O Segredo dos teus Olhos
26 Capítulo XXVI- Las Nubes - Final
Notas iniciais
#Momentos antes
Lorenzo acorda ao som do celular tocando ele olha e senta na cama.
L: Fala Luciano.
Luc: Senhor tenho ele na mira, mas temos um problema.
L: Qual o problema?
Luc: Ele está com seu filho Victor e sua mulher está com uma arma apontada para ele. – Lorenzo pulou da cama e sai do jeito que está, somente com a calça de pijama, desce as escadas correndo ainda com Luciano na linha. – Quando tiver uma visão limpa mate-o. — quando Lorenzo chega à porta ele ouve Clara gritar e logo depois um tiro é disparado.
Lorenzo abriu a porta e viu Clara com Victor nos braços todo sujo de sangue, ele se desesperou viu a esposa chorando com o filho nos braços, olhou e viu Fabrizio com um tiro na testa, e do outro lado Luc vindo com um rifle de longo alcance.
C: Lorenzo ele iria levar nosso menino, eu não consegui atirar. – ele se ajoelhou e abraçou mulher e filho que estavam bem. – Calma meu amor já esta tudo bem agora, agora ele se fui mesmo.
Luc: Senhor, fiz o que me mandou, ele esta na mira e o campo limpo, só sinto que sua mulher e seu filho tenham presenciado tudo.
L: Esta tudo bem Luciano, obrigado mais uma vez. Agora limpe a bagunça dele, você sabe o que fazer. – nisso eles ouvem as sirenes chegando e as pessoas da casa saindo com o estardalhaço.
Luc: Já tinha avisado o delegado. – ele se vira e vai ao encontro dos policiais. — Todos da casa olha tudo aquilo como se fosse cena de um filme de ação.
Julia: Meu Deus, o que foi isso.
P: Tia, Tio o que ta acontecendo.
Isa: Meu Deus, ele está morto. – ela leva a mão na boca e fecha os olhos ao ver Fabrizio morto ao lado do carro.
L: Vamos todos para dentro, explicaremos lá. – ele pega Clara no colo junto com o filho e os levam para dentro da casa juntos com os outros.
Durante um tempo Clara e Lorenzo explicaram tudo, a família e aos policiais, a arma de Luciano foi levada, mas ele não, como tinha agido em defesa de terceiros ameaçado, ele agiu em legitima defesa de incapaz, eles só não mencionaram que Clara tinha uma arma apontada para Fabrizio também.
Clara deu banho em Victor para limpar o sangue que estava nele, queria que o filho não se lembrasse de nada quando fosse maior. Depois o entregou para Lorenzo que estava na cama chorando baixinho achando que a vida deles era o seu maior tesouro e faria tudo para protegê-los. Ficou com o filho no colo cantando.
Clara que estava no banheiro escutava o som da voz de seu amor cantando para o filho e chorou, mas era um chora de amor, que agora nada nem ninguém iria tirar a Paz e o Amor da sua família.
Duérmete pronto mi amor
Que la noche ya llegó
Y cierra tus ojos que yo
De tus sueños cuidaré
Siempre a tu lado estaré
Y tu guardián yo seré
Toda la vida
Si un día te sientes mal
Yo de bien te llenaré
Y aunque muy lejos tú estés
Yo a tu sombra cuidaré
Siempre a tu lado estaré
Y tu guardián yo seré
Toda la vida
Esta noche
Te prometo que no vendrán
Ni dragones ni fantasmas a molestar
Y en la puerta de tus sueños yo voy a estar
Hasta que tus ojos vuelvan a abrir
Duérmete mi amor sueña con mi voz
Duérmete mi amor hasta que salga el sol
Duérmete mi amor sueña con mi voz
Duérmete mi amor que aquí estaré yo
Clara entrou no quarto e viu seus dois amores dormindo em paz, ela saiu do quarto pegou Debora deu mama e beijou e abraçou forte a filha, Julia entrou abraçou filha e neta, Clara e ela choravam baixinho, mas foi um chora de alivia, sabiam que agora tudo iria ficar bem.
O mês passou voando, Enzo e Luiza marcaram a data do casamento, Luiza perguntou para Maha se eles não queriam casar no mesmo dia, o casamento duplo seria o acontecimento. Pedro e Maha concordaram. Luiza já começava a apontar a barriguinha de grávida. Maha estava feliz com a faculdade e Pedro se formaria em pouco mais de três meses, Isabella trouxe um “amigo” para que a família conhecesse, era um domingo de sol, e eles iria aproveitar a piscina.
Lorenzo e Enzo depois de conhecer o tal amigo só se olharam Isabella sabia que Murilo iria passar por uma sabatina, mas não se importou muito, todos curtiram o dia lindo de sol. Clara, Julia e Angelina estavam os gêmeos, que nada tinha de quietos, os óculos da bisa era sempre alvo certo para os dois. Lorenzo olhava sua linda família com orgulho e amor, e sentia que tempos calmos estavam por vir.
Clara tentava organizar o batizado de seus bebês, não nunca conseguia data com o Padre novo, ele sempre estava ocupado, até que Angelina pediu para um padre amigo dela que viesse, ela e Nicolás, viajariam logo depois do batizado, e ficariam fora por três meses, voltariam para o casamento dos netos.
#Semanas depois....
Lorenzo estava estressado, estava completando três meses que ele e Clara nada, tinha noite que ela mandava ele dormir no sofá ou tomar vários banhos, pois ela também não resistiria. Lorenzo chegou da empresa com Luiza, estava chorando, só por que o pai mandou ela ficar quieta enquanto ele dirigia pra casa.
L: Para de chorar meu amor, papai não falou por mal. Só estou irritado e você falando igual uma tagarela.
Luiza: Pai, você gritou comigo, isso nunca aconteceu antes. – falava soluçando.
C: Mais meu Deus o que é isso. – Clara descia a escada, foi para o lado dele, Luiza a abraçou forte, pedindo colo de mãe. – Lorenzo o que você fez.
L: Meu Deus que drama, eu a mandei ficar quieta no carro, estava falando demais. Daí acho que falei alto demais e ela tá aí chorando por isso. – ela negou com a cabeça o insensível que ele foi, e chamou Luiza para o quarto.
C: Vem minha filha, vamos para o quarto, te escutarei seu pai tá um chato, mas depois conversamos Sr. Salvattore. – ela o olhou brava por ele ter sido tonto com a filha.
Elas foram para o quarto, Luiza pra tudo chorava, seus hormônios estavam mais que aflorados, mas era normal, Enzo a consentia em tudo até nos desejos malucos de madrugada como comer batata frita com m muitaaaaaaa mostarde e cheddar.
Lorenzo foi para o escritório, e ficou lá até que Clara entrou e deu-lhe uma bronca, por ele estar chato, brigão e implicante com tudo, mas ela sabia o porquê e logo resolveria o assunto dele. Lorenzo ficou resolvendo os assuntos da empresa e fazendo a ordem de pagamentos do casamento dos filhos, no dia eles teriam um presente especial. Ficou um pouco mais, e depois subiu para o quarto, onde encontrou Clara sentada na cama com um livro nas mãos, ela só levantou os olhos para ele, que entendeu o recado, foi para o banheiro, ficou no banho por cerca de 50 minutos saiu com o roupão secando os cabelos.
L: Sei que terei que dormir no outro quarto, posso pelo mesmo levar meu travesseiro, o que tem lá não tem seu perfume. – falou jogando a toalha na cadeira e indo pegar o travesseiro.
C: Eu não falei que você tinha que dormir no outro quarto, só estava pensando que amanhã nossos filhos completam três meses e deveríamos fazer uma festa de mêsversário, o que você acha. Agora venha aqui que vou te adoçar um pouco, anda muito azedo nesses dias. – Clara abriu os braços para receber o seu marido que deitou nu ao lado de sua amada.
Clara se aconchegou com a cabeça no peito dele, por alguns momentos eles só ficaram juntos, sentiram a paz do mundo ali naquela cama.
L: Clara não começa amor não vou aguentar mais. – ela alisava o peito dele e lentamente desceu a mão para o membro dele, ela morde os lábios e sussurra pra ele.
C: Amor já podemos, agora sobe pra mim. – ele não terminou de ouvir ela se virou e deitou em cima dela com um sorriso maravilhoso e malicioso. O quarto do casal se encheu de amor, paixão e ali todos os meses sem se amarem foi extravasada e colocaram para fora todo o desejo de meses.
O tempo é amigo e inimigo as vezes, por conta da gravidez de Luiza o casamento duplo teve que ser adiantado um mês. Os planos dos noivos e dos pais dos noivos foram mudados. Mas mesmo assim foi lindo, Clara entrou com os noivos Pedro e Enzo.
Pedro e Maria Rafaela estavam lindos, Nicolás a conduziu e entregou sua jóia pra Pedro, Luiza entrou orgulhosa com Lorenzo.
A cerimônia foi ministrada pelo novo padre João da Cruz, mesmo sendo padre, arrancava suspiros das mulheres. Ele fez a celebração que durou um pouco mais de uma hora. Todos os convidados ficaram emocionados com as palavras de Amor, companheirismo e amizade.
Depois da celebração, a festa, tudo impecável, Clara estava com um vestido nude com renda preta, cabelo com um lindo penteado e Lorenzo com um terno cinza de risca de giz.
Julia e Angelina impecável com seus tailler clássico uma de verde escuro e a outra de azul. Nicolás com um terno preto e Vicente pai do noivo estava com um terno bege escuro e sua linda noiva com um tudinho preto.
Lorenzo fez a saudações a todos e depois chamou Clara, Vicente e Nicolás, anunciaram o presente de casamento para os noivos.
Pedro e Maha ganharam um apartamento na cidade, mas também um chalé na fazenda.
Enzo e Luiza ganharam uma cabana no Monte Toscana, era como uma pequena vinícola.
Os noivos festejaram com seus familiares e amigos e depois partiram para a Lua de mel. Pedro e Maha seguiram para Ilhas Maldivas, ficariam duas semanas por lá. Enzo e Luiza foram para uma casa na Serra que Lorenzo tinha.
A família ficou eufórica festejando os noivos, a festa seguiu mesmo sem eles. E durou até o início da noite.
Isabella estava com Murilo na sala quando Julia entrou com a preciosa nos braço.
Julia: Acha que atrapalhamos o casalzinho Deh, só seria bom se o papai não os pegassem. — ela piscou pra Isa avisando que Lorenzo estava logo atrás dela. — Mandarei beijo Deh pra Isa. — danada de esperta Deh fez o que a vovó falou.
Isabella e Murilo logo se despediram e Lorenzo e Clara entraram.
L: Boa noite meu rapaz, só para avisar, não por que o pai dela não tá por perto que ela não será cuidada. — Clara deu um cutucão nele, em sinal que era para deixar eles em paz.
C: Boa noite meus queridos. Isa minha linda, não suba tarde. — ela olhou pícara para a neta, já teve a idade dela.
Isa: Boa noite pode deixar vovó. Boa noite vovô. – piscou para os dois pela cumplicidade.
Mu: Boa noite sr e sra Salvattore.- eles sorriram e subiram para o quarto dos bebês que já dormiam. Julia tinha colocado a pequena antes e tinha ido se recolher. Lorenzo verificou todo o sistema de segurança e depois voltou para o quarto do casal.
Angelina e Nicolás voltaram para a vinícola Salvattore, depois de se despedirem de todos.
Clara estava no quarto dos bebês, eles dormiam serenos, estavam cansados também aquela era a primeira grande festa deles e por passarem de colo em colo, serem mimados, e terem brincado muito, ela sabia que eles dormiriam a noite toda. Depois ela foi para o quarto do casal e viu Lorenzo todo cheiroso dormindo, estava cansado de tudo, o dia foi feliz, mas cansativo. Clara entrou no banheiro se banhou, vestiu uma camisola fina, e nada mais, se deitou na cama se esfregando em Lorenzo só resmungou.
C: Amor está dormindo mesmo. – ela passou a mão no peito dele, que virou de lado, ficando de costas para ela.
L: Só um pouco amor, me deixa dormir só um pouco. – falou manhoso com sono. – ela se levantou foi até o closet, vestiu uma calcinha e trocou de camisola, quando voltou o quarto ainda estava na meia luz, ela sentou na poltrona perto da janela e ficou vendo a lua.
#flashback on
Clara estava cavalgando nos parreirais, quando viu um rapaz sentado perto da cabana, ela apeou do cavalo e o amarrou em uma árvore, caminhou até o rapaz, ela pode ver que ele era alto, corpo bem feito, musculoso, cabelos negros, ela se aproximou mais e fez barulho e o moça virou.
C: Oi, o que esta fazendo aqui. – ela o observava de modo curioso.
XX: Oi, estou vendo o lugar, meu tio vendeu as terras e meu pai acabou comprando de volta para a família, e agora vamos morar aqui perto. – ele falava rápido, dando a impressão de estar nervoso ao ver a jovem em sua frente, linda, morena, olhos verdes, os mais lindo que já tinha visto, cabelos pela cintura, era a visão de um anjo de amor encarnado.
C: Ah sim, prazer meu nome é Clara, Clara Demarco. – esticou a mão para ele.
L: O prazer é todo meu, Lorenzo Salvattore. – ele tocou a mão dela, e os olhares se cruzaram, o Amor a primeira vista tinha nascido e seria para sempre.
C: Sabe que se meu pai pegar você aqui, sairá daqui na mira da espingarda dele, não sabe? – dizia ela com olhar pícaro.
L: Se for para ver esse sorriso e esses olhos, vale a pena o risco. – ela sorriu mais, e sentou perto, ele ficou do lado dela, eles olhavam o horizonte, dava para ver Las Nubes por completo dali.
C: Venho sempre aqui, adoro olhar a vinícola, ver o quanto amo essa terra.
L: É uma fazenda muito linda, e por que se chama Las Nubes.- ela sorriu ao sentir a mão dele perto da dela no tronco de árvore que estavam sentados.
C: Quando meu avô ficou doente, meu pai assumiu as terras dele, e quando minha mão estava grávida do meu irmão Vicente, eles vieram morar aqui. Minha mãe passava sempre por aqui e quando meu pai perguntava onde ela estava ela simplesmente respondia: El paseo em las nubes. E meu pai colocou o nome da vinícola de Las Nuves.
L: Agora eu sei que vou achar o anjo aqui sempre, estou em las Nubes. – eles sorriram e foram ficando mais perto até seus lábios quase se tocarem, quando ouviram Benjamin chamando por Clara.
C: Meu pai tenho que ir. – ela levantou assustada e estava saindo, quando ele segurou a mão dela.
L: Amanhã, aqui nessa mesma hora. – ela concordou com a cabeça, sabia que seria arriscado, mas estaria ali.
Clara e Lorenzo selaram seu destino naquela tarde, e seria para sempre.
#Flashback off
L: Amor, o que esta fazendo ai. Vem pra cama. – ele falou sentado na cama e olhando Clara que estava com o olhar longe.
C: Nada minha vida, nada. – ela se levantou e foi deitar bem abraçada ao seu amor.
L: Vem amos dormir, hoje o dia foi feliz, mas cansativos. As crianças?
C: Dormindo tranquilos, eles não vão acordar mais hoje. Isabella já passou para o quarto também. – ela beijou seu marido, se aninhou e ele a abraçou forte, e logo dormiram.
O mês passou que não foi nem percebido, e estavam todos agitados era o final de semana do tão sonhado batismo de Debora e Victor. Clara estava feliz, estava com sua mãe e Angelina preparando os pimpolhos.
J: Não estão uma graça Angi, quem diria que eu viveria para ver essas riquezas.
An: Sim, são nem eu esperava, será que podemos contar com mais? – perguntou olhando para Clara que sorria para sua mãe e para a sogra.
C: Vocês duas não tem jeito, não tem mais, imagina vou ser avó outra vez e vocês querem netos. – elas se olharam e deram uma gargalhada bem gostosa que os gêmeos riram com elas.
L: Posso saber o motivo das risadas que dá para se ouvir lá na sala.
C: Mamãe e minha sogra querem mais netos, imagina, já vamos avós novamente.
L: Praticando nos estamos, mas acho que temos que curtir esse dois aqui. Mãe e sogra, já não temos mais idade para isso. Olha aqui minha quase cinquentona, ela é linda, maravilhosa, mas estamos bem assim. – Clara deu um tapa nele, como assim quase cinquentona, faltava um ano ainda. Todos riram da situação.
O batizado foi lindo como era de se esperar, Victor e Débora, tinham seus padrinhos Pedro, Maha e Isabela de Victor, Angelina e Vicente de Débora. A celebração foi ao ar livre na fazenda, tudo perfeito. Os pequenos cansados de tanta folia dormiram depois de um bom banho e alimentados. A tarde estava linda e Lorenzo chamou Clara para um passeio a cavalo.
Eles viram Las Nubes de onde sempre se amaram Lorenzo tinha uma surpresa para sua amada, tinha mandado fazer a imagem da Santa de sua devoção La virgem de Guadalupe na árvore perto de onde eles se conheceram. Clara ao ver ficou emocionada e o beijou terno nos lábios.
L: Aqui nós nos conhecemos, e aqui plantamos nossas raízes.
C: Sim, aqui geramos os frutos de um amor eterno. Aqui nascemos e morreremos, pois nascimos para morir iguales.

Fim…
Fale com o autor