O Segredo Dos Gêmeos
5 Capítulo 5 - Planejamento
– Tem certeza que não faz diferença? Você deve ter escrito para não se esquecer... — Len disse desconfiado.
– Não vai fazer falta um pedaço de papel! Vamos arrumar a sua cama! — Rin dizia animada, pegando roupas de cama e indo ao outro quarto pegar um colchão.
– Se tem um quarto com colchão, por que não posso dormir lá? — Len perguntou enquanto ajudava Rin.
– Porque eles querem dar um quarto de garoto pra você, não o quarto da antiga empregada. — Rin disse sorrindo e terminando de arrumar a cama. — Eles me contaram que o sonho deles era ter um filho homem, mas minha mãe é estéril.
– Realmente... Você nunca teve jeito pra arrumar as coisas. — Len disse rindo do modo como a cama ficou um organizado a la Rin. — Avise seus pais que eles não precisam se preocupar tanto assim comigo.
– Ahn?! Está ótimo assim! Vai logo dormir e não reclama! — Rin disse irritada e saiu batendo o pé para fora do quarto. — Vou buscar algo pra comer!
– Obrigado! — Len gritou em resposta e foi arrumar realmente a cama.
Depois, ele ficou sentado, olhando como o quarto de Rin que era afeminado, totalmente diferente dela quando criança.
– O que deu nela? — Len disse sorrindo.
– Cheguei! — Rin disse dando uma bundada na porta e passando com um carrinho repleto de comidas.
– Isso é um carrinho daqueles de aeroporto? — Len disse rindo.
– Não, não, é do nosso mordomo. Eu peguei emprestado sem pedir. — Rin disse rindo também.
– Vocês tem um mordomo?! Desculpa se eu não tinha nem uma casa... — Len disse brincando, mas acabou pesando o clima.
– Ahn... Pode escolher o que quer comer. Estou meio sem fome. — Rin disse e se jogou em sua cama.
Ela batia o pé e ficava pensando em um monte de coisas, olhando para sua televisão.
– Rin? O que está fazendo? — Len perguntou enquanto comia um sanduíche.
– Assistindo televisão... — Rin disse no automático.
– Quer que eu ligue ela pra você? — Len disse sorrindo e tirou Rin de seu transe.
– Só pessoas muito, muito especiais conseguem assistir á ela... — Rin disse séria.
– E você é uma dessas? — Len perguntou segurando a risada.
– Claro!
– Tão especial que poderia ter um problema mental?! — Len disse e começou á fazer cócegas em Rin.
– Tudo bem, tudo bem. Parei, parei! — Rin dizia socando Len com uma almofada.
– Então eu paro também... — Len disse sorrindo. — Parece até um sonho né?
– O que parece um sonho? — Rin perguntou parando de rir.
– Nós dois, juntos. Sem brigas e alimentados. Sabe, tendo uma vida realmente boa. — Len disse se sentando em sua cama.
– Mas a gente passou por muitos problemas até chegar aqui... E você mais do que eu. — Rin disse triste.
– Não temos espaço pra tristeza certo? O que faremos agora? Ainda é de dia. — Len disse apontando para fora.
– Posso te mostrar a casa inteira! A gente tem uma estufa enorme! Cheia de flores lindas. — Rin disse animada e puxou o braço de Len.
Eles saíram correndo por toda casa, Rin mostrava até onde cada poeira se encontrava e Len acompanhava, sempre muito interessado.
– Sabe querido... — A mãe dos garotos disse ao seu marido.
– Já está na hora? — O pai disse largando seu jornal.
– Talvez deveríamos comprar uma vela para o garoto também e fazer a festa amanhã, assim achariam que esquecemos e seria realmente uma surpresa. — A mãe disse empolgada.
– Certo, vamos levá-los para algum lugar amanhã, enquanto arrumamos tudo. — O pai disse e voltou á ler.
– É estranho, Rin estava realmente triste hoje, ela nos contou, mas eu logo esqueci. Não sei o que foi, talvez eu pergunte para ela novamente, mais tarde. — A mãe disse voltando-se á sua xícara de chá vermelho.
– Com certeza que sim. — O marido disse e tomou seu capuccino.
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