Notas iniciais
Oii, postando dois capítulos seguidos para compensar o anterior, muito curto ;) Boa leitura.

— Não acredito que estou fazendo isso. – Sussurrei enquanto saiamos escondidos da escola. Não é que não podíamos sair da escola, uma vez por semana tínhamos passe para sair e Gabriel e eu já havíamos usado o nosso, eu realmente não queria descobrir o que aconteceria se fossemos pegos.

— Fica calma, já fizemos isso e nunca fomos descobertos. – Ele falava com tanta tranquilidade, me peguei pensado quantas vezes já tinha feito isso.

— E verdade, você está com os melhores. – Carlos sorriu cúmplice, esses dois deviam aprontar tanto juntos.

— Fiquem quietos vocês ou dessa vez vamos ser pegos. – Maya resmungou, e Laura concordou.

— Tudo pronto galera. – Davi, o tal garoto que Gabriel tinha insinuado antes que Maya era afim chegou, ele ficou encarregado de distrair os guardas para que saíssemos, como tinha feito eu não fazia ideia.

Fomos então em direção a saída, não demorou muito e estávamos no festival, tínhamos chamado dois táxis, chegamos primeiro e aguardamos o restante do pessoal.

— Olha eles aí. – Carlos diz após avistar Maya, Laura e Davi vindo em nossa direção. – Partiu festival. – Falou quando todos já estávamos juntos.

— Não gente, vão vocês eu não consigo. – Laura reclama que todos os brinquedos que íamos eram de altura e ela tinha medo de altura, então sempre ficava de fora.

— A não Laura, você tem que ir em algum, só um. – Maya implorava segurando em seus braços enquanto ela se mantinha firme que não tinha a menor possibilidade de isso acontecer. – Há, mais como é chata.

— Gente, e se formos naquele ali? – Carlos tentou tranquilizar as duas indicando um tiro ao alvo.

— Todo mundo sabe que você só quer dar um presente pra Laura sem parecer suspeito. – Maya continua, emburrada ao que parecia ela achava que não fazia sentido ir a um parque sem ir nós melhores brinquedos, os de altura. Davi colocou o braço ao redor de seu ombro e eles saíram em direção ao tiro ao alvo.

— Você também acha isso? – Laura sussurrou em minha direção pra que os meninos não ouvissem.

— Com certeza. – Ela sorriu um pouco, chegamos ao brinquedo e resolvemos nos dividir em equipes de dois em dois: Maya e Davi, Laura e Carlos, Gabriel e eu.

— Olha, tem algo que vocês não sabem sobre mim, eu sou bem competitiva. – Disse me posicionando. – Hurruu. – Pulei toda alegre quando consegui dez pontos.

A meta no jogo era quem conseguisse mais pontos escolheria um urso. Laura resolveu dar nomes as equipes, então a equipe MaDa estava com cinco pontos, Maya resmungava algo com Davi ao que parecia ela não curtia muito perder. A equipe CarLau estava com dez pontos e Gabriel e eu com cinze. Ganhamos. Ele escolheu uma pelúcia de ursinho que segurava um coração entre as mãos, achei fofo.

— Obrigada. – Agradeci o abraçando.

— Tá bom, chega. Vamos em outro. – Carlos disse emburrado provável que por não ter conseguido a pelúcia pra Laura. Fomos então em vários brinquedos, inclusive no bate-bate e eu tinha de lembrar de nunca mais ir, me deu dor de cabeça. Decidimos então procurar algo pra comer. Os meninos foram ver algo enquanto esperávamos em uns banquinhos.

— Até quando vocês vão ficar assim hein? Diz logo que gosta dele. – Maya dizia pra Laura.

— Você fala de mim, mas tá na mesma situação com o Davi. – Retrucou Laura.

— Não compare porque é diferente. – Ela respondeu enquanto Laura dizia um, hurum sei.

— E você Bianca, estão namorando ou não? – Laura quis saber e Maya me encarrou também aguardando uma resposta.

—Há gente, não vou negar que nos aproximamos muito rápido, mas ainda é cedo pra dizer algo não acham?

— Eu acho que vocês super combinam. – Laura diz.

— Aí Laura, deixa eles.

— Tá bem, desculpa. E por falar neles não acham que estão demorando? — Nós entreolhamos.

— E verdade, e se a gente for atrás deles? — Elas concordaram e saímos para encontrá-los, Davi tinha mandado mensagem dizendo onde encontrá-los. Caminhamos um pouco e os encontramos, mas parei no meio do caminho quando escutei os meninos falando algo sobre mim, pude perceber quando as meninas se entre olharam.

— Cara, sério que você ainda não falou pra ela? — Dizia Carlos.

— Não é assim tão fácil. — Ele respondeu. Franzi o cenho, o que não era tão fácil?

— Claro que é, o que você não pode é continuar com a garota desta maneira, conta logo pra ela...

— Contar o que pra mim? — Interrompi a conversa, eles se viraram assustados.

— Bianca. Não sabia que estava aí.

— Me fala Gabriel, de que maneira a gente não pode continuar? O que você precisa me falar? — Ele se aproximou, enquanto todos continuavam calados só observando.

— Bianca me escuta, eu te disse antes que você se parece muito com a Marina e...

— E o quê? — Já estava começando a me estressar. Fez menção de me tocar, mas eu me afastei.

— E, eu me aproximei de você por conta disso. Eu via em você uma nova oportunidade, de fazer diferente dessa vez. — Não acredito, então era por isso que ele se aproximou tanto de mim e toda aquela preocupação em excesso, era por ela, tudo por ela.

— Então você me usou, é isso que quer me dizer?

— Não. — Falou exasperado. — Isso foi no início, agora é diferente.

— O que é diferente agora? — Não me respondeu. — Você realmente me vê, ou é só ela que enxerga quando me olha? — Ele passou a mão no cabelo com a expressão confusa. — Entendi.

— Bianca espera. — Falou quando me afastei, mas eu já estava longe.

Ao longe pude ouvir alguém me chamando, continuei caminhando.

— Espera, eu vou com você. — Era Laura, concordei e fomos todo o caminho em silêncio, agradeci por ela não querer puxar assunto, meus pensamentos estavam a mil e eu não conseguiria formular frases coerentes.

Chegamos então ao dormitório, me organizei e fui dormir mais cedo, Laura continuava calada, me lançando umas olhadas de canto de olho de vez em quando. Ainda não estava dormindo e pude perceber Maya chegando, fechei os olhos com mais força com a intenção de dormir logo, não queria conversar agora. Me senti tão sozinha daquele momento e foi com esse pensamento que adormeci