O Soldado e a Sentinela - Guerra Infinita
11 O Início do Ultimato
Notas iniciais

Bucky pensou que poderia estar ficando maluco de vez. Neste exato momento, ele estava sentado no quinjet, indo até a sede dos Vingadores nos Estados Unidos, junto com o resto da equipe. Bem, ao menos, o resto que sobreviveu ao estalo de dedos.
Em seus braços, a pequena Bex estava entretida com a adolescente hiperativa e agitada que explicava o plano mirabolante para trazer os dizimados de volta. Tal adolescente era a própria Bex, alguns anos mais velha. Bucky definitivamente estava ficando maluco.
— Então, será que todo mundo entendeu o que eu disse sobre o reino quântico? A Cassie me deu instruções específicas de quando e onde encontrar o acesso exato. — Bex explicava, enquanto andava de um lado para outro, ignorando qualquer perigo de turbulência. — Precisamos do Tio Scott. Tipo, urgente!
— E você sabe onde ele se meteu? — Natasha perguntou, cruzando os braços, como se tivesse acabado de assistir a uma aula de física quântica dificílima.
— A boa notícia é: sim, eu sei onde ele se meteu. A má notícia é... vai ser um inferno para tirá-lo de onde ele está. — Bex respondeu, desviando o olhar. — Digamos que ele se perdeu no reino quântico. Mas relaxem, é por isso que eu estou aqui. Para tirar vocês dessa situação.
A garota se calou por um instante, voltando seu olhar para Bucky. Era difícil para ele vê-la em sua frente e não conseguir demonstrar apoio o suficiente. Ele ainda estava abalado com a morte de Aria.
— E trazer a mãe de volta, é claro... — Bex finalizou, com um semblante atordoado.
Bucky ainda não tivera tempo de conversar com a própria filha. Ele não sabia como aquela garota tinha vivido os últimos quinze anos. Porém, algo o dizia que não tinha cumprido bem seu papel de pai. Tendo em vista o tamanho da falta que Aria fez na criação daquela menina...
Pois bem, o que ele não sabia é que tinha tempo. Todo tempo do mundo, por sinal. Sua filha era uma viajante do tempo, oportunidades não iriam faltar. Mesmo assim, nenhuma viagem foi precisa para que os dois tivessem tempo para conversar.
A Terra teve um período de calmaria de vinte e dois dias após o estalo de dedos. Durante este tempo, os Vingadores restantes se reuniram para localizar a van com o túnel quântico, pertencente a Scott Lang. De acordo com Bex, ele havia acessado o reino quântico através daquele túnel. E, contando com a ajuda dela, descobrindo como aquela máquina funcionava.
Quando não estavam trabalhando, Bucky gostava de passar um tempo com a adolescente. Ela era literalmente o chaveirinho de Aria. A mesma personalidade hiperativa, a mesma mania de citar referências dos anos 90... e ela amava tomar conta de si mesma. Sua versão bebê, claro.
— Eu sei que isso tudo está sendo estranho para você, para mim também está, pai. — Bex disse, uma noite em que os dois estavam sentados no terraço da sede dos Vingadores. — Quer dizer, é estranho não te ver com o cabelo grisalho.
— É... também não pensei que veria você fora das fraldas tão cedo. Por mais que eu queira, porque toda vez é uma Hiroshima diferente... — Bucky respondeu, em tom de brincadeira. — Sua mãe merece crédito por todas as vezes que ela trocou você.
— Você deve sentir muita falta dela, não deve? Eu também sinto... apesar de não ter muitas lembranças dela. — Bex respondeu. — O Tio Steve costumava me contar a história de como vocês se reencontraram. Eu sempre via como o meu conto de fadas favorito. “O Lobo Branco e a Águia de Fogo”.
Bucky sentiu um alívio enorme ao não ouvi-la se referindo aos dois como Soldado Invernal e Sentinela Vermelha. Significava que, de algum modo, toda a história de assassinos da HIDRA havia sido deixada para trás, finalmente.
Ele não contou à Bex, mas em certas ocasiões, tinha alucinações com Aria. Como se ela ainda estivesse ali, falando com ele. E, se estivesse ali agora, ela o diria para oferecer algum conforto para a filha.
— Tudo vai dar certo no final, garotinha. Tem que dar certo... — Bucky respondeu, com uma voz distante.
— “Garotinha”? Sabe quantos anos eu tenho? — Bex perguntou, erguendo uma sobrancelha.
— Nesta linha do tempo você tem dois anos e está dormindo lá dentro. — Bucky respondeu, afagando os cabelos da garota. – E não importa se tiver dois, dezesseis ou cinquenta anos. Você sempre vai ser a garotinha do papai.
— Cara, isso é tão vergonha alheia... — Bex reclamou, bem como uma típica adolescente. — Isso é quase tão doloroso quanto ver a trilogia prequel de Star Wars...
A garota levantou e desceu do teto, em um estilo que a fez parecer a garota mais descolada do mundo. Bucky continuou no mesmo lugar, sorrindo com o pensamento de que essa seria a sua bebê daqui a alguns anos. Igualzinha à mãe dela...
— Ela tem sorte de ter você. — Ele ouviu aquela voz tão familiar falando perto de seu ouvido. Ao olhar para o lado, lá estava ela.
— Teria mais sorte se você ainda estivesse aqui... — Bucky respondeu, tristemente.
Por mais que essas visões de Aria falando com ele aquecessem seu coração, ainda sim, o entristeciam no fundo. Afinal, ela ainda estava morta.
— Eu sinto muito. Você não deveria estar passando por isso sozinho. — Aria respondeu. A voz dela estava suave e serena, diferente de como era, extrovertida e agitada, usualmente. Talvez fosse porque era uma imaginação dele, não ela realmente.
— E pensar que você viveu isso enquanto eu estava congelado... você precisa voltar, Aria. Por mim e por nossa filha. — Bucky respondeu, tristemente. — Eu não consigo pensar em uma vida sem você.
— James, preste atenção. Se tudo isso que vocês estão fazendo para tentar trazer os caídos de volta não der certo... a Bex vai precisar do pai dela. Prometa que sempre irá estar aqui para ela! — Aria rebateu, firmemente, como se estivesse dando uma bronca nele. — Você não pode desistir.
Ele a encarou. Seu olhar estava determinado. Aria sempre foi uma mulher feroz, e esse era um dos vários motivos pelos quais ele a amava ardentemente.
— Droga, Aria... eu juro que quando você voltar... e você vai voltar... a primeira coisa que eu vou fazer é arrancar suas roupas e te dar uma lição por ficar me provocando na minha cabeça. — Bucky disse, usando um tom sugestivo.
— Bem, se for esse o caso... eu faço questão de ser uma menina muito má... — Aria respondeu, no mesmo tom malicioso.
Ela sumiu, deixando-o sozinho com seus pensamentos. Por mais que gostasse de conversar com Steve, e com sua filha adolescente, ele também apreciava passar um tempo sozinho, refletindo. Porém, antes que pudesse tirar esse tempo para si, um clarão no céu chamou sua atenção.
Primeiro, era um ponto de luz forte, como se um meteoro estivesse caindo. Depois, quando o misterioso objeto começou a se aproximar, Bucky percebeu que era uma nave espacial. Era diferente de qualquer coisa que ele já tinha visto, até de um quinjet.
Contudo, a tal nave não parecia estar voando sozinha. Na verdade, seus controles não estavam nem ligados. E então, uma mulher, que estava segurando a nave, a pousa delicadamente no chão. Era essa mulher quem estava emitindo um brilho tão forte, que podia ser confundido com uma estrela. Antes que ela pudesse chegar mais perto, a porta da nave se abriu. Tony Stark saiu de dentro dela. Bucky pensou que nunca mais o veria, levando em conta tudo o que aconteceu na Sibéria, há dois anos.
Junto com ele, veio uma mulher alienígena azul, sem cabelos. Bucky nem duvidava mais da existência de seres como aquele. Depois de ter lutado ao lado de um guaxinim mutante em Wakanda, ele sentia que já tinha visto de tudo. E, aparentemente, ele não foi o único a presenciar a chegada da nave. Vários de seus colegas vieram correndo para o gramado de fora, incluindo sua filha.
— Tia Carol! — Bex exclamou, animada em ver a estranha mulher que antes estava brilhando. — Gente, era dela que eu estava falando quando disse que tínhamos uma arma secreta!
A loira franziu a testa ao olhar para a adolescente.
— Nos conhecemos? — Carol perguntou.
— Ah, desculpe... eu esqueço que vocês ainda não me conhecem nesta época do tempo... — Bex respondeu, menos eufórica.
Pepper estava na sede dos Vingadores junto com todos os outros. Ela havia ajudado nas pesquisas durante aqueles vinte e dois dias. Quando ela avistou Tony, seus olhos lacrimejaram. Os dois se abraçaram, como se não se vissem há anos. Bucky sentiu inveja daquele momento. Queria que pudesse ser ele e Aria. Mas era impossível, pois Thanos a transformou em pó.
Ele também notou que Bex se aproximou de Tony, como se fosse próxima dele. Ela conversou com ele, parecendo estar explicando alguma coisa. Contudo, a resposta pareceu não ter sido positiva, pois ele dispensou a adolescente em menos de cinco minutos. Ela se afastou, chateada, enquanto Tony se voltava para Rhodey.
*~*
Bex viu todo o seu plano ir por água abaixo depois de não ter conseguido convencer Tony a ajudá-los. Mesmo explicando que ela havia vindo do futuro, e que a ajuda dele era fundamental para trazer os dizimados de volta era fundamental.
Ela ainda era um bebê quando sua mãe morreu. Tem pouquíssimas lembranças dela. Mas de uma coisa tinha certeza. Mesmo mal se lembrando de Aria, ela a amava muito. Ainda mais após crescer ouvindo a história de seus pais. Tanto Aria quanto Bucky eram heróis para ela.
Ela não iria desistir de tentar trazer sua mãe de volta. Foi quando algo chamou sua atenção. Uma figura familiar a estava encarando. Na verdade, duas figuras alienígenas.
Bex se aproximou de Rocky e Nebulosa, os membros restantes dos Guardiões da Galáxia. Ela sabia que não podia se apresentar como se já os conhecesse. Porém, nem precisou de qualquer apresentação.
— Rocky disse que você é uma viajante do tempo. É verdade? — Nebulosa perguntou, firmemente.
— Sou da realidade original de daqui a 14 anos. — Bex respondeu. — Eu meio que já conheço vocês, então não estranhem se eu ficar muito íntima...
— Garota, depois do que eu vi... uma viajante do tempo humana é a coisa que menos me assusta. — Nebulosa respondeu, ainda firme.
Eles ainda não sabem... eu não sou bem humana... Bex pensou sozinha. Sim, ela nasceu humana. Porém, sendo filha do Soldado Invernal e da Sentinela Vermelha, as armas mais poderosas da HIDRA, ela acabou herdando alguns poderes, que surgiram devido ao fato de seus pais passarem anos sendo injetados com o soro do super soldado e o soro vermelho.
Bex tinha a super-força e a habilidade de suportar temperaturas extremas, como Bucky. E tinha a alta flexibilidade de Aria. Contudo... ela não tinha a intenção de mostrar esses poderes aos outros se não fosse extremamente necessário.
— Sou Rebecca Barnes, mas gosto de ser chamada de Bex. — A garota se apresentou, estendendo a mão para a alienígena. — E você é a Nebulosa.
A azulada estranhou o fato daquela adolescente humana já conhecê-la, pois era a primeira vez que se encontravam. Porém, aceitou o aperto de mãos mesmo assim, após lembrar que Rocket havia dito que essa menina é uma viajante do tempo.
— Você está aqui para nos ajudar a recuperar nossos amigos, certo? — Nebulosa perguntou.
— Sim... e a minha mãe também. Ela foi uma das vítimas de Thanos... — Bex respondeu, com um semblante triste. – Eu sei que todo mundo aqui está triste com as perdas, mas eu preciso de ajuda para conseguir trazer os dizimados de volta. E aquele moço ali, Tony Stark, um dos maiores gênios do mundo, não quer colaborar.
Ela apontou para o Homem de Ferro. Nebulosa suspirou, desanimada. Ela havia passado um tempo considerável com o bilionário, a bordo da nave. E durante esse período, ela havia aprendido que ele não era um homem que mudava de ideia facilmente. Além de ser um teimoso chato de galocha. Contudo, Rocky coçou seu queixo, lembrando de uma aliada importante.
— E quanto a princesa de Wakanda? — Rocky perguntou. — Ela também é um gênio.
— Sim, mas ela não pode sair de Wakanda, agora que ela é rainha. O povo precisa dela. — Bex respondeu, desanimada. — Não podemos contar com a tia Shuri agora.
— Ei, acho que você e eu precisamos ter uma conversinha. — Uma voz familiar disse, se aproximando do recinto.
Bex se virou e se deparou com a figura de Carol Danvers, a Capitã Marvel. A tal “arma secreta” que ela havia mencionado antes. Bex, tentando conter as memórias afetivas que tinha com aquelas pessoas, apenas cruzou os braços.
— Eles contaram quem eu sou e o que eu vim fazer? — Bex perguntou, de forma calma.
— Contaram sim. Acho que agora faz mais sentido você ter me chamado de “tia” antes. Enfim, eles pediram para todos entrarem, querem esclarecer os fatos para todo mundo. — Carol respondeu. — Mas já vou avisando uma coisa. Se eu descobrir que você está mentindo, e está por trás de tudo isso, é melhor torcer para eu não estar perto de você.
Bex sentiu sua espinha gelar. Sim, ela conhecia bem Carol. E, exatamente por essa razão, sabia que levar um porradão dela não era uma coisa boa.
— Eu não sou maluca de querer sair na porrada com você, tia Carol... — Bex respondeu, com um tom um tanto amedrontado.
Carol assentiu, com um sorriso ladino no canto da boca. Após tantos anos viajando pela galáxia, conhecendo todo tipo de gente, ela sabia julgar as pessoas por seus semblantes. Rebecca Barnes não lhe parecia ser uma pessoa ruim ou mal intencionada. Talvez um pouco pé no saco, sim. Mas não uma pessoa má.
*~*
Steve e Natasha estavam com mil coisas na cabeça. Em menos de um mês, perderam vários de seus amigos, tiveram que recrutar pessoas novas, e ouvir orientações de sua afilhada muito mais velha do que eles esperavam. Era muita coisa para qualquer um dos dois assimilarem.
Sim, estavam mais que aliviados por ainda terem um ao outro. Porém, sentidos por verem seus amigos passarem por tantas perdas. Principalmente Bucky, que só não se afundou na depressão, pela presença da filha adolescente.
E agora, Tony havia retornado. Tudo o que aconteceu durante a Guerra Civil perambulava pela cabeça de Steve, e Nat conseguia perceber o quanto ele estava tenso e frustrado. Ela se limitava a dizer que aquilo não importava mais, eram águas passadas. O importante agora era trazer os dizimados de volta. E focar no verdadeiro mal a ser combatido: Thanos.
Mais do que tudo, eles pensavam no fardo que aquela adolescente estava carregando ao ser a responsável pela salvação do mundo. Ela foi enviada para esta época com este objetivo, esta promessa. Steve tinha a mesma determinação na idade dela. Tanto é que, mesmo sendo um garoto franzino e doente, ele nunca fugia da briga.
Uma vez que todos estavam reunidos, dentro do complexo, Rhodey ligou os hologramas que mostravam imagens dos dizimados e desaparecidos, enquanto Steve e Nat resumiam a situação para os recém-chegados, Tony e Nebulosa.
Tony, estava visivelmente afetado. Quando a tela mostrou a imagem de Peter Parker, o Homem Aranha, ele desviou o olhar. Pepper o confortou. E, obviamente, Bucky ficou desconfortável quando Aria foi mostrada na tela. Será que realmente precisavam da ajuda do Stark para trazerem os dizimados de volta?
Uma parte de si o dizia para deixar o passado no passado. Mas ele ainda se lembrava das palavras. “Vou matá-lo para que o pirralho que Aria carrega saiba o que é ser um órfão”.
Se ela estivesse ali, o diria para respirar fundo e ser superior nesse momento. Ou, ela mesma iria socar a cara do Stark. É, a segunda opção combina mais com ela. Porém, a necessidade de trazê-la de volta era maior do que qualquer picuinha do passado que pudesse atrapalhar. Então, ele decidiu se manter pleno, ao fundo, apenas ouvindo as explicações de Steve e Nat.
— Os sensores detectaram o poder das joias do infinito sendo usadas pela última vez há dois dias. – Nat explicou. — Bex, você tem alguma ideia do que Thanos possa ter feito com elas?
— Nada, tia Nat. De onde eu vim, Thanos nunca usou as joias outra vez. — Bex respondeu, se aproximando da Viúva. — Só o fato de eu estar aqui já criou outra realidade. Tudo que eu pensar que fosse acontecer pode acabar não acontecendo... droga, Cassie devia saber disso quando me enviou para cá!
Bex automaticamente olhou para Steve, pensando que ele iria repreendê-la por falar um palavrão. Porém, ele parecia tão irritado, que era muito capaz dele próprio soltar um palavrão uma hora dessas.
— Podem ter certeza de uma coisa. Se Thanos usou as joias outra vez, não foi para uma coisa boa. — Nebulosa disse. — Precisamos ir atrás dele.
— Não devíamos fazer isso sem o tio Scott, me parece errado... — Bex respondeu. — Precisamos tirá-lo do Reino Quântico primeiro.
— Certo. Bex sabe onde está o portal para o Reino Quântico, não sabe? — Steve perguntou, olhando para sua afilhada, que assentiu. — Então vamos fazer isso primeiro. Depois, iremos atrás do Thanos.
— Me desculpem, mas acho que estou por fora de uma coisa. Por que salvar um homem tem mais prioridade que salvar os dizimados por esse tal Thanos? — Carol perguntou, com sua típica pose de atitude.
— Porque foi a filha dele quem me mandou aqui. E eu prometi que iria trazer o pai dela de volta. — Bex respondeu, encarando a Capitã Marvel com a mesma intensidade em seu olhar. — Além disso, precisamos das tecnologias do Dr. Pym, que estão na van do tio Scott. Então, vamos achar a van, trazer o tio Scott do Reino Quântico, e só aí podemos ir atrás do Thanos.
No fundo da sala, Bucky olhava impressionado para a postura que sua filha acabara de tomar. Ela é uma garota de atitude, exatamente como a mãe era. Ele sentiu orgulho naquele momento. Orgulho de sua garotinha sendo uma das heroínas que salvariam o mundo. Ele se sentiu sortudo por ser pai daquela menina maravilhosa.
Ele se ergueu da parede onde estava recostado. Era hora de terminar com aquele período de luto e começar a encarar o desafio de frente. Se quisesse ter alguma chance de trazer Aria de volta, tinha que se mexer.
Continua
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