O Significado da Liberdade
6 Resumo da Nova Vida do Dark Slayer ( XD )
Notas iniciais
Vergil colocou o livro de volta à estante. Pensou um pouco. Tinha tantas dúvidas, mas aqueles livros não podiam responder suas perguntas ou resolver seus problemas.
-- Que inútil.
Tirou a capa e se encostou na parede, ainda pensativo, escorregando até o chão. Nem mesmo ele sabia mais o que fazer. Respostas? Acabara de esquecer as próprias perguntas! Não tinha mais o que “preparar”, agora precisava entrar em ação. Mas como? Não é assim tão fácil... Há três dias mandara Cristine embora e ela não voltara com respostas.
-- Vou é acabar enlouquecendo... Quem sabe se eu desistisse? Não, nunca! Todo meu esforço até agora seria em vão...
Vergil se levantou e desistiu de pensar. Foi até a janela, puxar as cortinas e olhar para fora. As estrelas no céu esta noite estavam tão brilhantes... O ar estava abafado, mas agradável. Sentiu uma brisa quente afagar seu rosto, fazendo-o fechar os olhos.
-- Eu não posso desistir. Se tudo der certo poderei ter todo o poder que eu quiser... Sem falar que agora não posso simplesmente largar tudo.
Abriu os olhos e olhou bem para a rua. Era um bairro rico, formado apenas por grandes mansões muito chiques. Perguntou-se por que estava ali.
Estava, na verdade mais verdadeira, por mais que odiasse essa verdade, sob a custódia de Mundus. Sim. Até hoje. Mesmo depois de mais ou menos 4 ou 5 anos. Ainda era ele a quem devia obedecer e servir.
Mundus até lhe dera uma vida na terra. Uma enorme mansão e dinheiro – sim, muito dinheiro. Claro, coisas que ele costuma dar a todos que o ajudam e fazem o que ele manda. Mundus queria que Vergil fizesse uma coisa cruel, algo que, talvez, bem lá no fundinho ele não sabia se teria coragem de fazer afinal.
Se Vergil fizesse aquilo, Mundus conseguiria dar todinho o poder de Sparda a ele, e juntos os dois destruiriam a barreira entre os dois mundos e seria o fim da raça humana. Mas, sabia que chegar nessa parte da história requereria sacrifícios. Muitos sacrifícios. E não seria fácil, sem falar que não seria rápido.
“Melhor parar de pensar só no futuro... Preciso, primeiro, dar um jeito de atrair o Dante até aqui... Mas como? Ele pensa que eu estou morto... Ou pelo menos não sabe onde eu estou. Vou precisar gastar um pouco de minha criatividade...”
Alguém bateu na porta, interrompendo seus pensamentos.
-- Mestre? – disse uma voz feminina, vinda de fora do quarto. Era jovem, uma empregada nova, que ainda não sabia muito bem os “sistemas” da casa. Devia ter uns 17 ou 18 anos. – Mestre, o senhor está aí?
Resolveu ser bonzinho com ela. Dessa vez.
Vergil foi até a porta e abriu-a bem pouquinho, sem se mostrar.
-- Sim, estou aqui. Pode falar. Mas antes, como é seu nome, mesmo?
-- E-eu sou a... a... Susana, Mestre. Susana Delacroix. A empregada nova, que chegou semana passada.
-- Ah, sim. Então diga, Delacroix, por que veio aqui?
-- Eu vim avisar, Mestre... Bem, me mandaram vir aqui lhe avisar que... dizer que... Sahina Tenkai disse para lhe dizer que eles já sabem, que descobriram que... Digo, onde a Cristine, quero dizer, onde a Senhorita Belmont está. – ela disse, com a voz trêmula, revelando o nervosismo.
-- Descobriram onde a Srta. Belmont está?
-- S-sim, Mestre. Ela está... Foi para um hotel, Montor Palace Hotel, mais no centro da cidade. Foi até lá de carro. Com um homem. De carona. Com esse homem.
-- Que homem? – Vergil perguntou calmamente, tentando deixar a jovem mais confortável. – Qual é o nome desse homem, eles sabem?
-- S-sabem. Eu acho que... Não tenho certeza, Mestre, m-mas acho que o nome é... é D-dante, Mestre.
Vergil arregalou os olhos, ainda segurando a maçaneta da porta entreaberta.
-- Como?
-- Dante.
-- E ele está neste mesmo hotel que a Srta. Belmont?
-- Até onde sei, sim, Mestre.
-- Foi Sahina quem te mandou vir aqui dizer isso?
-- S-sim.
-- Está bem. Obrigado. Pode ir. Ah, só mais uma coisinha: diga para Khali vir bater aqui na porta da minha sala daqui uma hora, ok, Susana?
-- Certo, Senhor. Digo, Mestre!
Vergil ouviu os passos da garota se afastando e fechou a porta. Depois encostou-se na mesma para pensar um pouco.
“Então Dan e a doce Cris se encontram novamente após cinco anos? Heh... Talvez isso seja bem divertido...”
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