O Senhor dos Monstros

1 Que tal morrer hoje, Semideusa?


Notas iniciais
Bem pessoal, essa foi a primeira fic que eu fiz, então tenham paciência, depois de um tempo ela melhora :3
eu criei a história junto com a minha prima, mas ela não tem conta no nyah! então fique registrado que ela é co-autora.
Bem, é isso, obrigada e boa leitura! ♥

(Laura)

Até hoje eu fico meio desconcertada quando lembro o dia em que descobri a verdade sobre mim. Eu tinha devaneios quanto a isso, é claro, mas eram sonhos, eu nunca pensei que aconteceriam. Não dessa forma, não desse jeito.

Meu nome é Laura. Tinha 12 anos quando tudo em minha vida mudou. Era uma manhã de final de ano como qualquer outra, estava indo para a lanchonete encontrar com a Letícia de 13 anos e a Clarinha, de 12, minhas duas melhores amigas, antes de começar a aula.

Apesar de eu ter pulado de ano, não ia muito bem com questão da escola (uma atendente maluca trocou minha matrícula com a de outra garota no jardim de infância).

Eu não tinha muitos amigos porque eu... Bem, eu não me encaixo em nenhum grupo “normal”: Nerd's? Muito desobediente para isso. Eu sempre tive esse problema, eu não conseguia resistir e sempre acabava invadindo locais proibidos.

Patricinhas? Não mesmo. Eu não levava jeito, nunca gostei de maquiagem ou vestidos.

CDF? Eu não conseguia me concentrar, tinha dislexia, déficit de atenção e hiperatividade. Ou seja, eu não conseguia ficar muito tempo parada, e nem me concentrar em uma coisa só, minha mente desligava em certos momentos eu percebia muitos detalhes em coisas que não tinham nada a ver com o que eu estava fazendo. Além do mais, não conseguia ler direito porque as letras pareciam flutuar nas páginas, sem contar que a minha letra era horrível. E isso era realmente chato.

Por causa disso a maioria dos professores me odiava. Mas a professora de espanhol era a pior. Ela sempre gritava para toda a sala quando eu errava uma questão nos exercícios, sentia prazer em me torturar, sempre ao reclamar que eu tinha uma letra horrível ela soltava um gemido estranho como um... “rrrrrrrrrrr” e tinha me seguido desde a minha ultima escola. Uma vez a Clarinha foi à minha sala me avisar algo sobre a comida da cantina estar envenenada, e quando a professora atendeu a porta, os seus olhos subitamente mudaram do verde-esgoto para o preto.

Os únicos professores legais comigo eram a de geografia, que sempre acreditava em mim, não me obrigava a fazer correções que mais pareciam torturas na prova e sempre que ela comentava que a minha letra parecia grego dava algumas risadinhas, como se isso fosse divertido e o de inglês (apesar de eu sempre tirar notas horríveis, ele dizia que eu poderia passar se quisesse).

Dizem que a Letícia era bem parecida comigo: pele clara, cabelos ondulados e castanhos com fios dourados, rosto fino e o mais importante, nós adorávamos quebrar regras. Nos falavam que nós parecíamos irmãs.

A Clarinha é morena, olhos verdes e cabelo muito preto. Todas nós tínhamos déficit de atenção, hiperatividade e dislexia.

Cortei caminho pelo estacionamento de carros dos professores e já estavam quase chegando à lanchonete quando ouvi um barulho estranho, parecia um gemido. Virei, implorando do para que não fosse o guardinha. Levei um dos maiores sustos da minha vida quando vi a professora de espanhol, perigosamente parada, olhando e grunhindo para mim. Não posso dizer que ela me olhava com raiva. Ela sempre olhava para mim como se quisesse comer a minha cabeça.

Fiquei paralisada quando ela mudou de forma enquanto falava coisas desconexas.

–... Minha parrrte... Liberrrrrdade... Mestrrre... Prroblemas...

Se você já viu sua professora virar uma bruxa com asas de couro, chicote flamejante, garras sujas e nojentas ao invés de dedos, deve saber que é horrível. Quem nunca presenciou essa cena é realmente muito sortudo.

Enquanto ela ficava cada vez mais esquisita, eu tentei lembrar como gritar. Foi aí que aconteceu uma coisa muito louca. Meu professor de inglês, Anderson, saiu do carro estacionado do meu lado, sem calça, com pernas peludas de bode e gritou para mim:

– Vá embora! Pegue suas amigas e fuja, não olhe para trás!

– Como eu vou sair daqui? Eu não voo! – Disse em pânico.

– Tem razão! Mas eles voam. — Então ele assobiou.

E dois cavalos alados desceram do céu. Imediatamente eu consegui pegar as rédeas dos pégasos, (sabia muitas coisas sobre mitologia) e corri até a porta da lanchonete, onde encontrei a Letícia e a Clarinha olhando os cavalos sem acreditar no que viam. Eu sabia que teria que explicar a elas porque tinham dois cavalos com asas dentro da escola, mas não dava tempo. Então apenas me limitei a apontar os dois professores/monstro do mal/bode.

– Subam. – Eu disse tentando me manter de pé.

– Isso é loucura. – disse a Clarinha, os olhos dela pareciam bolas de tênis.

– Eu concordo. – respondi.

Elas ficaram mais um tempo paradas, mas acabaram subindo nos pégasos. Percebi que não sabia controlar aquele bicho, mas parecia que alguém sussurrava instruções nos meus ouvidos. Deve ter ocorrido o mesmo com a Clarinha, que controlava o outro animal, porque depois que eu decolei, ela me seguiu como se tivesse feito isso durante toda a sua vida.

Estávamos nos afastando rapidamente da escola quando me lembrei da Eduarda. Ela tinha a minha idade, muito alta, com cabelos pretos que reluziam ao sol e olhos castanhos amarelados. Conhecemo-nos a um bom tempo e houve uma época em que ela jurava que as histórias antigas eram reais. Foi pensando nisso que eu percebi que precisava fazer um teste. Afinal, se ela fosse uma semideusa também corria perigo e eu não queria que outra daquela coisa que me atacou na escola fosse atrás de uma amiga minha.

Ah, só tinha um problema, eu não sabia onde ela estava. Só lembrava que ela morava perto do parque, que por acaso estava logo à frente. Peguei meu celular, liguei para a Eduarda e pedi para ir ao parque. Pode parecer loucura, mas eu não tinha escolha.

– Duda, pode parecer estranho, mas vá para o parque agora. É uma emergência.

– Laura, eu já estou no parque, correndo. Você pirou?! – Ela disse.

Realmente, eu vi a uma mini garota correndo e falando no celular. Apontei para baixo, avisando para as outras que íamos descer e pousei diante da Eduarda. Quando ela nos viu montadas em pégasos, com o uniforme do colégio, olhou para mim, olhou para o pégasos, olhou para mim, olhou para o pégasos, fez cara de “eu não disse que era verdade?” e deu um berro que chamou a atenção de todos que estavam próximos.

É, acho que ela era uma semideusa.

– Aha, eu disse que era real, eu disse! Onde você os conseguiu? Como? O que aconteceu?

– É uma longa história, o que importa que nós estamos correndo perigo, sobe aqui, rápido! — Disse, estendendo a mão.

Ela pulou atrás de mim e perguntou se o pégaso voava mesmo, fiquei morrendo de vontade de dizer que ele vomitava flores, mas só balancei a cabeça e decolei. Não sabia bem para onde devíamos ir, mas o bicho parecia saber a direção certa.

- Gente, esses cavalos estão falando com vocês? – Clarinha perguntou algum tempo depois.

Claro que os cavalos não estavam falando conosco. Cavalos não falam com pessoas a não ser que você seja um filho de Poseidon, e eu juro que se ela fosse filha de Poseidon eu me atirava daquele cavalo! A partir daí eu fiquei mais nervosa. Se a Clarinha tivesse algum parentesco com Poseidon, ela atrairia monstros como a Xuxa atrai criancinhas.

Voamos durante toda a manhã, e já tínhamos saído da cidade quando precisamos parar para ver o que tinha dentro de algumas bolsas que estavam atrás da montaria, logo vi que não seria seguro parar em um local movimentado. Muita gente e muitos monstros. Perto de uma pista havia uma espécie de bosque, resolvemos pousar ali.

Depois que as três tinham descido eu comecei a vasculhar as bolsas. Elas eram bem maiores do que pareciam. A primeira coisa que encontrei foi uma carta, as letras eram estranhas, mas de alguma forma eu conseguia entender e sabia que era grego antigo. A carta era assim:

Semideusa, (sim, você é filha de um deus)

Você deve estar atordoada, tudo que você conhece mudou, tome cuidado. Nessas bolsas tem alguns dracmas, elmos e armaduras, ambrosia (que serve para curar machucados), armas e roupas limpas. Não tem dinheiro mortal, então você vai ter que se virar. Dentro do envelope tem um mapa, ele vai te ajudar a chegar até nós. Se você está vendo isso, o único lugar seguro para vocês é junto de nós. Não pare por nada. Cuide de suas amigas e venha imediatamente para o acampamento meio-sangue.

Boa sorte,

Direção do acampamento Meio-Sangue.

Eu fiquei boquiaberta, nunca tinha visto essas letras na minha vida e sabia exatamente o seu significado!

– Vocês entenderam essa carta? – Eu perguntei para as meninas.

– É grego antigo... – Murmurou Eduarda.

–Sim, mas é incrível. – Clarinha disse.

– O que você acha Letícia?... Letícia?

Quando me virei Letícia já estava fuçando as bolsas, a procura de roupas limpas para nós. Ela encontrou quatro blusas laranja com pégasos, as palavras ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE estampadas no tecido e calças jeans em uma das bolsas. Depois que nós vestimos, eu fui olhar onde estavam as armaduras descritas naquela carta e encontrei-as dentro de uma das bolsas. De alguma maneira aquela bolsa tinha sido aumentada por dentro para fazer com que as armaduras coubessem nela sem que ficasse gigante por fora. As armaduras eram um tanto desconfortáveis, mas dava para se acostumar. Eu já estava subindo no pégasos quando Duda me lembrou das tais armas, depois que ela abriu uma das bolsas, tirou de lá uma sacola de couro e me deu.

Quando as pessoas recebem sacola de couro durante uma viagem perigosa normalmente perguntam o que tem dentro. Eu sabia o que havia ali, mas não me conformava com o fato de ser tão pequeno. De qualquer forma eu o abri e peguei um minúsculo objeto.

Dentro da sacola havia três braceletes, um anel com o emblema de sol, uma caneta tinteiro dourada, uma pulseira em forma de peixe e uma moeda. Quando Eduarda viu o anel pegou-o de minhas mãos e admirou-o. Até que pôs o dedo sobre o emblema e o anel transformou-se em um arco dourado ornado com desenhos do sol e com uma aljava cheia de flechas.

– Como você fez isso? – Nós três dissemos em uníssono.

– E... Eu não sei, só apertei aqui.

Quando Duda pôs o dedo na figura do sol, o arco se transformou novamente em um anel dourado. Entendi exatamente como tudo funcionava depois disso. Peguei a caneta tinteiro e pressionei um botão que ficava no estremo do tubo. A caneta se metamorfoseou na espada mais linda que eu já tinha visto (não que eu tenha visto muitas delas nos museus da cidade). O punho da espada era de madeira envernizada, a lâmina era prateada, com um triângulo dourado na base, o triângulo era preenchido por desenhos que pareciam uma referência à coragem e proteção,o botão da espada era umtopázio imperial, a guarda era elegante e fina e a bainha de madeira tinha sido feita à mão com muito cuidado. O meu bracelete era na verdade um escudo dourado com o desenho de um caduceu em alto relevo no centro. As armas da Letícia eram muito mais simples. Apenas um escudo com uma asa desenhada e uma espada com bainha e punho de couro prateados.

A espada da Clarinha era de bronze com a guarda no formato tripartido e no escudo, também de bronze, foram esculpidas imagens de seres marinhos. Guardei a espada na bainha e metamorfoseei o escudo novamente em bracelete. Peguei um elmo guardado na ultima bolsa e pulei no pégasos. Carol, Clarinha e Letícia fizeram o mesmo.

– Para onde nós vamos?– Perguntou Duda, sentada atrás de mim.

– Para uma lanchonete? Estou morrendo de fome. – disse Letícia.

–Com que dinheiro? Vamos ter que roubar alguém.

–Você enlouqueceu?! – Duda gritou no meu ouvido.

– Ei, é uma boa ideia. – Letícia me defendeu.

– Não sei não gente. E se nos pegarem? – Clarinha se manifestou.

Letícia deu uma gargalhada.

– Eles nunca vão nos pegar, nós podemos voar!

– Vamos fazer o seguinte: eu e a Letícia roubamos e vocês ficam nos pégasos.

Elas cederam à contragosto. Paramos em uma pequena cidade na beira da estrada. Eu e a Letícia entramos em uma loja velha, mofada, com um balconista gordo, resmungão e com cara de bêbado atrás de um balcão do lado oposto à porta. Atrás dele tinham várias bugigangas. Pegamos uma caixa de refrigerantes e umas barras de chocolate, quando paramos na frente do balcão. A Letícia puxou conversa com o vendedor e pediu para ele pegar um dos objetos expostos atrás do balcão, assim que ele se virou, eu abri o caixa tirei umas 150 pratas de lá. Eu e Letícia pegamos as coisas e saímos correndo.

Quando o vendedor percebeu o que aconteceu, nós já tínhamos colocado as coisas nas bolsas, Letícia já estava com um pedaço enorme de chocolate na boca e havíamos decolado, apenas ouvimos seus gritos à distância.

Agora que estava mais calma, eu comecei a lembrar da minha mãe, ela tem cabelos pretos e cacheados, morena e tem um ar muito jovial. Era uma engenheira e devia estar muito preocupada comigo.

Eu nunca conheci meu pai, ele sumiu assim que descobriu que ela estava grávida, disse que não pretendia ter filhos. Isso sempre me incomodou muito, nos últimos tempos eu procurava afastar esse episódio da memória.

Depois que tudo isso aconteceu percebi que eu estava ali por causa dele. Era bom que ele tivesse um maravilhoso motivo para me meter nessa confusão. Suspeitava que ele fosse o deus Hermes, o cara dos correios. Sempre fui uma boa negociadora, corria como ninguém, adorava quebrar regras e aqueles desenhos no meu escudo eram os símbolos dele.

Já escurecia quando chegamos a uma metrópole, resolvemos passar a noite em um hotel por ali. Antes de procurar um bom lugar para dormir, jantamos num McDonalds no centro da cidade, Letícia falou para irmos comprar os sanduíches e depois ela se encontraria conosco. Achei muito estranho.

Percebi que Eduarda estava um pouco mais desanimada, mas não falei nada. Sentamos perto da janela, depois de algum tempo, Letícia surgiu com um envelope debaixo do braço e o bolso estufado de dinheiro roubado.

– O envelope com o mapa – Letícia disse, jogando o envelope na mesa.

– Isso daí no seu bolso é dinheiro roubado?! – Clarinha quase a esganou.

– Não me pegaram, está tudo bem. – Letícia deu de ombros. Não podíamos esperar outra coisa dela. Como eu já havia dito, ela se parecia comigo.

– Parece que já viajamos um bom pedaço, acho que nós chegamos lá daqui a dois dias... – falei, olhando o velho pergaminho.

No pergaminho havia inscrições com a nossa localização e um desenho de uma casa, provavelmente o nosso destino.

– Nunca pensei que pégasos voassem tão rápido. O acampamento não era nos Estados Unidos? – Eduarda falou com a boca cheia de x-burguer e fritas.

–Era sim, mas parece que esse acampamento é uma espécie de filial do antigo Acampamento Meio-Sangue.

Assim que terminamos de comer, umas cinco velhas entraram na lanchonete, não havíamos notado nada de diferente nelas a não ser seu andar bamboleante. Uma delas se aproximou de nós olhando fixamente para um elmo que Eduarda tinha largado na mesa.

Só então eu percebi que algo estava errado. Até agora, ninguém na lanchonete parecera ter estranhado a presença de quatro adolescentes vestidas para matar tudo que aparecesse pela frente.

– Bonito o seu... Hum... – a velha pestanejou. – chapéu.

Subitamente, uma rajada de vento entrou pela porta e balançou um pouco a saia da velha. Foi então que vi suas pernas: duas serpentes verdes e gosmentas, grossas como barras de ferro. Eram Dracnaes.

Imediatamente retirei a espada da bainha e atingi a Dracnaes no tórax, atravessando-a. Ela virou um montinho de pó cor-de-vômito. Estranho, pensei comigo mesma, era para ser dourado.

– Duda, o arco! – Eu disse.

– O quê?

– O arco criatura! Usa o arco! Elas são Dracnaes!

Cortei a cabeça de outra Dracnaes, uma delas chegou por trás de mim e tentou me bater com uma bandeja. Ao me virar a criatura foi atingida por uma flecha dourada. Letícia matou uma cortando-a ao meio e Clarinha fez um corte transversal na ultima Dracnaes.

As pessoas na lanchonete nos olhavam de maneira estranha, pareciam hipnotizadas. Senti um calafrio e quando me virei vi um garoto de uns doze anos, pálido como um cadáver, de cabelos muito pretos e casaco de aviador.

Ele estava com a mão levantada e uma fisionomia muito concentrada, parecia estar controlando as pessoas à nossa volta. Chamei a atenção da Duda. Quando ele percebeu que nós o olhávamos, sumiu na penumbra, e as pessoas passaram a agir normalmente.

– Você viu isso? – Eduarda suspirou.

– Vi. Foi sobrenatural, vamos embora.

Eu quase arrastei a Duda para fora daquela lanchonete mal assombrada. Minha semana estava ficando cada vez melhor. Fui atacada pela minha professora de espanhol, salva por um cara meio bode, roubei uma loja, fui atacada por um grupo de Dracnaes e vi um defunto controlando pessoas. Isso é inspirador.

Fomos procurar um hotel antes que outra coisa sobrenatural tentasse nos matar. Encontramos vários arranha-céus na parte movimentada da cidade.

– Com a grana que eu consegui dá para pagar um hotel cinco estrelas. – comentou Letícia.

– Que você ROUBOU! – Clarinha gritou indignada.

– Tanto faz.

– Vamos fazer assim: eu consigo um quarto com varanda para nós e sinalizo para vocês, fiquem planando com os pégasos aqui. – eu comuniquei.

Clara e Letícia desceram comigo até a porta do hotel e assumiram o controle do nosso querido cavalinho voador.

Quando eu entrei no hotel uma atendente com cara de zumbi ficou me encarado e morrendo de tédio.

– Um quarto com varanda e duas camas.

– Você tem como pagar? – Ela tinha uma voz de cortador de grama assassino.

Coloquei uma boa quantidade de dinheiro encima do balcão e ela jogou a chave para mim.

– Décimo quinto andar, quarto 890.

Subi o elevador e entrei no quarto, tinha duas camas de casal, tevê a cabo, uma varanda bem grande, suficiente para os dois pégasos. Fui para a varanda e gritei “dinheiro”.

Como eu pensava, dois cavalos voadores desceram do céu e pousaram na varanda. Peguei as coisas que estavam dentro das bolsas no lombo dos pégasos e coloquei em uma mochila do hotel que estava por ali.

– pode ser útil mais tarde – eu disse para as meninas.

Dividimo-nos em turnos, eu e a Duda ficamos no primeiro. Liguei a TV, estava passando Os Simpsons. Logo vi que a Duda não estava bem, ela estava quase tão pálida quanto o garoto da lanchonete.

– Duda, você está legal?

– estou sim, sempre fico desse jeito depois que o sol se põe.

Notas finais
Bem, esse é o primeiro capítulo pessoal!
Boa parte da história já está pronta, mas a opinião de vocês é muito importante! comentem se vocês querem que eu poste uma continuação! obrigada por lerem, por favor, comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.