O Senador - Quando Um Homem Ama Uma Mulher
2 O estranho
Notas iniciais
Estou começando mais uma viagem.
Espero que possa atender as expectativas.
Vamos conhecer e nos apaixonarmos pelo nosso lindo e gostoso senador?
Bora!
Quero muitos comentários. Fiquei mal acostumada com anjo vingador.
Spoiler no final.
Beijos ju
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AGRADECIMENTOS ESPECIAIS.
Carol Lobo que fez a primeira recomendação da fic. Obrigado minha querida. Spoiler especial para você saindo em seguida.
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AGRADECIMENTOS.
REVIEWS PRÓLOGO.
Lolah, Leila Canuto, Dayane Caracas, KakauPimentinh, Helen Cullen, Katita, Lia_Cullen, smn, Marieycullen, Carol Lobo, Tamara Cortez, Caroline, nicollyraquel, Joyce Pattisson, malu93, millemouram, matiussi, BelatrixCullen, yarabastoss, gisarj2, Bruna Cardoso, brancabella, Jee Lacerda, Reh, Larisse_R_Neves, Ana Paula Souza, Victoria Hutcherson, GiBelini, Deserto, Sandy Beatriiz, Becca_Black, danivena, martita, ceciliamarlene.
Obrigado.
Beijos ju
Capítulo 1 O estranho.
Pov. Bella
– Jogo de futebol?
Eu perguntei a Rose. Ela queria me animar. Mas acho que ela se enganou. Nada em um jogo de futebol iria me animar.
– Ai Bella. Nada que ver um monte de homem gostoso para levantar o astral.
Ela disse me puxando para sentarmos em nossos lugares no estádio FedExField (casa do time de futebol americano Washington Redskins). Era o jogo entre o Washington Redskins contra o Chicago Bears. Rose era de Chicago então estávamos na torcida adversária aos donos da casa.
Rose era minha melhor amiga. Morávamos juntas aqui em Washington D.C há um ano e meio.
Ela morava há mais tempo. Ela e Ângela, minha outra amiga, moravam juntas. Mas Ângela estava morando na Alemanha devido a seu trabalho, então eu vim morar com Rose.
Eu tenho 23 anos e sou jornalista. A vida de jornalista já não é lá muito fácil a minha então se superava.
Devido a meu passado eu não consegui muitas oportunidades. Devido ao meu sobrenome. Swan. Era a marca que eu tinha que carregar. Meu pai era senador pelo estado de Washington, de onde éramos, e ele se envolveu em famoso e grandioso caso de corrupção. Está preso. Mas em breve sua pena terminará e ele estará livre.
Tudo aconteceu quando eu tinha 17 anos. Não foi fácil para mim e para minha mãe passarmos por esta vergonha. De família distinta de Seattle passamos a parentes de um senador corrupto. Minha mãe vive hoje na pequena Forks onde ela nasceu. Vive na esperança de que quando meu pai sair da prisão eles possam reconstruir as suas vidas. Mas não acredito muito. Em todos estes anos nunca fui visitar meu pai. Eu tinha raiva e vergonha pelo que ele fez.
Na escola sempre me xingavam. Escreviam coisas grosseiras. Pensei que na faculdade as coisas melhorariam. Mas não. Eu era alvo de piadas e brincadeiras de muito mau gosto. E foi numa destas que conheci Rose. Ela me defendeu de alguns rapazes que falavam coisas sobre meu pai.
Tornamo-nos inseparáveis e amigas até hoje.
Rose era advogada. O pai de dela tinha uma franquia de escritórios de advocacia e Rose cuidava do da capital. Por isso ela morava em Washington D.C.
Após terminar a faculdade eu tentei trabalhar em diversos jornais, mas quase não consegui oportunidades. Ninguém queria a filha de um senador corrupto e preso trabalhando em seu jornal.
Consegui uma vaga em pequeno jornal em New York, mas não deu certo. Então Rose, como sempre me ajudando, conseguiu uma vaga para mim no jornal da capital. E aqui estou há um ano e meio. Mas meu emprego está por um fio. Bom, estamos na capital então tudo gira em torno da política e eu odeio política. Mas fazer o que.
Meu editor diz que sou muito agressiva em meus artigos, no começo ele amava minha agressividade, mas agora acredito que ele esteja pressionado.
Eu tenho uma ultima chance. Se não me sair bem estou literalmente ferrada. Irei entrevistar o senador James Berton na próxima semana. E estou muito nervosa, por isso Rose resolveu me trazer neste jogo para espairecer.
– Eu vou pegar umas bebidas para nós antes do jogo começar.
Rose disse saindo.
Eu fiquei ali olhando aquela multidão.
– Como é que eu deixo você fazer isso comigo Emmett? Se você não fosse meu amigo eu devia te demitir.
Uma voz masculina e irritada, porém sexy, falou a alguns acentos acima do meu. Continuei olhando a multidão.
– Ah, não está tão mal assim.
Outra voz masculina falou rindo.
– Você ri imbecil. Eu devia quebrar a tua cara, Emmett.
– Qual é nem está tão feio assim... você está perecendo aquele cara do *village people.
O rapaz falou e caiu na gargalhada.
Não resisti e tive que olhar pra trás.
Eram dois homens altos. O maior era claro com cabelo escuro de olhos azuis e cabelo bem curto. Vestia-se de jeans e moletom. Normal. Ele era bonito só que muito grande. Mas o que me chamou a atenção foi o outro. Ele parecia estar disfarçado. Ele estava de jeans e moletom. Só que o moletom dele era de capuz e ainda ele usava boné e óculos escuros.Mas o engraçado era o bigode que ele ostentava. Era nítido que era falso. O que dava pra ver do cara misterioso era seu queixo forte e marcante. E uma boca escondida pelo bigode, mas dava pra ver que era bonita. Eu não sabia, mas apostava que ele era bonito.
Voltei a olhar pra frente.
– Esse negócio coça.
O cara misterioso da voz sexy falou. Eu ri.
Rose chegou com as bebidas me entregando minha diet coke.
– Do que você está rindo?
– Seja discreta Rose. Olhe duas fileiras acima. Tem dois caras.
Rose se virou e não foi nada discreta.
– Rose!
Ela se voltou para mim rindo.
– Uau! O que é aquele grandão.
Ela se virou de novo e cumprimentou o cara grande que deu uma piscadinha para ela.
Rose era muito cara de pau.
– Ouch!Acho que me dei bem.
Eu ri.
– Não foi por isso que eu te falei pra olhar pra eles. Não achou o outro cara estranho?
Ela olhou de novo e eu tive que beliscar ela para que fosse discreta.
– Não. O que tem de errado com ele? Ele parece um mexicano.
Eu neguei coma cabeça Rose às vezes era tão tapada.
– Da pra ver que o bigode dele é falso.
– Serio? Não percebi.
– Claro que não.Ficou flertando com o grandão.
O jogo começou e Rose era aficionada por futebol.
Já eu, não estava muito interessada.
Falei a Rose que iria buscar mais bebida. Estava com muita sede.
Sai pelo corredor apertado e parei na fila que não estava muito grande.
Senti alguém atrás de mim e vi que era o cara estranho. Ri ao ver que o bigode falso dele estava descolando.
Virei-me e o encarei.
– Seu bigode está meio torto.
Eu disse a ele. E ele logo tratou de ajeitá-lo rapidamente.Eu ri.
– Não... não é o que está pensando.
Continuei de costas pra ele.
– Você não sabe o que eu estou pensando.
– Que sou um bandido disfarçado é só... uma brincadeira do meu amigo.
– Tudo bem cara não esquenta. Não me deve nenhuma explicação.
Chegou minha vez na fila e comprei minha bebida. Virei-me para sair e dei de cara com o estranho. Dei uma risadinha e fui em direção ao meu lugar, mas ao chegar lá não achei Rose. Onde aquela louca foi?
– Acho que sua amiga está com o meu amigo.
O estranho parou ao meu lado e disse. Olhamos e vimos Rose e o grandão no maior flerte. Ela Já tinha até esquecido o jogo.
Eu e o estranho rimos e fomos em direção aos nossos amigos.
– Oi.
Eu disse ao chegar e Rose sorriu. Eu conhecia seu sorriso de safada.
– Bella eu quero te apresentar o Emmett.
Rose disse toda dengosa ao falar o nome dele.
– Oi, Emmett sou Bella.
– Oi Bella.
O grandão sorriu e seu sorriso era de menino.
– Pelo visto também conheceu meu amigo.
Emmett disse enquanto eu passava pra sentar ao lado dele. E vi que o estranho cumprimentou Rose.
O cara estranho me seguiu e sentou do meu outro lado.
– Bom na verdade não.
Eu olhei para o estranho e ele me estendeu a sua mão.
– Oi sou Edward.
Hum! O estranho agora tinha nome. E era um nome bem bonito.
– Prazer. Como já sabe sou a Bella.
Ele sorriu. Puta Merda! Que sorriso!
– Só Bella?
– Ham, Isabella na verdade.
– Isabella...
Ele esperava meu sobrenome. Eu sempre evitava falar se fosse possível.
– Estamos em um jogo. Não vamos nos ater as formalidades.
– Ok.
– Você é mexicano Edward?
Emmett gargalhou.
– Não Rose isso aqui. — ele apontou para o seu “bigode”. — É só uma aposta minha e de Emmett.
Eu revirei os olhos. Homens e suas apostas.
– Psiu! Nós queremos ver o jogo.
Alguém gritou e nós demos por encerrado o assunto. Comentávamos de vez em quando sobre o jogo. Bom eu só escutava os xingamentos de Edward e Emmett. E ria das coisas que eles diziam. Rose também era uma boca suja.
Eles também deviam ser de Chicago já que estavam na torcida pelo time de lá.
De vez em quando eu furtivamente olhava para Edward. O tal bigode dele estava caindo de novo. Eu ri e ele me olhou.
– O que foi?
– Nada.
Eu disse ainda rindo.
Ele notou e arrancou o falso bigode fora.
E sorriu também. Um sorriso lindo. E que boca.
Para com isso Isabella! Minha mente me alertou.
O jogo chegou ao fim e Emmett nos convidou para irmos a um bar ali próximo ao estádio. Lógico que Rose aceitou de cara. Ela me olhou implorando para que eu aceitasse. Longe de mim agüentar o humor de Rose caso eu recusasse. E na verdade estava curiosa para ver o rosto de Edward sem óculos e boné.
Saímos do estádio e o bar era realmente próximo e estava muito cheio. Ao entrarmos ficamos esperando por uma mesa, mas estava difícil.
– Se eu fizer “aquilo”, rapidamente arrumam uma mesa para gente.
Emmett disse para Edward.
– Nem pense nisso.
Edward disse serio.
Eu estranhei o papo deles. O que seria “aquilo”? Talvez fosse se um deles tirasse a roupa. Ri do meu pensamento absurdo.
Logo em seguida conseguimos uma mesa e pedimos cerveja.
Edward foi até o banheiro e quando voltou eu ofeguei.
Ele havia retirado o capuz e os óculos. Permanecia com o boné. Estava lindo. Ele era lindo.
Ele sentou-se ao meu lado e vi duas esmeraldas me olhando. Ele tinha os olhos incrivelmente verdes. Eu estava certa ele era bonito. Bonito não era a palavra. Ele era um deus. Um gostoso. Talvez o homem mais lindo que eu já havia visto de perto. Sem o capuz eu consegui ver um pouco do seu cabelo. Era de uma cor estranha. Bronze talvez.
Ele ficou me olhando e eu a ele. Corei e desviei os olhos.
– Então meninas o que vocês fazem? E também a pergunta mais importante. São solteiras?
Emmett perguntou.
Edward balançou a cabeça.
– A discrição em pessoa Emmett.
– Eu preciso saber onde amarro meu burro.
Rimos.
– Bom eu sou advogada. Cuido do escritório do meu pai aqui em Washington. O Halle’s associados. E sim sou solteira.
Rose disse fazendo charme.
– Hum... Interessante. E você Bella?
Eu pigarreei.
– Eu sou jornalista. Trabalho no Washington’s morning.
– Bella trabalha na sessão política. Ela odeia. E também é solteira.
Rose disse e vi os olhos de Emmett se arregalarem.
– Por que odeia?
Edward até então calado perguntou.
– Odeio política. Não há coisa que eu mais abomine do que política.
– E os políticos também não se esqueça, baby.
Rose disse.
– Estranho morar numa cidade que gira em torno de política e odiar isso.
Emmett disse pensativo.
– É faz parte da vida.
Rose que sabia por que eu odiava política e claro que não comentaria.
– E vocês o que fazem?
– Bom, eu sou...
– Nós somos assessores parlamentares.
Edward cortou Emmett.
Eu gemi internamente. Trabalhavam com políticos. Argh! Eles eram colegas de trabalho. Estranho. Eu tive a impressão de ter escutado que Edward era chefe de Emmett. Devo ter entendido errado.
– Nossa! Trabalham com políticos.
Rose disse me olhando.
– É eu... quer dizer...nós somos assessores de políticos. Algum problema com quem trabalha com os políticos?
Emmett perguntou.
– Por mim nenhum problema. Também solteiros presumo?
Rose disse batendo os olhos para ele.
Emmett assentiu dando uma piscadinha para Rose que já se derretia.
– E você Bella?
Edward se dirigiu a mim.
– Eu o que?
Eu sabia ao que ele se referia, mas queria vê-lo falar.
– Algum problema com quem trabalha com políticos?
Ele disse cada palavra lentamente e eu me peguei olhando para a boca dele. Voltei a mim rapidamente.
– Não. Acho que não. Desde que não tenha assumido o caráter do seu chefe.
– Existem políticos honestos, Bella.
Ele disse sério e eu gargalhei. Eu não queria ofendê-lo, mas não resisti.
– Desculpe. Você acredita mesmo nisso, Edward?
– Sim, Bella. Eu acredito.
– Me de um nome de um político correto. Um que não tente a todo o momento ludibriar o povo. Ganhar em cima das costas dos outros usando palavras bonitas e de efeito. Se você conhece alguém assim, por favor, me mostre. Não. Não perca seu tempo. Eu não acredito em nenhum político. E não será o que me irá dizer que fará eu mudar de ideia.
– Er... que isso gente estamos só conversando não?
Emmett disse assustado com minhas palavras. Eu fiquei envergonhada. Ninguém tinha culpa dos meus traumas do passado.
Olhei para Edward que me encarava.
– Desculpe. Vocês não merecem este meu comportamento. Este é um assunto que me deixa desconfortável. Desculpe mais uma vez.
Edward colocou sua mão sobre a minha e senti uma corrente elétrica passando pelo meu corpo.
– Não tem que se desculpar. Você estava apenas dando sua opinião.
Edward retirou sua mão e meu corpo não gostou disso. Queria que ele a deixasse ali.
– Obrigado.
Eu disse olhando em seus lindos olhos verdes.
– Edward? Tenho a impressão que conheço você de algum lugar?
Rose disse e percebi Edward ficar rígido.
– Eu... eu tenho um rosto comum.
Rose ficou analisando-o tentando se lembrar de onde o conhecia, mas minha amiga tinha uma péssima memória.
**
Eu entreguei mais uma cerveja para Edward. Estávamos no sofá da sala do meu apartamento. Rose e Emmett haviam sumido em direção aos quartos, com a desculpa de mostrar a ele o apartamento, até imagino o que estavam fazendo.
Minha amiga era rápida.
Eu ri.
– O que foi?
Edward disse rindo também.
– Eles são rápidos...
Apontei a cabeça em direção ao corredor que levavam aos quartos.
Edward riu mais.
– Sim. Emmett não é de perder tempo e pelo visto sua amiga também não.
– Não. Definitivamente Rose é uma mulher direta.
– E você? É direta também?
– Na maioria das vezes sim.
Ele ficou me analisando.
Estendeu sua mão e alisou meu rosto. O calor de sua mão esquentado minha pele.
– Você é linda.
Fiquei constrangida com o elogio. Mas feliz.
– Obrigada. Você também é ainda mais sem aquele bigode mexicano.
Ele riu e eu fiquei babando naquela sua boca linda.
Edward aproximou seu rosto do meu.
– Se eu fosse beijar você, aquele bigode certamente atrapalharia.
Senti sua respiração já em minha boca e não esperei por ele e colei meus lábios nos dele.
*Banda americana de 1976/77 que nasceu das boates gay e o seu hit foi a música Macho Man.
Notas finais
Já viram que a Bella tem uma personalidade forte né.
Comentem.
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SPOILER
Desliguei o celular e olhei para Bella.
- Problemas?
Ela perguntou.
- Na verdade não só uma reunião de emergência.
- Hoje? Mas é sábado.
- É eu sei, mas nesse meio em que vivo não tem muito disso. Quando é preciso trabalhamos até em domingo.
- Hum...
Foi o que ela disse.
- Eu devia levar o Emmett junto, mas acho que não vou querer atrapalhar...
Ela riu.
- Sim. Se você não quiser ser morto pela minha amiga acho melhor não interromper.
Ficamos nos olhando meio sem saber o que fazer.
- Bom, eu tenho que ir, mas...
- Mas?
Criei coragem.
- Eu queria vê-la de novo. Pra nos conhecermos melhor. Quer jantar comigo amanhã?
Ela ficou me olhando sem dizer nada e quando eu ia enfiar o rabo entre as pernas ela sorriu.
- É claro. Eu aceito.
Sorri que nem um veado. Mas foi impossível controlar.
- Ótimo. Eu te pego aqui amanha às 20hs. Tudo bem?
Ela balançou a cabeça afirmativamente.
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