O Sol e a Fera
9 Capítulo 9
Depois do jantar, Shoyo junto com Sugawara saíram da sala de jantar.
— Eu não entendo por que estão sendo tão gentis comigo. — falou Shoyo andando ao lado da mesa de rodinha. — estão tão presos aqui quanto eu,nunca quiseram escapar? — perguntou para Sugawara.
— O Kageyama não é tão terrível quanto aparenta ser. — comentou Sugawara para Shoyo. — Há um lugar dentro de sua alma que tem um príncipe… uma pessoa só aguardando para ser libertado. — completou quase cometendo um deslise nas palavras.
Parando de andar, Shoyo notou que estavam em frente a escadaria que dava para a ala oeste.
— O Kuroo disse alguma coisa sobre a ala oeste. — falou Shoyo olhando para a escada com curiosidade.
— Nã..o se preoc..upe com isso, agora precisa dormir meu bem. — falou Sugawara embolando as palavras ao responder.
— Boa noite. — falou Shoyo para Sugawara enquanto virava de costas e ia subindo as escadas da ala leste.
— Boa noite. — falou Sugawara já saindo de perto. — direto para a cama. — disse sumindo de vista.
Shoyo como possuía uma curiosidade enorme sobre a ala oeste, então ele seguiu as escadas que davam na direção ao contrária da ala leste, subindo as escadas e passando por alguns corredores ele encontrou uma porta fechada, parando em frente a porta olhou para os lados para conferir se estava sozinho, abriu a porta e adentrou o aposento.
Lá dentro encontrou um quarto com os móveis revirados e a maioria quebrados. Pendurado na parede, tinha um quadro de um lindo homem. Havia algo nos olhos daquele homem que era familiar para Shoyo.
Olhando em volta ele percebeu um brilho estranho perto da janela. Era um girassol suspenso no ar, dentro de uma cúpula de vidro. Se aproximou e quando estava prestes a tocar na cúpula.
— O que faz aqui!? — perguntou Kageyama gritando com Shoyo, aparecendo do nada assustando o assustando. — o que fez com ele!? — continuou gritando furioso.
— Nada. — falou Shoyo o olhando assustado.
— Tem ideia do que podia ter feito? — perguntou Kageyama furioso. — Podia ter condenado a todos. — continuou falando com muita raiva. — saia daqui! AGORA! — gritou para Shoyo que saiu correndo de lá, com muito medo.
Enquanto isso perto da escada.
— Xeque Mate. — falou Kuroo ao colocar uma peça. — de novo. — continuou desanimado, por não ter muita emoção ao jogar xadrez com o Daichi pois sempre ganha.
— Não, não, trapaceou de novo. — grito Daichi indignado, batendo na mesa.
— Chibi-chan? O que está fazendo? — falou Kuroo ao notar Shoyo correndo escada abaixo.
— Saindo desse lugar! — falou Shoyo correndo para a porta que levava a saída.
— Pare! — gritou Daichi desesperado. — fiu! Fiu-fiu!.
— Rápido! Toka! — grito Kuroo correndo desesperado para parar Shoyo.
Todas as portas foram trancadas para o Shoyo não sair.
— É Toka depressa! — grito Daichi seguindo o kuroo e a Toka.
— Au au au. — latiu Toka.
— Não deixe ele ir! — grito Kuroo descendo as escadas o mais rápido possível.
— Corrar, não.. não Toka. — gritou Sugawara para Toka.
— Não é hora de brincar! — grito Daichi da escada.
— Agora não bobinha! — grito Kuroo logo atrás, Toka saiu pela porta de cachorro.
— Cachorra mal! cachorra mal! — gritou Daichi repreendendo Toka.
— Não! Não! Não! — gritou Kuroo antes de Shoyo pegar um casaco qualquer que estava no Atsumo e saiu pela porta em que Toka tinha saído. — não se vá é perigoso! -gritou Kuroo tentando impedir Shoyo de sair, mas era tarde demais.
— Oh poxa. — comentou Sugawara para todos ouvirem.
Fora do castelo Shoyo montou em Hey Hey e saiu noite adentro pela floresta, no caminho Shoyo notou que estavam sendo perseguidos por lobos.
— Auuuuuuu!
Shoyo tentou despistar os lobos, mas foi parar em cima de um lago congelado, um deles atacou Hey Hey e acabou caindo no chão, já no chão Shoyo pegou um galho para se defender e proteger o Hey Hey dos lobos.
De repente, a fera surgiu em meia à escuridão! E começou a lutar bravamente contra os lobos e os colocou para correr, antes de cair no chão cansado.
Shoyu pensou em fugir, mas não poderia abandonar alguém naquele estado, não importa o quanto ele tenha sido horrível com sua pessoa.
— Colabora comigo. — sussurrou Shoyo para a fera. — tem que levantar. — pediu ajuda da fera.
Com muito esforço, conseguiu colocá-lo em cima de Hey Hey e voltaram para o castelo.
Em outro lugar na floresta.
— Não, com certeza é por aqui. — falou Bokuto para Oikawa e Iwaizumi apontando para uma direção. — ouviram os lobos? — perguntou para os dois. — significa que estamos bem perto do castelo. — falou convicto de que estaria certo.
— Olha, já chega disso assim não dá mais. — falou Oikawa para Bokuto já perdendo a paciência.
— Ali! — disse Bokuto apontando para uma árvore. — ali está, é essa aqui, tenho certeza. — falou com toda confiança que tinha, Oikawa então parou a carroça para que Bokuto pode-se descer. — Ela tinha saído com o raio, eu me lembro, mas agora é visível que está de pé, como se através de alguma magia? — perguntou para si mesmo apontando para a árvore. — ou coisa assim.
— Você quer mesmo entrar para essa familiar Lixokawa? — perguntou Iwaizumi sério para o Oikawa.
— Então a direção… do castelo é… — falou Bokuto, decidido em qual direção poderia ser a direita ou esquerda. — é por… não é… fiu! Pofi! Por ali com certeza por ali. — disse Bokuto apontando para a esquerda com muita certeza.
— Já cansei! Dessa brincadeira boba. — falou Oikawa descendo da carroça e indo em direção de Bokuto. — cadê o Chibi-chan? — perguntou perdendo a paciência.
— A fera! Está com ele, e é por aqui. — persistiu Bokuto e apontou para a direção esquerda.
— Não existe fera, nem xícara falante alguma, ou mágica. — falou Oikawa sorrindo debochado. — mais existem lobos que não brincam em serviço! — respondeu gritando com o Bokuto que ficou chocado com ele.
— Se acalme Lixokawa. — falou Iwaizumi dando um chute na canela de Oikawa.
— Ai! Doeu Iwai-chan. — falou Oikawa se abaixando para tocar onde foi chutado.
— Já se acalmou? — perguntou Iwaizumi com seu mau humor de sempre.
— Sim. — respondeu Oikawa. — certo, por que não desistimos e voltamos para a aldeia? — perguntou para Bokuto. — Com certeza o Chibi-chan deve está lá te esperando preocupado. — falou com um sorriso.
— Se acha que é só coisa da minha imaginação, por que você quis vim comigo? — perguntou Bokuto olhando para Oikawa.
— Por que eu quero me casar com ele! — esbravejo Oikawa para Bokuto. — vem, vamos logo. — falou dando as costas para Bokuto e indo em direção a carroça.
— O Hinata não está na cidade, ele está com… — Bokuto não conseguiu terminar de falar pois Iwaizumi havia pegado pela gola da camisa o assustando.
— Se disse fera mais uma vez te faço de comida para os lobos! — grito Iwaizumi com raiva.
— Não Iwai-chan. — falou Oikawa tentando segurá-lo para não machucar Bokuto. — Se acalme, as lembranças, pense na guerra, sangue, explosões, incontáveis viúvas.
— Guerra? — Iwaizumi começou a se acalmar. — já estou calmo.
— Bokuto, me desculpe pelo comportamento de Iwai-chan e pelo meu modos, isso não é jeito de falar com o meu futuro sogro, né verdade. — Falou Oikawa tentando ainda causar uma boa impressão.
— Seu futuro sogro? — perguntou Bokuto. — você nunca vai se casar com o meu filho. — disse antes de receber um soco de Iwaizumi e cair desacordado no chão.
— Iwai-chan! O que você fez!? — perguntou Oikawa para seu amigo.
— Se ele não te der a sua benção está no seu caminho. — falou Iwaizumi respondendo a pergunta de Oikawa.
Os dois arrastaram o Bokuto para perto de uma árvore, pegaram uma corda que tinham na carroça e o prenderam nela.
— Quando os lobo acabarem com ele, o Hinata, não terá mais ninguém além de você. — falou Iwaizumi indo para a carroça e subindo nela.
— Só pra escutar todas as opções não podemos considerar algo menos cruel como alternativa? — perguntou Oikawa para Iwaizumi.
— Virá comigo? — perguntou Iwaizumi.
Oikawa subiu em cima da carroça e partiram para a cidade deixando para trás Bokuto, amarrado na árvore, desacordado.
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