O Significado da Liberdade

3 Capítulo 3: As Lembranças de Cristine - Parte 1


Notas iniciais
Serão 3 capítulos com lembranças da Cristine. Não colocarei todas em um só capítulo porque ficaria muito grande e "maçante" de ler...
E desculpem a demora, espero que gostem.
\\\'

(Cidade de Fortuna, prédio da Comissão de Segurança da Cidade, 29 de outubro de 2003)

-- Cristine, traga-me um café, ok? – Disse um dos homens de terno que estava sentado àquela mesa comprida no meio da sala.

-- É “Srta. Belmont”!

-- Sim, sim Belmont, seja o que for! Aqui, garota, você é uma mera secretária. Então traga logo meu café, ou ganharás mais um ponto negativo na ficha, ou seja, mais um passinho perto da demissão!

-- Ta bem, Senhor Duppont!

A jovem de olhos azuis e cabelos avermelhados fechou a porta atrás de si, saindo da sala de reuniões, ainda ouvindo o som agora abafado das vozes de quase 20 homens discutindo.

Ao “virar a esquina” no corredor, de deparou com uma das empregadas.

-- Annete! – Que benção te achar agora de repente! Pode levar um café na sala de reuniões pro Sr. Duppont, por favor???

-- Claro, Cristine, por que não?

-- Ah, muito obrigada! É que eu sempre me dou mal com aquela cafeteira! ¬¬

-- Pode deixar comigo! – Annete deu as costas e logo sumiu atrás de uma porta no fim do corredor.

Cristine também deu meia-volta e andou até a porta da sala de reuniões, mas não entrou.Ficou esperando.

Quando Annete voltou, entregou a caneca de café à amiga, que pegou e entrou na sala.

-- Aqui está, Sr. Duppont. – Cristine colocou a caneca bem à frente do homem.

-- Obrigado, Srta. Belmont.

“Agora está melhor!”

-- Não deseja mais nada, senhor? – ainda tinha que ser gentil!

-- Não por enquanto.

-- Está bem. – Cristine saiu dali e foi para sua sala. Seu “cubículo de secretária”.

Sentou-se à mesa e ficou apenas ouvindo aquelas vozes masculinas discutindo alto. O Sr. Duppont pouco se metia nas conversas, queria mesmo era tomar seu café. Os outros não paravam de falar, vigorosamente, como se aquele fosse o emprego mais emocionante do mundo. A voz do Sr. Elkuri era a mais fácil de identificar no meio daquela “baderna”.

“Ah, mas que saco...” pensou, se afundando mais um pouco na cadeira. “Que emprego mais chato! Eu sou uma simples secretária imprestável, não sei porquê meus pais insistem pra eu continuar aqui... Como se já não bastasse ter que estudar!”

De repente ouviu um barulho alto de vidro quebrando e as vozes dos homens foram abaixando e parando... Ficou curiosa para saber o que estava havendo e saiu da sala.

Parou no corredor, prestando atenção agora no que diziam as vozes:

-- Pare, senhor, não nos mate! – ela ouviu a voz do Sr. Ochoa dizer. – Primeiro nos diga, por que está fazendo isso??!

O homem não obteve resposta. Cristine apenas ouviu um outro barulho alto, a alguns gritos. Agora estava com medo. Foi a passos leves até a sala de reuniões. Antes de chegar lá viu que a porta estava aberta.

-- Você não pode fazer isso, em nome de Fortuna eu ordeno que... – o Sr. Duppont parou de falar de repente.

Depois ela pôde ouvir um som que parecia um desembainhar de espada e logo depois mais gritos e barulhos de coisas quebrando.

Cristine deu um passo à frente. Criou coragem e olhou pra dentro da sala. Tudo que viu foi sangue. Os corpos dos homens espalhados pela sala, que estava toda bagunçada. A mesa revirada, os vidros das janelas quebrados.

Logo conseguiu enxergar também, contra a luz, apenas como uma sombra, uma figura que parecia ser um homem, de corpo bem feito, cabelos puxados para trás. Este por sua vez se virou para ela, andando um pouco pela sala. Aí ela pôde ver melhor o rosto dele.

Era apenas um jovem, de uns vinte anos, muito bonito, incrivelmente encantador, os cabelos eram prateados, os olhos azuis como a roupa, a pele muito clara e lisa. E ele estava segurando uma espada, toda ensangüentada.

-- E quem é você, minha jovem? – disse o “homem” (será que dava pra chamar de “homem”? Era mais um garoto!!!). A voz dele soou baixa, mas muito forte.

-- Eu tenho apenas 18 anos, por favor não me mate! – foi tudo que ela conseguiu dizer.

-- Como você se chama?

-- Cristine Belmont...!

-- Belmont? – ele perguntou, mas se virou rapidamente ao ouvir as sirenes das viaturas que agora estavam lá fora e fugiu pela janela.

Cristine tocou o peito, sentindo o coração pulando feito “festa rave”. Olhou novamente ao seu redor. “acho que estão todos mortos...”

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-- Não concorda, Cris? Cristine!

Ela virou o rosto e se deparou com outro par de olhos tão azuis quanto os dela mesma.

-- Ahn? Ah, Dante, sim...!

-- Você não estava prestando atenção, né?

-- Sim, digo, não... Ah! Só... me perdi no passado por alguns segundos...

-- Ah, bom... – ele sorriu, pegando a mão dela.

Os dois estavam sentados no banco da praça que ficava bem na frente do hotel.

-- Nossa, mas... como esse lugar mudou! – disse Cristine, admirando as várias árvores da praça.

-- Você acha?

-- Sim. Afinal, passaram-se 5 anos. Muitos pontos da cidade mudaram muito.

-- Enquanto outros não mudaram quase nada. – Dante também olhou ao redor.

-- Mas ela continua linda como sempre! – Cristine voltou-se para Dante. – Como você, Dan!

-- Ai, Cris... E você também! – os dois se deram um beijo e se abraçaram.

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Notas finais
Bem, no fim não deu pra evitar aquela partezinha melosa no final... XD
Deixem review, porque faz bem o/
Obrigada por lerem!