O Som Do Coração
23 Capítulo 21
Notas iniciais
Cap novo para vocês!
Boa leitura!
Edward POV
- Claro que pode. – Alice tirou as mãos, mas ainda assim ficou surpresa ao me ver abraçado com Bella. Ela varreu o quarto com os olhos e pela primeira vez na vida, vi minha pequena irmã vermelha. Só não gargalhei porque não queria acordar Bella.
- Você está ferrado! – Franzi o cenho.
- Por quê?
- O chefe Swan está lá embaixo, querendo subir e falar com você, para saber por que Bella não foi para casa ainda...
PQP!
- Você está falando sério? – Perguntei com os olhos arregalados.
- Infelizmente para você, sim maninho. Eu consegui impedir que ele subisse dizendo que viria chamar vocês, mas ele não está nada feliz. – Engoli em seco. – Disse que se não descerem em cinco minutos ele vem buscar vocês.
- PQP!
- Sim, PQP! Se não quer conhecer a arma do chefe Swan é bom acordar Bella e descer o mais rápido possível. Quando saí da sala, o Sr. Swan estava vermelho de raiva. – Alice piscou para mim e antes de sair do quarto disse. – Vou avisar que vocês estão descendo e eu se fosse você não demoraria... O chefe Swan ainda está com o fardamento da polícia! – Eu arregalei ainda mais meus olhos... Isso queria dizer que com certeza o pai de Bella estava armado! Merda! Alice, percebendo meu desespero, saiu do quarto rindo baixinho.
Eu não fiquei paralisado como aquele dia na casa da Bella, pelo simples fato de que a informação “5 minutos” que Alice tinha me passado estava martelando na minha cabeça. Se ele subisse aqui, minha morte era certa.
- Bella, meu anjo, acorda! — Sacudi Bella levemente.
- Hum... – Bella se abraçou mais em mim e abriu apenas um olho. – Oi. – Abriu os dois olhos e me encarou, sorrindo abertamente para mim. Eu fiquei sério, não consegui sorrir. Tudo o que eu conseguia pensar era “5 minutos”. Bella franziu o cenho para mim. – Edward, o que foi?
- Seu pai está aqui. – Bella arregalou os olhos da mesma forma que eu devo ter feito para Alice e puxou mais o lençol para cima, mesmo com seu corpo já tapado. Bella ergueu a cabeça do meu peito e varreu o quarto com os olhos.
- Onde ele está? – Ela sussurrou. Se a situação não fosse tão trágica eu até poderia rir.
- Não Bella. Ele não está aqui, aqui no quarto. Está na sala e segundo Alice, temos cinco minutos para descer, ou ele vai vir aqui nos buscar... Bem, agora talvez tenhamos menos tempo ainda... – Bella pulou da cama.
- OMG! O que estamos esperando então Edward? – Ela juntou suas roupas e me jogou as minhas, se vestindo apressadamente. Pulei da cama também e fiz o mesmo.
Ajeitamos também o quarto rapidamente, vai que o chefe Swan quisesse conhecer a casa. Eu olhei para Bella, ela estava com a cara amassada, de quem estava dormindo e os cabelos bagunçados. Ela também me olhava estranho, eu devia estar da mesma forma. Ia ficar óbvio o que estávamos fazendo.
Sem dizer nada ambos seguimos para o banheiro que tinha em meu quarto. Pelo menos poderíamos tentar pentear os cabelos. Entramos no banheiro e quando nosso olhar se encontrou no espelho, nos obrigamos a rir. Ia ser difícil de disfarçar a nossa cara.
Saímos do banheiro e demos uma última olhada no quarto, verificando se não tínhamos esquecido nada. Percebi que Bella olhava o chão totalmente corada. Acompanhei o seu olhar e via a camisinha que tínhamos usado no chão. Eu adorava quando ela corava por coisas bobas. Juntei a camisinha e fui até o banheiro para colocar no lixo. Então, me lembrei de que na última vez que fizemos amor, não usamos camisinha. Merda! Com tanta confusão acabei me esquecendo deste detalhe. Precisávamos conversar sobre isso. Mas não poderia ser hoje e nem agora.
Neste momento eu estava mais preocupado em me proteger de um possível tiro. Voltei para o quarto e quando meu olhar se cruzou com o de Bella, percebi que ela estava tão apavorada quanto eu para enfrentar esse encontro. Isso não era bom.
- Vamos? – Aproximei-me dela, pegando na sua mão e saindo do quarto. Eu tinha certeza que os nossos cinco minutinhos tinham acabado, ou estavam acabando. Por isso, era melhor nos apreçarmos.
Descemos as escadas de mãos dadas. Eu respirava fundo tentando manter a calma. Além de ser o primeiro “pai de namorada” ele tinha que ser um policial?
Quando estávamos nos últimos degraus já era possível enxergar a sala. Estava no silêncio total. Meu pai, minha mãe e Alice sentados num dos sofás e o chefe Swan sentado numa poltrona, sozinho, com cara de poucos amigos.
Assim que entramos na sala, todos olharam para nós. Percebi, pelo canto de olho, Bella corar. Tudo bem que eu achava isso lindo nela, mas nesse momento o fato dela estar corada somente ia piorar a nossa situação. Meu pai e Alice estavam com um sorriso contido no rosto. PQP! Deviam estar gargalhando de mim por dentro. Minha mãe me olhava preocupada.
Quando meu olhar encontrou o do Sr. Swan eu engoli em seco. Observei claramente ele encarar Bella e ela ficar mais vermelha ainda. Em seguida ele encarou nossas mãos juntas. Bella, assim como eu, acompanhou o olhar dele e tentou soltar a minha mão, mas eu não deixei e apertei mais forte. Como diz o ditado: “Se estamos na chuva é para nos molharmos”. Quando eu fiz isso, chefe Swan levou sua mão até a arma deixando-a ali, como se me desafiasse. Novamente eu engoli seco, mas eu sabia que em algum momento teria que passar por isso, porque eu não tinha nenhuma intenção de perder Bella. Aproximei-me do Sr. Swan e estendi minha outra mão para ele.
- Olá Sr. Swan. Eu sou Edward Cullen, namorado da Bella. — Percebi as narinas dele incharem, seu rosto ficar completamente vermelho e sua mão apertar mais ainda na arma.
- É chefe Swan para você garoto. — Ele não apertou minha mão e desviou seu olhar para Bella. — Isabella Swan, que horas combinamos que a senhorita deveria estar em casa? — Bella baixou o olhar envergonhada. Então era por isso que ele estava aqui! Nós dormimos e ela se atrasou para ir para casa. Eu não sabia o que ela tinha dito exatamente para ele sobre nós, mas interferi para defendê-la.
- Chefe Swan, a culpa é minha. Nós conversamos muito hoje e como estávamos cansados pela noite pouco dormida ontem, acabamos pegando no sono. — Ele ficou mais vermelho ainda. O que eu havia dito de errado?
- Rapaz não se meta, agora estou falando com a minha filha e depois vou resolver meu assunto com você. — Antes que eu falasse alguma coisa, Bella ergueu o rosto e encarou o pai com uma fúria contida.
- Pai! — Ela grunhiu o repreendendo. — O senhor sabe exatamente a hora em que eu cheguei ontem do hospital. Eu realmente sinto muito por ter perdido o horário de ir para a casa, mas não fiz de propósito. — Bella fez um beicinho, visivelmente magoada. O rosto sério do pai de Bella desmoronou um pouco. — Sinto muito também se o deixei preocupado. Não irá mais acontecer...
- Eu realmente estava preocupado. Nós tínhamos um acordo e você não o cumpriu...
- Eu sei pai. Desculpe-me.
- Eu também gostaria de pedir desculpas, chefe Swan. — Bella me olhou com o cenho franzido. — Eu deveria ter ido até sua casa e me apresentar formalmente como namorado da Bella muito antes. Mas as circunstancias não permitiram. Eu também me comprometo a ser mais responsável com os horários e regras que o senhor colocar para a Bella. — Bella olhou para mim e sorriu, sorri de volta para ela. O Sr. Swan continuou me encarando sério.
- Muito bem, rapaz. Pelo que conversei com Isabella ontem, ela, ainda não entendi porque, gosta muito de você. — Bella fez uma careta para seu pai. — Vamos conversar em particular que vou lhe explicar as regras que tenho para esse namoro.
- Pai! — Bella ia protestar, mas me adiantei.
- Tudo bem chefe Swan, se puder me acompanhar até a sala de música.
Bella me encarou desesperada. Fiz um pequeno carinho na sua bochecha e sussurrei: não se preocupe, eu voltarei vivo.
Acompanhei o Sr. Swan até a sala de música, entrei e fechei a porta. Assim que nos encaramos, ele estreitou os olhos e não sei se conscientemente ou inconscientemente ele segurou a arma com mais força. Instintivamente dei um passo para trás.
- Então rapaz, quais são suas intenções com a minha filha? — Ele me olhava sério.
- Eu amo a sua filha, chefe Swan.
- Tem certeza?
- Ele é a única certeza que tenho na minha vida atualmente. — Era a maior verdade que eu poderia dizer, mas pareceu pegá-lo de surpresa. Ele arregalou os olhos e depois assentiu com a cabeça.
- Então devo entender que esse namoro é serio?
- Com certeza. — Afirmei com convicção. Novamente ele assentiu com a cabeça.
- Muito bem. Você tem certeza que se aparecer outra mulher da sua idade, mais madura ou outra menininha, você não vai largá-la?
- Eu jamais faria isso. Eu reafirmo quantas vezes for necessário, eu a amo. — Mais uma vez ele assentiu com a cabeça.
- Mesmo você sabendo da diferença de idade entre vocês, dos obstáculos que podem surgir devido a isso e ao fato de você ser professor dela. Está disposto a enfrentar tudo isso?
- Sim. — Respondi rapidamente, sem pestanejar. O Sr. Swan quase esboçou um sorriso e se aproximou de mim estendendo a mão.
- Tudo bem, rapaz. Vou dar um voto de confiança para você. — Apertei sua mão.
- Obrigada, Chefe Swan. Eu prometo que não vou decepcioná-lo.
- Somente Charlie está bom filho. — Eu sorri feliz por ter conquistado o sogrão e abri a porta para sairmos. Quando íamos sair, Charlie me chamou novamente.
- Edward? — Me virei para ele que me olhava tão sério de novo. — Só não esqueça que eu sou um policial, com licença para matar a qualquer sinal de perigo, e se você fizer qualquer coisa para a minha menina sofrer, eu te caço, em qualquer lugar do mundo. — Eu arregalei os olhos e engoli em seco assentindo. Eu sabia que se eu falasse alguma coisa, com certeza gaguejaria. Ele deu o primeiro sorriso da noite e bateu de leve nas minhas costas. — Que bom que nos entendemos filho.
Voltamos para a sala. Bella conversava com Alice sentada no sofá e assim que me viu levantou, mas pareceu em dúvida se vinha para perto de mim ou não. Ela encarou o pai, como se esperasse algum consentimento dele.
- Tudo bem, Bells. Ao que me parece vocês se amam, o que eu posso fazer? Mas em casa iremos conversar sobre respeitar os nossos combinados! — Bella sorriu e abraçou o pai o beijando na bochecha. Ele ficou vermelho.
- Obrigado pai! — Beijou sua bochecha de novo.
- Tudo bem, tudo bem. — Ele pigarreou e ela se soltou dele, vindo para o meu lado a pegando minha mão. Sorri para ela e beijei de leve sua mão. — Agora de tchau para o seu namorado e vamos para a casa.
[…]
Bella POV
Eu sabia que os últimos acontecimentos, desde que eu e Edward fomos para Seattle, tinham sido uma montanha russa de emoções. Mas eu me sentia feliz. Eu e Edward estávamos bem, quando fomos embora da casa dele, eu tinha certeza que ele já estava se sentindo melhor e por mais que fosse horrível pensar isso, visto que a Tanya estava morta, ainda assim eu me sentia aliviada por não ter mais a pressão de alguém ameaçando estragar o meu relacionamento com o Edward. O melhor de tudo isso foi que meu pai conheceu Edward e aceitou o nosso namoro. Minhas costas pareciam pesar muito menos do que antes.
Meu pai dirigia o carro totalmente em silêncio desde que tínhamos saído da casa dos Cullen. Mas, mesmo sem ele falar nada, eu podia perceber que ele estava tranquilo. Também, Esme não deixou que fossemos embora sem jantar. A comida estava deliciosa e Charlie comeu muito elogiando o tempo todo a cozinheira. Carlisle e Charlie conversaram sobre futebol durante o jantar e meu pai parecia estar em casa. Ri baixinho quando me lembrei de que Edward nos acompanhou até a porta e me deu um selinho, Charlie ficou vermelho de bravo, mas não falou nada.
- Do que está rindo? – Quase dei um pulo de susto dentro do carro.
- Ai pai! Só estou feliz, não posso?
- Hum... Feliz...
- Sim, feliz! Feliz que meu pai lindo aceitou meu namorado! – Dei um sorriso enorme para ele.
- Pai lindo... Sei... – Charlie estacionou na garagem de casa e desligou o carro. Eu sabia que ele jamais iria admitir que tivesse gostado de Edward, então resolvi não insistir.
Saímos do carro e entramos em casa. Fui até a cozinha pegar um copo da água e Charlie foi direto para a sala assistir algum jogo na TV. Antes de subir para meu quarto e ir dormir, fui até meu pai, ficando atrás dele no sofá.
- Obrigado pai. Por tudo, mas principalmente por ser você. – Dei um beijo na bochecha dele e fui saindo da sala, sem esperar resposta. Eu sabia que ele não gostava muito dessas demonstrações públicas de afeto. Mas antes de sair, ainda pude o ouvir falar.
- Eu só quero ver a minha filha feliz. – Sorri. Acho que Charlie sempre iria me surpreender.
[...]
Todos os alunos estavam reunidos no grande auditório da escola. No centro palco estavam o diretor e duas mulheres muito parecidas com Tanya, pareciam ser irmãs dela.
- Prezados alunos, bom dia. – Todos responderam “bom dia” em coro. – Hoje estamos reunidos aqui para homenagearmos uma grande professora de nossa escola, a Srta. Tanya Denalli que infelizmente teve sua vida interrompida por uma fatalidade. Essas são irmãs de Tanya, Kate e Irina Denalli. Senhoras, a escola agradece a sua presença.
Em seguida foram feitas diversas homenagens, vídeo com fotos, homenagens dos alunos... Olhei na primeira fila, onde estavam sentados todos os professores, menos Edward. Alice e Jasper estavam ao meu lado, parecendo concentrados no que os alunos diziam sobre a professora Denalli.
- Bella, posso te dizer uma coisa, jura que não vai ficar brava? – Olhei para Alice e franzi o cenho, o que ela poderia ter para me dizer que me faria ficar brava?
- Claro, Alice. Pode falar.
- Eu sei que é feio pensar nisso, ainda mais nesse momento. Mas pelo menos uma coisa boa saiu da morte da professora Denalli. Com ela, morreu o segredo de vocês. Não pense que eu estou feliz por ela ter morrido, não é isso, mas... – Eu entendia perfeitamente como Alice estava se sentindo.
- Eu sei Alice. Para mim também é difícil admitir isso numa situação dessas, mas penso da mesma forma. – Dei um meio sorriso para Alice. – E Edward?
- Não quis vir. Comentei com ele ontem sobre as fofocas e como as irmãs de Tanya estariam aqui, ele achou melhor ficar no mini auditório.
- Acho que ele tem razão. Vai que elas dão um chilique e acusam ele na frente de todo mundo? – Falei pesarosa.
Algum tempo depois, o diretor encerrou a homenagem, pedindo que fizéssemos um minuto de silêncio, fazendo uma prece silenciosa. Logo em seguida, as duas irmãs agradeceram emocionadas as homenagens e foram embora.
[...]
Estávamos no refeitório, hora do almoço. Toda a escola e os alunos, estavam um tanto quanto silenciosos, pareciam em luto pela perda da professora.
- Prezados jovens da aula de música instrumental avançada, o professor Cullen precisava falar com vocês. Ao término do almoço, favor se dirigem ao mini auditório. A presença de vocês é muito importante. – A voz do diretor foi ouvida pelo auto falante na parede do refeitório.
Foi o que bastou para que conversas e burburinhos enchessem o refeitório. Confesso que fiquei curiosa... Hoje não tínhamos aula com Edward... O que será que ele queria falar conosco? Olhei para Alice, tentando observar se ela sabia de alguma coisa, mas ela pareceu tão surpresa quanto eu, tanto que foi ela a falar primeiro.
- O que será que Edward que falar conosco?
- Minha pequena... Lembra-se ontem quando Carlisle falou que Edward tinha algo bom para nos contar? Deve ser isso! – Jasper falou carinhosamente para Alice que estava com os olhos brilhando de curiosidade.
- Bom, se me dão licença, eu vou indo para a sala, não que me atrasar. – Falei piscando para Alice.
- Puff... Se atrasar, sei...
Peguei meus materiais e sai apressada do refeitório. Quem sabe teria alguns minutinhos sozinha com Edward. Suspirei. Como era possível já estar com saudade dele se estivemos juntos ontem? Será que todo mundo que amava sentia as mesmas coisas que eu?
A porta do mini auditório estava aberta e Edward estava ao piano, mas não tocava. Ele escrevia numa partitura com muita agilidade e rapidez. Assim que me aproximei do palco Edward pareceu notar minha presença e me olhou sorrindo de leve. Como alguém podia ser tão lindo?
Ele saiu do piano e veio até mim. Parou bem na minha frente. Seu cheiro único invadiu minhas narinas e suspirei novamente. Eu fazia muito isso quando estava com ele. Nós não nos tocávamos, mas nossos corpos trocavam calor. Edward olhou para todos os lados e quando se assegurou que não tinha ninguém por perto, fez um carinho com a mão na minha bochecha. Eu fechei os olhos aproveitando aquele toque suave.
- Oi. – Edward falou com sua voz rouca e sexy. Tirou a mão do meu rosto. Ele sabia o quão arriscado era fazermos algo na escola.
- Oi. – Abri os olhos e o fitei intensamente. Ele bufou. – O que foi? – Perguntei franzindo o cenho.
- Queria tanto poder te beijar... Eu sei que é meio absurdo isso, mas estou com saudades de você. – Eu corei, pois me sentia exatamente da mesma forma.
- Para mim não é absurdo, eu sinto a mesma coisa. – Ele sorriu seu sorriso torto para mim.
- Mas eu sei esperar. Mais tarde eu vou matar toda a minha saudade. Em dobro. – Não consegui evitar de corar novamente, pensando em como ele iria matar essa saudade. Ele riu baixinho. – Ainda mais agora que o sogrão liberou o namoro! – Ele riu novamente. – Mas não sem antes me ameaçar de morte. – Olhei para ele sem entender.
- Como assim te ameaçar de morte?
- Hum... Esse assunto também vai ter que ficar para depois. – Edward olhou para porta, acompanhei o seu olhar e vi vários alunos da aula de música entrando na sala. Afastei-me de Edward e fui me sentar junto aos demais colegas.
Em seguida, Alice e Jasper chegaram meio descabelados. Eu ri baixinho. Estava óbvio que eles estavam se amassando em algum lugar.
- Vamos lá turma, vamos todos sentando que não temos muito tempo. Prometi para o diretor que não iria atrasar mais de 10 minutos a aula de vocês. – A turma toda fez silêncio. – Então, primeiramente desculpem pela minha ausência ontem, mas tenho certeza que o outro professor Cullen deu conta muito bem do recado. – Ele sorriu de leve. – Estou chamando vocês aqui, pois recebemos uma grande oportunidade, mas precisamos nos organizar rápido se quisermos aproveitá-la. Nós fomos convidados para conhecer a escola Julliard em Nova York!
Eu abri a boca em choque. Julliard. Nós iríamos conhecer Julliard??? OMG! Isso era um sonho! Mesmo morando um tempão em Nova York, eu só conhecia a Julliard mostrada aos visitantes, que não era praticamente nada. Todos os alunos começaram a conversar entre si animados com a ideia.
- Pessoal... Pessoal! – Edward tentava chamar atenção. Aos poucos a turma foi se acalmando novamente. – Ontem o diretor deu a autorização para a nossa viagem, que acontecerá na semana que vem, durante o final de semana. A escola irá disponibilizar ônibus para o nosso deslocamento Forks até Port Angeles e Port Angeles Forks. De Port Angeles até NY teremos que pegar um avião. Infelizmente essa passagem ficará a critério da família. Acomodações para dormir, a Julliard cedeu na própria escola para nós.
- Então quer dizer que quem não tiver dinheiro para pagar a passagem de avião não poderá ir? – Um aluno questionou.
- Infelizmente é isso mesmo. A escola não tem condições financeiras para pagar passagem para todo mundo. Eu preciso que vocês conversem com as famílias de vocês e me digam amanhã, na nossa aula, se irão participar ou não. A escola fez um bilhete para vocês explicando todas essas informações. – Edward pegou em sua bolsa os bilhetes. — É uma grande oportunidade de vocês visualizarem o funcionamento da escola, as cobranças... Enfim, a vida que levariam se estudassem lá. Espero que todos possam ir. Alguma dúvida?
Ninguém falou nada e a conversa entre os alunos voltou a ficar animada sobre a ida a NY. Alguns levantaram conversando, pegaram o seu bilhete e foram saindo da sala. Eu ainda custava a acreditar... Conhecer realmente a Julliard? OMG!
De repente, uma mulher vestida de fardamento policial entrou na sala e se aproximou de Edward. O silêncio se fez novamente na sala.
- Edward Cullen? – A policial perguntou com a foz firme,
- Sim.
- Você está sendo convidado a ir até a polícia prestar esclarecimentos sobre o acidente de carro envolvendo a morte da senhora Tanya Denalli.
OMG! Edward ia ser preso?
Notas finais
E agora, o Ed vai ser preso??? Será que Charlie vai ter dinheiro para pagar as passagens de Bella para Julliard? Como será a viagem??? Eu só posso dizer que essa viagem promete!! hihihihi
Eu honestamente não gostei do cap, mas essa semana a inspiração resolveu ir passear, mas como não queria deixar vocês sem cap, aí está! :D
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AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Essa sou eu gritando de felicidade!!!
O Som do Coração recebeu uma nova recomendação feita pela Suzana Dias!! Querida, muito obrigada!! Amei as tuas palavras e fico feliz que esteja gostando bastante da fic!
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E o feriado? Vão aproveitar? Eu vou viajar! :DDDD
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Obrigada pelos reviews! Fico feliz que cada vez mais gente está participando!!!Estou indo lá responder agora!
Comentem e recomendem!
Bom feriadão! Descansem!
Bjao
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