O Segredo dos teus Olhos
6 Cap. VI - Medo
Clara deu um grito de dor e colocou a mão na barriga e sentiu molhar sua roupa, era sangue seu sangue, caiu de joelhos no chão e mais nada, não sentiu mais nada. Lorenzo correu e a pegou nos braços, mas ela já não estava ali.
Isabella e Enzo estavam no escritório, ela tinha ido acordar o pai para tomarem café junto quando ouviram o tiro e correram para ver o que tinha acontecido.
L: Clara minha Clara responde, ajudem aqui, por favor. — Todos correram para ajudar, Lorenzo a pegou nos braços quando Isabella e Enzo chegam perto.
Isa: Vozinha não me deixe, por favor, não me deixe. Vô o que aconteceu. – Perguntava Isa em prantos tentando entender tudo aquilo.
E: Mãe, por favor, mãe responde. – Todos ali estavam em choque.
Lorenzo a levou para dentro da casa, ligaram para a ambulância que logo chegaria, foram algum tempo de angustia.
Horas depois todos no hospital esperando por noticias, quando Henrique aparece sorrindo. Todos sentiram um alívio pois teriam boas notícias.
H: Clara esta bem, fora de perigo, levou um tiro nas costas, mas por sorte pegou de raspão, já podem entrar para falar com ela, mas sejam tranquilos, nada de correria nem emoções fortes, isso foi para você senhorita.
Isa: Aí tio assim meu avô vai pesar o que de mim. — Henrique olhou espantado para Isa e depois a viu abraçar Lorenzo.
E: Posso entrar primeiro para falar com ela a sós?
L: Claro que sim meu filho, veja como sua mãe esta sim nós esperaremos aqui. Minha neta e eu. — linda que tal um suco de laranja bem gelado hum, ainda não fiz o desjejum.
Isa: Claro, eu prefiro leite com chocolate, pode ser? – Com sorriso pícaro no rosto.
Enzo foi com Henrique para o quarto de Clara e Isa e Lorenzo para a cantina do hospital. Enzo entrou mansinho e viu a mãe com os olhos fechado e chorou, por ver a pessoa que mais amava naquele lugar e daquele jeito, pegou a cadeira e colocou perto da cama e pegou a mão da mãe.
E: Mãe, mãezinha, por favor, volta para mim, desculpas sim. — ele deitou a cabeça na cama em cima da mãe dela, e sentiu ela tocar seus cabelos. – Olhou para ele com carinho e sorriu.
C: Estou aqui pequeno, estarei sempre aqui, foi só um susto. Vem deite aqui comigo, como vc faz quando quer um colo de mãe, hoje eu quero um colo de filho. – Ficaram deitados os dois abraçados por um bom tempo, quando ouviram batidas na porta.
E: Entra. – Era Lorenzo e Isabella, que quando viram a cena sorriram Enzo chamou a filha e Clara levantou a mão o chamando também assim a família estava completa.
Mas tarde, dois policiais chegaram ao hospital e para tomar o depoimento de Lorenzo e de Clara, eles contaram tudo desde a briga com Fabrizio, mas que não sabiam quem havia atirado. Clara ficaria a noite no hospital e se estivesse bem iria para casa no amanhã seguinte, Lorenzo tentou ficar com ela, mas Isabella disse que era melhor ele descansa e ir resolver seus assuntos e amanhã todos tomariam café da manhã como uma família.
Enzo ficou o tempo todo longe do pai, não sabia o que falar e muito mesmo como agir, Clara notou que ele estava pálido e mais quieto, mas não falou nada. Pediu que ele ficasse um pouco mais com ele. Isa e Lorenzo se despediram e saíram.
C: Meu menino, vem aqui. O que está acontecendo, porque agiu assim com seu pai. Nunca te escondi nada, desde sua concepção até agora, você sempre soube quem era seu pai, que Fabrizio era seu padrinho e porque isso agora.
E: Mãezinha, ontem saímos eu a Laura o padrinho, tomamos umas a mais e ele me contou que quando Lorenzo te deixou para se casar com outra e você acabou dormindo com ele, e que ele era meu pai de verdade. – Clara olhava incrédula para ele sem saber o que dizer, porque ele mentia assim para o Enzo. Laura disse que poderia ser verdade porque vocês dois sempre estavam juntos.
C: Lorenzo DeMarco, olha bem nos meus olhos, você acha que eu mentiria para você. Lorenzo foi e sempre será o único homem da minha vida. Amanhã quero você para tomarmos um café em família, você entendeu? — ele fez um sinal com a cabeça e deu um beijo na mãe e quando ia saindo. — Lorenzo olhe para mim, estou sentindo e observando que você não está bem, o que está se passando, hum.
E: Nada passa desapercebido por ti senhora Clara DeMarco. – ele senta no sofá e apoia a cabeça para trás. Na verdade, eu não sei mãe, anda sentindo um sono mortal, estou sempre cansado, sem vida seria a melhor colocação. – sem que ele percebesse Clara apertou o botão para chamar a enfermeira que bateu na porta e foi autorização a entrar.
ENF: Está tudo bem senhora, deseja alguma coisa?
C: O dr. Henrique ainda está no hospital, quero falar com ele se possível. – Enzo olhava a mãe sem entender o que acontecia. Mas como era sua mãe nem contestou muito.
Ficaram os dois ali conversando sobre a vida, que logo ele iria se casar novamente, mesmo a contragosto da mãe e da filha. Falaram sobre que amanha ele saberia quem era Fabrizio de verdade e que ele desconfiava que o tiro que recebeu foi ele quem disparou, quando entrou Henrique e uma das enfermeiras.
H: Clara quer falar comigo? — olhou Enzo que parecia cochilar no sofá e sorriu. – Ele está dormindo ou tomou algo, parece dopado.
C: Foi por isso que te chamei, ele anda dormindo do nada, está sempre cansada e me disse a pouco que se sente sem vida. Acho que é a mesma coisa que meu pai teve, Henrique por favor não posso perder meu filho para a mesma maldita doença que levou meu pai. Pode fazer os exames nele por favor.
H: Claro que sim, farei isso agora mesmo, pegou um receituário preencheu e entregou para a enfermeira que preparasse que ele levaria o Enzo. — Vamos Enzo acorde, venha comigo sim. — ele sem entender foi com Henrique e Clara ficou descansando, mas preocupada com o filho. Henrique fez uma série de exames em Enzo para saber que ele tinha, a noite foi longa para Lorenzo e Clara, eles estavam ansiosos para ficar juntos para sempre.
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Não muito longe dali em um bar, Fabrizio tinha passado a noite toda bebendo e fazendo juras de amor para Clara e amaldiçoando Lorenzo e o filho, jurou matar quem cruzasse seu caminho mesmo que fosse Enzo, pois ele teria Clara de um jeito ou de outro.
Continua....
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