Notas iniciais
Espero que gostem :D
Dependendo de como for o desenvolvimento dessa fic, eu vou por ela interativa. Por isso é importante vocês comentarem.

O resto da aula passou arrestando. Por vez, permitia que meus olhos dessem uma espiadinha na imagem de Roland. E sempre que o fazia, meu coração se enchia de algo que eu conhecia muito bem – esperança! Mas eu não iria me permitir sentir esperanças. Não de novo, não quando ele ama outra pessoa – mesmo que essa pessoa já não esteja aqui – não quando eu corria o risco de sentir a mesma dor dilacerante de quando ele disse que amava outra e não a mim. Tudo o que eu queria era que aquela tortura de alua acabasse logo. Que eu pudesse correr para o mais longe que conseguisse dele. Tudo que eu queria era que todo esse problema de coração passasse. Imersa em meus próprios pensamentos, mal notei quando o relógio apontava o fim da aula. Foi só quando Cam bateu em meus ombros que dei conta de que todos rumavam até a porta – extremamente pequena para caber tantos alunos.

– Quando me disseram que você estava aqui, eu não pude acreditar! – uma voz meiga, e feminina que eu conhecia bem disse atrás de mim, quando eu estava na fila do refeitório. Olhei para trás já com um sorriso nos lábios, eu sabia quem era. Desde quando eu senti a leve brisa calma, e o perfume de jasmins adentrando o local eu sabia que era ela.

– Gabbe! – disse eufórica largando a bandeja de lanche nas mãos de Ariane. Ela abriu os braços permitindo que eu lhe desse um abraço. Era bom sentir os braços firmes, e seguros de Gabbe. Costumava dizer, que ele era um tipo de mãe. Sempre nos tirando de problemas. – Que saudades Gabbe. Pelo Trono, posso jurar que você não tem mais onde colocar tanto rosa- disse em um tom brincalhão. Ela riu após fingir estar aborrecida. As colegas dela – ou pelo menos as meninas que ela andavam – nos olhava com um olhar reprovador. É parecia que elas não estavam gostando muito do fato de sermos grandes amigas, ou talvez seja pelo gritante diferença em nossos estilos?

– Não faça isso, sabe querer me despistar. Eu quero saber o motivo de a mocinha estar aqui, e quero saber já! – agora entendem o porquê de eu dizer que ela era uma mãe. Mas graças a Deus, uma rodinha com vozes alteradas chamou a atenção dela, pude ver que Molly e Ariane estavam no meio. Nem tinha visto quando Ari havia saído do meu lado, e tinha também outra pessoa. Os cabelos pretos, pele branca. Eu sabia ter visto ele em algum lugar, acho que era a menina que o Cam estava flertando quando cheguei na sala! Mas eu não tinha visto o rosto dela, não que eu lembrasse. Mas a impressão de que a conhecia aumentava a cada segundo. Foi quando ela se virou para trás que eu então percebi. Como não tinha reparada antes? Era ela, Lucinda. A alma dela tão pura e forte quase impossível de não reconhecer. Mas, no entanto, eu não tinha reconhecido. Ok! Eu não podia me culpar, afinal sempre que a encontrava ela estava perdidamente apaixonada por Daniel. E eu nem sequer tinha visto Dan! Por outro lado, era Cam que flertava com ela. Mas o que diabos está acontecendo?

– Longa historia. – Gabbe disse como se pudesse ler meus pensamentos. As coisas que aconteceram em seguida foram rápidos de mais. Só tive tempo de ver a bandeja do almoço de Molly toda nos cabelos de Luce. Depois foi uma confusão misturando Ariane, Molly e uma pulseira de choque? Gabbe se afastou de mim, correndo para o meio da confusão. Na verdade, todos fizeram o mesmo. Somente eu continuei estancada onde estava. Olhei para os lados, na procura de algum responsável para ajudar a separar as duas. Molly e Ariane eram minhas amigas, e de certa forma, em algumas de suas vidas Luce também! Mas a única coisa que vi, foi os olhos violetas de alguém me fitando. Os olhos mais cheios de emoções que eu conhecia. Abri um sorriso! Agora sim as coisas fazia sentido. Agora sim entendi o porquê de tanta confusão. Era Daniel ali, alheio aos acontecimentos em sua volta! Ou pelo menos fingindo. Eu sabia que algumas vezes, ele tentava se afastar de Luce na tentativa de salva-la. Ele retribuiu o sorriso, mas não tardou até que seus olhos se prendessem a Lucinda. Do seu lado estava ele, Roland. A pessoa que eu tentava mais do que tudo manter longe. Ele me olhou, ou será que eu que o olhei? Não sei bem! A confusão parecia estar sendo acalmada por Randy. As pessoas estavam ocupadas de mais prestando atenção nas garotas que nem notaria quando eu saísse do refeitório. Tudo aquilo tinha me tirado o apetite. Ou era somente ele?

Caminhei pelos terrenos nublosos, e frios do reformatório. Vi de longe, o cemitério. Bom, era isso que Molly tinha chamado quando me levava para a aula do Sr. Cole. Por impulso, abri os portões – enferrujados – e rumei até algumas lápides. O ambiente ali era tão fúnebre, que era de congelar a alma de qualquer ser! Meus pés eram encobertos por uma leve camada de neblina. O que deixava aquilo parecendo uma cena de filme de terror. Comecei a me aprofundar mais entre as lápides acabadas por conta do tempo. E mal prestava atenção em como o tempo parecia ter esfriado, ou como a nebline havia ficado ainda mais grossa. O pio agourento de algum corvo fez com que todos os pelos de meus pelos se arrepiasse. Olhei em volta, e realmente aquela cena era de dar medo. Eu a essa altura estava perdida no meio de um cemitério civil, com o tempo fechado e frio. Ótimo, isso serve de exemplo pra eu nunca mais sair explorando lugares em meu primeiro dia de aula. O barulho de um galho quebrando, fez com que eu me sobressaltasse. Eu podia ser um anjo caído, mas eu tinha medo como qualquer outra pessoa!

– Quem está ai? – tentei dizer firme. Uma moita se mexeu atrás de mim, fazendo com que eu o olhasse, e esquecesse o barulho do galho. Ok, isso estava me assustando muito. Hora de ir embora. Tentei procurar meu caminho de volta entre as covas, e pedras. Mas a única coisa que eu conseguia era ficar ainda mais perdida. Um vento forte, um barulho de algo se quebrando, uma sensação de alguém me olhando. Era possível isso tudo estar acontecendo? Perdida em meu desespero pra sair daquele lugar, eu mal via onde ia. Foi só quando uma sombra passou por entre as arvores que eu notei o quão encrencada eu estava. Comecei a correr, não sabia pra onde. Mas qualquer lugar que me tirasse dali seria bom. Eu não podia abrir minhas asas, e se fosse algum mortal pregando uma peça? Ou alguma coisa do tipo? Não podia correr o risco. Meu rosto estava ferido por conta de alguns galhos que batiam enquanto eu corria. Algumas vezes minha coordenação motora me traia, fazendo em encontrar com o chão. A sombra parecia se aproximar mais, e eu já não aguentava mais correr. Olhei para trás enquanto corria, tentando ver mais alguma coisa. Mas só o que via era sombras, e mais sombras se aproximando. Eu estava realmente com medo.

Minutos se passavam, e aquele pesadelo continuava. Eu estava desistindo, pensando em abrir as asas e sair voado. Mesmo que isso implicasse em eu ter que abandonar a Sword & Cross, mas as mesmas chances de aquelas sombras ser algum mortal tinham para ser alguma coisa sobrenatural. Estava começando sentir um leve calor nos dois pontos “cortados” em minhas costas, quando dois braços me envolveram. Seria esse o fim pra mim? Mas, pra minha total surpresa, eu não me sentia insegura naqueles braços, nem com medo. Pelo contrario, uma onde de paz, e relaxamento me inundou. Olhei para o rosto da pessoa que me segurava, e quase pulei de susto ao ver a cara de confuso de Roland.

– Izzy? O que está fazendo aqui? – perguntou preocupado. Pensei se contaria a verdade, ou inventaria que estava fazendo uma corrida? Deduzi que pela cara de espanto dele, ele pode perceber o medo em meus olhos.

– Tinha alguma coisa me perseguindo. – disse. Os olhos dele tomaram outro brilho, como se ele soubesse exatamente o que era. No entanto, seu rosto não relaxou.

– Você está bem? – ele perguntou enquanto passava as mãos em algumas feridas em meu rosto. Senti as maças de minhas bochechas formigarem. Eu poderia dizer que elas estavam vermelhas por conta do vento que acoitavam minha face enquanto corria, ou ele não acreditaria? Seus olhos continuaram me questionando. E só então me lembrei de sua pergunta.

– Não sei, nunca tive tanto medo. – fui sincera. Eu poderia ter dito que estava ótima, perfeitamente bem com ele ali. Mas não o faria. Ele voltou seus olhos castanhos para dentro do cemitério, e depois disse que ficaria bem. Ele não precisava ter me dito isso. Eu sabia que estaria bem com ele. Sempre soube!

Notas finais
daqui a pouco um pouco mais, adoraria se vocês comentassem se estão curtindo. Dependendo de como for o desenvolvimento dessa fic, eu vou por ela interativa. Por isso é importante vocês comentarem, kiss.