Notas iniciais
Ficou meio paia, mas é só o inicio >.

Eu me lembro como tudo era branco, tudo era paz. Só o que víamos era borrões de luz — não uma luz qualquer era a luz mais pura que poderia existir — não tinham aparências, nos conhecíamos pela a alma, não pela a aparência. Eu também me lembro de música. Não essas que ferem os ouvidos, mas sim uma leve tocada de sinos – séria essa o canto dos anjos? – eu me lembro de como toda a adoração do mundo era voltada para o Trono. E como ninguém, nunca conseguia encara-lo, pelo fato de que o criador era a bondade, e a pureza em materializada. Lembro muitos pontos de luz, alguns brilhando mais, outros cantando aquele leve som sereno, outros em volta de pomares que ali havia. Mas, todos se respeitando, todos dedicando sua adoração ao criador. Mas eu lembro também do desejo, daquele que almejava mais poder, mais adoração. Lembro-me em como o paraíso tinha ficado dividido. Lembro-me de cada nome sendo chamado, e de cada escolha sendo tomada. Lembro como se tivesse sido ontem, e não há milhares e milhares de anos atrás. Lembro quando o tão querido Luz de Fé se voltou contra o Trono, e como cada alma, anjo ali se sentirá em relação a isso. Quando a chamada começou, era começo do fim.

Desde querubins, a arcanjos todos os anjos foram convocados para escolher seu lado. Prendi-me na imagem especialmente luminosa que acabará de ser chamado. Era o anjo da música e da poesia, aquele a qual no meu julgamento, era a coisa mais bela de todo o paraíso – com exceção do trono é claro –. Eu adorava passar o meu tempo admirando a forma que ele compunha músicas – tais músicas, eram minha preferidas – adorava vê-lo canta-las, e como sua alma era incrivelmente bela. Adorava quando sua voz – que não passava de um leve tom musical aos meus ouvidos – pronunciava os mais belos versos. Lembro como sua luz enlaçava outras. Temi, pela primeira vez em toda a minha existência. Temi sem sabe o porque. Mas, quando ouvi Roland pronunciar sua escolha – uma escolha que até então eu julgava ser totalmente despeitosa, não que ele tenha escolhido o livre arbítrio, mas ele não escolhera de imediato o criador, isso o fazia mesmo assim um traidor. Ele, decretou a queda do anjo. E sem saber, decretou a minha também.

- Isabela, guardiã da Serenidade – meu nome fora chamado, só assim permitindo despertar de meus pensamentos. Por um momento, senti que todos os pontos de luz se direcionavam para mim. Até mesmo aquelas, que em pouco tempo deixaria aquele lugar. – Eu peço-lhe meu senhor tempo. Não que eu esteja em dúvidas quanto a minha adoração ao senhor. Mas em dúvidas de quem eu quero seguir – um leve som de risada ecoara por trás de mim. Eu sabia que era a Estrela da Manhã comemorando o que ele achava, ser mais um anjo a sua inquisição. – Mas, no entanto meu senhor, a alma cuja a minha quer seguir não es Lúcifer, é outro a qual teve sua queda decretada.- Os cochichos que antes estava frequente entre aqueles pontos de luz logo se sessou.

- A sua escolha foi feita, nem o céu e nem o inferno. E sim sua indecisão. Quando se sentir pronta a escolher assim será. – o alivio percorreu minha alma. Saber que não fui condenada como os demais me aliviava. Voltei para onde estava, e a chamada percorreu novamente. Nomes, e mais nome sendo chamados, eu não prestava atenção em tudo, estava focada em encarar um anjo. Mas, a menção do nome Grigori me chamou a atenção. Daniel era sem dúvidas, um dos anjos que eu mais gostava de passar o tempo ali – não que tivéssemos muito tempo a que pensar –. As coisas aconteceram rápido a partir dai. Der repente não se via nada, somente escuridão. E o que me parecia ser uma queda. E de fato era. Era a nossa queda. Então o céu se abriu para aqueles que fizeram sua escolha.