O Sol da Escuridão? As Trevas Ensolaradas?
2 Apaixonado? Nem sei o que isso significa.
Notas iniciais
–Nico, você tem namorada?
Will me olhou com olhos curiosos, a cabeça levantada devido ao corpo inclinado no apoio dos próprios joelhos. Que tipo de pergunta era aquela?!
–Eu não! Por que? — Eu não consegui explicar minha reação a essa pergunta até agora, por que raios eu fiquei tão nervoso?! Que situação patética a minha, sério, ninguém merece.
–Ah...nada, não. Mas você é legal, bonitinho, e fica engraçado quando está bravo.Devia ter um..alguém.
Bonitinho. Ah deuses. Ainda estou meio em choque com isso, mano, o que foi aquilo?!
–Ahn..obrigado, eu acho.
–É o que eu...Ah deuses, não é isso! — Ele se levantou de uma vez, e o rosto dele ficou vermelho escarlate, o que foi em parte engraçado, em parte fofo e em parte estranho. — Eu n-não estou dando em cima de você! — Ele colocou as mãos na nuca e se sentou de novo, abaixando a cabeça até quase o joelho. — Ah, esquece.
–Will, relaxa, cara! — Não resisti a dar uma gargalhada, o que é realmente sinistro vindo de mim. — Não tenho nada contra você dar em cima de mim. Não que eu queira que você dê ou ahn.. ache que você estava dando. — Como falar isso sem soar como " sou gay e você é lindo, quer me pegar? " ? Meus deuses!
–Ah...ok. Acho que você vai querer..descansar agora, né?
–Will, eu que sou eu, o garoto que adora fugir das pessoas, não acredito que você vai sair correndo daqui só porque falou algo...ahn, como dizer...diferente. Cara, melhore né. — Falta de paciência que me deu nessa hora também não foi explicada, ressaltando.
–Não estou fugindo! — Ele cruzou os braços, com cara de indignado, e chegou mais para o meio da cama.
–Ah, então não vai mais sair do meu quarto? Hazel não vai gostar nada disso, hein! — De novo, lá estava eu sorrindo, com as sobrancelhas erguidas e os braços cruzados em tom de " Ah é? Veremos ". Sorrindo. Eu mereço mesmo.
–Nope!
–Tudo bem então, Cachinhos Dourados, você que sabe. — E me sentei ao lado dele, ombros encostados ( não me julgue, diário ), e encarei ele com a melhor expressão irônica que consegui.
–Tem que parar com esses apelidos, Fantasminha.
– Eu? Por que pararia, Garoto da Praia?
–Porque se não parar — E nisso ele chegou o rosto a simplesmente 1 dedo de distância do meu, no máximo. Ai. — Eu vou ter que fazer uma coisa que fiquei sabendo que é seu fraco.
–What the hell, que coisa?
–Ah, uma aí que a minha amiga Hazel me contou que você tem sérios problemas. — E nisso eu soltei uma palavra de baixo nível que é melhor não ser escrita aqui. — Sim, Fantasminha. Sofraaaaaaa!
E então o garoto pulou em cima de mim e começou a cutucar minha barriga, meu pescoço e tudo o mais, fazendo cócegas. Eu tenho SÉRIOS problemas com cócegas, porque eu não consigo controlar e começo a gargalhar, e eu não gosto de demonstrar essa intimidade com gente assim como o Will, linda, popular e perfeitinha. Ele ria em alto som e eu mais ainda, e no final desse lindo momento de tortura o Will estava em cima de mim me segurando pelos braços, porque eu tentei dar alguns socos nele. E então ele se inclinou até bem perto de mim ( BEM perto ) e disse:
– Sem mais apelidos. Estamos entendidos, Fantasminha?
–Claro, Cachinhos Dourados.
–Quer mais cócegas?
–Não, obrigado.
–Sei.
E aí ficamos nos encarando, ali em silêncio, enquanto eu morria de desconforto — Já devo ter mencionado que odeio contato físico — e de ansiedade ao mesmo tempo e ele provavelmente morria de rir da minha cara por dentro. Até que de repente, ele se inclinou e me beijou de leve. Sim, ele me BEIJOU. Mas então, recuou, e se levantou da cama, e ali em pé próximo à porta, ele disse exasperado:
–Me desculpa, Nico. Apenas..não me odeie, eu já estou indo e tal.
E então, quando ele colocou a mão na porta, eu me levantei de um pulo e o beijei. Não um beijo de leve ou um selinho, mas realmente um beijo. E ele colocou as mãos no meu pescoço e ficamos nos beijando.
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