Notas iniciais
Olá!
Depois de ler inúmeras Fics aqui no site, comecei a ter algumas ideias para escrever uma Fic própria.
Não sei se está bom, mas vamos lá, a tentativa é válida.

Bella POV


– Bella, vamos logo! – meu pai gritou pela 3ª vez do andar de baixo, resignada levantei vagarosamente e me dirigi ao único banheiro da casa para fazer minha higiene.

– Já estou descendo pai! – gritei da porta do banheiro para que ele parasse de me chamar.

– Vai chegar atrasada no 1º dia! Ótima primeira impressão para os professores da escola.

Nem me dei o trabalho de responder, entrei no banheiro batendo a porta com mais força do que o necessário. Eu sabia que ia chegar atrasada e porque não dizer que esta era minha intenção... Afinal de contas estava em Forks morando com Charlie, meu pai, por todas as férias de verão e não saí de casa um dia sequer, nem para fazer a maldita matricula para o último ano do colégio. O Charlie que foi fazer minha matricula e decidiu as matérias que eu ia fazer.

Em todos os meus 17 anos eu nunca fui uma criança ou adolescente revoltada e mimada. Muito pelo contrário, eu era feliz e me dedicava ao máximo para conquistar o meu grande sonho: depois de terminar o colégio, entrar para a Julliard e ser uma pianista de muito sucesso.

Em virtude deste grande sonho, eu tocava piano desde os 5 anos. Minha mãe, Renne, era grande incentivadora deste sonho, tanto que, quando completei 8 anos e Forks se tornou pequena para meu sonho, visto que não havia professores de piano para o meu nível, nos mudamos para Nova York, local onde fica a sede da Julliard.

Minha mãe contratou os melhores professores de piano para mim e, no início, sempre que nós podíamos vínhamos até Forks visitar meu pai. Uma vez por mês pelo menos. Com o passar dos anos e comprovada a minha aptidão para ser uma grande pianista, eu participava de vários grupos de música, como se fossem “orquestrinhas” e as visitas para Forks ficaram cada vez mais raras.

Quando completei 11 anos minha mãe me comunicou que ela e meu pai haviam se separado oficialmente. Fiquei chocada, afinal de contas amava e sentia muita falta do meu pai e fiquei sentindo que tudo era minha culpa, porque se não fosse meu sonho, jamais teríamos saído de Forks.

Minha mãe tratou de tirar essa ideia da minha cabeça, me dizendo que eles já estavam com problemas antes de sairmos de Forks, exatamente pelo fato de ele querer ficar lá e sempre com a mesma desculpa: “eu não posso abandonar a cidade, quem vai ficar como chefe de polícia?” Para ela era como se Charlie estivesse escolhendo a cidade ao invés da família e isto bastou para acabar com o amor que ela sentia por ele.

E a nossa mudança para Nova York ajudou muito a carreira da Renne também, porque além de excelente mãe, ela era uma excelente designer de ambientes e acabou ficando muito famosa em Nova York.

Tudo estaria perfeitamente bem e eu estaria feliz com minha mãe se não fosse meu estúpido sonho. Deixei que a água do chuveiro levasse minhas lágrimas, cumprindo o meu ritual diário. Na hora do banho era o único momento em que me permitia chorar. Assim, o Charlie não ficaria sabendo o meu real sofrimento. Nunca me permitia chorar na frente de ninguém, afinal de contas era meu sofrimento e era por minha causa minha mãe estava morta.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Em breve teremos o 1º capítulo. 1º Encontro Beward. Aguardem
O.B.S: Se alguém souber fazer uma capa e quiser me ajudar, agradeço.