O Som Do Coração

26 Capítulo 23 - Parte II


Notas iniciais
Por favor...
Leiam as notas finais...

Bella POV

- Edward? – Uma voz feminina o chamou e percebi claramente o corpo de Edward e Alice se retesar. O sorriso de Edward morreu na hora. Ele estava de costas para a mulher e soltou Alice com cuidado, virando-se para a mulher. Olhei para ela que encarava Edward com um brilho diferente nos olhos. Definitivamente era uma mulher linda! Alta, corpo certinho, cabelos ruivos compridos e cacheados. Tinha um corpo de dar inveja a qualquer uma. O ciúme infundado que eu tanto reclamei ontem, me tomou, será que ela tinha sido um dos “casos” de Edward?

- Victória? – A voz de Edward saiu dura e seca, quase raivosa.

OMG! Aquela era “A Victória”?


Edward POV

Eu estava feliz. Aliás, eu me sentia o mais afortunado dos homens naquele momento. Enquanto eu estava como maestro, regendo os meus os alunos, eu me senti a pessoa mais orgulhosa do mundo. Saber que ainda estávamos iniciando o trabalho, tínhamos poucos meses de aula e os jovens já tocavam como profissionais e o melhor de tudo, tocavam com a alma e com o coração.

Ouvir os aplausos de um auditório completo de pessoas ligadas à música mostrava que realmente a apresentação tinha sido um sucesso. Meu coração batia descompassado. Eu estava emocionado pelo reconhecimento positivo que a turma estava recebendo.

Quando os alunos se levantaram e o auditório todo também se levantou para aplaudir de pé, um sentimento de plenitude me invadiu... Eu nunca pensei que me sentiria assim sendo professor de música numa escola... Mas o momento que eu estava vivendo era simplesmente perfeito. De alguma forma, eu estava fazendo a diferença na vida daqueles alunos e contribuindo para o futuro sucesso da turma.

Assim que descemos do palco diversos professores e alguns ex-colegas vieram me cumprimentar e parabenizar o trabalho que estava desenvolvendo. Eu sorria satisfeito, porque estava cumprindo a minha intenção com essa viagem: mostrar para os alunos que o sonho é possível e mostrar para Julliard que Forks tem verdadeiros talentos que levam a música muito a sério.

Depois de cumprimentar algumas pessoas, me virei para os alunos com intuito de parabenizá-los oficialmente e percebi que eles me esperavam para fazer o mesmo. Alice era a primeira da fila e assim como os demais, a sua felicidade parecia irradiar em todo o seu rosto.

- Edward! Ops! Professor Cullen. – Nós dois rimos. – Foi tudo lindo e perfeito! – Alice me abraçou com força e eu a apertei em meus braços.

- Com certeza, Alice. Eu estou muito orgulhoso de todos vocês.

- Edward? – Assim que o som daquela voz que eu tanto odiava penetrou nos meus ouvidos eu paralisei e todas as coisas boas que eu estava sentindo abandonaram o meu corpo. Aquela era a voz da mulher que estava presente em todos os pesadelos que envolviam a minha filha. Meu sorriso morreu. Não podia ser real. O que Victória estava fazendo aqui? Eu sabia que ela tinha planos de voltar para Julliard como se nada tivesse acontecido, mas não esperava encontrá-la ou que ela viesse me procurar.

Ao compreender que ela estava ali, querendo falar comigo, depois de tudo que tinha acontecido, fez com que a raiva dominasse todos os meus sentidos. Será que ela estava aqui para pisar mais um pouco em mim e nos meus sentimentos? Virei-me de frente para ela lentamente, talvez ela fosse somente uma assombração.

- Victória? – Minha voz denotava toda a minha raiva. – O que faz aqui? – Encarei diretamente seus olhos e pude ver desdém nos olhos dela.

- Eu estudo aqui, esqueceu? – Victória ergueu uma sobrancelha em claro sinal de deboche, visto que eu estava cuspindo minha raiva nela.

- Eu não perguntei o que faz aqui em Julliard e sim o que faz aqui no auditório em uma apresentação que não é do departamento de dança? – Abri e fechei minhas mãos em punho numa tentativa de me acalmar. Quanto mais eu ficasse ali, próximo dela, mais minha mente ressuscitava o passado. A dor parecia voltar em ondas pelo meu corpo.

— Nossa Edward! Essa sua vida de professor te deixou muito mal humorado. Eu vim aqui rever um velho amigo com benefícios. Não está feliz em ver uma velha amiga? – Ela piscou para mim, fazendo uma cara maliciosa. Meus olhos se fecharam em fenda e pela primeira vez na minha vida tive que me controlar para não avançar numa mulher. Será que ela havia deletado da mente dela o fato de que tinha escondido de mim, a minha filha? Bom... Se ela queria ser sarcástica eu daria sarcasmo para ela.

- Sabe-me dizer onde está essa velha amiga? Porque aqui na minha frente só vejo uma pessoa sem alma, sem sentimentos e sem coração e eu jamais seria amigo de alguém assim.

- Ainn Edward. Eu não acredito que você ainda está chateado por causa daquela coisinha insignificante que eu perdi? – Ela revirou os olhos. — Eu que devia estar brava. Afinal de contas perdi uma bolada por sua causa naquele dia e, além disso, tive que ficar um tempo maior longe do ballet por conta dos machucados do atropelamento. A culpa é toda sua e você sabe disso, por isso fica nervosinho. – Eu a olhei chocado. Minha respiração se acelerou e eu comecei a bufar. Como ela podia chamar a minha filha de coisinha insignificante. O ódio me tomou e quase rosnando eu dei um passo à frente. Victória pareceu sentir minha ira e imediatamente deu um passo para trás.

- Por mim você poderia ter morrido naquele dia!! Como você pode dizer que minha filha era uma coisinha insignificante? Coisinha insignificante é você que só pensa em si mesmo!!! – Eu dei mais dois passos para frente, quase avançando nela. Eu tinha vontade de sacudi-la para ver se saia algum sentimento dali. – Saia daqui sua mulher sem escrúpulos. E tenha certeza que a vida vai cobrar de você todas as coisas odiosas que você fez e as merdas que você fala. Vadia!

Alice colocou a mão no ombro, percebendo que eu estava perto de me descontrolar totalmente.

- Calma Edward, ela não vale a pena. – Alice tentou me arrastar dali, mas mesmo puxando meu braço eu continuava parado. – Jasper, me ajude aqui. Vamos Edward.

Jasper e Alice me arrastaram para fora do auditório e me levaram para o meu quarto. Sentei-me na cama e tentei respirar fundo, fechei meus olhos na tentativa de apagar aquele encontro, mas foi um erro. Imagens do dia do acidente que matou minha filha invadiram minha mente. Arfei e abri os olhos imediatamente.

- Hei, meu amor, calma. – A voz suave de Bella se fez presente no quarto. Quando ela tinha entrado ali? Olhei para os lados e percebi que Jasper e Alice não estavam mais ali, quando eles saíram? Eu não saberia dizer... Bella ajoelhou-se na minha frente e colocou as duas mãos no meu rosto, trazendo meu olhar para o dela. – Não fique assim, era isso exatamente que aquela idiota queria. Te deixar desnorteado. Eu vou repetir quantas vezes for preciso até você acreditar, nada do que ela disse é verdade, a culpa não foi sua. – Bella passou os polegares na minha bochecha e foi então que percebi que ela limpava minhas lágrimas... Eu nem ao menos tinha sentido que estava chorando.

Bella pensava que eu estava chorando porque achava que o acidente era culpa minha? Naquele momento eu não estava pensando isso. Mesmo parecendo um maricas, eu chorava de raiva da Victória por tratar minha filha como um coisa insignificante. Em pensava o quanto injusto era que minha filha tivesse perdido a vida, enquanto a vadia da Victória, que não merecia, continuava viva.

- Eu estou assim porque tenho raiva daquela vadia! Quem ela pensa que é... Falar aquilo da minha filha!

- Ela é uma mulher sem sentimentos Edward. Ela queria te mostrar que estava bem e que nada na vida dela tinha mudado por causa do acidente. Ela queria te atingir e você estar assim mostra que ela conseguiu...

- Eu sei que você tem razão, mas como você queria que eu estivesse me sentindo? – Passei as mãos pelo cabelo, nervoso. – Aquela louca conseguiu me desestabilizar. – Deixei meu corpo cair na cama e respirei fundo e olhei para o teto. – Mas ok, você tem razão. Ficar assim só vai deixar ela mais feliz ainda.

- Isso mesmo, Edward. Foque o seu pensamento em coisas boas. Pense em como foi importante termos nos apresentado hoje, em quanto a suas aulas foram fundamentais para o nosso sucesso hoje. – Bella deitou ao meu lado na cama. – Meu amor, nós fomos aplaudidos de pé! Você sabe o que isso significou para nós? – Bella se virou sobre mim, deitando sobre o meu peito.

Bella tinha razão. Por isso ela era meu anjo, minha vida o meu amor eterno. Só ela para conseguir me acalmar. Eu não ia mais deixar Victória estragar essa viagem. Com certeza essa não estava sendo a viagem perfeita, eu quase tinha estragado a nossa viagem ainda no primeiro dia, mas estava em tempo de fazer essa viagem valer a pena, com boas lembranças... E eu ia torná-la inesquecível para nós dois.

[...]

Depois de conversar muito com Bella e realmente “apagar” o encontro com Victória da minha mente, Bella voltou para o quarto dela e de Alice. Ela disse que precisava tomar banho e trocar de roupa para ir ao concerto da Orquestra de Julliard.

Confesso que quando ela disse que ia tomar banho e trocar de roupa tive que me segurar para não ir junto com ela, mas eu precisava aprender a me controlar um pouco, pois se dependesse somente da minha vontade eu tomaria o corpo de Bella para mim quantas vezes fosse possível, durante o dia e a noite.

Mesmo percebendo que esse desejo insano que eu sentia por ela, Bella também sentia por mim, eu não queria que ela pensasse que a nossa relação se baseava apenas em sexo. Só que, às vezes, a saudade era tanta devido ao pouco tempo que podíamos realmente ficar juntos, que eu agia como um viciado a procura da sua próxima dose de droga toda a vez que nos encontrávamos. E o viciado quanto mais usa a droga, mais quer usar. O amor que eu sentia por Bella era exatamente assim.

Prova disso era o nosso “encontro” no banheiro do avião. E por querer usufruir sempre da “minha droga particular” que falei aquelas coisas para Bella. É obvio que tanto eu, quanto ela, queremos ficar juntos sem nos escondermos, mas o meu anjo me mostrou que é preciso ter mais um pouquinho de paciência... Na hora não quis concordar com ela, mas depois ela me provou estar certa e me provou também, mais uma vez, que mesmo com 17 anos tem muito mais maturidade que muita mulher que eu conheci.

Ainda assim continuava sendo difícil esconder meus sentimentos de todo mundo, principalmente quando outros homens se aproximam dela. Eu tive que utilizar todo o meu autocontrole para não ir atrás daquele garoto que ficou todo sorrisinho para minha Bella. Um amigo de NY? O jeito que ele olhava para ela não tinha nada de amizade... Ciúme é algo muito ruim, queima dentro da gente e nubla nossa visão, nos faz falar coisas e fazer coisas que não desejamos.

Olhei no relógio e verifiquei que ainda faltavam duas horas para iniciar o concerto. Era tempo suficiente para que eu fizesse o que era necessário para tornar a minha viagem e a da Bella inesquecível. Levantei da cama, me arrumei rapidamente e sai pelas ruas de NY em busca do que eu precisava.

[...]

Bella POV

O domingo amanheceu ensolarado em NY. Quando levantei e olhei pela janela eu suspirei baixinho, constatando que eu tinha saudades do sol. Fui até o banheiro e fiz minha higiene matinal. Voltei para o quarto e verifiquei que Alice ainda dormia. Estava quase na hora de tomar café, então logo teria que acordá-la. Ontem, depois do lindo concerto que a turma toda assistiu, fomos descansar.

Edward, assim como na noite anterior, passou uma parte dela comigo, mas incrivelmente ele não quis fazer amor comigo, então ficamos deitados na cama abraçados, falando sobre o tudo e sobre o nada. Eu adorava ter esses momentos com Edward, mas fiquei me sentindo quente e desejosa de um contato maior o tempo todo, mas por mais que o atiçasse, ele logo se controlava.

Enquanto deixava Alice dormir mais alguns minutinhos, sentei-me na minha cama. Peguei minha bolsa e abri minha carteira, retirando a foto da minha mãe, que sempre estava ali junto comigo. Suspirei. Eu ainda sentia muita saudade... Eu tinha tantas coisas para contar para ela!! Principalmente sobre Edward e a sobre essa viagem para a Julliard. Acariciei o rosto da minha mãe sobre a foto... Tantas coisas que ela ainda tinha para me ensinar sobre a vida...

[...]

Eu precisava fazer isso, só não sabia se teria coragem. Depois do café, toda a turma foi liberada para fazer um tour por Nova York. Eu já conhecia a cidade e só tinha uma coisa que eu desejava fazer naquele momento. Visitar o tumulo da minha mãe no cemitério.

Quando Renne faleceu, no dia do enterro, eu ainda estava sobre a dor dilacerante da perda e não consegui dizer nada, nem ao pior despedir corretamente. Agora eu me sentia “preparada” para isso, mesmo me faltando um pouco de coragem. Eu sabia que precisava me despedir dela e agradecer por tudo que ela tinha feito por mim em vida e agradecer também por continuar me cuidando lá de cima.

Como Alice tinha feito toda a programação do tour para turma, e incomodou Edward até não poder mais, porque queria ser a guia turística junto com o guia oficial contratado, ele acabou liberado da tarefa de acompanhar a turma, sendo substituído pela baixinha. Claro que, ele não disse o sim oficial para Alice sem antes fazer uma lista enorme de recomendações e uma grande cara feia caso ela estivesse programando aprontar alguma coisa.

Então, assim que soube da minha decisão de ir visitar o tumulo da minha mãe, Edward fez questão de me acompanhar. Entramos em um taxi e fizemos todo o trajeto até o nosso destino em silêncio, mas a mão de Edward esteve o tempo todo entrelaçada na minha, fazendo pequenos carinhos. Eu permaneci o tempo todo olhando para fora, relembrando os momentos felizes que tinha passado com minha mãe ali naquela cidade.

Quando chegamos no cemitério, eu e Edward caminhamos de mãos dadas até o local em que minha mãe estava enterrada. Paramos em frente à lápide que dizia “Renné Swan. Mãe e esposa amada”. Mesmo depois de se separar do meu pai, ela manteve o sobrenome e meu pai fez questão de escrever “esposa amada”, pois segundo Charlie, ela tinha sido muito amada. Edward soltou minha mão e me aproximei sozinha. Fechei meus olhos e respirei fundo.

- Mãe... Oi mãezinha... – Minha voz saiu embargada. – Eu sinto tanto a sua falta... Não tem um dia que passe que eu não pense em você... Eu te amo muito e sempre vou te amar. Eu sei que você está me olhando aí de cima e eu agradeço por isso. Desculpe ter desistido da música, eu sei que tinha prometido que não importasse o que fosse acontecer, eu nunca ia desistir do meu sonho, do nosso sonho... Mas depois que você morreu a música parecia me sufocar com todas as lembranças que trazia da gente. – Grossas lágrimas começaram a rolar pelas minhas bochechas. Passei os dedos com cuidado em cima da lápide, como se fosse um carinho para ela. — Eu sei também, que foi a senhora que trouxe, de alguma forma, o Edward para a minha vida. Talvez você o tenha escolhido porque ele é a pessoa certa para me fazer enxergar as pessoas e a música “com cores” novamente. Obrigada por escolher bem e trazer alguém maravilhoso como ele para minha vida. Ele me faz querer ser melhor todos os dias... – Respirei fundo tentando controlar as lágrimas e tentar terminar de dizer o que eu precisava falar. — Eu vim até aqui te dizer também que eu estou de volta, em busca do nosso sonho. Eu vou entrar na Julliard e vou me tornar uma grande pianista... A senhora sempre dizia que esse era o meu destino... – Fiquei alguns instantes em silêncio tentando recuperar um pouco do controle. -Eu quero lhe pedir para, no meu 1º dia oficial na Julliard, que a senhora entre ao meu lado, junto do meu coração, me dando a confiança e a segurança que eu sempre sentia ao teu lado.... Mãe, eu jamais vou esquecê-la, tenha certeza que de alguma forma estará sempre presente na minha vida... Vou contar para meus filhos sobre a vó maravilhosa que eles tiveram e o quanto ela me ensinou a ser uma pessoa com valores e de caráter. – Funguei e limpei as lágrimas que já me impediam de ver direito. -Mãezinha, eu amo você. Sempre amei e sempre vou amar, sem nunca esquecer a pessoa maravilhosa que és.

Virei-me para Edward que imediatamente me abraçou apertado. Me permiti chorar toda a dor que eu ainda sentia por ter perdido a minha mãe. Edward acarinhava meus cabelos e minhas costas, me acalmando aos poucos. Quando consegui controlar minha lágrimas, ele me deu um beijo no topo da cabeça e me afastou do nosso abraço para olhar em meus olhos.

- Meu anjo, suas palavras foram lindas. Tenho certeza que sua mãe sente e sempre sentirá muito orgulho de você.

- Eu vou fazer de tudo para que ela possa sempre sentir orgulho de mim. Eu posso dizer que estou me sentindo inclusive mais leve, principalmente por ter me despedido de verdade desta vez. – Edward sorriu para mim.

- Vamos? – Eu assenti para ele que pegou minha mão e saímos do cemitério caminhando juntos.

Edward chamou um taxi com intuito de retornarmos a Julliard, mas passados alguns minutos dentro do carro, Edward mostrou ter outros planos.

- Bella, que tal se ir dar uma volta no Central Park? Está um dia tão bonito hoje... – Edward sorriu carinhoso para mim. Como eu poderia negar alguma coisa quando ele me deslumbrava daquele jeito?

- Claro. – Foi tudo o que consegui responder.

Edward falou rapidamente com o motorista lhe dizendo nosso novo endereço. Eu me lembrava de que o Central Park ficava a umas cinco ou seis quadras da Julliard, poderíamos inclusive voltar a pé se o tempo continuasse bom.

Descemos do taxi e Edward veio para o meu lado, pegando minha mão e entrelaçando com a sua. Eu sorri com aquele gesto. Como nem sempre podíamos andar de mãos dadas, ele sempre fazia questão de, quando havia possibilidade, entrelaçar nossas mãos em público. Suspirei. Na verdade, estar de mãos dadas com Edward era uma coisa simples e boba, mas que me deixava ainda mais apaixonada, pois deixava claro para todos que nos viam, que ele era meu e que eu era dele.

Por ser um domingo ensolarado o parque estava lotado. Eram pessoas caminhando, outros andando de bicicleta, famílias brincando e fazendo piquenique. Optamos por nos sentar um pouco na grama, próximo a uma árvore.

Edward encostou suas costas se apoiando na árvore e abriu suas pernas para que eu sentasse entre elas. Assim que sentei ele abraçou a minha cintura e me senti leve e tranquila em seus braços.

Ficamos alguns minutos em silêncio, somente apreciando a paisagem e o momento.

- Eu poderia ficar aqui para sempre. – Falei baixinho. Estar nos braços de Edward era como se sentir protegida e amada ao mesmo tempo. Apertei-me mais contra ele, que me abraçou com mais força, depositando um beijo estalado na minha bochecha.

- Hum... Eu também. Mas só ficaria aqui para sempre se fosse com você. – Virei-me um pouco para olhar em seus olhos e ofeguei com a intensidade dos sentimentos que eles transmitiam para mim.

- Não teria graça nenhuma se fosse com outra pessoa. Eu amo você.

- Eu também te amo. – Edward beijou-me de forma lenta e apaixonada. Quando separamos nossas bocas ambos sorriamos amplamente, aquele momento estava sendo perfeito.

Voltamos a ficar em silêncio novamente. Mas era um silêncio agradável.

- Quais são seus planos para o ano que vem? – Edward perguntou de repente.

- Eu vou tentar a vaga com bolsa na Julliard como os meus demais alunos. Caso isso não seja possível por algum motivo eu pretendo fazer a audição de seleção no final do ano e usar o seguro que a minha mãe me deixou para pagar meus estudos.

- E onde eu me encaixo nesses planos?

- Ué! Você vem junto comigo para a Julliard. Eu ouvi muito bem o Garrett te falando ontem, antes da nossa apresentação, que a condição para a dar a bolsa de estudos para um aluno de Forks é você retornar para cá.

- Ah bom! Pensei que você queria se livrar de mim e me deixar em Forks sozinho. – Mesmo estando de costas para ele, não consegui evitar revirar meu olhos diante da bobagem que ele tinha dito.

- Ih Edward! – Me virei para ele e encarei suas orbes esmeraldas. – Você se deu mal se pensava isso, porque eu não quero e nem consigo ficar longe de você... Seu cheiro está na minha pele e seu nome gravado no meu coração. Agora é para sempre! – Ele sorriu torto para mim e encostou sua testa na minha.

- Para sempre mesmo?

- Sim, para sempre. – Confirmei sorrindo.

- Ótimo, porque eu não aceitaria menos do que isso. – Edward falou e em seguida colocou a mão no bolso do casaco e tirou uma pequena caixinha de veludo dali. Arregalei meus olhos surpresa e fiquei olhando entre a caixinha e o rosto de Edward. Devo ter feito isso umas cinco vezes, esperando ele falar alguma coisa. Ele abriu minha mão delicadamente e colocou a caixinha sobre a minha palma, me dando novamente o seu sorriso torto. – Não vai abrir?

OMG! Edward ia me pedir em casamento?

Notas finais
Olá pessoal...
Então eu sei que eu demorei... Mas isso aconteceu porque eu estava muitooo triste... Na semana passada eu não consegui escrever nada porque recebi duas MP dizendo que era para eu "criar vergonha na cara" que eu estava plagiando uma história que tinha o mesmo nome que a minha, que era para eu aprender a escrever... Entre outras bobagens!
Confesso que me senti muito mal com isso... Eu nunca plagiei nada de ninguém, posso me inspirar em filmes ou trechos dos livros da Saga enquanto escrevo os caps da fic, mas o enredo maluco é todo da minha cabeça... Enfim, tenho que assumir que até pensei em abandonar a fic.
Mas eu não podia fazer isso com as 129 pessoas que estão acompanhando a fic e especialmente com quem perde 5 minutinhos após terminar a leitura para comentar e deixar a autora feliz...
Peço desculpas pelo desabafo, mas não gosto de nãp cumprir o que prometo e eu prometi que postaria pelo menos uma vez na semana, nas quartas-feiras...
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Bom...chega de conversa fiada... O que o Edward vai dar para a Bella? Será que ele vai pedi-la em casamento?
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Se gostaram comentem e recomendam!!!
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Até o findi respondo todos os reviews do cap anterior, vai demorar um pouquinho porque no último cap tinha vários comentários lindos!!!
Grande bjo!