O Segredo Dos Gêmeos
7 Capítulo 7 - O Primeiro Toque
Len estava esperando os pais de Rin começarem a comer para que ele aprendesse como utilizar aqueles talheres.
– Pode comer do jeito que quiser. Não se preocupe conosco. — A mãe de Rin disse sorrindo, percebendo a preocupação do garoto.
– S-sim, senhora! — Len disse e tentou ser o mais delicado possível comendo, mas sua fome era grande.
Logo que terminaram, Len ia tirar seu prato da mesa, mas a mesma empregada que o serviu, o parou.
– Esse serviço é nosso. — Ela disse sorrindo e saiu da sala de jantar com o prato.
Assim que Rin terminou os dois subiram juntos para o quarto, se sentaram e ficaram olhando para parede.
– Quer assistir um filme? — Rin perguntou tentando deixar o clima agradável.
– Pode ser... — Len respondeu dando de ombros.
Rin pegou um controle que estava escondido no meio das cobertas e ligou a televisão. Ela andou até um armário, onde estavam milhares de dvd's.
– Quer um de terror, comédia, aventura, ação, ficção? Escolha um. — Rin disse.
– Pode ser um de comédia. — Len disse se sentando virado para Rin.
– De ação? Mas você quer um de aventura? Tudo bem, eu coloco um de terror! — Rin disse brincando, ela não gostava muito de comédias e preferia os de terror.
– Pode ser um de terror então... — Len disse meio confuso.
– "Mama". Acabou de lançar. — Rin disse com um sorrisinho no rosto.
Colocou o cd no aparelho, desligou a luz e se sentou ao lado de Len.
Depois de apenas 20 minutos eles já estavam quase chorando de medo, os sustos eram acompanhados de gritos e logo Rin estava ficando com sono.
– Eu vou deitar, mas estou acordada. Qualquer coisa é só chamar. Estou assistindo ainda, nem pense em desligar. — Rin disse e se deitou.
Len continuou assistindo e Rin não durou nem 5 minutos acordada.
– Ei, Rin, eu precisava ir ao banheiro... — Len disse baixinho, mas logo percebeu que Rin estava dormindo. — Eu me viro então...
Len foi calmamente até o banheiro e abriu a porta. Estava muito escuro e ele estava quase morrendo de medo, então acendeu a luz e fechou a porta.
Assim que terminou saiu e deixou a luz do banheiro ligada, assim iluminaria o quarto e não acordaria Rin. Um pedacinho de luz iluminou o rosto delicado de Rin, e Len ficou olhando-a.
A garota estava dormindo, as cobertas até a cintura e a blusa um pouco amarrotada, mostrando sua barriga, seu cabelos estavam desajeitados e jogados em seu rosto.
Len corou e arregalou os olhos.
"Idiota! Não pense esse tipo de coisa, não fique olhando ela! Ela é sua irmã..." Len pensou e se jogou na cama que haviam arrumado
Na manhã seguinte, Rin acordou seu irmão com o pé.
– Len, bom-dia... — Rin disse sonolenta e se levantando.
– Oi?... — Len se perguntou enquanto levantava com os olhos inchados. — Bom-dia...
Len se sentou no colchão e bocejou.
Rin foi até o banheiro e ligou o chuveiro.
Alguém bateu na porta do quarto e logo em seguida a abriu.
– Suas roupas estão lavadas e passadas senhor Len. — Kaito disse e deixou as roupas de Len em cima da cômoda.
– Não precisava! Mesmo assim muito obrigado... — O garoto disse e o mordomo acenou.
Len vestiu rapidamente suas roupas e dobrou o pijama azul.
–
"Droga... Esqueci minhas roupas..." Rin pensou assim que terminou o banho.
Ela se enrolou em uma toalha e antes de abrir a porta falou:
– Feche os olhos Len! Nem ouse abrir eles! — Rin disse e olhou por uma fresta da porta aberta. — Esqueci minhas roupas...
– J-já fechei... — Len disse com os olhos fechados e as mãos nos olhos.
– Bem hoje eu tinha que não ter arrumado minhas roupas... — Rin disse e saiu correndo pelo quarto á procura de roupas.
Len só escutava os passos de Rin e o barulho na toalha raspando em usa pele.
"Não espie, não espie..." Len se segurava.
Logo Len ouviu a porta do banheiro fechar novamente.
– Posso abrir? — Len perguntou.
– Pode! — Rin respondeu mais calma.
Depois que estavam prontos eles desceram para tomar café da manhã.
– Pessoal, eu vou levar vocês dois para tomarem um café no restaurante de um amigo meu. Ele vai abrir hoje, então vamos passar lá rapidinho. — O pai de Rin disse e puxou os dois para seu carro.
Len ficava tímido com qualquer coisa, então estar em um carro supercaro não o deixava á vontade.
– Pode ficar calmo, o restaurante é bem simples. — O pai da garota disse para Len.
– Obrigado, senhor. — Len disse tentando sorrir.
Assim, eles chegaram no restaurante, parabenizaram o homem e comeram um pouco. Depois voltaram para casa.
– Por aqui, senhores. — Kaito disse levando Rin e Len para a sala de jantar.
Assim que o mordomo abriu a porta um monte de papéis caíram e uma festa enorme estava preparada para os dois bem ali. A mãe de Rin e seu pai, Lola, as empregadas, alguns parentes que não eram de sangue e os animais de estimação.
– Que incrível pessoal! Muito obrigada! Achei que tinham esquecido! — Rin disse pulando de alegria.
Tinha uma faixa enorme colada na parede e nela estava escrito: Parabéns, Rin e Len.
Len estava admirado e boquiaberto, nunca havia ganhado uma festa desse porte, então não conseguiu expressar uma reação, mas ele logo sorriu em forma de agradecimento.
– Muito, muito obrigado! — Ele disse feliz.
Eles comeram os salgados e doces, conversaram e riram. Então, duas empregadas entraram com um bolo enorme e cheio de velas. E todos começaram a cantar.
Eles acenderam as velas e quando terminaram a música eles iam fazer um pedido, mas os dois acabaram observando as velas queimarem até o fim.
Rin estava mais conturbada que Len, mas mesmo assim, os dois estavam passando por algo diferente.
Eles estavam com seus olhos arregalados, e logo um silêncio tomou a sala.
Nenhum dos gêmeos assoprava a vela e muito menos se moviam.
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