. Edward não estava diferente, pois eu podia sentir seu membro duro contra meu corpo.
Edward, ainda me beijando, deitou-me em uma das camas. Uma das camas? Merda! Alice devia estar voltando daqui a pouco, tínhamos que parar enquanto ainda dava. A contragosto, separei minha boca da dele, o que não adiantou muito, pois minha respiração estava acelerada e Edward passou a beijar o meu pescoço e colocar as mãos dentro da minha blusa, subindo para os meus seios.
- Edward... Não podemos... Alice... – Como sempre, eu não conseguia nem pensar direito, quem dirá formular uma frase enquanto sua boca fazia uma trilha de beijos molhados no meu pescoço que parecia queimar minha pele. Não me contive e gemi me esfregando nele, que gemeu também. Sua boca foi até o meu ouvido.
- Alice vai dormir com Jasper essa noite. – Sussurrou com sua voz rouca e sexy. – E como ainda não posso gritar para o mundo todo, vou falar para você, só você, a maior verdade de todas... – Edward mordiscou a minha orelha e meu corpo todo estremeceu. -... Eu amo você!
Gemi alto e longamente. Se Alice ia dormir com Jasper, com certeza a nossa noite ia ser longa.
[...]
Eu acordei no dia seguinte me sentindo feliz e completa. Edward e Alice trocaram de quarto no meio da madrugada para não levantarmos suspeitas, mas tenho certeza que tanto eu e ela aproveitamos bem à noite, pois ambas tínhamos sorrisos bobos no rosto. Eu ri de mim mesma. Edward estava me transformando numa pervertida! Ou será que eu sempre fui e Edward somente acordou esse lado meu? Ou eram os hormônios que tanto falam que os adolescentes têm? Mas antes de Edward eu nunca tinha sentido eles...
Ah! Também isso não importa! O importante era que estávamos bem e felizes. Tínhamos superado bem nossa primeira “briga” oficial depois que Tanya parou de atrapalhar nossas vidas.
Depois de tomarmos banho e café, todos os alunos estavam na recepção aguardando para começar o tour completo pela Julliard. Era possível ver o quanto estávamos ansiosos. Garrett e Edward apareceram com mais algumas pessoas. Fomos divididos de acordo com o nosso “naipe”: cordas, madeiras, metais e instrumentos de teclas (n/a: para entender melhor a explicação http://pt.wikipedia.org/wiki/Orquestra). Como eu era a única dos instrumentos de teclas, fiquei sozinha com uma senhora muito simpática. Todos se apresentaram rapidamente e descobri que a Sra. Young, que iria me acompanhar no tour, era uma das diretoras do departamento de música.
Assim, iniciamos nosso tour detalhado pela Julliard. Passamos a manhã toda visitando a escola, primeiro o departamento de artes, depois o de dança e por último o de música. A Sra. Young me mostrou os auditórios, as salas de estudo individuais, os materiais de estudo... Eu estava encantada. A Julliard era realmente um sonho. Se eu ainda tinha alguma dúvida de que era meu verdadeiro sonho e destino tentar uma entrar nessa escola, depois desta visita eu tive certeza.
Enquanto fazíamos a visita descobri que a Sra. Young, ou Emily, como gostava de ser chamada, tinha sido professora de Edward e que toda a escola estimava muito a volta dele, mas também estavam felizes por ele ter se descoberto enquanto professor. Conversamos exatamente sobre isso enquanto nos dirigíamos ao refeitório para encontrarmos a turma para o almoço.
- O professor Cullen é um excelente professor. – Falei e Emily sorriu.
- Eu imagino. Ele era extremamente dedicado. Também, filho de Carlisle Cullen, não poderia ser diferente.
- Acho que o sangue musical corre na família, pois Alice também é uma excelente flautista.
- Pois Edward nos falou sobre ela. Temos certeza que sim. Aliás, Edward falou sobre você também, disse-nos que é a pianista mais talentosa que ele já viu com 17 anos. – Eu corei.
- É... O... O professor Cullen é meio exagerado. Não acho que eu toque tão bem assim.
- Hum... Acho que não. Edward não costuma se enganar quando diz que alguém é bom. Vamos ver tirar aprova hoje à tarde, na apresentação de vocês. – Eu corei mais ainda. E se eu não fosse bem na apresentação hoje? Não era a audição oficial, propriamente dita, mas com certeza contaria pontos a nosso favor. A Sra. Young pareceu perceber a minha preocupação. – Edward nos passou outros nomes de alunos destaques também, não se preocupe. O meu conselho para você é, toque com o seu coração. Tenho certeza que assim dará tudo certo. – Ela sorriu para mim carinhosamente, sorri para ela também.
[...]
- Alice, estou nervosa. – Estávamos apenas aguardando a chegada de Edward para subir no palco do auditório central da Julliard. Muitas pessoas importantes do mundo da música, dança e artes tinham se apresentado ali. Era uma grande honra se apresentar ali, por isso eu tremia feito vara verde.
- Bella, por favor. Você domina o piano. Nós vamos tocar no auditório da maior escola de música do mundo. Sabe quantas pessoas desejariam estar no nosso lugar? Muitas. Então para de tremer e vamos aproveitar.
- Você tem razão Alice. Vamos aproveitar! – Alice me abraçou forte, mas eu ainda tremia.
Em seguida Edward chegou sorrindo para todos.
- Então turma, todos prontos? – Estávamos um pouco nervosos então ninguém respondeu para Edward. – Epa! Nada de nervosismo pessoal. Pensem nessa apresentação como um ensaio nosso qualquer... Mas devo avisar que o auditório está cheio, todos os alunos e professores foram convidados a assistir a apresentação de vocês. Eu engoli em seco e olhei para Alice que estava de olhos arregalados.
- Bella, estou nervosa agora! – Alice falou baixinho, o que não era normal para ela.
- Calma Alice. Lembre-se do que você me disse, vamos aproveitar.
- Aproveitar o quê se vou desmaiar antes de subir lá? – Alice fechou os olhos e colocou a palma da mão na testa teatralmente.
- Hei Alice, olhe para mim. – Ela abriu os olhos me encarando. – Você vai subir lá e tocar perfeitamente bem, como sempre. Caso isso não acontece, você pode utilizar suas habilidades teatrais e tentar uma vaga nessa área da Julliard. – Eu ri e Alice fechou a cara para mim.
- RáRá! Você está muito engraçada para alguém que a pouco estava nervosa.
- Hei, pessoal. – Edward chamou a atenção de todos. – Eu vou reger vocês, então podem ficar tranquilos. Não se preocupem em ser perfeitos, se preocupem em se sentir bem e tocar o quanto vocês sabem. Ninguém está aqui para julgar vocês!
A turma pareceu se acalmar um pouco. Em seguida todos subimos no palco e nos colocamos em nossos lugares. Eu sentei na banqueta do piano e olhei para a plateia. Realmente o auditório estava cheio. Engoli em seco e procurei me concentrar. Fechei os olhos e sem que eu esperasse, a visão da minha mãe e da nossa tradição veio a minha frente: ela me dando um beijo na bochecha e um abraço me desejando boa sorte. Imediatamente me senti mais calma, como se tudo fosse dar certo.
Edward pegou o microfone e virou-se para o público:
- Boa tarde a todos! E com imenso prazer e alegria que volto aos palcos da Julliard. Mas dessa vez volto como professor de uma turma muito especial. São alunos do último ano do Ensino Médio em Forks e fazem parte de um projeto que começou essa ano na escola: aulas de música instrumental avançada. Estamos aqui hoje, porque essa turma é maravilhosa e por isso conseguimos montar uma orquestra de talentos que vamos mostrar para vocês agora. Obrigado!
Edward largou o microfone e se colocou em nossa frente, de costas para o público. Deu um sorriso orgulhoso para todos nós e iniciou nossa apresentação. No momento em que meus dedos tocaram a primeira nota no piano, todo o meu nervosismo que ainda restava evaporou... Era como se eu estivesse destinada a fazer aquilo, minhas mãos corriam leves pelas teclas, meu coração batia disparado pela emoção do momento. Era uma emoção indescritível, de que tudo estava no lugar certo, eu me sentia leve e feliz, como quando era criança e tocava apenas para meu pai e minha mãe.
Assim que a última nota da última música soou fomos ovacionados por muitos aplausos. Ao sinal de Edward todos nós da orquestrinha nos levantamos e as pessoas da plateia levantaram também para nos aplaudir de pé. Edward fez uma reverência em agradecimento e em seguida se virou para nós e fez uma reverência nos agradecendo também.
Todos descemos do palco comemorando a grande apresentação. Alguns professores vieram até Edward parabenizando-o e parabenizando a gente também. O sorriso orgulhoso não deixava o rosto de Edward e era lindo vê-lo tão feliz. Nós nos sentíamos felizes e realizados. Todos os alunos queriam também parabenizar o professor e aos poucos fomos conseguindo nos aproximar. Alice, claro, era a primeira da fila e dava pulinhos de felicidades. Eu estava logo atrás dela.
- Edward! Ops! Professor Cullen. – Os dois riram. – Foi tudo lindo e perfeito! – Alice abraçou Edward com força.
- Com certeza, Alice. Eu estou muito orgulhoso de todos vocês.
- Edward? – Uma voz feminina o chamou e percebi claramente o corpo de Edward e Alice se retesar. O sorriso de Edward morreu na hora. Ele estava de costas para a mulher e soltou Alice com cuidado, virando-se para a mulher. Olhei para ela que encarava Edward com um brilho diferente nos olhos. Definitivamente era uma mulher linda! Alta, corpo certinho, cabelos ruivos compridos e cacheados. Tinha um corpo de dar inveja a qualquer uma. O ciúme infundado que eu tanto reclamei ontem, me tomou, será que ela tinha sido um dos “casos” de Edward?
- Victória? – A voz de Edward saiu dura e seca, quase raivosa.
OMG! Aquela era “A Victória”?
Continua...
Notas finais
Por favor não me matem! Desculpem no atraso da postagem... Mas pelo menos o cap tá grandinho, aliás o maior que já postei aqui... O atraso se deu porque esse cap eu queria que saisse perfeito, então escrevi três versões dele e nenhuma ficou aquilo que eu queria... Está faltando emoção... Mas não ia deixar vocês esperando mais... Entao aí está!
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Eu to MEGA FELIZ! O Som do Coração recebeu mais uma recomendação!!! Tatiany muito obrigado pelas suas palavras, fico feliz que estas gostando da fic!!! Eu amei a tua recomendação! Obrigado mesmo!
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Espero que vocês tenham gostado do cap!
Comentem e recomendem!!! Como eu sempre digo, amo ler os reviews de vocês! Por isso tento escrever sempre melhor e fico frustrada quando não consigo!
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Bjo e bom domingo!
Vou lá responder os reviews de vocês!
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