O Som Do Coração
16 Capítulo 14
Notas iniciais
Mais um cap para vocês!
Espero que gostem!!
Bjo e boa semana!
Bella POV
Edward me deu um pequeno selinho e suspirou... Como eu queria beijar de verdade aquela boca... Ele me deu um selinho mais demorado e iniciou um beijo leve a carinhoso, eu movi minha boca junto com a dele, me deliciando com um beijo que eu achava que nunca mais ia acontecer... Pensando nisso, que eu não teria mais os beijos de Edward, um desespero me tomou e não aguentando mais aquela tortura carinhosa, invadi a boca dele com a minha língua transformando, em segundos, o nosso beijo, em um beijo feroz...
Eu sabia que em algum momento nos precisaríamos nos separar para respirar, mas meu coração estava se sentindo tão bem nos braços de Edward que era quase preferível morrer por falta de oxigênio e morrer feliz do que ter que me separar novamente dele. Edward gemeu em minha boca e eu sabia o porquê. Mesmo que já tivéssemos trocado vários beijos, devido a minha vergonha, eu nunca tinha dominado com tanto desejo um beijo nosso. Eu queria aproveitar mais um pouquinho o sabor dos lábios de Edward e me deliciar com o encaixe perfeito das nossas bocas...
Ouvi o barulho da porta do quarto se abrindo com força e Alice entrou rapidamente.
- Oin, eu não queria ter que atrapalhar um momento tão lindo, mas Emmett e o Sr. Swan estão vindo. – Edward parou de me beijar no mesmo momento. Abri os olhos assustada. Beijar Edward fez com que eu me esquecesse completamente que Charlie poderia ter entrado a qualquer momento pela porta. Edward estava me encarando com um sorriso malicioso... Como ele ainda podia estar pensando no beijo, sabendo que Charlie estava vindo... Ele tinha era que sair daqui!
- Eu... Eu... – Eu ainda sentia o gosto do beijo de Edward, estava tão confusa que não sabia o que falar primeiro. Edward manteve seus olhos nos meus e naquele momento, eu não conseguia encontrar forças para desviar e retomar o foco da situação. Mas Alice sempre parecia preparada para tudo.
- Bella, não dá tempo pra falar, deixa que eu assumo. – Alice se aproximou de Edward e tentou empurrá-lo para que ele saísse do meu lado, mas ele parecia estar paralisado também. Alice bufou. – Edward? Edward? Eu preciso que me dê licença. Edward! – Alice gritou o tentou sacudir ele. Edward fez uma careta e a contragosto quebrou a conexão do nosso olhar e se afastou. Olhei para Alice que tinha um sorriso de vitória no rosto e franzi o cenho sem entender. Ela puxou a cadeira e se sentou ao meu lado pegando minha mãe a acariciando como se estivesse ali já tinha um tempo. Em seguida ouvi o barulho da porta, meu pai e Dr. Cullen entraram juntos.
- Que bom que a Bella adormecida acordou! – Emmett estava claramente tentando fazer uma brincadeira. Eu olhei para ele que sorria abertamente e tentei sorrir fraco, mas deve ter parecido mais uma careta. – Ok. Pelo jeito, nada de brincadeiras ainda!
Olhei para meu pai que olhava de Alice para Edward sem entender. Alice seguiu meu olhar e levantou-se apressadamente indo até Charlie.
- Olá Sr. Swan, sou Alice Cullen, amiga da Bella. Espero que não se importe, mas Emmett me ligou avisando que Bella estava aqui, fiquei muito preocupada e não podia deixar de vir. – Alice estendeu a mão para Charlie que a cumprimentou.
- Somente Charlie, por favor. E obrigada por também se preocupar com Bella. – Alice sorriu.
- Eu gosto muito dela, Sr. Sw... Charlie. – Meu pai olhou de forma desconfiada para Edward que parecia estar um pouco nervoso. Todos ficaram alguns momentos em silêncio, até que Alice, como sempre, soube exatamente o que falar. – Este aqui é meu outro irmão, Edward. — Alice apontou para o lugar onde Edward estava. – Eu fiquei tão preocupada com Bella que achei que não estava em condições de dirigir, então pedi que meu irmão me trouxesse. — Era isso mesmo que tinha acontecido? Então porque Edward estava sozinho comigo no quarto? Edward se mexeu indo em direção a Charlie e, assim como Alice, estendeu a mão para ele.
- Muito prazer, Sr. Swan. Sou Edward Cullen. – Eles apertaram as mãos.
- Bom, agora que todo mundo já se apresentou eu posso falar sobre os resultados dos exames da Srta. Swan? – Emmett estava agora na sua posição de médico sério. Se eu não estivesse tão nervosa, estaria rindo.
- Por favor, Dr. Cullen. – Meu pai parecia ansioso.
- Bom, os exames de sangue e a tomografia que fizemos não apontaram nada. Como eu já havia diagnosticado anteriormente Sr. Swan, foi apenas uma queda de pressão. – Charlie, Alice e Edward suspiraram aliviados. Charlie olhou para Edward e franziu o cenho, sem entender o suspiro dele. Emmett continuou. – Não é algo normal de acontecer com adolescentes, mas acontece.
- E porque aconteceu com a Bella? – Charlie voltou a dar atenção para Emmett, parecendo esquecer momentaneamente Edward.
- Sr. Swan, a pressão de alguém baixar é algo comum e não temos controle sobre ela. Por exemplo, quando estamos dormindo, a nossa pressão baixa automaticamente, porque não estamos fazendo grande esforço. Mas, às vezes, o nosso corpo nos entende de forma errada. Por exemplo, se estivermos deitados e levantarmos com muita rapidez sentimos tontura certo? – Meu pai assentiu e o Dr. Cullen continuou. – É porque nosso corpo não estava preparado para fazer o movimento de levantar rápido. O nosso corpo pode entender os sinais de forma errada e deve ter sido isso que aconteceu com a Bella, certo? – Emmett e meu pai olharam para mim e confirmei com a cabeça. Quanto menos explicação eu precisasse dar, melhor. – Normalmente, quando alguém sofre uma queda de pressão e desmaia, após alguns minutos acorda como se nada tivesse acontecido.
- Viu pai como não precisava ter me trazido para o hospital? – Fiz uma careta.
- Mas o que eu podia fazer se cheguei em casa e você estava desmaiada no chão? – Percebi pelo quanto de olho Edward remexer-se inquieto com aquela informação. – Me desculpe por ser um pai preocupado.
- Não pai... Não é isso. É que você sabe que eu odeio hospitais, agulhas...
- Seu pai estava certo em te trazer para o hospital Bella. Não se pode brincar com um desmaio. Poderia ter sido algo mais grave. – Meu pai sorriu presunçoso para mim.
- Tudo bem... Desculpe pai. Obrigado por se preocupar. – Charlie sorriu para mim. – Dr. Cullen posso ir embora agora?
- Sim. Eu vim junto com seu pai justamente para te dar alta. Não será necessário mais repouso ou ficar em observação. Está liberada para ir para casa. Dentro de alguns minutos uma enfermeira virá lhe ajudar a tirar o soro e alguma outra coisa a mais se você precisar.
- Ótimo doutor. De qualquer forma, pode deixar que vou ficar de olho nela. Ela pode ir normalmente para aula amanhã?
- Claro Sr. Swan. Ela pode retomar a vida dela normal, como se nada tivesse acontecido. – Emmett piscou discretamente para mim. OMG! Ele sabia de alguma coisa? Emmett assinou alguns papeis e entregou para Charlie. – É só entregar na saída do hospital. Qualquer coisa é só voltarem a me procurar aqui. Se vocês me derem licença, eu tenho outros pacientes para atender.
- Obrigada por tudo Dr. Cullen. – Emmett e Charlie apertaram as mãos. — Vamos filha?
- Hum... Nós também vamos indo. Não queremos atrapalhar. Nos vemos na escola amanhã Bella?
- Claro Alice. Obrigada por ter vindo e por se preocupar comigo. – Olhei para Edward ao falar aquilo e ficamos nos encarando por um momento. – Vamos Edward? – Alice chamou e pelo canto de olho pude ver Charlie olhar novamente desconfiado para Edward. Quebrei a conexão do nosso olhar assim que ouvi a porta se abrindo e vi a enfermeira entrando. Alice puxou Edward pela mão e parou na frente de Charlie.
- Charlie, se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, Bella sabe meu número.
- Obrigada Alice. É bom saber que Bella tem uma boa amiga como você.
- Tchau Bella, fica bem.
- Tchau Alice, obrigada mesmo por ter vindo. — Ao dizer isso não pude evitar procurar novamente Edward com os olhos. Eu não podia negar que estava feliz em vê-lo, mas sabendo que não deveria. Edward me olhou rapidamente, mas em seguida foi puxado por Alice e eles saíram porta afora.
Devo confessar que me senti aliviada ao ver Alice e Edward se retirarem. Eu sabia que se ficasse sozinha com ele, teria que dar muitas explicações e eu não sabia se estava preparada para aquilo. Eu estava tão confusa. O certo não seria Edward estar muito magoado comigo, sem nunca mais querer me ver? Porque ele veio me ver? Porque ele ficou me provocando? Porque eu tinha que beijá-lo? O que ele sentiu com o beijo? Porque eu tinha que amar ele tanto??? Eu sempre pensei que o amor seria uma coisa construída com o tempo entre um casal, mas vejo que estava muito enganada... O amor verdadeiro acontece rápido e arrebatador... Talvez aconteça até no primeiro olhar e talvez seja por isso que muita gente vive a vida inteira sozinha ou sem amar alguém de verdade, porque quando “bate o olho” não consegue reconhecer este sentimento tão puro.
A enfermeira retirou a agulha e o grampo que media os meus batimentos cardíacos. Assim que ela terminou me coloquei de pé e imediatamente Charlie estava ao meu lado, segurando meu braço. Revirei os olhos.
- Pai, não precisa me segurar, você ouviu o Dr. Cullen eu estou bem.
- Tudo bem, de novo, desculpe por me preocupar. — Charlie soltou meu braço.
- Nada a vê pai, eu já estou bem.
Saímos caminhando do quarto sem falar nada. Na portaria do hospital, Charlie deixou os papeis que o Dr. Cullen havia entregado a ele e fomos para casa, também em silêncio. Ao entrarmos em casa, vi minha bolsa no meio do caminho e a recolhi, levando para o quarto.
Depois de um tempo, enquanto ainda estava no quarto arrumando minhas coisas, Charlie abriu um pouco a porta, botando a cabeça para dentro.
- Bells, eu sei que está tarde, mas você quer jantar alguma coisa? — Eu não tinha vontade de comer, eu ainda estava tentando entender tudo o que estava acontecendo a minha volta. Eu precisava deitar e pensar um pouco.
- Não pai, obrigado. Não estou com fome. — Dei um meio sorriso para ele.
- Ok. Filha?
- Sim?
- Não pense que eu não percebo as coisas ao meu redor. Não vou te obrigar a falar nada se não quiser, mas se precisar de alguém para conversar, talvez eu possa te ajudar em alguma coisa. – Arregalei meus olhos. Realmente Charlie não deixava passar nada. Eu queria mesmo era me jogar nos braços dele e chorar toda a dor que meu coração estava sentindo e pedir ajuda. Mas me contive. Quanto menos pessoas souberem a verdade melhor.
- Obrigado pai. — Me aproximei dele e dei um beijo na bochecha. — Obrigado por se preocupar, mas tudo vai ficar bem.
- Espero que sim filha. – Foi à vez dele me dar um meio sorriso e saiu fechando a porta do quarto.
Joguei-me na cama e deixei que todas as memórias do fim de semana me atingissem com força, tanto as memórias boas e quanto as ruins. Tanto coisa tinha acontecido em apenas dois dias...
Não tive como evitar reviver todos os sentimentos, então chorei novamente. Eu não conseguia entender a atitude de Edward no hospital, porque ele não me odiava? Como seria encontrar ele amanhã? Ele ia falar alguma coisa? Será que ele tinha contado alguma coisa para Alice? E Alice, ia me encher de perguntas?
Ouvi meu celular vibrar e fui pegar, tinha certeza que era Alice, pois sabia que devia ter sido um sacrifício enorme para ela ter estado lá no hospital hoje e não poder me perguntar nada.
Era uma mensagem, mas não era de Alice, era de Edward. Antes mesmo de ler, meu coração já estava acelerado. Destravei o teclado e abri a mensagem:
“Boa noite! Espero que esteja realmente se sentindo melhor. Nos vemos amanhã, na aula. Fica bem! P.S: Eu sei que já trocamos muitos beijos e ainda vamos trocar muitos outros, mas o de hoje, UAU!”
Eu ruborizei na hora me que li, até porque eu sabia que quem tinha iniciado aquele beijo havia sido eu. Apesar dos meus dedos cocarem para eu responder a mensagem, mas antes que eu pudesse escrever qualquer coisa, meu celular tremeu novamente, era outra mensagem, mas de um número desconhecido. Não precisei nem pensar para descobrir de quem era:
“Srta. Swan, espero que tenha lembrado-se do nosso pequeno acordo. O futuro está em suas mãos.”
Foi como um balde de água jogado diretamente sobre a minha cabeça. Foi um choque de realidade. Eu precisava retomar meu plano e tentar tocar minha vida sem o Edward. Larguei o celular em cima da cômoda e me deitei novamente na cama, eu precisava dormir e deixar esse final de semana para trás, para sempre.
[…]
Ok, eu sabia que tinha algo errado, algo muito errado. Eu estava no mini auditório, sentada ao lado de Alice e ela conversava comigo normalmente, mas sobre ela e Jasper. Eu não estava entendo nada, eu achei que ela não ia mais querer falar comigo ou iria querer saber tudo sobre o que tinha acontecido. Mas não, ela agia como se tudo estivesse normal.
Edward não havia chegado ainda o que também não era normal. Ele sempre chegava antes que todo mundo e já fazia uns cinco minutos que tinha batido o sinal.
Eu também cheguei em cima da hora na escola hoje. Mas foi proposital... Não queria encontrar Tanya ainda... Eu sabia que ela daria um jeito de me encontrar hoje, mas se eu pudesse evitar...
Edward entrou na sala feito um foguete. Ele parecia bravo, muito bravo. Respirou fundo, deixou sua pasta em cima da mesa, olhou para a turma e visivelmente forçou um sorriso.
- Bom dia, turma! Desculpem o pequeno atraso, mas fiquei preso na sala dos professores. – Edward fez uma careta. Imediatamente senti ciúmes. Então era isso? Tanya já estava colocando as asinhas de fora. Que ódio! O pior era saber que eu teria que me acostumar com isso, afinal de contas não tinha mais nada com Edward. — Hoje vocês sabem que é o início das nossas aulas práticas. Por isso, quero que vocês façam grupos de acordo com a nossa futura formação orquestral: cordas, madeiras, metais, instrumentos de percussão e instrumentos de teclas. Em seguida, vou entregar para vocês a partitura da 1ª música que iremos tocar todos juntos e irei auxiliando os grupos nas dúvidas, ok?
A turma toda se levantou e começou a se organizar. Eu me aproximei do piano, eu era a única da formação dos instrumentos de teclas.
Sentei na banqueta e minhas mãos começaram a tremer. Dessa vez, meu medo não estava relacionado ao acidente da minha mãe... Edward me fez perceber que, a melhor forma de homenagear minha mãe, será tocando por e para ela, assim como ele faz para sua filha.
Mas uma coisa era voltar a tocar somente para mim e Edward, outra coisa era tocar novamente para um monte de pessoas. Eu devia estar meio enferrujada. Mesmo Edward tendo me elogiado, eu sabia que para alguém que tocou durante anos sem parar, três meses sem tocar poderia mudar muita coisa. Deixei minhas mãos soltas ao lado do corpo e comecei a respirar fundo tentando me acalmar.
- Srta. Swan a sua partitura. – Dei um pequeno pulo, levando um susto e sentindo todos os meus pelos se eriçarem. Edward estava com o corpo discretamente colado nas minhas costas enquanto sussurrava em meu ouvido com sua voz sexy. – Vai tocar hoje para nós? – Ele roçou suavemente seu braço no meu, mas foi o suficiente para que eu estremecesse. Eu não conseguia encontrar minha voz, por estar nervosa e por estar tão próxima a Edward... Como eu não respondi, ele sentou ao meu lado direito e olhou diretamente nos meus olhos.
- Bella, você está bem? – Balancei a cabeça negativamente. Edward pegou discretamente a minha mão direita que estava no banco e percebeu que eu tremia. – Bella, o que foi? Porque está tremendo? – Sentir o toque de Edward, mesmo que de leve, na minha mão, foi como receber um calmante. Respirei fundo novamente, fechei os olhos e busquei minha voz.
- Eu... Eu... Não sei se posso fazer isso.
- Isso o que?
- Tocar piano.
- Mas Bella, você faz isso maravilhosamente bem, não tem com o que se preocupar.
- Eu... Eu... – Suspirei, eu não sabia o que dizer. Porque ele tinha que ser tão querido? Tão... Tão... Ele? Porque ele não me odiava ou me tratava mal?
- Bella, olhe para mim. – A voz de Edward era tão carinhosa que na hora eu abri os olhos e o encarei. – O que acha de tocarmos juntos? Vamos tocar a quatro mãos a primeira vez? Imagine que estamos somente você e eu aqui, e que ninguém mais existe... Eu, o seu Edward, estou pedindo para você tocar comigo... Eu começo e você entra depois da pausa, ok?
Como eu poderia resistir com ele me pedindo dessa maneira? O meu Edward? Eu queria realmente que ele pudesse ser somente meu... Foco Bella! Eu posso fazer isso. É só imaginar somente nos dois tocando juntos e que ninguém mais está aqui. Edward me olhava com tanto carinho, mesmo depois de tudo o que tinha feito, que era impossível negar algo para ele. Assenti afirmativamente com a cabeça.
Edward colocou suas mãos sobre as teclas e deslizou com muita habilidade transformando as notas da partitura em música. Quando estava chegando na primeira pausa, engoli em seco sentindo meu coração bater mais rápido. Obriguei minhas mãos a se posicionarem. Assim que terminou a primeira pausa, eu e Edward começamos a tocar juntos.
Minhas mãos voavam pelas teclas, como se estivessem finalmente livre e fazendo o que nunca deviam ter parado de fazer.... Eu estava sentindo tantas emoções ao mesmo tempo, ainda mais tocando com Edward, que era difícil descrevê-las, a única coisa que tinha certeza era que eu não queria parar, eu tinha a sensação de estar no lugar perfeito com a pessoa perfeita.
Quando a música terminou olhei para Edward e sorri abertamente. Ele sorriu de volta e entreabriu os lábios como se fosse para falar alguma coisa, mas foi impedido pelos aplausos da turma. Olhei sob meu ombro e toda a turma nos olhava com brilho nos olhos e aplaudia efusivamente. Eu corei e Edward começou a aplaudir também levantando da banqueta.
- Pelo jeito temos muitos talentos nessa turma! Fico muito feliz! Vamos voltar ao trabalho! – Edward piscou um olho para mim e saiu indo dar atenção à formação das cordas.
Eu voltei a tocar, agora sozinha. Era como antigamente. Eu e o piano, melhores amigos. O lugar onde eu tocava todas as minhas emoções, estivesse eu triste ou feliz. Era bom poder contar com o piano de novo, num momento que eu estava realmente precisando.
[...]
Sabe, eu já estava começando a me questionar se eu realmente tinha terminado com Edward. Depois daquele nosso momento no piano, ele não dirigiu mais diretamente a palavra para mim, mas ficamos trocando olhares à aula inteira, da mesma forma que sempre fazíamos quando estávamos namorando. Ele estava agindo como se nada tivesse acontecido e isso estava me deixando ainda mais confusa e frustrada. Confusa porque tudo o que eu mais queria era poder ainda estar com ele e essas atitudes dele estão me deixando ainda mais apaixonada. Frustrada porque eu queria poder corresponder a tudo o que ele estava fazendo, mas não podia e ao mesmo tempo eu sabia que não conseguiria ser forte para resistir ao Edward se ele tentasse alguma coisa... Que grande MERDA!Eu queria poder esganar Tanya!
Pelo fato de não conseguir confiar em mim mesma na empresa de Edward, assim que acabou a aula, juntei minhas coisas e sem dar tchau para ninguém, nem mesmo para Alice, saí da sala rapidamente e fui para minha próxima aula.
[…]
Já estávamos na hora do almoço e, graças a Deus, eu tinha conseguido evitar um encontro com a Tanya... Para almoçar, ao invés de ir até o refeitório, fui até a cantina e comprei um sanduiche, eu tinha tantos sentimentos engasgados na garganta que tinha certeza que não iria conseguir comer muito. E também, fugindo do refeitório, consequentemente fugia de Alice.
Meu coração estava dividido entre contar para Edward sobre a chantagem de Tanya e dar uns bons tapas nela ou manter o plano de “terminar com Edward” e de alguma forma, tentar arrancar as provas que ela tinha contra a gente. Só que eu sabia que sozinha não iria conseguir isso...
Fui para o mini auditório comendo meu sanduiche. Eu pensei que jamais iria dizer essas palavras novamente, mas eu estava morrendo de vontade de tocar piano. Era como se eu tivesse que recuperar o tempo perdido. Entrei na sala e verifiquei se realmente estava sozinha. Ótimo! Sentei na banqueta, peguei na mochila as partituras que Edward havia dado para a turma e comecei a tocar, deixando o som me envolver me livrando momentaneamente de todas as coisas que estavam na minha cabeça... Mas eu devia saber que a minha paz não ia durar muito.
- Olha só... É não é que a Srta. Swan tem jeito para a música mesmo? — A voz de taquara rachada da professora Denalli entrou nos meus ouvidos e instantaneamente parei de tocar, fazendo com que minhas mãos caíssem inertes em cima do teclado fazendo um som horrível. — Hum... Talvez nem tanto. — Fechei meus olhos e fechei minhas mãos em punho, como eu odiava essa mulher.
- O que quer? Não vê que estou praticando para o concerto? — Girei meu tronco e olhei para a Tanya que me encarava em frente ao palco. Minha voz saiu num tom quase raivoso e Tanya revirou os olhos.
- Mude esse tom quando falar comigo, até porque tínhamos um acordo e me parece que você não cumpriu! Então ao invés de raiva, mude para medo, porque eu vou acabar com você! — Eu fiquei mais brava ainda, depois de tudo o que eu estava sofrendo, como ela podia me acusar de não ter cumprido o trato? VADIA!
- Como eu não cumpri minha parte do acordo? É claro que cumpri sim! Não consegue ver no meu rosto o quanto está me doendo estar longe da pessoa que eu amo! — Vociferei.
- Ama? Você é apenas uma garotinha, o que sabe sobre amar? E é claro que não cumpriu, hoje de manhã, me encontrei com Edward na sala dos professores e ele estava normal, como se nada de ruim tivesse acontecido com ele... E quando o convidei para sair ele negou! — Ela bufou, como uma criança birrenta. Eu quase sorri vitoriosa, Edward não queria nada com ela mesmo!
- E daí? Quem disse que ele ia te querer só porque terminamos? Ele não gosta de você! — Tanya fez uma careta ao escutar minhas palavras, mas de repente começou a rir feito uma louca.
- Na verdade querida, se ele não ficou nenhum pouquinho triste, ele não gosta é de VOCÊ! — Ela riu de novo. — Ótimo! Assim o caminho fica ainda mais livre para mim! — Ela virou as costas e saiu do mini auditório rindo mais alto ainda.
Eu não tinha pensado nessa possibilidade. Será que Edward estava agindo normalmente porque na verdade, não gostava de mim? A minha insegurança de sempre me tomou e senti uma dor dilacerante no peito ao constatar que talvez ela pudesse ter razão. Ele disse que me amava, mas tanta gente diz isso sem realmente ser verdade... É, no fundo, talvez até fosse melhor assim, ficarmos separados e pronto.
Minha vontade de tocar piano passou completamente depois daquela conversa com Tanya. Eu queria era pode ir para casa e não ter que assistir mais três aulas ainda. Peguei meus materiais e sai para o corredor, meio cabisbaixa, caminhando até a sala da minha próxima aula. Os corredores estavam completamente vazios, todo mundo deveria estar no almoço ainda. Ouvi passos apressados atrás de mim, mas não me virei. Quando passei em frente à porta do almoxarifado não pude evitar parar e sorrir, lembrando-me do meu segundo dia de aula, dia em que Edward e eu nos beijamos ali dentro. Eu tinha que me contentar com isso, com as recordações. Estava tão perdida nas minhas lembranças que nem senti ninguém atrás de mim, até ouvir:
- Boas lembranças, não? Vamos recordar? — Edward me puxou para dentro da pequena sala e fechou a porta me encostando nela e colando seu corpo no meu. Eu podia sentir o calor que emanava dele, aquecendo todo o meu corpo junto. — Oi. Eu sei que prometemos não nos encontrar na escola, mas estava com muitas saudades. — Ele disse com a sua voz rouca e sexy.
Eu tinha certeza que ele podia ouvir o meu coração bater acelerado. Fechei os olhos e respirei fundo. Eu não podia estar ali, eu tinha que ser forte e sair dali. Mas minhas pernas pareciam não me ouvir e ficaram paradas como se esperassem o que ia acontecer.
Edward depositou um beijo em cada canto da minha boca e depois desceu pelo meu pescoço, me dando beijos molhados e pequenos chupões que, com certeza, deixariam marcas. E eu não podia me importar menos! Meu corpo todo estava mole e entregue a Edward. Eu queria mais contato, eu queria que ele me beijasse. Parecendo adivinhar meus pensamentos ele subiu uma trilha de beijos pelo meu pescoço e foi até o meu ouvido. Soltou sua respiração, me fazendo tremer, mordiscou minha orelha e falou baixinho:
- Só vou beijar essa boca linda e gostosa se você me pedir... – A voz dele estava tão carregada de desejo que soltei o gemido que estava tentado segurar desde que tínhamos entrado ali. – Eu quero, mas você tem que querer também... – Ele mordiscou novamente minha orelha e assoprou enquanto uma de suas mãos subia para dentro da minha blusa, parando sobre o meu seio o apertando levemente. Estremeci. Gemi novamente e dessa vez , foi um gemido alto. – Shiii... Não pode fazer barulho aqui, porque não usa a tua boca para fazer algo mais útil? – Ele olhou em meus olhos e sorriu maliciosamente. Minha mente e meu coração gritaram “mande tudo pro inferno e aproveita”!
- Edward, me beija, agora! – Os olhos dele pareceram faiscar e no segundo seguinte sua boca estava colada na minha num beijo cheio de desejo a luxuria. Nossas bocas se moldavam de forma perfeita e quando ele lambeu meu lábio inferior pedindo passagem para sua língua eu prontamente cedi. Como sempre, me agarrei nos cabelos de Edward e ele colocou as duas mãos na minha cintura, me puxando para mais perto, tentando colar ainda mais nossos corpos. A língua dele explorou cada canto da minha boca, para somente depois, deixar que a minha se juntasse a dele. Quando respirar ficou difícil, ele separou nossas bocas ofegantes e ficou me encarando de forma séria.
- Bom, agora que matei um pouco da minha saudade eu quero saber uma coisa, o que a professora Denalli queria com você lá no mini auditório?
Notas finais
E agora ela finalmente conta ou não conta????
______________________________________________________________
MUITO OBRIGADA PARA QUEM SEMPRE COMENTA! EU AMO OS COMENTÁRIOS DE VOCÊS!!!
Comemtem e recomendem!!!
Segunda ou terça da semana que vem tem mais!!!
Grande beijo!!!
Fale com o autor