O Som Do Coração
22 Capítulo 20
Notas iniciais
Cap novo! Muitas emoções!
Espero que gostem!
:D
Edward POV
Antes que ela pudesse responder qualquer coisa, duas mulheres entraram furiosas no quarto, Emmett estava no encalço delas. Rapidamente percebi a semelhança delas com Tanya. Uma tentava controlar as lágrimas que caiam pelo rosto e outra parecia um pouco histérica.
A que estava histérica/transtornada, se aproximou de mim e esbravejou:
- Você é Edward Cullen?
- Sim.
- Seu assassino! Você matou minha irmã! – Ela gritou várias vezes apontando o dedo para mim. Eu fiquei em choque e olhei sem entender para minha mãe e Emmett. Ambos estavam de cabeça baixa... Demorei alguns segundos para entender aquela informação...
Meu Deus... Tanya estava morta? Eu havia matado Tanya?
Eu estava totalmente paralisado, em choque. A mulher continuava gritando: “Assassino!” e outras coisas mais. Olhei para minha mãe e para Emmett em busca de uma confirmação que aquilo estava mesmo acontecendo. Tanya estava morta?
A outra mulher, que continuava a chorar descontroladamente, se aproximou de mim e me deu, com fúria, um tapa no rosto. Meu rosto virou para o lado e senti uma leve ardência levando minha mão até a bochecha. Tudo parecia surreal. Eu não conseguia encontrar minha voz ou me mexer para fazer qualquer coisa. Minha mãe, percebendo meu estado de choque interviu, ficando na minha frente.
- Podem parar! Vocês não têm direito de acusar meu filho de nada. O que aconteceu foi um acidente, uma fatalidade. Eu sinto muito, muito mesmo pela Tanya, mas Edward não teve culpa de nada.
Será que eu não tinha culpa de nada? Foi por causa do meu plano e de Alice que Tanya estava naquele carro comigo...
- Ele tem culpa sim! Ele estava dirigindo, se tivesse tido mais cuidado ela ainda estaria aqui! — A mulher que tinha gritado assassino apontava o dedo para mim. — Você é um irresponsável e vai pagar por tê-la matado.
- CHEGA! — Emmett gritou e todos olhamos para ele. Ele estava sério como eu nunca tinha visto antes. Chegou próximo as duas mulheres e as olhou com uma raiva contida. – Você não tem direito de estarem aqui. Se vocês não forem embora agora eu vou chamar a segurança! — Emmett foi até a porta do quarto e a segurou aberta com cara de poucos amigos. As duas mulheres bufaram, mas foram até a porta para irem embora. Antes de sair, elas viraram para mim e me fuzilaram com os olhos.
- Isso não terminou. — E saíram do quarto batendo com força os sapatos de salto alto no chão.
Ficamos no quarto eu, minha mãe e Emmett. Ambos me olhavam esperando que eu tivesse alguma reação. Eu não conseguia acreditar que Tanya tinha morrido. Minha mãe pegou na minha mão e me encarou preocupada.
- Filho, fala alguma coisa! — Ela esfregou sua mão na minha querendo chamar minha atenção. — Emmett venha aqui! Ele está gelado e tremendo! — Eu estava tremendo? Eu nem tinha notado. Emmett se aproximou e também me encarou preocupado.
- Edward. Vamos sentar um pouco na cama, sim? — Automaticamente eu fiz o que ele disse. Minha mente funcionava a mil tentando entender como Tanya poderia estar morta e eu vivo sem, praticamente, nenhum arranhão.
Então me lembrei do acidente novamente. Ela havia tirado o cinto e vindo para cima de mim, causando que eu perdesse o controle do carro e capotasse. A culpa não era inteiramente minha, mas o fato dela estar no carro comigo era minha culpa, culpa do meu plano idiota. Por mais que Tanya estivesse fazendo algo muito errado comigo e Bella eu jamais desejaria a morte de alguém, é algo muito cruel até para se pensar.
Tanya e minha filha. Duas pessoas que haviam morrido por minhas atitudes inconsequentes.
- Acho que ele está em choque! — Emmett falou, me despertando dos meus devaneios.
- Mas também, porque você trouxe aquelas duas aqui. Óbvio que elas estariam tristes e com raiva pela morte da Tanya... — Minha mãe o repreendeu.
- Mas eu não deixei elas virem aqui. Quando falei que Tanya estava no carona e que o motorista havia sobrevivido elas mesmas foram atrás de descobrir o quarto de Edward. Quando percebi as intenções, eu vim atrás, mas não tive tempo de impedir.
O quarto voltou a ficar em silêncio. Parecia ridículo, mas eu precisava perguntar se realmente a Tanya estava morta.
- Emm. — Emmett me olhou imediatamente. — Tanya está morta mesmo?
- Sim, ela faleceu ontem. Nós tentamos de tudo para salvá-la, mas não foi possível. Com a batida ela teve traumatismo craniano e já chegou aqui praticamente sem vida. — Então era verdade. Tanya estava morta. E mesmo assim eu não conseguia acreditar.
- Porque não me contaram ontem?
- Primeiro, quando você acordou, eu queria ter certeza que estava tudo bem com você. E depois a nossa família entrou e então veio Bella e aí achei que era melhor você ter uma boa noite de sono antes de saber a verdade. — Suspirei. Eu nem podia culpá-lo, ele só queria meu bem estar.
- E aquelas senhoras que estavam aqui, eram irmãs de Tanya certo?
- Sim, elas moram no Alasca e vieram assim que foram chamadas. Preferi contar sobre o óbito somente quando chegaram aqui. Quando contei, elas ficaram muito abaladas, me fizeram uma imensidão de perguntas, inclusive como foi o acidente, mas eu achei melhor não contar.
- Fez bem, porque de qualquer forma a culpa foi minha também. — Minha mãe franziu o cenho e questionou o que eu havia dito.
- Como assim, você tem culpa? Edward, meu filho, acidentes acontecem.
- Sim, mãe, acidentes acontecem, assim como aconteceu com Victoria e Tanya. Mas ambos, eu poderia ter evitado.
- Filho, você não pode continuar se culpando pelo que aconteceu com a Victoria e sua filha, muito menos se culpar agora pelo que aconteceu com Tanya.
- Eu só não entendo, porque os outros morrem e eu continuo vivo? — Falei com pesar. Eu estava me sentindo muito mal com tudo isso. A morte de Tanya trouxe lembranças fortes da morte da minha filha. Eram coisas completamente opostas, mas tinham acontecido porque a minha atitude estava errada nas duas vezes. Eu não devia ter confrontado Victória. Eu não devia ter arquitetado um plano contra Tanya. Eu acabava fazendo sempre mal as pessoas...
- Edward, não fale bobagens! Você tem sorte em estar vivo e... — Minha mãe já ia começar o sermão do quão importante eu era para a vida das pessoas. Eu não queria ouvir aquilo agora. Eu queria ficar sozinho. Interrompi o discurso dela.
- Emm, eu já posso ir para casa? — Minha mãe parou subitamente de falar, mas me olhou com o olhar triste. Ótimo! Mais alguém que eu havia magoado...
- Sim. Já esta na recepção do hospital. Quando quiser ir, é só passar lá que está liberado.
- Ok. Então vamos embora. — Falei sem emoção nenhuma e me levantei recolhendo meus pertences. Saímos do quarto, fomos até a recepção, assinamos a papelada e Emmett acompanhou-nos até o estacionamento. Antes de eu entrar no carro ele me abraçou forte, algo incomum para ele e sussurrou no meu ouvido.
- Força Brow! Nada do que aconteceu é culpa sua e você sabe disso! — Não falei nada apenas dei um meio sorriso falso para ele.
O caminho até em casa foi totalmente silencioso. Assim que chegamos na garagem e minha mãe estacionou, saí do carro e sem dizer nada fui para o meu quarto. Deitei na cama e fiquei olhando o teto, tentando entender tudo o que tinha acontecido... Mas a pergunta que eu havia feito antes continuava martelando na minha cabeça.
Porque eu continuava vivo?
[…]
Bella POV
Acordar naquela manhã não foi fácil. Charlie, que nunca precisa me chamar para levantar de manhã, precisou me acordar três vezes. Também, tinha dormido pouco mais de três horas. Até pensei em pedir para ficar em casa hoje, mas lembrei-me do que meu pai tinha falado nesta madrugada “Eu acho melhor irmos dormir, porque não pense que eu vou permitir que falte a aula amanhã!”.
Agora, a caminho da escola e super atrasada, minha mente só pensava em Edward. Ele estaria bem? Desde que acordei, algo no meu peito me dizia que não. Como será que ele tinha reagido ao descobrir que Tanya estava morta? A última coisa que ele precisava era de uma coisa a mais para se culpar, porque eu tinha certeza que ele ainda se culpava pela morte de filha, mesmo sem ter razão...
Eu me sentia mal pela morte de Tanya, porque por mais que ela merecesse pagar pelo que estava fazendo comigo e Edward, jamais eu desejaria a morte de alguém. Por mais que as atitudes dela fossem erradas, ela ainda era filha de alguém, talvez irmã de alguém e com certeza essas pessoas a amavam... E no fim das contas, eu sabia muito bem o que era perder alguém para algum estúpido acidente de carro!
Edward... Eu realmente esperava que ele estivesse bem. Vê-lo numa cama de hospital, ontem a noite, só mostrou o quanto ele é importante para mim e quanto medo eu tenho de perdê-lo. Eu não sabia que o amor era um sentimento tão forte, que nos fazia sentir tantas outras coisas, boas e ruins, juntas.
Meu Deus! Meu amor por ele me fez cantar, algo que eu não fazia há muito tempo. Eu odiava minha voz, mas minha mãe sempre dizia que era linda... Que se eu não tivesse sucesso como pianista, poderia virar cantora. Eu nunca acreditei nela, afinal de contas, mãe sempre acha tudo o que o filho faz maravilhoso. Mas, quando ele me pediu para cantar e fez aquele biquinho irresistível, eu não pude negar. Então cantei uma música que me fazia sempre lembrar de nós dois e que eu escutava muito no meu Ipod.
- Tchau Bells. — Olhei para o meu pai e para fora e percebi que já estávamos na escola.
- Pai... Hum... Eu queria sabe... Hum... Ir à casa de Edward depois da escola, ver se ele está bem... Posso? — Meu pai respirou fundo várias vezes antes de responder.
- Vai ter algum adulto supervisionando vocês lá? — Charlie estava visivelmente nervoso, mas tentava controlar a voz. Revirei os olhos.
- Sim pai. Carlisle e Esme, pais de Edward, estão sempre em casa. — Claro que não era verdade, mas neste caso “o que os olhos não vêm, o coração não sente”.
- Hum... Então tudo bem. Mas quero você de volta em casa para o jantar, ok? — Dei um beijo na bochecha dele e sorri.
- Ok. Pode deixar! Obrigado pai! — Ia saindo do carro, quando Charlie me chamou.
- Bella? — Virei-me para ele. — Não esqueça que quando esse rapaz estiver melhor, quero conversar com ele lá em casa. — Charlie sorriu malicioso e eu fiquei apavorada.
- Tá bom pai! Deixe-me ir que o sinal já tocou! — Saí rapidamente do carro antes que ele falasse mais alguma coisa.
Eu me sentia mais leve pelo fato de ter contado a Charlie que eu e Edward estávamos namorando. Jamais pensei que meu pai fosse aceitar tão bem o nosso relacionamento, mas ele sempre me surpreendia. Isso era uma das coisas que eu amava no pai, tinha opiniões bem firmes sobre as coisas, mas normalmente eram opiniões justas.
Então eu sabia que era normal ele querer conhecer Edward, mas reconheço que tenho medo desse encontro. E se meu pai fizer algo para espantar ele? Suspirei. Não adiantava ficar pensando nas coisas antes delas acontecerem. Que seja o que Deus quiser!
[...]
Ainda bem que o dia de aula tinha passado rapidamente. Eu não conseguia me concentrar direito. Nós tivemos aula de música com Carlisle, o pai de Edward, e foi à única aula que eu consegui manter o foco. Carlisle era muito inteligente e entendia muito de música. Deu-me diversas dicas de como tocar melhor. No final do horário ele disse que Edward estaria de volta na próxima aula e com uma novidade muito legal para nós. Todos os alunos, inclusive eu, ficaram curiosos, mas ele contou o que era.
Antes que Carlisle nos dispensasse para a próxima aula, o diretor da escola apareceu na nossa sala e deu a notícia da morte da professora Denalli. A classe toda ficou chocada e triste, mesmo quem não tinha aula com ela. O diretor explicou que, como Tanya era do Alasca, a família faria o enterro lá, mas que, no dia seguinte, os alunos prestariam uma homenagem na escola para ela. Em seguida, o diretor se retirou explicando que ainda tinha muitas salas para passar. Toda a turma ficou em silêncio depois que ele saiu e quando deu o sinal todos saíram para suas próximas aulas, ficando no mini auditório apenas eu, Alice e Carlisle.
- Oi Alice. Sr. Cullen. – Como quando cheguei à aula o sinal já havia batido, nem tive tempo de cumprimentá-los direito.
- Somente Carlisle, Bella. – Corei e olhei para ele.
- Desculpe Carlisle. – Ele sorriu para mim.
- E então Bella, como foi ontem com Edward? – Alice perguntou. Corei mais ainda, me lembrando de que Emmett nos pegou deitados juntos, será que ele já havia contado para Alice? – Pigarreei, forçando minha voz a soar normal.
- Nossa, eu fiquei com muito medo de perder ele. Fiquei muito aliviada quando vi que ele estava realmente bem. Eu fiquei com lá até ele dormir. Ele estava tão bem que não tive coragem de contar a ele sobre Tanya.
- Emmett me disse que pela gravidade dos ferimentos dela, Tanya não devia estar usando o cinto... Bom, ele ficou de contar a Edward hoje pela manhã...
- Pois é pai, eu ouvi quando Emm falou isso, mas não entendo... Quem, hoje em dia, não usa cinto de segurança?
Conversamos mais um pouco e depois nos despedimos, Alice foi para sua aula e eu para minha. O aperto que eu sentia no peito só aumentava e aquilo estava me deixando desconfortável.
No intervalo do almoço a escola inteira fofocava sobre a morte da professora Denalli. Já tinham mil histórias rolando, mesmo o diretor tendo afirmado para todos que ela havia morrido numa fatalidade, em um acidente de carro. Começaram algumas fofocas também sobre a ausência de Edward e se ele teria alguma coisa haver com a morte dela. Como o diretor não havia dito nada sobre o envolvimento de Edward, essa dúvida só aumentou as fofocas. Eu não estava mais aguentando aquilo e queria sair dali, mas antes combinei com Alice para que ela me desse uma carona até sua casa na saída da escola.
[...]
Já estávamos quase chegando na casa de Alice e eu contava a ela sobre a conversa que tive com Charlie.
- Nossa Bella, fico muito feliz que o chefe Swan tenha aceitado o namoro de vocês. – Ela sorriu para mim.
- Sim, pelo menos algumas coisas boas saíram desse acidente horrível: seus pais e meu pai souberam sobre o meu namoro com Edward e nos apoiaram... Se bem que o chefe Swan ainda quer conversar com Edward e te confesso que isso me dá um pouco de medo. – Alice riu.
- Que nada Bella! Fica tranquila... E não podemos esquecer-nos de mais uma coisa boa que aconteceu com o acidente. – Olhei para Alice confusa, ela revirou os olhos. – O segredo que Tanya tanto queria revelar morreu com ela. – Suspirei pesadamente.
- Eu sei Alice. Mas não consigo ficar feliz com isso sabendo que uma pessoa perdeu a vida... Por mais que ela estivesse sendo muito ruim com a gente, jamais desejaria a morte dela...
- Sim, Bella, concordo contigo. Mas todos nós ficamos mais aliviados, certo?
- É, por mais que não ache certo o que aconteceu, não posso negar isso. – Alice estacionou o carro na garagem da casa.
Saímos do carro conversando e quando entramos na casa Esme estava na sala com uma cara muito preocupada.
- Oi mãe. Está tudo bem? – Alice perguntou receosa.
- Oi filha. Oi Bella, que bom que está aqui. – Ela sorriu fraco e sorri de volta para ela. – Quem sabe consegue ajudar Edward e colocar um pouco de juízo na cabeça dele.
- Mãe, o que houve? – Esme respirou fundo.
- Edward descobriu da pior maneira que Tanya estava morta. Em resumo, as irmãs dela o acusaram de assassino e outras coisas baixas. E, Edward, como sempre está se sentindo culpado.
Então eu sabia que aquele aperto no peito que eu vinha sentindo o dia todo era real. Edward não estava bem. Olhei para Esme preocupada.
- Mas ele não pode se sentir culpado, acidentes acontecem... Como ele está agora?
- Desde que chegamos do hospital ele está deitado na cama, olhando para o teto. Não quis almoçar e não falou com ninguém. Quem sabe você consegue falar com ele Bella?
- Eu... Eu posso tentar. Ele está no quarto agora? — Esme assentiu. — Posso subir?
- Claro, boa sorte. – Ela sorriu tristonha.
Subi as escadas quase correndo, estava muito preocupada com Edward. Eu sabia que ele poderia se culpar pelo acidente, mas tinha esperança que ele enxergasse diferente. Cheguei em frente à porta do quarto dele, estava fechada. Bati na porta, esperei e nada. Bati de novo, nada de novo.
Bati mais forte dessa vez, e ouvi a voz de Edward resmungar.
- Vai embora, mãe! Quero ficar sozinho! — Se a situação não fosse preocupante eu até poderia rir do Edward emburrado e adolescente que eu estava ouvindo agora, mandando a mãe embora do quarto.
- Edward sou eu, Bella. — O silêncio voltou. — Abre a porta, por favor, me deixa te ver.
- Bella, hoje não sou uma boa companhia para você. Quero ficar sozinho... — Eu sabia que não podia deixá-lo sozinho, tinha que o fazer enxergar a realidade o quanto antes.
- Edward, eu não vou a lugar nenhum. Eu amo você e esse amor não é apenas para as horas boas. Quero estar ao seu lado, nem que seja em silêncio se você não quiser falar.
Edward POV
- Edward, eu não vou a lugar nenhum. Eu amo você e esse amor não é apenas para as horas boas. Quero estar ao seu lado, nem que seja em silêncio se você não quiser falar. — Bella pediu com a voz chorosa através da porta. Suspirei, se havia uma pessoa que eu gostaria que ficasse em silêncio ao meu lado, era ela.
- Pode entrar, a porta não está trancada.
Bella entrou devagar no quarto. Ergui minha cabeça e a vi com uma expressão preocupada no rosto. Quando seu olhar encontrou o meu, pela primeira vez naquele dia eu não me senti tão perdido, pois eu podia enxergar naquele olhar o seu amor por mim, mesmo que eu não o merecesse.
Bella veio se aproximando da cama meio tímida, parecia sem saber o que fazer, provavelmente devido ao jeito “grosso” que eu a tratei antes. Abri meus braços para ela e a vi, imediatamente, tirar os tênis e deitar na cama, se aconchegando nos meus braços e deitando a cabeça no meu peito. Eu me senti aquecido e protegido. O cheiro característico de Bella me invadiu e pude constatar que mesmo tendo passado apenas algumas horas sem ela, eu senti sua falta.
Apertei-a mais contra mim e não pude evitar pensar “até quando Bella estaria comigo antes de eu destruir sua vida também?”. Suspirei novamente.
Bella ergueu sua cabeça do meu peito e me encarou.
- Como você está? — Com uma das mãos, fez um carinho na minha bochecha. Fechei os olhos e aproveitei o momento.
- Eu me sinto péssimo. Eu... Eu... Não sei o que pensar, é mais uma vida que acabou por minha causa... – Bella fez uma careta de desgosto pelo que falei.
— Edward, meu amor, você não teve culpa de nada... Você mesmo me disse que acidentes acontecem, lembra? – Ela fez novamente um carinho no meu rosto. O toque dela era tão bom, me fazia tão bem...
Eu me lembrava bem do que ela estava falando. Quando me contou sobre o acidente da mãe dela, falei que ela não teve culpa pelo acidente, mas no meu caso, não era a mesma coisa.
- Mas acontece que são acidentes que eu provoco. Primeiro com minha filha... Se eu não tivesse enfrentado Victória, o atropelamento não teria acontecido e minha filha estaria viva... E com Tanya, se eu e Alice não tivéssemos bolado esse plano idiota, ela não estaria no carro comigo e estaria viva. – Bella balançou a cabeça negativamente, desaprovando o que eu havia dito.
- Edward, olha só... Todas as nossas ações provocam reações... Agora você está me dizendo que não vai mais sair da cama porque, se você sair dela, vai causar acidentes por aí? Você enfrentou Victoria, ela foi atropelada... Você a empurrou no carro? – Neguei com a cabeça – E com Tanya, pelo que Emmett comentou ela devia estar sem cinto, ela estava? – Assenti. Eu não contaria a Bella o que Tanya havia feito, agora, não era mais necessário. – Então, quem escolheu estar sem cinto foi ela. Assim como quem escolheu sair correndo fugindo de você foi Victoria, você não teve culpa disso. Certas coisas acontecem porque tinham que acontecer. E não estou dizendo que estou feliz com o que aconteceu com Tanya, o que desejamos de ruim para alguém volta em dobro para a gente...
- Mas... – Eu sabia que Bella tinha certa razão no que dizia, mas mesmo assim eu me sentia culpado.
- Nada de mas. Escute-me! – Bella me olhou séria. Eu nunca tinha visto ela tão decidida em falar alguma coisa. – Se você acha que está certo, então quer dizer que eu também tenho culpa na morte da minha mãe? Se eu não tivesse brigado com ela, se eu não tivesse ligado no celular dela... Ela ainda estaria viva! – Olhei em seus olhos e vi aquela tristeza no olhar que ela demonstrava ter quando a conheci.
- Não Bella! Você não tem culpa, foi um acidente. Poderia ter acontecido ou não.
- Então vale o mesmo para você! – Ela me olhou intensamente antes de continuar. – Você já parou para pensar que foi por causa destes dois “acidentes”... – Ela fez aspas no ar. -... que a gente se encontrou? – Ela baixou o olhar e mordeu o lábio. – Ou você se arrepende da gente? – Eu não podia acreditar que ela estava pensando um absurdo desses. Levei minha mão ao seu queixo e o puxei para cima, obrigando-a a me olhar novamente. Sorri pela primeira vez naquele dia.
- Meu anjo, eu jamais poderia me arrepender de ter encontrado você, a mulher que eu amo. – Peguei sua mão e entrelacei nossos dedos com força. – Você foi à única coisa boa que me aconteceu nessa história toda. Você me ajudou a viver de novo. – Ela sorriu para mim.
- Na verdade, foi você quem me salvou. Por sua causa eu consegui saí do buraco solitário que eu me encontrava... – Bella beijou levemente o meu peito sobre a camisa, mas foi suficiente para me fazer estremecer. – Então, estamos entendidos... Se você diz que eu não tenho culpa pelo acidente da minha mãe, você também não tem culpa pelo acidente da Victoria e da Tanya, ok? – Bella tinha razão. Eu precisava exorcizar essa culpa de dentro de mim. Suspirei fundo e assenti.
- Só você para me fazer me sentir melhor hoje... Obrigado por estar aqui. – Ela se moveu, aproximando seu rosto do meu.
- Eu sempre vou estar aqui, porque eu amo você. – Disse isso e em seguida beijou minha boca com sofreguidão.
Deus do céu! Beijar Bella era muito bom. Quando nossas línguas se encontraram, foi como se uma descarga elétrica passasse pelo meu corpo e imediatamente me senti melhor. Meu coração começou a bater meu rápido e meu corpo todo se arrepiou.
Foi como ontem no hospital... Bella era meu remédio, um remédio delicioso. O clima do quarto, que antes parecia tão pesado, com um simples beijo dela, fez tudo ficar leve. Separamos-nos, ambos arfando.
- Realmente, você é meu remédio pessoal. – Bella corou e beijei suas bochechas vermelhas. Ela deu uma risadinha e me deu um tapa de leve no braço.
- Bobo! – Voltei a beijá-la, agora com calma, mas não com menos paixão. Eu juro que nem estava pensando em sexo... Mas assim que a apertei mais de encontro ao meu corpo, Bella gemeu em minha boca e inconscientemente esfregou seu corpo no meu... Meu membro acordou na mesma hora.
Ela sentiu minha ereção se formando, remexeu seu corpo no meu novamente, como se quisesse me provocar e separei nossas bocas gemendo alto.
- Eu te quero tanto Bella.
- Sou sua Edward e hoje vou te mostrar o quanto posso fazer você se sentir melhor. – Bella falou ousada e decidida. Eu adorava isso nela, que ela podia ser tímida, receosa, insegura, séria e decidida. Tudo ao mesmo tempo e tudo na medida certa.
Ela saiu do meu abraço e antes que eu protestasse ela sentou-se em cima de mim. Sua intimidade roçando em meu membro por cima das nossas roupas. Coloquei minhas mãos na sua cintura e fiz ela rebolar. Ambos gememos com aquele contato.
Bella retirou minhas mãos da cintura dela e franzi o cenho. O que ela pretendia?
- Hoje, o prazer é para você... – Me olhou de forma sexy, mas eu podia perceber que ela estava corada como o inferno. Sorri torto para ela. Tão inocente, tão linda, tão minha...
Bella empurrou minha camisa para cima e ergui meus braços ajudando ela a retirá-la. Ela passou as mãos por toda a extensão do meu tórax e começou a dar pequenos beijos, descendo do meu pescoço até o cós da minha calça. Meu membro parecia que ia explodir dentro das calças.
Ela saiu de cima de mim, ficando de joelhos entre as minhas pernas. Abriu vagarosamente os botões da minha calça, minha respiração se acelerou e comecei a arfar. Bella retirou minha calça e colocou a mão sobre o meu membro por cima da boxer, apertando-o levemente. Eu gemi alto e minha cabeça tombou para trás.
- Meu anjo, vai me deixar louco. – Devagar, ela retirou minha boxer também e olhou meu membro ereto. Ela mordeu os lábios nervosa, eu sabia que ela nunca tinha feito aquilo. – Você não precisa fazer isso. – Ela corou e me olhou, seus olhos estavam cheios de desejo.
- Eu quero, mas não sei como... – Baixou os olhos para o meu pau e eu gemi novamente.
- Faça o que você tiver vontade de fazer Bella. – Minha voz saiu rouca de desejo.
Tudo parecia acontecer em câmera lenta. Bella baixou a cabeça e deu um beijinho na cabeça do meu pau. Eu juro que vi ele se contorcer. Eu dei um longo gemido. Incentivada por isso, Bella deu vários beijinhos por toda a extensão do meu membro. Eu estava louco para que ela me chupasse.
Parecendo ouvir meus pensamentos, a boca de Bella cobriu meu pau e ela começou a me chupar como se meu membro fosse um picolé. Meu corpo todo tremeu.
- Deus... Bella...
Eu gemia descontroladamente. Aquilo era muito bom. Automaticamente meus quadris começaram a se mexer e meu pau entrava e saia daquela boquinha quente e macia.
Quando ela passou a língua por toda a extensão do meu membro eu achei que ia gozar como um adolescente descontrolado.
- Chega... – Rapidamente nos virei na cama e fiquei por cima dela. Dei um grande sorriso safado para ela. – Agora é minha vez...
Em segundos, ela já estava nua e desci minha boca pelo seu corpo inteiro. Seu cheiro único de menina mulher penetrando em mim como a cura para todos os meus problemas. Quando cheguei ao seu centro e toquei suas dobras, percebi que ela estava muito molhada. Penetrei dois dedos nela e seu corpo se contorceu embaixo de mim. Bella fechou os olhos em êxtase. Retirei meus dedos e ela, imediatamente, abriu os olhos. Levei os dedos ate a minha boca e os lambi. Bella gemeu alto.
- Deliciosa sempre... Eu preciso provar direto da fonte.
Baixei minha cabeça e lambi toda a boceta dela. Bella se contorceu, segurando-se nos lençóis e gemendo desavergonhadamente. Aquilo era bom demais. Lambi, chupei e mordisquei seu clitóris, sentindo a cada toque, o corpo de Bella estremecer. Endureci minha língua e penetrei sua fenda, fazendo movimentos de vai e vem.
Eu sentia que Bella estava chegando ao clímax e voltei a lamber e chupar seu clitóris enquanto voltava a penetrá-la com dois dedos. O corpo dela convulsionou apertando meus dedos e liberando seu prazer. Bebi todo o seu mel.
Bella arfava totalmente em êxtase após o seu orgasmo. Meu pau continuava duro feito rocha e queria encontrar sua casa o quanto antes. Rapidamente fui até a cômoda ao lado da cama e peguei um preservativo e o coloquei. Deitei-me novamente em cima de Bella, que ainda estava no efeito pós orgasmo e a penetrei lentamente. A bocetinha pequena e apertada dela parecia espremer meu membro.
Quando estava completamente dentro dela, Bella fechou os olhos e tombou sua cabeça para traz gemendo alto totalmente entregue ao nosso momento. Foi à visão mais sexy que eu já tinha visto, grunhi e comecei e me movimentar lentamente, mas o prazer era tanto que aos poucos minhas investidas foram ficando mais rápidas.
- Edward... Deus... Mais... – Bella começou a remexer os quadris mais rápido de encontro ao meu e rosnando acelerei meus movimentos, estocando nela com vontade. Enterrei minha cabeça nos seus seios, ora os beijando, ora mordiscando.
Não importava se minha mãe e minha irmã estavam em casa e podiam ouvir nossos gemidos altos que preenchiam todo o ambiente. Eu queria esquecer tudo àquilo de ruim que estava sentindo e me perder em Bella era o melhor remédio que eu poderia ter.
O corpo de Bella convulsionou embaixo do meu, sua bocetinha apertando forte meu membro três vezes seguidas, nós atingimos o clímax juntos enquanto eu colava nossas bocas num beijo ardente. Foi um orgasmo arrebatador.
Eu deixei meu corpo cair ao lado de Bella, mas a puxei para que deitasse sobre o meu tórax. Ela me abraçou, enroscando as pernas nas minhas. Ambos estávamos cansados e acabamos adormecendo quase que imediatamente.
[...]
- Edward, Edward!
Eu estava no mundo dos sonhos, mas ouvia batidas na porta e uma voz chata chamando meu nome. Resmunguei, eu não queria acordar! Saco! Abri meus olhos e sorri ao encontrar Bella ainda ressonando ao meu lado, totalmente abraçada em mim.
Ouvi batidas mais fortes na porta.
- Edward, está me ouvindo? EDWARD! – Era Alice! Mas quer merda! O que ela queria? Eu não queria levantar para não acordar Bella, mas se Alice continuasse gritando, ela ia acordar do mesmo. Puxei um lençol sobre o nosso corpo.
- Entre Alice. – Falei de forma que ele pudesse ouvir, mas sem gritar. Alice entrou com as mãos tapando os olhos. Ri baixinho.
- Posso abrir os olhos?
- Claro que pode. – Alice tirou as mãos, mas ainda assim ficou surpresa ao me ver abraçado com Bella. Ela varreu o quarto os olhos e pela primeira vez na vida, vi minha pequena irmã vermelha. Só não gargalhei porque não queria acordar Bella.
- Você está ferrado! – Franzi o cenho.
- Por quê?
- O chefe Swan está lá embaixo, querendo subir e falar com você, para saber por que Bella não foi para casa ainda...
PQP!
Notas finais
E aí gostaram do cap??? Lembrem-se sempre que procuro colocar as caracteristicas pessoais dos personagens como eles eram nos livros da tia Steph... Então essas mudanças rápidas de pensamento do Edward (estou te fazendo bem ou mal) eram normais nos livros... Lembram?
Será que o Charlie vai capar o Edward??? hahaha
Estou merecendo mais alguma recomendação??? *--*
Estou merecendo muitos comentários??? Eu já estou indo responder os da semana passada!! *--*
Amooo todos os leitos (105) especialmente quem lê e comenta!!!
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Só para vocês saberem, post talvez só nas quartas-feiras agora... Essa semana comecei mais uma pós graduação, que acontece todas as seguntas e terças-feiras a noite... Mas, a principio, continua post todas as semanas!!!
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Vou indo, já falei demais, como sempre! hahaha
Beijos para vocês!!!
Até semana que vem!!!
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