O Sol e a Fera
12 Capítulo 12
Fomos em direção a biblioteca do castelo, adentrando a biblioteca Kageyama foi em direção de uma prateleira no final do corredor e pegou um livro dela.
— Outro presentinho da feiticeira. — falou Kageyama indo em direção de uma mesa que ficava no meio da biblioteca. — que permite que você consiga escapar. — disse enquanto abria o livro e tirava a poeira dele, depois colocando-o em cima da mesa.
— Que bonito. — exclamou Shoyo olhando o livro.
— O seu truque mais cruel. — falou Kageyama apontando para o livro. — outra maldição, o mundo exterior não está preparado para alguém como eu. — comentou triste. — mas está pra você. — disse apontando para Shoyo que ficou triste por pensar que as pessoas não poderiam entender ele.
Kageyama estendeu a mão para Shoyo poder segurá-la.
— Pense onde sempre desejou ir. — disse Kageyama colocando as mão nas páginas do livro. — agora encontrei-o na sua mente. — falou enquanto tirava sua mão de cima da de Shoyo. — e sinta no coração.
Eles viajaram para a França, no lugar em que Shoyo foi criado até seus 3 anos em um velho redemoinho numa fazenda, antes de se mudar para a aldeia.
— Onde nós trouxe? — perguntou Kageyama olhando em volta.
— Paris… — respondeu Shoyo observando o lugar em que um dia já foi seu lar.
— Ohh, eu adoro Paris. — exclamou Kageyama indo em direção a janela do cômodo. — o que você quer ver primeiro? Notre-Dame? Champs-Élysées? — perguntou olhando pela janela. — não! muito turístico. — falou franzindo as sobrancelhas.
— Aqui é muito menor do que eu me lembrava. — comentou Shoyo ainda olhando em volta, viu alguns desenho de quando ele era pequeno. — Eu me deparo com o passado; Quando essa história começou; Algum tempo neste sótão; Um artista achou o amor; Guardo na memória; Tudo que já fui. — cantou quando encontrou um girassol de brinquedo em cima da cama. — Só que a Paris da minha infância; Se foi. — se sentou em cima da cama e olhou para frente.
— O que houve com a sua mãe? — perguntou Kageyama na frente de Shoyo.
— Eu não tive uma, mas sim outro pai. — falou Shoyo para ele pode entender. — e é uma história que papai nunca parou para me contar. — respondeu a pergunta que ele tinha feito. — e achei melhor não perguntar. — disse olhando para o girassol.
Kageyama olhou para cima de uma cadeira e encontrou uma máscara.
— Uma máscara de médico. — falou Kageyama pegando a máscara.
Shoyo se levantou da cama e foi em direção de onde Kageyama estava.
— A peste. — falou Kageyama olhando nos olhos de Shoyo.
FLASHBACK ON
— Tem que ir, agora. — falou o médico para Bokuto.
— Rápido, pode contagiá-lo também. — falou Akaashi se referindo a Shoyo que estava observando de longe.
— Eu não seria capaz de te deixar. — falou Bokuto muito triste.
— Mas é necessário. — exclamou Akaashi quase sem forças para falar. — Cuide muito bem de nosso pequeno solzinho.
— Não... não... não faz isso comigo Akaashi, eu te amo. — falou Bokuto desesperado.
— Vá, e lembre-se que eu te amo Bokuto. — disse Akaashi antes de o médico dirá Bokuto a força de perto dele.
— Papai Bokuto, e o papai Akaashi? — perguntou Shoyo para o pai que o arrastava para longe do redemoinho e o colocava em cima de uma carroça.
— Ele não vai poder vir com a gente Hinata. — respondeu Bokuto ao filho, subindo logo depois e pegando as rédeas do cavalo.
— Mas vamos poder vê-lo de novo? — continuou perguntando Shoyo.
— Não...- respondeu Bokuto com enorme tristeza.
Shoyo olhou para trás vendo o redemoinho que era sua casa se afastando aos poucos.
FLASHBACK OFF
— Sinto muito chamar seu pai de ladrão. — falou Kageyama triste por perceber o que aconteceu no passado da família de Shoyo.
— Me leva embora. — sussurrou Shoyo triste para sair de lá o mais rápido possível.
Em outro lugar especificamente na aldeia.
— Que tempestade em. — exclamou Oikawa correndo pela chuva. — pelo menos não estão amarrados numa árvore cercados por lobos famintos. — falou lembrando de Bokuto. — ainda não é tarde demais para voltar e...
— Se você completar essa frase eu te arrasto para lá para ficar junto de seu ex sogro. — falou Iwaizumi mau humorado como sempre.
Entraram no bar para se refugiar da chuva.
— É que toda vez que fecho os olhos eu imagino Bokuto lá sozinho. — continuou falando Oikawa melancólico.
— Dá para calar a boca Lixokawa. — falou Iwaizumi tentando não perder a paciência de novo.
Quando disseram as escadas para o subsolo e levantaram as cabeças se depararam com Bokuto sentado numa mesa olhando para eles.
— Bokuto? — exclamou surpreso Iwaizumi olhando para ele.
— Oikawa, você tentou matar Bokuto. — perguntou o dono do bar.
— Bokuto, ainda bem, eu passei os últimos 5 dias te procurando. — falou Oikawa enquanto terminava de descer as escadas e indo em direção de Bokuto.
— Tentou me matar, me fez de comida para os lobos. — falou Bokuto com raiva se levantando da cadeira.
— Lobos? Uma coisa é falar dos seus delírios, outra é me acusar de tentar matar você. — falou Oikawa dando voltas em Bokuto.
— Bokuto, você tem alguma prova contra ele? — perguntou o padeiro.
— Tenho Hitoka, ela que me resgatou. — falou Bokuto indicando Hitoka que estava perto da lareira.
— Hahahaha. — começou a rir Oikawa. — Hitoka? Você embasa as suas acusações de um testemunho de uma mendiga. — continuou Oikawa debochando de Bokuto e indo em direção da própria. — sem ofensa Hitoka. — sussurrou se desculpando com ela.
Todos ficaram calados no bar olhando para Bokuto.
— Sir Iwaizumi, ele estava lá, ele viu tudo. — afirmou Bokuto indicando Iwaizumi.
— Que? — indagou Iwaizumi em dúvida por ele não lembrar de que foi ele que o desacordou e o amarrou na árvore.
— Sim, ele estava lá, se minha palavra não fale. — falou Oikawa indo em direção a Iwaizumi e ficando ao lado dele. — Iwai-chan, meu caro companheiro, diga que seu único amigo e mais leal, tentou matar o pai do único homem que já amou? — perguntou olhando nos olhos de Iwaizumi.
— É...é..é complicado dizer, ótima pergunta. — falou Iwaizumi desviando o olhar para Bokuto. — Mais não. — disse por fim. — ele não tentou. — completou.
— ( Ele não está completamente errado, já que foi o Iwai-chan que o colocou na árvore e não eu. ) — pensou Oikawa.
— Seu..- falou Bokuto indo em direção a Oikawa e tentou dar-lhe um tapa, mas foi segurado pelo próprio.
— Hã!? — exclamaram todos que estavam presentes no bar.
— Bokuto, que pena dizer isso mais você representa risco para si e para os outros. — falou Oikawa ainda segurando a mão de Bokuto. — não me admira o Chibi-chan ter fugido. — comentou deixando Bokuto indignado com o que disse. — você precisa de ajuda, onde possam ajudar a curar sua mente. — disse soltando a mão dele enquanto alguns homens se aproximavam deles. — Está tudo bem, muito bem. — sussurrou para só ele ouvir o deixando ainda mais perplexo.
— ( Que confusão eu fui me meter, e logo com o inútil do Bakawa. ) — pensou Iwaizumi colocando a mão na cabeça.
Fale com o autor