O Segredo De Gweneveire.
5 Culpa.
P.O.V. Arthur.
Eu estava me sentindo um lixo, ela havia partido e a culpa era minha. Sem ela minha vida perdeu o sentido, ela era a minha razão de viver, a minha rainha, minha deusa. Mas, eu como sempre consegui estragar tudo.
Tentei mais de mil vezes falar com ela, mas ela não quis nem saber. Mandei rosas, lírios e mais um monte de flores para ela e as mesmas foram atiradas da janela e deixadas para morrer.
Mandei cartas e ela as picou e jogou pela janela, então decidi ser mais direto. Vesti uma das roupas de Merlin e fui a sua casa, ela rapidamente abriu a porta dizendo:
–Olá Merlin, como vai o meu bruxinho preferido?
–Bruxo?
–Arthur? O que está fazendo aqui?
–Merlin é um bruxo?
–Não, que bobagem. É apenas um apelido, ele é o bruxinho e eu a fadinha. Nós nos conhecemos desde crianças.
–Ah, tá. Até parece que aquele estabanado do Merlin poderia ser um bruxo?
–Então, né?
–Mas, como você não é o Merlin, não é bem vindo aqui. Saia imediatamente da minha casa e não volte mais!
–Gwen, por favor, por favor me ouça.
–Não! Me sufocou por eu ser leal a aqueles que amo e isso é imperdoável.
–Mas,
–Nada de mas. Saia agora!
Desesperado me ajoelhei e implorei por seu perdão.
–Por favor, me perdoe. Eu juro que nunca mais encostarei um só dedo em você, mas me perdoe meu amor, me perdoe.
–Jura? Achou mesmo que eu iria cair nessa?
–Cair nessa? Gwen, eu não sei viver sem você. Estou totalmente, completamente e incondicionalmente apaixonado por você.
–Você é bom, mas eu ainda não acredito. Quem ama confia, quem ama não fere, quem ama sabe respeitar o espaço do outro.
–Por favor Gwen, volta pra casa. Volta pra mim.
–Eu estou em casa e não vou voltar coisa alguma.
Como todas as minhas tentativas falharam fiz o que qualquer apaixonado rejeitado faria, chorei. Jogado aos pés dela eu chorei como um bebê.
–Pare, Arthur. Já chega deste teatrinho.
Não conseguia responder chorava tanto que até soluçava.
–Já chega!
Chorei mais ainda.
Ela então me abraçou e eu a apertei contra mim, nunca a deixarei partir novamente.
–Arthur, está me sufocando.
Afrouxei um pouco o abraço, mas não soltei dela.
–Por você eu faço tudo.
–Não chore.
–Volte pra mim e nunca mais vou chorar.
–Tá, mas se me bater, cortarei suas bolas e depois sua cabeça.
–Tá, faça o que quiser comigo, mas nunca mais me deixe. Você é o meu mundo Guinevier.
–E você o meu Arthur.
–Jura?
–Eu juro.
–Te amo.
–Também te amo Gwen.
–Vem, vamos dormir. Já é tarde e não devemos sair depois do por do sol, á não ser que queiramos ser assassinados.
Ela me carregou até sua cama que era muito pequena e o colchão era menor ainda. Nos esprememos lá e dormimos, abraçados.
Na manhã seguinte acordei com uma dor nas costas terrível, mas ao perceber onde estava e que ela dormia ao meu lado a dor sumiu, tudo foi real. Como não queria sair dali, voltei a dormir e assim nós ficamos, dormindo abraçadinhos.
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