O Significado de Um Sorriso
1 Capítulo único
Notas iniciais
Boa leitura!
Final do turno da noite no Laboratório Criminal de Las Vegas. Mais um caso difícil encerrado, o qual custou 2 turnos seguidos para Sara.
Trabalhar tem sido difícil para ela. Ver todos os dias o homem que ela ama, que é também seu supervisor, e saber que ele não sente o mesmo, a machucava... Mas, como nem tudo tem sido uma grande decepção, ainda tem a companhia dele: Greg Sanders, seu melhor amigo. Com aquele cabelo moderno (maluco, talvez) e um jeito meninão que não perde uma oportunidade de sempre flertar com ela, faz com que Sara esqueça um pouco de Grissom e se permita alguns sorrisos.
~Por que Grissom não é assim?~ Pensava ela, quando Greg começava com seus flertes.
Naquele final de tarde, enquanto terminava seus relatórios e lutava contra o sono acumulado de 2 turnos, as vezes deixava seus pensamentos flutuarem em direção ao seu supervisor. Aqueles olhos azuis quando encaravam seus olhos castanhos... Saber que esse olhar era apenas profissional, ou no máximo de amizade...
Os olhos de Sara começaram a ficar úmidos...
- Aqui não, por favor. – Disse ela em voz alta.
- Hey, calma. Só vim te trazer um café! – Era Greg, entrando na sala.
- Oh, desculpa Greg. Não era com você. Não te vi chegar.
- Magoa meu pobre coração quando você diz não me ver chegar! – E fazendo uma carinha como de um cachorrinho sem dono, ele consegue arrancar uma risada de Sara.
Ah, como ele amava este som. Como ele a amava... Se ao menos pudesse dizer isso. Se ao menos ela parasse de levar tudo o que ele diz como flertes de amigo e o olhasse com outros olhos... Se...
- Bom, acho terminei por aqui. Já vou indo. Até amanhã Greg! – Disse Sara, interrompendo os pensamentos dele.
Nesse momento, enquanto o abraçava, Sara voltou a sentir algo que a intrigava. Era como se lá fosse o lugar dela, onde ela se sentisse protegida, onde ela gostaria de ficar para sempre...
~Não sara. Não pense nisso. Que bobagem! Ele é meu melhor amigo! Estou apenas cansada.~ Pensou ela, e em seguida, se afastando rapidamente, deixou um Greg confuso para trás.
Naquela noite, Sara teve um sonho estranho.
POV Sara:
Estou mais uma vez absorta em minha leitura, quando esta é interrompida pela campainha. Quem seria?! Afinal, era tarde da noite, onde mais uma vez me permiti ler até a madrugada. Ao abrir a porta, estava um homem parado e antes que eu pudesse ver seu rosto, ele me abraça e começa a me beijar apaixonadamente. Algo dentro de mim, dizia que era Grissom, e por isso não o afastei. Deixei-me consumir por esse desejo que tanto ansiava. Ele sussurra em meu ouvido um doce e sincero “Eu te amo Sara. Sempre amei”. Eu respondo que também o amo. Mas algo em mim não parou de falar, e comecei a dizer algo que me deixou confusa: “Achei que o que eu sentia por você era apenas amizade. Mas não, eu sempre amei tudo em você. Mesmo quando achava que amava outro...”. Por que eu disse isso? Eu sempre soube o quanto amava Greg... Greg? Ao olhar para o rosto do homem que a beijava, não era Grissom, e sim Greg. E agora, com ele sorrindo para mim, eu apenas quero...
Trimmmmm. Era o celular tocando. No visor lia-se o nome Grissom. Uau, ela tinha dormido a noite e a manhã inteira.
- Sidle! – Disse Sara, ainda sonolenta.
- Sara? É o Grissom. Precisamos que você venha ao hospital Desert Spring...
- Hospital? O que houve?
- É melhor explicar pessoalmente Sara...
- Grissom, você está me assustando. O que aconteceu? Quem se machucou? Me explica agora. – Um pouco de ansiedade tomando conta da voz de Sara. E um sentimento ruim, que não a deixava parar de pensar em Greg...
- Foi o Greg. Ele foi atingido por uma bala perdida essa manhã, durante uma perseguição a um suspeito. Mas fica calma, ok?! Ele está sendo operado nesse momento e...
Mas Sara não ouvia mais o que Grissom falava. Uma dor tomou conta de seu peito. Ela apenas tinha que chegar ao hospital. Pegou a primeira roupa que viu e vestiu, saindo em seguida. Lágrimas corriam por seu rosto. E se o estado dele fosse grave e ele... Não! Ela não conseguia pensar em sua vida sem ele. Talvez, o que ela disse em seu sonho, seja a realidade. Talvez ela estivesse tão presa aos olhos azuis de Grissom, que não prestou tanta atenção em como se sentia desconcertada ao ver o sorriso de Greg. E agora, mesmo que ele a visse como uma amiga, não se sentia mal por ter esses sentimentos, diferente do que sentia por Grissom...
Chegando ao hospital, Sara encontra a equipe reunida na sala de espera.
- Onde ele está? Ele está bem? — E chorando compulsivamente deixa-se abraçar por Catherine, que ainda estava um pouco vermelha, talvez por chorar... E se o pior aconteceu?
- Calma Sara. Está tudo bem! Ele está bem. Não corre risco de vida. O médico disse que a bala não atingiu nenhum órgão vital. Ele está em coma induzido. Acordará no início da noite.
Mas Sara não conseguia parar de chorar. Só de pensar em perdê-lo... Como ela não tinha percebido o que sentia antes?
Algumas horas depois...
- O Sr. Sanders acordou, perguntou por uma Sara...? – Disse o Dr., cujo nome em seu crachá lia-se Edward Clarcke.
- Sou eu! – Disse Sara um pouco ansiosa, e ao mesmo tempo calma por ele estar bem.
Ao entrar na sala, ver aquele sorriso, mesmo que fraco, se formar no rosto de Greg, encheu de calor o coração dela.
- Oi... – Disse ele.
- Oi... – Respondeu Sara, com os olhos um pouco marejados de lágrimas.
- Sabe Sara, eu prometi que se eu sobrevivesse, não iria guardar mais esse segredo... Eu... tive medo, quando levei o tiro. Mas não foi medo de morrer... Não... Foi medo de nunca mais te ver.
- Greg...
- Eu pensei que nunca mais veria teu sorriso, que ao invés de te arrancar um sorriso, eu iria te arrancar lágrimas. E eu não quero jamais te fazer chorar. Sabe por quê?
- Porque... – Mas ela não sabia o que responder. Será que ele diria o que ela estava pensando?
- Porque você Sara – E segurando a mão dela disse — você é o significado dos meus sorrisos todos os dias. Sempre foi! Se eu ajo como um bobo perto de você, é porque não consigo pensar direito. É porque, Sara Sidle, eu te amo...
E nesse momento, lágrimas correram pelo rosto de Sara. Lágrimas de uma felicidade que ela pensou que nunca sentiria.
- Se você não sente o mesmo – continuou Greg – eu entendo. Apenas não queria guardar mais esse sentimento, que estava me sufocando...
Mas ele foi interrompido por um beijo de Sara. O mesmo beijo apaixonado que ele a deu em seu sonho. E após alguns segundos, ela se separou um pouco dele e sussurrou em seu ouvido.
- Eu também te amo...
E se deitou na cama, ao lado dele. Do seu amor, que também era seu melhor amigo. E ali, juntos, dormiram, sem pressa para saírem dali. Pois eles tinham a certeza de que teriam toda uma vida para se amarem...
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