No castelo estavam todos tristes com a partida de Shoyo.

— Pelo menos ele aprendeu o que é amar. — comentou Kuroo apreensivo dançando com Tsukishima no salão.

— Mas não faz diferença, se ele não o ama também. — falou Daichi desanimado.

— Não, essa é a primeira vez que tive alguma esperança de que ele o amaria. — falou Sugawara convicto de que Shoyo amava Kageyama.

— Hiin in in hinir.

— Ouviu isso papai? — perguntou Nishinoya ao escutar um barulho do lado de fora. — é ele. — falou animado e foi em direção da janela para ver. — ele tá voltando.

Todos foram em direção da janela para ver se era o Shoyo.

— Será? — perguntou Kuroo em confusão.

— Eu disse, que o Baixinho ai voltar. — afirmou Tsukishima chegando na janela.

— Ohh não. — exclamou Kuroo quando chegou na janela e viu que não era o Shoyo. — invasores. — falou espantado olhando para a multidão.

— Então é isso ai. — falou Daichi desanimado.

Todos foram correndo para proteger o castelo da multidão que estava lá fora.

— Montem uma barricada. — gritou Daichi para todos segurarem a porta de entrada. — e aguentem firme. — falou para todos.

— Vamos lá! — gritou Tanaka indo ajudar.

— Com coragem e fé; Lutaremos destemidos; Sem saber o que iremos enfrentar! — todos se mantiveram atrás da porta para segurá-la.

— O inimigo é brutal. — a multidão subiu as escadas até a porta do castelo. — Nosso instinto é animal; E cabe a nós cortar o mal. — se reuniram bem em frente a porta. — Bem na raiz! — Começaram a arrombar a porta de entrada.

— Precisamos de ajudar. — falou Daichi saindo correndo para procurar por ajuda.

Enquanto isso na aldeia, dentro de uma carroça estava Shoyo pensando em como sair dali de dentro.

— Eu tenho que avisar a fera. — falou Shoyo desesperado pelo que ia acontecer.

— Avisar!? — perguntou Bokuto sem entender nada. — como você conseguiu escapar? — pergunta em dúvida de como seu filho conseguiu fugir da fera.

— Ele me libertou papai. — falou Shoyo ficando de frente para Bokuto. — para que eu pudesse salvá-lo.

— Eu não entendi. — falou Bokuto sem compreender o que seu filho estava falando.

Shoyo procurou em seu bolso o girassol de brinquedo que havia pegado no redemoinho, e mostrou para Bokuto.

— Onde você? — exclamou Bokuto ao ver o que era.

— Ele me levou lá. — falou Shoyo dando um pequeno sorriso. — agora eu sei sobre o papai Akaashi. — disse enquanto uma lágrima solitária que desceu por sua bochecha.

— Então entende que eu tive que deixá-lo. — falou Bokuto com a voz embargada. — tive que te proteger, sempre tentei proteger meu Solzinho, talvez até demais. — disse triste olhando para Shoyo.

— Eu entendo. — falou Shoyo dando um beijo na testa de Bokuto o acalmando. — agora vai me ajudar? — perguntou para seu pai.

— É arriscado. — falou Bokuto preocupado olhando para fora.

— É… É sim. — afirmou Shoyo olhando para Bokuto que sorriu.

— Tentarei abrir a trancar. — sussurrou Bokuto para o filho. — afinal são só.. engrenagens... e... molas. — falou ainda sussurrando indo até a grade que tinha um cadeado. — mais preciso de algo longo que caiba... — não conseguiu terminar, pois Shoyo tirou um dos berílio que segurava a tiara de folhas de ouro, o entregando para Bokuto. — com isso. — disse pegando o berílio das mãos de Shoyo. — perfeito. — voltou para o cadeado.

Voltando para o castelo, exatamente em cima de uma torre.

— Com sua licença Kageyama, eu não queria o perturbar… — falava Daichi nervoso.

— Ele não voltará mais? — perguntou Kageyama interrompendo a fala do Daichi.

— Não. — respondeu Daichi a pergunta que Kageyama fez. — estão arrombando as portas. — falou aflito, Kageyama o olhou.

— Já não me importa. — falou Kageyama como se não fosse nada. — deixe que venham. — disse irritado.

Na entrada do castelo estavam os aldeões tentando arrombar a porta para poderem entrar.

— Atacar! — batiam na porta com um tronco de árvore. — Atacar!

— Ohh não está funcionando. — falou Sugawara desesperado se afastando da porta.

— Eu tive uma ideia. — falou Kuroo para todos.

— Atacar! — Continuaram batendo com o tronco na porta. — Atacar! Atacar! Atacar! — A porta se abriu derrubando as pessoas que seguravam o tronco de árvore para dentro do hall de entrada.

Entrando no castelo pela porta já aberta.

— Não está nem um pouco preocupado que esse castelo seja assombrado? — perguntou Oikawa olhando em volta ao lado de Iwaizumi.

— Não fique nervoso Lixokawa. — falou Iwaizumi olhando para Oikawa. — Lembrando que foi a sua ideia, de vim aqui matar a fera.

— Eu sei disso Iwai-chan. — falou Oikawa olhando o espelho para saber onde estava a fera.

— Onde estamos? — sussurraram alguns aldeões.

— Isso tudo me parece familiar. — falou um rapaz alto de cabelos castanhos avermelhado que estava amarrado num coque. — como se eu já conhecesse.

Todos os aldeões olhavam em volta se separando, Iwaizumi notou um bule de chá e uma xícara em cima de uma mesa que chegou perto e olhou.

— Humm, você deve ser a tal xícara falante. — falou Iwaizumi olhando para a xícara. — e você é provavelmente a sua avó. — disse agora olhando para o bule de chá.

— Hã! A sua avó? — exclamou Sugawara surpreso por ser confundido. — atacar! — gritou com raiva.

— Hã!? — exclamou Iwaizumi surpreso pelo bule de chá falar.

Começou uma batalha de móveis contra as pessoas da aldeia, Iwaizumi correu para perto de Toru surpreso com tudo que estava acontecendo a sua volta, Atsumo cutucou Oikawa pelas costas para chamar a atenção do mesmo, Oikawa se virou e viu um cabideiro querendo arrumar briga, conseguindo desviar puxou Iwaizumi para frente dele quando percebeu que ia levar uma surra, Atsumo começou a bater no Iwaizumi até ele ficar desorientado.

— Bakawa!! — gritou Iwaizumi quando o Tanaka caiu em cima dele. — Bakawa… companheiro.. — falou estendendo a mão para que Oikawa o ajudasse.

— Tenho que ir. — falou Oikawa dando as costas para Iwaizumi e foi subindo as escadas, deixando para trás um Iwaizumi chocado com sua ação.