O Sol
16 Capítulo Extra: Raio-de-Sol
Certo dia, enquanto ainda trabalhava em Prontera, eu resolvi dar uma passada em Izlude para dar uma olhada nas frutas da feira. Fazia tempo que só comia carne, pão e leite (regime digno de um servo), precisava de alguma coisa mais saudável.
Era dia que as frutas chegavam, estava tudo maravilhoso. As maçãs lustrosas de Payon, as bananas de Comodo, as cenouras e batatas doces de Geffen. Comprei um pouco de cada, mais 3 recipientes de suco de laranja, inédito. Laranjas cultivadas nos arredores de Lighthalzen e processadas em Einbroch. Estranho o suficiente. Devia ter gosto de aço. Caríssimo. Mas eu não tomava um pouco desde... muito tempo. Voltei carregada, e tomando um suco de laranja. É, não estava ruim como eu pensava. Era viciante pra falar a verdade. Não enxergando o chão com as sacolas, e distraída com as compras, eu tropecei em alguma coisa. Mole. E gelatinosa. Cai de lado, assim salvando as compras, e fui olhar o que tinha acontecido. Era um Drops. Muito machucado. Além da marca de pé que estava nele agora. Ele estava parado, olhando pro chão. Perguntei se estava bem. Ele fez aquele *blob* característico. OK, não adianta se comunicar com um Drops. É um monstro comum, muito morto por aprendizes para afinar suas técnicas (ok, exagero, não são técnicas) de combate. Mas esse estava simplesmente ferido. Agonizando. Usei cura nele. Ele lentamente se recuperou e aproximou de mim. Depois pulou no meu colo. Eu dei alguns tapinhas de agrado na cabeça dele e ele foi mexer nas minhas sacolas. Puxei ele antes que pegasse algo, mas ele já estava com uma das garrafinhas de suco de laranja na boca. “Vôce quer isso?” “*blob*” “Ok, pode pegar.” “*blob*” Ele bebeu tudo num gole só. Peguei a garrafa para jogar no lixo depois e segui de volta pra Prontera. Quando estava já no portão da cidade, escutei *blob*. Não. Não era possível. Virei e vi a criaturinha lá. *blob*. “Você me seguiu?” “*blob*” “O que? Você quer ficar junto comigo?” “*blob*”
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