Notas iniciais
HEEY MEU POVO! Pois é, só uma quarentena pra me fazer tomar vergonha na cara e atualizar a fic, não é mesmo... mas enfim, espero que vocês estejam lavando bastante essas mãos! Sejam elas de vibranium ou não... Mas como estamos aqui para nos distrair dessa loucuragem toda que tá acontecendo aí fora, vamos ao capítulo! É isto, hoje é o último capítulo onde teremos a presença da nossa querida Bex do futuro (o título já indica né...). Também quero anunciar que a fic está infelizmente acabando e que o próximo capítulo será o último. Gente, justamente pela fic estar acabando que eu queria convocar a presença de vocês (sim, vocês fantasminhas) para comentar e não deixar a fic morrer no flop, please ♥ Boa Leitura!

Steve havia se prontificado a devolver as Joias do Infinito para seu devido lugar no tempo, e estava prestes a fazer isso. Como Tony, infelizmente, não estava mais presente, Bruce, Bex e Morgan o ajudaram com todos os ajustes necessários para que a viagem fosse o menos perigosa possível. Naturalmente, Natasha, Bucky, Aria e Sam estavam lá para dar apoio moral.

— Sabem, isso me lembra um pouco os velhos tempos. Antes de vocês todos serem casados... e com filhos. — Sam comentou, com um ar nostálgico.

— Você quer dizer, a época em que a Nat te largava para dormir no seu próprio banheiro? – Aria perguntou, tentando segurar a risada.

— A mesma época em que vocês todos eram uns tarados sem filtro! – Sam retrucou, cruzando os braços. — Pareciam coelhos no cio!

— Ainda somos... — Bucky respondeu, colocando a mão sobre o ombro de Aria.

— Se comporte, James, sua filha está logo ali. — Aria respondeu, praticamente sussurrando.

— É, com todos aqueles malucos da HIDRA na nossa cola... era uma época ótima mesmo. — Natasha respondeu, de forma irônica. — Coisas como o Thanos nem passavam pela nossa cabeça.

— Só pode estar maluca... eu não sinto falta do Strucker e o cãozinho dele, o Rumlow, atrás de mim com aquele soro vermelho... — Aria respondeu, encolhendo seus braços ao redor de seu corpo. — Meu consolo é saber que eles estão em um lugar bem pior que nós.

— É... e nem eles, nem ninguém irá machucar você ou a Bex. Eu vou me certificar disso. — Bucky respondeu, abraçando a esposa com mais firmeza.

— Não sei por que eu ainda ando com vocês, sinceramente. Em quase dez anos, não mudaram nada! — Sam retrucou, de maneira sarcástica.

— Você está assim só porque é a vela do grupo outra vez, mas não precisa ser assim. Eu posso te arrumar um encontro se você quiser. — Natasha disse, com um ar de nostalgia pelos velhos tempos em que tentava “arrumar um encontro” para Steve.

— Na verdade... Sharon me ligou noite passada. — Sam respondeu, com um ar de pesar.

Era verdade que Sharon tinha sido uma das dizimadas pelo estalo de dedos de Thanos. E como Sam não conseguiu nada com Okoye, Sharon ainda era o relacionamento mais sério que ele havia tido. Durante a conversa que eles tiveram no telefone na noite anterior, Sharon se mostrou completamente arrependida de ter terminado o relacionamento, e Sam concordou, afirmando que a vida passa muito rápido para se preocupar com questões supérfluas.

— Vamos sair para tomar um café e conversar na próxima semana. — Sam concluiu.

— Ainda estamos com raiva dela? — Aria sussurrou para Nat.

— Enquanto ela fizer o pintinho amarelinho feliz e menos resmungão, eu diria que não. — Nat sussurrou de volta.

— Isso é legal. É bom que vocês se entendam depois de tudo o que houve. — Aria respondeu, encorajando o Falcão. – Nossa, isso me traz tantas lembranças... principalmente algo relacionado às cantadas bregas do Steve.

— E a parceria segue firme e forte. — Sam respondeu, estendendo a mão em um “high five” para Aria.

Steve, mesmo longe, pareceu ter ouvido as últimas partes, e não ficou nada satisfeito, pois lançou um olhar fulminante para Sam e Aria.

— Foi ele que começou, Steve! — Aria mentiu na cara dura, deixando Sam com uma expressão desacreditada. Bucky estava se segurando horrores para não rir.

Aria amava a risada dele. Não eram muitas as vezes que ele se permitia ter o privilégio de dar umas boas gargalhadas. Mas, sempre que acontecia, era perto dela. E ela se sentia honrada.

— Tudo está pronto. Quer dizer alguma coisa para a galera antes de ir, tio Steve? — Bex perguntou, terminando de coordenar os ajustes do bracelete de Steve, com Morgan e Bruce.

Steve não hesitou em ir até Natasha e ter seu momento com ela. Eles estiveram juntos desde que aquilo tudo havia começado, e Steve correu um risco alto de perdê-la em Vormir, caso Clint não tivesse se sacrificado no lugar dela. Ele não precisou falar nada para que ela tomasse a iniciativa de beijá-lo vorazmente, como se estivesse se despedindo.

— Vê se toma cuidado e não faça besteira... — Nat sussurrou, após interromper o beijo.

— Eu vou ficar bem, não precisa se preocupar... — Steve respondeu, beijando a testa da esposa.

Steve e Nat se despediram de maneira adequada, e então, o Capitão voltou sua atenção para seus amigos. Ele basicamente pediu para que eles fossem fortes, caso algo dê errado.

— Bucky... — Steve o chamou, se aproximando do amigo e lhe dando um abraço. — Não faça nada estúpido até eu voltar.

— E como eu poderia? Você está levando toda a estupidez com você... — Bucky respondeu, bem daquele jeito nostálgico que somente os dois entenderiam.

Após se despedir de Bucky, Steve se dirigiu até o portal de teletransporte, esperando Bruce e as meninas ativarem sua pulseira.

— Certo, Cap, para nós, você vai estar de volta em dez segundos. Mas para você, pode demorar o tempo que precisar. — Bruce o orientou.

— Entendido. — Steve respondeu, se voltando para sua esposa e seus amigos. — Vejo vocês em dez segundos.

Dito e feito. Assim que Steve foi teletransportado no tempo, Bruce começou a contagem regressiva para seu retorno.

— Você acha que vai dar certo? — Morgan perguntou, sussurrando apenas para sua melhor amiga.

— Espero que dê, ao menos eu dei a pulseira extra para ele... — Bex respondeu.

Ela estava falando de Clint. Em teoria, assim que a Joia da Alma fosse devolvida, uma alma teria que ser dada de volta. Era o momento em que Steve deveria pedir ao Caveira Vermelha para que devolvesse a alma de Clint.

Quando o cronômetro parou, era hora do retorno do Capitão. E, felizmente, para o alívio de Natasha, ele não voltou sozinho.

— Nat... — Clint a chamou, percebendo que a Viúva havia ficado pálida ao avistá-lo.

Um turbilhão de emoções tomou conta de Natasha, quando a mesma avistou Clint voltar junto com Steve, vivo e saudável. Clint não perdeu tempo em abraçá-la, como se não a visse há muito tempo.

— Eu devia te dar uma surra pelo que você vez em Vormir, sabia?! — Nat perguntou, tentando conter o choro ao reencontrá-lo.

— Mais uma? Acho que nós dois já nos surramos o suficiente. — Clint respondeu, a soltando. — Então tudo deu certo? Todos estão de volta?

— É, estão sim. Quer dizer, quase todos... — Nat respondeu, com seu semblante tornando a entristecer. — Tony não sobreviveu a batalha final.

— O Capitão me contou essa parte... — Clint respondeu, igualmente entristecido. — Laura e as crianças?

— Estão todos bem. Falamos com eles por telefone, noite passada. — Natasha respondeu. — Estão esperando por você em casa...

— Então, você não contou que eu... — Clint não terminou.

— Não. Não tive coragem... — Natasha respondeu. — E ainda bem que não foi preciso.

Nat e Clint se despediram brevemente, antes do Gavião se despedir dos outros e finalmente voltar para sua casa e sua família. Ao longo do dia, as coisas foram se acertando. Os heróis foram voltando para suas casas aos poucos.

Porém, algo que praticamente ninguém estava preparado, era para a despedida das meninas, Bex e Morgan. Com todas as joias em seu devido lugar, com Thanos devidamente derrotado, e a metade da população do universo reestabelecida, não havia mais motivos para elas não voltarem para sua devida época.

A despedida não foi lá muito fácil. Primeiramente, as duas tiveram que se despedir de suas versões mais novas. Claro, havia um pouco de esquisitice naquilo. Mas elas conseguiram manter a situação o mais normalizada possível.

— Você tem que ir embora mesmo, Bailey? — A pequena Bex perguntou, entristecida. — Quem vai ser a vilã das nossas brincadeiras agora?

— É, eu tenho sim. Foi mal, Bex... vocês vão precisar arranjar outro vilão... — Ela se aproximou dos ouvidos da mais nova e começou a sussurrar. — Vocês deviam fazer o tio Sam de vilão nas próximas vezes.

A pequena começou a rir e abraçou a mais velha. Enquanto isso, a Morgan mais velha se despedia de sua versão mirim.

— Você precisa ser forte, viu? Seu papai não ia querer te ver triste o tempo todo... — Morgan dizia para a mais nova. — A Bex vai cuidar de você, não se preocupe. Ela é uma ótima amiga.

Bex não conseguiu deixar de mirar sua melhor amiga, com um sorriso encabulado no rosto. Agora, a situação era inversa. Antes, Morgan dava suporte a Bex, em momentos em que uma mãe fazia muita falta. E agora, a Barnes iria ter que cumprir esse papel na vida da Stark. E é claro que ela não hesitaria em retribuir tudo o que sua amiga tinha feito por ela a vida toda.

— Mas eu vou sentir muita saudade dele... — A pequena respondeu, abaixando a cabeça.

— Eu sei. E está tudo bem, ok? Mas nunca se esqueça das pessoas que te amam. — Morgan respondeu. — Seu pai te amava, e fez o que fez para que o mundo fosse um lugar seguro para você.

A menor limpou as lágrimas por um minuto e também abraçou a mais velha.

— Obrigada, Meredith. — A Morgan menor respondeu. “Meredith” era o codinome que ela havia escolhido para usar na frente de sua versão criança. Assim como Bex usava “Bailey”.

Assim que elas se despediram das meninas, foi a vez de se despedirem de seus pais. Claro, Morgan não podia ir embora se se despedir de Pepper. E muito menos Bex sem se despedir de Bucky e Aria.

*~*

Bex se aproximou do recinto onde seus pais se encontravam. Ou seja, sua casa. Bem, ao menos a casa onde eles viviam naquela realidade. Ela os viu através da janela. Os dois pareciam estar em um momento íntimo na sala. Não íntimo no sentido adulto. Mas sim, íntimo de ser algo tão sentimental que apenas os dois poderiam compreender.

Aria estava com a cabeça recostada no ombro de Bucky, e os dois estavam conversando. Bex não fez menção de entrar, para não interrompê-los naquele momento delicado. Ao invés disso, ela se recostou no banco da varanda de casa, para ver se conseguia escutar algo do que diziam. Aria parecia estar se lamentando por alguma coisa...

— Eu sinto como se estivéssemos perdendo nossas vidas, Bucky... — Aria dizia, de maneira melancólica. — Estamos juntos há praticamente o que, uns vinte anos? E não conseguimos viver em paz ao menos dois...

— Eu entendo, amor... a vida não é fácil. Nunca foi... — Bucky respondeu, abraçando-a de maneira carinhosa. — Mas nós sempre nos encontramos, não é?

Ele estava tentando animá-la em um momento difícil. Aquilo era curioso. Geralmente, o contrário era o que acontecia. O normal era Bucky se frustrar e Aria trazer um pouco de alegria para ele.

— Nisso você tem razão... sempre nos encontramos. O difícil é essa droga de destino permitir que continuemos juntos. — Aria se lamentou novamente, sentindo seus olhos começarem a lacrimejar. – Eu perdi tantos anos preciosos da infância da nossa filha...

Bucky a abraçou mais forte, depositando um beijo no topo de sua cabeça. Ele, mais que ninguém, sabia como era ter sua vida roubada. E sim, por mais que ela tivesse permanecido morta por cinco anos, ele ainda era mais experiente quando o assunto era ver sua vida passando diante de seus olhos. Afinal, a HIDRA o controlou por mais de cinco décadas.

— As coisas vão ser diferentes agora, não vão? Quer dizer, não devemos mais nada para ninguém. Nós estávamos lá na batalha final contra Thanos, pagamos nossa dívida com a sociedade. — Aria respondeu. Claro, ela se referia aos anos em que os dois trabalharam para a HIDRA, sob efeito de lavagem cerebral, obviamente.

— Vão sim, amor. — Bucky respondeu, com incerteza. Ele não sabia se poderia cumprir com sua palavra, pois não podia controlar a reação da sociedade ao ver dois ex-assassinos profissionais reintegrados no sistema. — É como você disse. Não devemos mais nada para ninguém.

— Eu quero uma vida normal, Bucky. Quero que possamos ser uma família normal. — Aria respondeu, se desvencilhando do abraço para olhá-los nos olhos. — Eu quero sair para jantar com você. Quero ir ao parque de diversões de Coney Island com você e Bex, para todos andarmos na montanha-russa. E quero poder levar e buscar nossa filha na escola todos os dias...

Bex, ainda ouvindo tudo do lado de fora, ficou emocionada ao ouvir isso. Ela nunca parou para pensar na questão da sociedade. Em sua realidade, tanto ela, quanto seu pai são bem aceitos, em geral. Mas, claro, era uma sociedade na realidade onde Tony Stark ainda estava vivo. E alguém como Tony Stark possuía muita influência no governo americano.

Claro, ainda havia a possibilidade de as pessoas os perdoarem pelos erros que cometeram na época da HIDRA. Mesmo que não tivessem cometido tais atrocidades por vontade própria. Bex nunca se questionou se seus pais poderiam ter uma vida normal, como qualquer outra família. Ela mesma havia crescido entre super heróis. Sim, tinha um lar, um pai, seus padrinhos e sua melhor amiga. Mas ainda era um meio com super heróis... nada de normal.

— Nós vamos fazer tudo isso, Aria. Quando as coisas se acertarem, eu prometo. Estamos juntos há mais de vinte anos, como você mesma disse, mas ainda somos jovens e temos tempo. — Bucky respondeu, segurando o rosto dela com delicadeza. — Eu ainda preciso ganhar aquele ursinho de pelúcia para você, esqueceu?

— É claro que não... parece que você me prometeu isso há tanto tempo... — Aria respondeu, pensando no passado.

— E vai ser realidade, meu amor. — Bucky respondeu, depositando um beijo carinhoso nos lábios dela. — Nós vamos ser felizes.

E foi neste momento em que Bex, lá fora, não se aguentou e começou a chorar. Desde que era pequena, seu maior desejo era poder ver seus pais juntos e felizes. E ela havia tornado isso possível.

Claro, nem tudo eram rosas. Trazer os dizimados de volta houve consequências. E como Bex ganhou uma mãe, Morgan perdeu um pai. E Bex nunca iria se perdoar por isso. As duas precisariam conversar com anos para poderem desabafar tudo do jeito que se deve.

Mas isso ficaria para outro momento. Pois agora, Bex simplesmente bateu na porta da casa, pedindo permissão para entrar. Quem abriu foi Aria, que foi imediatamente sugada para os braços da adolescente, que estava em prantos.

— Bex, o que houve?! — Aria perguntou, sem hesitar em abraçar a menina de volta.

Preocupado, Bucky foi até as duas, e Bex o abraçou em seguida, unindo-os em um abraço triplo.

— Eu só amo vocês dois demais... — Bex respondeu, tentando segurar o choro. Ela levantou o rosto vermelho e inchado, e mirou sua mãe. — Sei que acabamos de nos conhecer, mas eu tenho certeza que você é a mãe mais maravilhosa do mundo. Você é ainda mais incrível que nas histórias do papai e do tio Steve...

— Oh, querida... — Aria se sentiu tocada com as palavras da filha. — Nós também te amamos muito. Você é a melhor filha que uma mãe poderia desejar. Puxa, foi literalmente por sua causa que eu estou aqui agora.

— Sua mãe tem razão. E foi você quem me fez continuar forte depois que a perdemos. Nós devemos nossas vidas a você, garotinha. — Bucky continuou, acariciando os cabelos da filha.

— Vocês são os melhores pais do mundo, não me interessa o que essa sociedade hipócrita diga. Vocês dois são bons, gentis, e realmente, não devem nada para ninguém. O que essas pessoas mais fazem é julgar sem se colocar no lugar do outro. — Bex respondeu, indignada com o fato de ainda existirem pessoas que defendam a prisão de seus pais, pelos tempos da HIDRA.

Sim, mesmo na realidade de Bex, ainda existiam as pessoas que julgavam os atos do Soldado Invernal e da Sentinela Vermelha como traição à nação e terrorismo de alta periculosidade. Mesmo após o decreto oficial de Tony Stark, onde ele declarou em rede nacional que tanto o Soldado, quanto a falecida Sentinela eram inocentes e não tinham controle de seus atos, por estarem sob efeito de controle mental por parte da HIDRA, que era a real responsável por todos os atos que levaram a América a várias guerras.

A família permaneceu abraçada por mais alguns minutos, até Bex esclarecer que havia chegado a hora de ela e Morgan voltarem para sua realidade. As duas iriam retornar ao futuro utilizando o mesmo portal que Steve havia usado para devolver as Joias do Infinito a seus devidos lugares.

*~*

Bruce estava lá novamente, para auxiliar as meninas a voltarem para sua linha do tempo. Na verdade, ele nem chegou a sair da propriedade da família Stark. Permaneceu o dia todo ao lado de Pepper, oferecendo conforto em meio ao luto. Afinal, Tony também era seu amigo.

Bucky, Aria e Pepper também estavam lá, dando uma última olhada em suas meninas crescidas. Eventualmente, chegou a hora de partir.

— O portal está calibrado, meninas. — Bruce disse. — Se quiserem se despedir, a hora é agora.

— Já nos despedimos de todo mundo, tio Bruce. — Bex respondeu, olhando para seus pais. — Acho que só posso dizer... vejo vocês em alguns anos...

— Mãe... tudo bem? — Morgan perguntou, hesitante, percebendo que Pepper parecia prestes a desabar em prantos a qualquer momento.

— Você me deixou muito orgulhosa aqui... e é tão parecida com seu pai... — Pepper disse, caminhando alguns passos em direção à filha. — Tome cuidado no futuro, ok?

— Você também, mãe... claro que se virar não vai ser um problema pra você... você é badass! — Morgan respondeu, também com lágrimas nos olhos.

E após várias dolorosas despedidas, Bruce acionou as pulseiras delas e as sincronizou com o portal, mandando-as de volta para sua época.

Bex e Morgan chegaram no mesmo laboratório do Complexo dos Novos Vingadores, de onde haviam saído. Contudo, elas não chegaram no mesmo período em que partiram. Era noite, e o laboratório estava vazio.

— Puxa... isso foi uma loucura... — Bex disse, se sentando em uma das mesas do laboratório. — Morgs... sobre o tio Tony...

— Não precisa se explicar, Becca. — Morgan respondeu. — Já conversamos tudo o que havia para ser dito lá no lago. Está tudo bem.

— É que... eu acho que nunca vou parar de me sentir culpada pelo que aconteceu no passado... — Bex respondeu, magoada.

Morgan a abraçou, bem como uma típica amiga verdadeira faria. Ela jamais culparia Bex pelo que aconteceu ao seu pai. Afinal, ela mesma havia concordado com a missão de voltar ao passado para trazer os dizimados de volta, assim como ela havia sido a responsável por inventar as pulseiras quânticas.

— Becca, preste atenção... você nunca vai ser a culpada pelo que aconteceu durante a batalha, ok? Eu nunca vou colocar essa culpa em você. — Morgan disse, esclarecendo os fatos de uma vez por todas. — Eu não quero que você se sinta assim por nem mais um minuto.

— Uau... você me parece muito madura para quem tem quatorze anos. — Bex respondeu, impressionada com o que acabara de ouvir.

— Nunca se esqueça que eu sou uma Stark. — Morgan respondeu, beijando a bochecha de Bex. – E nunca se esqueça que eu te amo mil milhões, sua punk.

Bex estava tão emocionada que quase esqueceu que Morgan era sua melhor amiga, a ponto de querer beijá-la. Quase esqueceu.

— Me olhando desse jeito, eu diria que você está me secando... — Morgan era muito mais atenta que ela imaginava. — Você esqueceu o Peter Aranha assim tão rápido?

— Tá bem, já chega! — Bex sempre ficava nervosa com esse assunto. — Vamos, precisamos nos reportar para Cassie.

*~*

Após relatarem o sucesso da missão e suas consequências para a líder dos Novos Vingadores, tanto Bex quanto Morgan decidiram ver como seus pais estavam na época atual. Cassie contou a Morgan que sua mãe estava envolvida com negócios da Empresa Stark, em New York, o que fez com que a garota pegasse o próximo voo para lá.

Quanto a Bex, sua vida teve um pouco mais de mudanças. Ela acabou descobrindo que, após trazerem os dizimados de volta, Bucky nunca morou no Complexo dos Vingadores. Ele e Aria sempre viveram em sua casa de campo, próxima a da família Stark. E foi para lá que ela se dirigiu.

Ao chegar na casa, Bex encontrou as luzes da sala acesas. Assim como antes, ela não entrou. Apenas observou pela janela. Bucky e Aria, agora ambos com respectivas idades para realmente parecerem seus pais, dançavam uma música lenta perto da lareira. Eles pareciam muito felizes e apaixonados.

Ela também notou coisas diferentes na casa. Haviam retratos pendurados na parede, que não existiam quando ela visitou a casa no passado. Estes retratos mostravam diversos cenários em família. Em um deles, os três estavam no parque de diversões de Coney Island. Outro mostrava a formatura de Bex, no ensino fundamental. Haviam vários com momentos românticos entre Bucky e Aria.

Porém, o que mais chamou a atenção dela, foi uma fotografia de si mesma, com aparentemente uns sete ou oito anos, onde ela utilizava uma camiseta que dizia “promovida a irmã mais velha”.

Ah, meu Deus! Bex pensou, arregalando os olhos de emoção, antes de finalmente bater na porta de sua casa.

Continua

Notas finais
O SURTO É REAL POVO Sim, eu acabei de confirmar, ARIA E BUCKY VÃO TER MAIS UM FILHO! Ai gente, o que dizer? Eu tô me sentindo como se tivesse me despedindo do meu filho, sinceramente. Mas é isto, precisamos nos despedir de algumas histórias para começar outras (e projetos não faltam aqui). Yup, #Morgex quase foi um casal. Na verdade, era pra ser um casal na minha ideia original, mas achei que poderia ficar um pouco estranho pelo fato de a Morgan ter só quatorze anos na história. Além do mais, vamos combinar que nosso Piti Parki não é de se jogar fora ♥ Again, vou lembrar vocês de comentarem aqui, please ♥ Não deixem a fic morrer no flop, eu imploro ♥ É bom saber que tem gente lendo ♥ Kisses ♥