Notas iniciais
Hei!
Capítulo da fic no domingo?
Leiam as notas finais que explico!!!
Amanhã é um dia espcial!! *____*

Edward POV


- Edward, nós temos visitas. – Alice me cortou. Eu estaquei assim que entrei na sala e olhei ao redor. Alice estava sentada na poltrona com cara de poucos amigos e no sofá estava sentada Tanya, que me olhava sorrindo com um brilho apaixonado nos olhos. – A professora Denalli apareceu para fazer uma visitinha para você.


Eu já estava me controlando para ir não ir a casa dela tirar satisfações pelo que tinha feito com Bella, na verdade, pelo que tinha feito comigo também... E ela me aparece assim.

Ter ela aqui na minha frente parecia à oportunidade perfeita para deixar o meu lado ogro sair e dar uns bons tapas nela.

Procurei me concentrar nos momentos bons que tive com Bella hoje e me acalmar. Tanya e Alice me olhavam em silêncio, talvez pelo fato de eu estar um bom tempo as olhando sem falar nada, parado na sala. Era visível que eu estava tenso, mas eu precisava disfarçar...

- Olá Tanya. – Se era possível ela abriu um sorriso ainda maior do que estava plantado na sua cara antes.

- Oi Edward. – Falou usando uma voz melosa. Tive que buscar ainda mais meu autocontrole para não fazer uma careta ao ouvir aquela voz dirigida para mim, mas Alice revirou os olhos e não conseguiu se conter e fez uma careta, foi tão engraçada que ri e Alice acabou por me acompanhar. Tanya não entendeu nada. – O que foi tão engraçado?

- Nada não. – Respondi feliz por deixar ela no vácuo. – Alice só estava sendo engraçada. Diga-me Tanya, a que devo sua visita?

- Não vai sentar? – Ela bateu de leve com a mão no sofá para que eu sentasse ao seu lado.

- Não. Eu logo tenho que sair. – Falei de forma seca.

- Mas... Mas você recém chegou...

- Sim, mas primeiro você não avisou que vinha e segundo eu e Alice temos um compromisso de família hoje. – Era mentira, mas se eu dissesse que tinha outro tipo de compromisso era capaz dela querer ir junto. – Porque você está aqui Tanya?

- Eu preciso falar com você... Em particular. – Alice rolou os olhos de novo e se levantou.

- Eu vou me arrumar para o nosso compromisso, não demore, sabe que eu odeio chegar atrasada nos lugares, principalmente quando o assunto é de FAMÍLIA. – Ela frisou a palavra e passou por mim, piscando um olho. Nessas horas eu amava ainda mais ter uma irmã como Alice. Tinha certeza que ela tinha falado dessa forma, para evitar que Tanya se convidasse para ir junto. Assim que Alice saiu da sala, Tanya se levantou e se aproximou de mim. Instintivamente dei dois passos para trás. Ela sorriu.

- Está com medo de mim?

- Não. Sou apenas precavido.

- Nossa Edward! Eu venho lhe fazer uma visita e é assim que você me trata? – Mesmo percebendo que eu não a queria ali, ela mantinha o sorriso no rosto, como se soubesse que “me venceria”.

- Eu estou te tratando da mesma forma que trato todas as pessoas que conheço. – Ela estava me irritando tanto que eu não sabia até quando iria aguentar.

- Hum... Mas nós somos mais que conhecidos... Ou você esqueceu o beijo que trocamos na escola? – Eu sabia que esse erro um dia viria a me atormentar. Suspirei alto, tentando controlar minha raiva crescente.

- Na verdade, eu havia esquecido sim. – Vi a cara de Tanya desmoronar um pouco. – Já conversamos naquele dia, o beijo foi um erro.

- Existem erros que quando repetidos, podem ser bons, muito bons. – Ela tentou se aproximar de novo e me afastei. Será que ela não iria desistir nunca?

- Mas com certeza não este. Tanya entenda que não estou procurando relacionamento agora, o problema não é com você e sim comigo. Gostaria que respeitasse meu desejo e me dissesse o que veio fazer aqui na minha casa?

- Eu queria te pedir se você poderia me dar aulas de piano... Eu sempre quis aprender, mas nunca achei um professor BOM o suficiente... – Passei a mão nervosamente pelo cabelo. Essa pergunta me pegou totalmente de surpresa, eu jamais pensei que ela fosse me pedir aulas, como sair dessa agora?

Escutamos alguns passos e Alice se fez presente na sala, toda arrumada.

- Edward, você não está pronto ainda? Vamos nos atrasar! – Ainda bem que eu tinha minha irmã para me salvar. Tinha que lembrar que agradecer ela depois.

- Tanya, eu vou pensar sobre isso. – Eu não ia dizer que não logo de cara, talvez pudesse usar isso a nosso favor na “vingança”. Ela sorriu brilhantemente para mim. – Agora, se você me der licença, eu realmente tenho que ir me arrumar, se tem uma coisa que eu aprendi com o tempo é que não devo irritar minha pequena irmã! Ouch! – Alice bateu no meu ombro e ambos rimos. Tanya nos olhava como se fossemos loucos.

- Eu vou indo então, me acompanha até a porta?

- Eu te acompanho professora Denalli, Edward tem que se arrumar e estamos atrasados. – Eu tive que me segurar para não gargalhar alto. Realmente Alice era demais! O sorrisinho de Tanya morreu na hora, dando lugar a uma carranca. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, me adiantei.

- Tchau Tanya, amanhã conversamos na escola sobre as aulas de piano. – Fui indo em direção as escadas e Alice foi em direção à porta da casa.

- Tchau Edward.

Subi alguns degraus enquanto ouvia Alice dar tchau para Tanya e a porta da casa se abrindo e fechando. Desci novamente para a sala e Alice apareceu me olhando de forma irritada.

- Obrigada irmãzinha querida!! Eu não sei o que faria sem você! – Olhei para ela com um enorme sorriso de agradecimento. Pareceu funcionar um pouco... Alice se sentou no sofá e bufou.

- Eu vou ligar para o Jazz, ver se ele não quer jantar aqui em casa... Porque eu não vou deixar esse look maravilhoso que eu vesti ser desperdiçado sem ninguém olhar. – Rolei os olhos e sentei do lado de Alice, essa era minha irmã.

- Então ligue logo para ele, que tenho novidades para te contar. – Os olhos de Alice brilharam de curiosidade.

- Conta agora, por favoorrrr...

- É uma história meio longa, por isso ligue para o Jasper antes, mas posso te adiantar que, como sempre, você estava certa, Bella me ama e estava sendo forçada a ficar longe de mim...

Alice levantou do sofá e deu alguns pulinhos, numa dança da vitória ridícula.

- Eu sabia, eu sabia! Minha intuição na falha nunca!!! – Ela bateu palmas e pegou o celular dela, ligando para Jasper.

[...]

- Então... Isso é tudo culpa da Tanya. – Terminei de contar toda a história para Alice e podia ver que ela, assim como eu, estava bufando de raiva.

- Essa professorazinha de merda. Quem ela pensa que é para brincar assim com o sentimento das pessoas? Se ela fosse mulher mesmo e se garantisse, não precisava ficar fazendo essas chantagens baratas. Que ódio!

- Sim, o que ela fez foi tão baixo que penso que talvez ela não esteja muito bem da cabeça. Isso de chantagem a gente vê em novela... Aqui, no mundo real nós sabemos que é impossível obrigar alguém a amar... E se ela realmente não estiver bem, com certeza isso não vai parar por aí...

- Pois é, isso não é muito normal mesmo. E o que você pensa em fazer agora que sabe a verdade?

- Eu estava pensando em me vingar, fazer ela, de alguma forma, provar do próprio veneno. Mas não sei se esse é o melhor caminho, analisando melhor... Se ela realmente não estiver bem da cabeça, fazer isso pode piorar as coisas.

- Mas ela não pode sair impune depois de tudo o que fez!

- Eu sei... Preciso que me ajude a bolar um plano, para apagarmos a prova que Tanya tem contra mim e Bella e de alguma forma, para mostrarmos a ela que precisa nos deixar em paz. – Alice deu um sorriso tão maquiavélico que eu, se não fosse irmão dela, ficaria com medo do que aquela cabecinha iria tramar.

- Hum... Pode deixar. Vou pensar em algo que a faça provar do próprio remédio e que deixe vocês em paz ao mesmo tempo. – Ouvimos a campainha tocar. – Ah!! Deve ser o Jazz. Desculpe irmãozinho, mas tenho que fazer a minha vida valer a pena também. – Piscou um olho para mim e saiu rindo.

Ri também e levantei do sofá balançando a cabeça. Alice era mesmo muito maluquinha. Eu sempre fui certinho, estudioso, não namorava para não atrapalhar os estudos... A vida em Forks estava me ensinando a ser e ver as coisas diferentes. Ri novamente. Como podia ser que em Nova York, uma cidade super movimentada a minha vida ser quase pacata e em Forks, numa cidade pacata, minha vida estar super movimentada?

Eu até sentia falta de Nova York, da cidade que era ótima, da vida na Julliard, mas se eu soubesse que estar perto da família era tão bom, que ser professor era tão bom, que amar era tão bom... Talvez eu tivesse vindo para Forks antes...

Fui até o quarto e liguei o computador para checar meus e-mails. Fazia quase uma semana que nem chegava perto do computador com este intuito. Isso era outra coisa que seria diferente se eu estivesse em NY, eu estaria o tempo todo conectado no computador, falando com a família, respondendo e-mail de professores e colegas, navegando nas redes sociais... Aqui em Forks eu não sentia falta do computador, porque tinha coisas melhores para fazer, como estar com Bella sempre que possível.

Ao pensar nisso imediatamente senti saudades dela. Pensei em ligar para ela, mas pelo horário ainda devia estar jantando com o pai. Meu estomago roncou me lembrando de que eu também deveria comer.

Mas antes de comer eu veria se tinha alguma novidade nos meus e-mails. Abri a caixa de entrada e percebi que tinha dez e-mails para ler, mas somente dois chamaram minha atenção... Ambos eram de Garrett, meu ex-professor, atual diretor da Julliard e tinham o mesmo assunto, então devia ser algo importante, exclui os demais e-mails e abri o dele.

“Prezado Edward,

Todos sentimos sua falta aqui em Julliard. Sabes que era e ainda é muito importante para nossa escola. A Julliard não pode se dar o luxo de perder um excelente pianista como você. Entendemos que esteja num momento difícil da sua vida e que esta experiência de professor de escola está te ajudando a retomar o rumo.

Sabemos que você irá descobrir muito talentos nesta pequena cidade de Forks. Por isso, reiteramos o nosso desejo de oferecer uma bolsa escolar integral para o aluno destaque no seu projeto de Orquestrinha, desde que você venha junto com o pacote. Ou seja, no próximo ano lhe aguardamos aqui, junto com seu pupilo (a) que iremos escolher.

O motivo deste e-mail, além de registrar o nosso “acordo” sobre a bolsa que vamos oferecer, é convidar você e sua turma para conhecer Julliard. Pensamos que, tendo a oportunidade de conhecer realmente o nosso trabalho e a exigência que cobramos dos alunos, podemos abrir os olhos de muitos jovens, ficando claro assim, quem tem realmente interesse em se candidatar para a bolsa. Você sabe muito bem que aqui não temos alunos que levam a música como um “passatempo”.

E assim aproveitamos para revê-lo e conhecermos mais de perto o trabalho que está realizando na escola. O que achas? Como sabemos que a viajem é longa e que muitas coisas precisam ser organizadas, pensamos em recebê-los daqui a 15 dias, durante um final de semana, assim os jovens alunos poderiam conhecer a cidade de NY também.

Aguardo um breve retorno para que possamos nos organizar.

Um grande abraço,

Garrett.”

Olhei a data do e-mail e suspirei aliviado. Tinha sido enviado no sábado. Como não respondi, Garrett reenviou hoje. Ainda tinha quinze dias para organizar a viagem, caso a escola e os alunos topassem. A ideia era muito interessante, pois eu tinha certeza que alguns alunos não faziam ideia do quanto era puxado ser um aluno da Julliard e poder ver a realidade iria ajudar a tomar a decisão certa no futuro. Como não tinha experiência com viagens escolares, amanhã, assim que chegasse à escola, iria falar com a secretária do diretor e ver quais eram as possibilidades, pois tínhamos que ver questão de passagens de avião, hotel e demais gastos...

Decidi não responder o e-mail agora, primeiro iria ver com a escola a possibilidade, antes de dar qualquer retorno. Desliguei o computador e desci até a cozinha para prepara alguma coisa para comer. Senti meu telefone vibrar e o retirei do bolso. Era uma mensagem de Bella. Sorri, desbloqueando o teclado para ler a mensagem.

“Edward,

Sei que isso pode soar ridículo, mas já estou com saudades de você. Quero te desejar uma boa noite... Sonhe comigo e eu com certeza vou sonhar com você. Te amo! Bjo”

Respondi no mesmo instante.

“Bella,

Jamais iria te achar ridícula, até porque estou me sentindo da mesma forma. Espero sonhar com você, sonhos molhados. :p Tbm te amo! Bjo”

Enquanto preparava um sanduiche enorme, ouvi meu celular indicar que tinha recebido nova mensagem.

“Hummm... Sonhos molhados? Olha que depois posso cobrar para colocar em prática o que você sonhar! (obvio que eu estou vermelha somente de escrever isso rsrsrs)”

Eu ri. Eu quase podia vê-la toda ruborizada enquanto escrevia a mensagem.

“Eu sabia que você tinha um lado meio pervertido! (parece que estou vendo você ruborizar mais ainda agora rsrsrs) Você pode cobrar a hora que quiser e não se assuste se eu aparecer sonâmbulo por aí! Rsrsrsrs Boa noite, meu anjo!”

Nem um minuto depois eu tinha uma nova mensagem.

“Bom, talvez levar um tiro sonâmbulo doa menos rsrsrsrs. Boa noite, meu amor!”

Eu fiquei lendo a última parte “boa noite, meu amor” um bom tempo. Realmente eu estava me tornando um idiota apaixonado. Talvez por isso eu tenha demorado a me apaixonar, eu não queria me tornar um molenga.

[...]

Bella POV

Acordei de manhã cedinho me sentindo muito feliz. E eu tinha muitos motivos para isso. Edward e eu estávamos finalmente bem, eu tinha tocado piano para o meu pai e tinha conseguido escrever mais uma grande parte da música de Edward, ontem eu me senti inspirada para escrever.

Eu ainda tinha muito medo da reação de Edward quando ele soubesse que eu estava escrevendo uma musica que era dele também, que era de um momento muito particular da vida dele... Mas eu sentia que a música fazia parte da minha vida também e que eu podia ajudá-lo... Só que antes de mostrar para ele, eu queria terminar de colocar todas as minhas ideias no papel.

Só tinha uma coisa que me deixava triste hoje. Saber que eu não poderia ver Edward. Além de não termos aula juntos, agora, mais do que nunca precisávamos fingir que não estávamos juntos, então nada de encontros às escondidas. Mesmo eu precisando conversar com ele sobre o que íamos fazer referente à prova que Tanya tinha contra a gente, eu teria que esperar algum momento em que realmente estivéssemos sozinhos.

Infelizmente, não tinha cara de que ia acontecer isso hoje, porque eu precisava me certificar que o nosso descuido quanto à falta de camisinha ontem, não ia resultar numa gravidez indesejada no momento. Não que um dia eu não quisesse ter filhos com Edward, mas com certeza absoluta, o momento não era agora.

Eu sabia que se eu fosse a uma farmácia de Forks, todo mundo ficaria sabendo rapidamente da minha compra e eu teria muitas explicações para dar, inclusive para o chefe Swan. Então, minha alternativa era ir para Port Angeles e isso iria tomar a minha tarde toda... Suspirei, eu realmente queria ver Edward, mas tinha que me lembrar de que a nossa “impaciência” é que tinha causado com que Tanya gravasse a gente junto, então todo o cuidado, principalmente agora, era pouco.

[...]

O dia na escola foi tranquilo e chato. Agora seguíamos a caminho de Port Angeles.

Seguíamos?

Sim, seguíamos. Eu e Alice.

Como isso aconteceu?

Durante o almoço estava conversando com Ângela sobre um trabalho que teríamos que fazer, e marquei para nos encontrarmos amanhã, visto que hoje eu teria que ir para Port Angeles. Alice, que estava mais preocupada em beijar Jasper do que prestar atenção na conversa, quase saltou da sua cadeira, dizendo que estava procurando um motivo para ir para Port Angeles e agora tinha um, me dar um carona.

Tentei convencê-la a não ir, afinal de contas, Alice não podia saber o que eu ia fazer em Port Angeles, quanto mais ir junto. Mas quem consegue fazer a baixinha desistir de alguma coisa quando ela coloca na cabeça? Ninguém... Ângela não quis vir conosco, pois tinha compromisso com a mãe.

Já estávamos na estrada tinha mais de meia hora e Alice estava me falando que Edward tinha contado tudo sobre a chantagem para ela... Contou-me também sobre a visita da Tanya... Mesmo Alice deixando claro que Edward tinha dispensado ela, não pude evitar o ciúme tomar conta de mim e é claro que Alice percebeu.

- Hei Bella, nem dê chance para sua cabecinha pensar o que está pensando... Edward ama você e não ela. Ele a mandou embora o tempo todo. Ele não tem culpa dela insistir numa coisa que não tem futuro.

- Eu sei Alice, mas quem disse que meus pensamentos me obedecem. Só de pensar nela com Edward na mesma casa, já sinto ânsia de vomito. – Fiz uma careta.

- Eu também, mas você vai ter que engolir o seu ciúme um pouco mais! – Alice falou e deu um meio sorriso. — Porque estou planejando algo para pegarmos de volta a prova que a professora Denalli tem contra vocês, mas para isso, acho que ele vai ter que “dar corda” para o interesse dela. – Eu já não estava gostando desta ideia. Como assim Edward dar corda para ela? Parecendo ler meus pensamentos, Alice complementou. – Bella, pense com clareza. Precisamos ter acesso às coisas da Tanya para conseguirmos apagar aquele vídeo e quem conseguiria acesso às coisas dela? Eu? Você? Claro que não! Vai ter que ser o Edward.

- Mas eu tenho medo Alice. Eu acho que essa obsessão da Tanya com o Edward não é muito normal... Talvez ela esteja doente, entende?

- Sabe que o Edward me falou a mesma coisa ontem? Talvez você esteja certa, mas com doença ou sem doença o único que vai conseguir acessar as coisas dela é ele. E vamos aproveitar para virar o feitiço contra o feiticeiro, para ela entender que não se mexe com o amor verdadeiro.

- Hei Alice, eu não curto muito essas coisas de vingança, por mais que ela mereça e tenha me feito sofrer muito, eu não faço para o outro o que não desejo que façam para mim...

- Bella, Bella, Bella, nem vem... Você vai negar que ela merece uma lição? Afinal de contas ela acha que está numa novela, em que pode chantagear todo mundo e sair impune? Ninguém mexe com a minha família! – Alice falou com dureza.

- Talvez ela precise mais de ajuda, do que de uma lição. – Eu sabia que Tanya merecia muito mais que uma lição, mas eu não conseguia fazer mal propositalmente as pessoas. Eu sabia também que isso me tornava ingênua e vulnerável a má índole das pessoas, mas essa era o meu jeito de ser.

- Ok. Mas de qualquer forma, apagarmos a prova que ela tem contra vocês e a fazer experimentar seu próprio veneno, iremos fazer, até porque ambas as coisas estão no mesmo plano... Então depois que o plano estiver em prática vocês decidem o que querem fazer, pode ser?

- O Edward sabe deste plano?

- Aham. Contei para ele hoje de manhã.

- E o que ele disse?

- Que vai ser um sacrifício, mas se livrar vocês dela, vai valer a pena.

- E quando esse plano vai ser colocado em prática?

- Edward já deve ter começado a parte dele.

- E quando eu vou saber detalhes sobre esse plano?

- Bella, acredite. Quanto menos você souber melhor... – Alice deixou a frase no ar e não falou mais nada. Era só o que me faltava, eu não ia poder saber nem o que ia acontecer. Bufei irritada. – Vamos mudar de assunto, o que você precisa fazer aqui em Port Angeles?

Eu corei vermelho brilhante. Já tinha até esquecido desse assunto... Por isso que queria vir sozinha, assim não precisaria responder perguntas.

- Eu... Eu... Preciso ir numa farmácia!

- Farmácia? Mas o que você não pode comprar na farmácia de Forks? – Alice parou no semáforo vermelho e me dei conta que já estávamos entrando em Port Angeles. Se possível, fiquei mais vermelha ainda. Claro que Alice percebeu o meu constrangimento e deu uma gargalhada. – Hum... Você está precisando de camisinhas!!! – Alice gargalhou novamente. – Você devia saber que o Edward tem um monte.

Coloquei minhas mãos no rosto o tapando, tamanha era minha vergonha.

- Não preciso comprar camisinhas. – Falei baixinho e imediatamente Alice parou de rir e ficou em silêncio esperando eu continuar. – Preciso comprar a pílula do dia seguinte. – O silêncio do carro pareceu ainda maior, até ouvirmos uma buzina atrás de nós e ambas pularmos de susto. O sinal já estava aberto. Alice acelerou o carro devagarzinho.

- Edward sabe que estamos indo comprar isso?

- Não. Mas ele sabe que ontem não nos prevenimos e tenho certeza que ele também não quer um filho agora. Não seria o melhor momento para nós.

- Realmente não. É capaz de a Tanya dizer que o filho é dela. – Alice riu, tentando fazer piada para descontrairmos. Não consegui rir. – Eu tenho a farmácia onde compro meus anticoncepcionais, vou direto para lá. Aliás, você deveria ir visitar uma ginecologista e começar a tomar pílulas também.

- Eu sei, mas como ir ao médico em Forks sem meu pai saber? Ou pior, como chegar para o chefe Swan e dizer “quero começar a tomar anticoncepcionais”. Qualquer opção é ruim.

- Tenho que concordar com você. Mas eu ficaria com a primeira. Foi o que eu fiz... Por mais que meus pais sejam ótimas pessoas, para este tipo de coisa eu penso que “o que os olhos não vêm o coração não sente”, por isso minha médica é aqui e compro meus anticoncepcionais aqui também.

Alice estacionou o carro em frente à farmácia e desceu junto comigo. Compramos o remédio e uma água. Tomei o comprimido na farmácia mesmo, já jogando a caixinha fora, para evitar “evidências”. Eu estava pronta para ir para casa, mas óbvio que Alice tinha outros planos. Eu devia ter percebido antes que essa carona teria “um preço”.

[...]

Depois de passarmos o resto da tarde no shopping, com Alice comprando e eu olhando, agora estávamos a caminho da loja de música da família dela. Alice tinha comprado um presente para Rosalie e não queria esperar para entregar.

Aproveitei que estávamos no carro e liguei para o meu pai, avisando-o que iria me atrasar para o jantar, inventando a desculpa que estava na casa de Alice estudando música. Eu odiava mentir para Charlie, mas por enquanto, era necessário.

Quando Alice estacionou, vi o Volvo prata de Edward também parado em frente à loja e meu coração pareceu pular no meu peito feito uma escola de samba. O dia ficou melhor pelo simples fato de que eu iria vê-lo! Sorri com esta constatação.

- Pelo sorriso vai querer descer comigo, agora que viu que Edward está aqui. – Dei de ombros, tentando fingir indiferença, mas o sorriso não saiu do meu rosto, o que levou Alice a gargalhar.

Saímos do carro e entramos na loja. Rosalie estava parada no balcão e quando nos viu, ao invés de sorrir, fez um careta.

- Oi cunhada! Trouxe um presente – Alice disse toda feliz.

- Oi Alice. Oi Bella. – Alice estendeu uma sacola para Rosalie. – Obrigada, Alice. – Rosalie olhava para os lados, como se procurasse alguém e não deu bola para a sacola com o presente que Alice tentava entregou para ela.

- Rose, está acontecendo alguma coisa? – Alice perguntou preocupada.

Ouvimos algumas vozes vindas dos fundos, lugar onde ficava o estúdio de gravação. Eu, Alice e Rose olhamos naquela direção, a tempo de ver Edward e Tanya saindo sorrindo de lá. Assim que nos viram, ambos pararam de caminhar.

Minha boca se abriu de surpresa com a cena e o ciúme me rasgou por dentro. O que Edward estava fazendo com Tanya ali?

Tanya me encarou e abriu um sorriso vitorioso na minha direção.

Edward estava com os olhos arregalados, parecia surpreso.

Alice sorria para os dois maliciosa.

Todos ficaram em silêncio e o clima ficou tenso. Foi Tanya quem resolveu quebrá-lo.

- Edward vai me ensinar a tocar piano, isso não é maravilhoso? – Os olhos de Tanya continuavam fixos nos meus e brilhavam.

Os meus olhos se estreitaram em direção, primeiro a Alice e depois a Edward.

Edward parecia me pedir desculpas com os olhos, mas que porra estava acontecendo???

Notas finais
Olá pessoal!!!
O cap saiu hoje porque amanhã, adivinhem: É MEU ANIVERSÁRIO!!! ÊÊÊÊÊ!!! kkkkkk
Então resolvi postar hoje para vocês porque não sei se amanhã vai dar tempo!!! Espero que tenham gostado do cap de hoje!!! Escrevi, como sempre, de todo o meu coração para vocês!!!
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Obrigada para quem sempre comenta, não canso de dizer aqui que amo ler os reviews de vocês!!! Quem quiser sair do "escuro" e começar a comentar, serão muito bem vindos!!
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Sabe o que eu queria de presente de aniversário???
Eu queria mais recomendações!!! *____________*
Mas só se realmente quiserem recomendar, aqui ninguém é obrigado a nada!!! kkkkkkk
Semana que vem tem mais!!! :D
Bjo e boa semana!!!!