O Soldado e a Sentinela - Guerra Infinita
8 O Poder é Nosso
Notas iniciais

A entrada do asgardiano no campo de batalha foi tão majestosa que foi difícil manter os olhos em outra direção que não fosse a dele. Fora a beleza natural, ele ainda contribuía soltando relâmpagos de seu corpo e seu machado. Enquanto a maioria se perguntava o que houve com o martelo, alguém havia reparado em outra coisa...
— Ah.. meu... Deus. Acho que eu perdi a linha do raciocínio de novo... — Aria comentou com Natasha.
— Sossegue esse fogo, nossos maridos estão olhando! — Natasha a repreendeu. — Mas não vou mentir, eu bem que curto esse tipo sarado, barbudo e de academia.
— Para você é fácil falar, o Steve é idêntico! — Aria retrucou. — Se bem que... ah, não. Ele não fez isso. O que aconteceu com o cabelão?!
Nesse momento, Thor saltou para atacar os alienígenas mais próximos da barreira aberta, e seu impacto fez a terra tremer em um raio de quilômetros.
— Ok, isso ajuda a superar a perda do cabelão. — Aria disse, enquanto voltava a lutar ao lado de Natasha.
As duas continuaram a atacar os invasores, até Aria se dar conta de uma coisa. Ou ela havia batido a cabeça com força, ou havia um guaxinim bípede segurando uma arma no campo. E ele estava lutando ao lado de Bucky, o que deixava aquilo tudo ainda mais estranho. Será que Bucky não estava achando nem um pouco esquisito, o fato de estar lutando ao lado de um animal? Mas que diabrura é essa...? Aria pensou, fazendo outra referência de “Senhor dos Anéis” para si mesma.
— O que você tá olhando, minha filha?! Perdeu alguma coisa, por acaso?! — O guaxinim perguntou, visivelmente irritado. Aria arregalou os olhos, assustada.
— Essa coisa fala! O guaxinim fofinho e assassino fala! — Aria exclamou, apontando o dedo para ele. – Como é que você consegue estar tão normal com isso, James?!
— Amor, nós já vimos tanta coisa que nada me surpreende mais. — Bucky respondeu, ainda disparando tiros contra vários alienígenas que começaram a cercá-lo.
— É, e a “coisa” aqui se chama Rocket! Já e a segunda que fica me chamando de guaxinim, eu já disse que não sou isso, sei lá o que seja! — Rocket reclamou, voltando a atirar nos extraterrestres, com fúria estampada em seu rosto.
A cena a seguir foi a mais estranha e confusa que Aria viu em toda a sua vida. Bucky simplesmente pegou Rocket com uma mão e começou a girá-lo, literalmente formando um carrossel de tiros. Aria não retomou a concentração na batalha a tempo, e foi derrubada por uma das criaturas, que a prendeu contra o chão e tentava esmagá-la com seu peso. Ela não conseguia mexer os braços, imobilizados pela criatura. Quando pensava que estava perdida, ela foi salva pela coisa mais improvável do mundo.
Galhos surgiram por cima dela, tirando o alienígena e o apertando até esmagá-lo. Novamente, ela foi coberta por gosma de outro planeta. Antes de achar a situação nojenta o suficiente ao ponto de precisar vomitar, ela se levantou e viu quem a havia salvado.
— Obrigada, árvore. Ou qualquer coisa que você seja, já que seu amiguinho ali disse que não é um guaxinim... — Aria disse, agradecendo ao peculiar vegetal humanoide.
— Eu sou Groot. — Groot respondeu. Na verdade ele quis responder com “de nada”, mas como ela não era familiarizada com o vocabulário limitado dele, ela entendeu que ele estivesse se apresentando.
— Seu nome é Groot? Prazer, eu sou a Aria. — Aria respondeu, se apresentando. — Você é uma árvore muito fofa, vê se toma cuidado por aí.
Ela partiu para outra direção, praticamente “abrindo caminho” por entre as criaturas. Alguma coisa estava errada. Elas pareciam estar ficando... maiores. Estava requerendo mais esforço para derrotá-las. Ela estava tão ocupada, concentrada em dilacerar o maior número de criaturas possível, que nem percebeu as figuras de Steve e Thor ao seu lado. Apenas soube que eles estavam ali por ouvir suas vozes.
— É um novo corte de cabelo? — Steve perguntou para o deus do trovão.
— Vejo que copiou minha barba. — Thor respondeu, sarcasticamente.
Era só o que faltava. Daqui a pouco esses dois vão querer comparar o tamanho do... deixa para lá. Aria pensou, para si mesma. Pois bem, ela preferiu não se meter em assuntos de masculinidades alheias. Isto é, ela ficou de fora até o momento em que Thor finalmente a reconheceu.
— Eu me lembro de você! É a senhorita Vane, da Estátua da Liberdade! — Thor disse, olhando para Aria. — Parece que foi ontem.
— É bom te ver outra vez, faísca. — Aria respondeu, sem tirar sua concentração dos extraterrestres que partiam para cima dela. — Só uma coisinha, é senhora Barnes agora. E o que houve com o cabelão estiloso?
— Um incidente em uma arena de gladiadores, nada que eu não pudesse lidar. — Thor respondeu, cravando seu machado em um dos bichos.
— Ah, sim. Bruce mencionou algo sobre isso. É uma pena, eu gostava do cabelão. — Aria respondeu, voltando a acender as chamas de suas espadas, após um período lutando com elas apagadas.
A batalha começou a ficar mais intensa. Logo, havia cerca de vinte criaturas para cada aliado de Wakanda. Naves foram avistadas do lado de fora da barreira, caindo com velocidade nos campos externos. Contudo, a situação foi para um patamar de perigo fora do comum quando rodas cortantes surgiram do chão, avançando em quem quer que estivesse no caminho.
Aria levou um susto com a aproximação da arma alienígena. Ela quase não teve tempo de pensar no que iria fazer. Seu primeiro instinto foi sair correndo. Porém, algo próximo a fez mudar de ideia. Sua “rival”, Okoye, estava enrolada no meio das criaturas outra vez, e não iria dar tempo dela sair de perto das rodas antes de ser esmagada. Ela sabia que Okoye não morria de amores por ela, mas não era motivo para deixar a guerreira morrer.
Da maneira mais rápida que conseguiu, Aria usou um dos ganchos que vinham com seu traje para prender em uma das lâminas das rodas alienígenas. Ela deu um impulso para o alto, indo na direção de Okoye e a segurando pela cintura, saltando novamente por cima das rodas. Porém, para manter a líder das Dora Milaje segura, Aria a pôs acima de seu corpo, fazendo com que sua própria perna fosse arranhada durante o salto.
Quando as duas atingiram o chão, Aria sentiu a ardência latejar na parte de trás de sua coxa esquerda. Aquela era uma lâmina de outro planeta, sabe-se lá o que havia nela. Talvez até veneno. Okoye mal conseguiu olhar para ela, antes das rodas serem destruídas por uma magia vermelha muito familiar, e as duas avistarem a figura de Wanda, usando seus poderes com toda a intensidade.
— Eu sabia que ela conseguiria! — Aria exclamou, ao ver Wanda no campo de batalha.
— O que ela estava fazendo lá em cima esse tempo todo?! — Okoye perguntou, ainda atordoada com o salto. — Barnes, sei que eu não me dou com você. Mas obrigada.
Aria a encarou, com os olhos arregalados e completamente perplexa. Okoye a estava agradecendo? Não era possível, devia ser uma miragem. Mesmo assim, ela não perdeu a oportunidade de tirar um sarro.
— Viu só? Não tem motivo para você me odiar tanto. — Aria respondeu. Okoye a encarou com um olhar repreensivo.
— Nossa, você é mesmo uma tonta! Já que podemos morrer ainda hoje, eu vou falar de uma vez. Eu nunca odiei você. Eu odeio o que você me faz sentir! — Okoye respondeu, com a voz trêmula, de alguém que não aguentava mais. — Eu sei que é loucura, que nunca vai acontecer porque você é casada, e tem toda a situação com meu ex-marido, mas... droga, garota, isso acontece desde a primeira vez que eu vi você, toda arrebentada, mas ainda se mantendo de pé! Gosto da sua filha porque penso que ela poderia ser nossa! Então, eu te vejo toda animadinha com a Rogers por aí, e fico imaginando que vocês duas tem um caso, e que poderia ser eu!
E foi nesse momento que Aria sentiu estar tão boquiaberta que seus lábios podiam estar encostando no chão. Ela estava simplesmente desestruturada, estarrecida e destruída. Quer dizer que todo esse tempo que viveu em pé de guerra com Okoye, era simplesmente por causa de uma queda não correspondida?
— Então... você me tratou mal durante tanto tempo porque eu era sua crush, e você tinha medo de que eu te rejeitasse? — Aria perguntou, ainda tentando processar tudo o que havia ouvido.
— Eu não vou falar duas vezes! — Okoye respondeu, em seu usual tom irritado, tentando reprimir as bochechas vermelhas.
— Nossa, Okoye. Agora você conseguiu me surpreender. Eu estou tão pasma que ainda estou processando isso. Mas preciso me desculpar, como você mesma disse, eu sou casada e amo meu marido. E não tenho, nem nunca tive um caso com a Natasha, ela só é minha melhor amiga mesmo. — Aria respondeu, se desligando da conversa apenas para matar duas criaturas que vinham em sua direção. — Mas olhe só, isso não é motivo para ficar triste. Nós ainda podemos ser amigas, se você quiser. E eu conheço alguém que está de olho em você.
— O tal Homem-Pássaro? — Okoye perguntou, sarcasticamente. — Aquele ali? Acho que não tem futuro...
— Não sei por que não, ele é muito legal. É um cara decente, ele vai te tratar como uma rainha. — Aria respondeu. Se isso funcionar, o Sam vai ter que me agradecer para o resto da vida! Ela pensou. — Dê uma chance, não vai ficar decepcionada.
Aria ainda estava tentando digerir aquilo tudo. Já não bastava estarem no meio de uma batalha, ainda tinha que lidar com uma bomba dessas. Ela nem sabia qual seria a reação de Bucky quando ele ficasse sabendo disso... provavelmente ele iria rir... ou caçar Okoye por Wakanda inteira.
— Eu e o Pardal... eu vou pensar no assunto. — Okoye respondeu, um pouco menos chateada. — Mas não pense que eu vou pegar leve com você, bunda mole! Vou continuar pegando no seu pé como sempre faço.
— Estava bom demais para ser verdade... mas fazer o quê, não é? — Aria respondeu, revirando os olhos, de forma sarcástica.
E então, as duas seguiram para cantos opostos do campo. Nesse momento, havia caído a ficha de que Wanda não estava mais protegendo Visão no laboratório. Se ela estava no campo... ou Shuri havia terminado o trabalho, ou as coisas haviam dado terrivelmente errado. A segunda opção era mais provável. Desesperada, Aria foi atrás da Feiticeira.
Porém, a cena que viu quando a encontrou não foi das mais agradáveis. Wanda estava travando um confronto com a humanoide que insultou Aria alguns momentos mais cedo. E estava tendo problemas. Parecia apenas um problema de nervosismo, porque capacidade para dar uma surra naquela alien, isso Wanda tinha. Aria chegou perto a tempo de ouvir os insultos dela.
— E é assim que você vai morrer. Sozinha! — A extraterrestre disse, tentando intimidar Wanda.
Como a solidariedade feminina fala mais alto em muitos momentos, Aria ouviu um “psst” ao seu lado. Aparentemente, ela não era a única que havia chegado para o socorro de Wanda, já que Natasha estava bem ali, ao lado dela. E não somente as duas, Okoye estava se aproximando pelo lado oposto. Aria lançou um olhar para Natasha, que respondeu com um aceno de cabeça.
— Ela não está sozinha. — Nat disse, caminhando para perto de Wanda, segurando seu bastão.
Okoye estava com sua lança e Aria com suas espadas, todas prontas para defender a Feiticeira. Aria olhou para o rosto da alienígena, sem conseguir reprimir uma risada irônica.
— Você acabou de mexer com a minha amiga, isso significa que eu vou ter que chutar sua bunda de volta até o planeta de onde você veio! — Aria respondeu, partindo para cima dela.
O pequeno confronto acabou se transformando em um jogo de “batata quente”. Entre golpes e bordoadas, a alienígena ia passando entre as mãos de Aria, Natasha e Okoye, aleatoriamente. Pelo menos, até dar tempo de Wanda se recuperar e voltar à ativa.
Devido aos recentes desentendimentos de Aria com a humanoide, no meio da estratégia da música, era ela quem mais sofria ataques. Natasha e Okoye se esforçavam ao máximo para tirá-la de cima de Aria. Contudo, estava difícil, pois ela parecia determinada em fazer picadinho dela.
— Eu avisei que iria dilacerá-la antes que Thanos chegasse! — A extraterrestre exclamou, tentando golpear Aria com toda sua força.
— Ah, fale menos e lute mais! — Okoye retrucou, acertando sua lança no rosto dela, formando um arranhão.
Aria aproveitou a distração dela com o arranhão e usou uma de suas espadas para acertá-la, decepando um de seus braços. Como a espada estava em chamas, o ferimento cauterizou automaticamente. Ainda em um surto de adrenalina, Aria a chutou, fazendo com que ela se desequilibrasse tempo suficiente para uma recuperada Wanda a prendesse em seus poderes e a arremessasse com uma força suficiente para parti-la em pedaços, respingando seu sangue/gosma em cima de Natasha.
— Que coisa nojenta... — Natasha reclamou, sentindo o sangue da humanoide escorrer por seu rosto.
— Agora você sabe como eu me sinto desde que isso aqui começou... — Aria respondeu sarcasticamente, pelo fato de também estar coberta de sangue de outro planeta. Então, ela se voltou para Wanda. — Cadê o Visão?
— Shuri não conseguiu terminar. Faltavam pouquíssimos neurônios quando o laboratório foi invadido por alguém muito poderoso. Preciso achar o Visão antes que esse alguém o encontre primeiro. — Wanda respondeu, preocupada.
Foram quase quinze horas trabalhando para não dar certo?! A Shuri se manteve de pé durante a noite inteira para não dar certo? Ah não, isso vai dar certo sim! Aria pensou, determinada.
— Eu vou com você. O objetivo disso tudo é manter o Visão longe do alcance de qualquer um desses invasores, ele vai precisar de toda a ajuda possível. — Aria respondeu.
— Eu vou também. Não estamos lutando há tantas horas para tudo ir por água abaixo assim de graça. — Natasha disse, se aproximando das duas. Elas encararam Okoye, quase como um ultimato.
— Tudo bem, eu vou também, o que eu vou ficar fazendo aqui sozinha?! — Okoye respondeu, sarcasticamente. — Satisfeitas?!
As quatro partiram à procura de Visão. Correndo pelo campo, elas viram os remanescentes das tribos e das Dora Milaje combatendo os alienígenas restantes. Eles teriam que cuidar disso sozinhos, pois agora, havia um objetivo maior a ser cumprido.
Enquanto corriam, procurando algum sinal de Visão, encontraram com T’Challa, que também ainda estava lidando com as últimas criaturas.
— Meu Rei, precisamos de ajuda! — Okoye exclamou, chamando a atenção do Pantera. — Temos que encontrar o androide vermelho, estamos com problemas! A princesa não conseguiu...
T’Challa ficou tão pasmo ao ouvir aquilo que parou de lutar quase que imediatamente. Ele chegou até a remover o capacete, para olhar diretamente nos olhos de Okoye enquanto ela dava a má notícia.
— O quê?! Se ele está fora do laboratório, existe uma grande chance de já estar nas mãos deles, temos que ir agora! — T’Challa respondeu, recolocando o capacete e se juntando a elas na busca por Visão.
E não era só Visão que estava desaparecido. Onde estava o resto do grupo? Sam e Rhodey não estavam mais nos ares. A Hulkbuster de Bruce não estava mais à vista. Os trovões de Thor haviam parado. Nem mesmo as figuras excêntricas de Rocket e Groot estavam mais por perto. E onde diabos Steve e Bucky haviam se metido?
Aria estava começando a se preocupar. Nenhum deles estava em lugar nenhum. O que havia acontecido? Ela sentiu os olhos marejarem, pensando no pior. Se eles não estavam em lugar nenhum, poderia significar que estavam... não, era melhor nem pensar nisso.
Instintivamente, ela pôs a mão no cinto, onde ficavam presas as bainhas de suas espadas, e alcançou o coração de madeira que Bucky lhe dera há alguns meses. Só de aquele pensamento pairar por sua mente, ela sentiu seus olhos marejarem. Natasha estava ao seu lado outra vez, e viu o quanto ela estava tensa. Um segundo depois, Aria sentiu os dedos de Natasha se entrelaçando com os seus.
— Não precisa passar por isso sozinha. Eles são duros na queda, tenho certeza de que estão por aí. — Natasha disse, tentando tranquilizá-la. — Os dois são fósseis, ainda vão viver por muito tempo.
Claro que ela teve que mencionar Steve. Afinal, era o marido dela. Aria se sentiu culpada por ter esquecido dele, pois eram amigos há muito tempo. Ela havia feito amizade com Steve antes mesmo de conhecer Natasha. Ele a havia ajudado em muitos momentos difíceis. Foi na porta dele que ela bateu, pedindo ajuda para encontrar Bucky. Era fundamental que Aria também sentisse preocupação por Steve.
Contudo, o pensamento de voltar para Bex sozinha ainda era presente. Iria ter que fazer tudo outra vez. Aprender a viver sem o amor de sua vida, dessa vez para sempre. Aria não tinha certeza se iria aguentar isso de novo. A primeira vez já foi muito desgastante.
O pequeno grupo foi se aproximando da floresta aos arredores do campo. Era o único lugar possível onde Visão poderia estar, já que era o único lugar que ainda não procuraram. Aparentemente, as criaturas que não estavam no campo, estavam na floresta, pois a situação ali estava um pouco apertada, e o grupo teve que eliminar algumas dezenas para poder passar.
Adentrando mais, avistaram outras criaturas batalhando contra alguns dos membros desaparecidos. O coração de Aria se acalmou ao encontrar Bucky. Ele estava enrolado com os alienígenas, mas pelo menos estava vivo, e era isso que importava. Assim que todos os inimigos foram eliminados, Aria correu até Bucky e pulou em seus braços, abraçando-o tão forte que um sufocamento não estava fora de cogitação.
— Ei, o que houve? — Bucky perguntou, sentindo o quanto ela estava trêmula em seus braços.
— Você sumiu, eu não te encontrei no campo em lugar nenhum, faz ideia do quanto eu fiquei preocupada?! — Aria perguntou, não sabendo se chorava ou ficava feliz por tê-lo encontrado.
— Eu não vou a lugar nenhum. Lembra que nós dois precisamos voltar para a Bex? — Bucky perguntou, deslizando dois dedos pelo rosto dela e tomando seus lábios em um beijo rápido. — Isso já vai acabar, amor.
— Eu sou Groot! — A voz de Groot foi ouvida perto dali. Não demorou muito para ele aparecer, juntamente com Rocket.
— Ele disse que um cara vermelho e outro com uma fantasia cafona e um escudo estão lascadinhos da Silva e precisando de ajuda aqui atrás! — Rocket traduziu o que o amigo havia dito. – Estão esperando convite?! Se mexam, seus molengas! Conseguem ser piores que o Quill, eu hein!
Ao ouvir isso, Wanda foi a primeira a correr atrás de qualquer vestígio de Visão. Ela o encontrou alguns metros à frente, junto com Steve. Eles estavam lutando contra um dos alienígenas líderes. Aparentemente, Steve estava tentando dominá-lo para dar tempo de Visão fugir, mas o androide estava muito avariado para lutar.
Com seu instinto protetor falando mais alto, Wanda se aproximou e usou seus poderes no extraterrestre, terminando de liquidá-lo. Aquele era o último líder, Bruce já tinha lidado com o terceiro, alguns minutos antes. Então era isso, a batalha havia acabado, afinal?
Não. Muito pelo contrário. Era agora que a pior parte começava. Foi impossível não sentir toda a energia de Wakanda ficando carregada e pesada, durante menos de um segundo. Alguma coisa terrível estava acontecendo. E o único que já havia presenciado essa mesma energia ruim, no mesmo ambiente, era Thor, que lançou um olhar preocupado aos companheiros de equipe.
— É ele. Thanos está aqui! — Thor exclamou, segurando seu machado com mais força.
Continua
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