Notas iniciais
Curta, comente e o mais importante: boa leitura ♥

Após aquela conversa que havia ouvido, Charlotte soltou um suspiro e focou em preparar a comida para que todos pudessem jantar. Ao tirar o macarrão da água da panela e escorrer com uma panela específica, ela começou a montar a lasanha na travessa nas camadas formadas por carne, mortadela e mussarela até que, depois de pronta, ela colocou mais queijo no topo e colocou a forma de vidro no forno.

“Eles tem razão…isso me leva ao que estava pensando antes, o que Jack viu na Lindsay, afinal? Se ele tinha a mim?”

A felina branca abaixou a cabeça e aproveitou aquele momento para ir até o quarto passando pela sala de estar e subindo as escadas. Ao chegar no seu recanto, ela suspirou e tomou um banho rápido e colocou um pijama para se sentir confortável enquanto repassava aquilo em sua mente franzindo o cenho enquanto começou a escovar o cabelo com uma escova de cerdas macias.

“Eu lembro bem, Jack e eu estávamos tão bem juntos…nosso namoro estava indo bem, nos altos e baixos nós estávamos juntos…”

Então, Charlotte começou a se recordar de quando ela e Jack ainda estavam juntos. Em sua cabeça, começaram a passar imagens de diversos momentos felizes de quando ainda estavam juntos como um casal, o que envolvia situações cotidianas mas também aquelas que precisavam da presença deles dentro da máfia como um casal firme que exalava autoridade que futuramente iria assumir a máfia La Sociedad quando enfim chegasse a hora certa.

Naquele período, ela estava realmente feliz, mas também podia ver que o lupino sentia o mesmo ao lado dela, ambos tinham um relacionamento saudável sem problemas e mesmo que discussões acontecessem eles deixavam o ego de lado para perdoarem e seguirem em frente construindo uma base para o casamento a qual ambos estavam destinados para o bem de suas famílias, então o que deu errado para que ele a traísse? Seria algo parte dele e nunca soube?

“Eu nunca esperei isso vindo dele, Jack nunca exibiu nenhum traço desse tipo de caráter! E se…ele sempre foi assim e…eu não percebi?”

Essas últimas palavras ecoavam pela mente da felina, o que a deixou em choque ao pensar que o seu amado sempre escondeu aquela característica e talvez, apenas talvez, ele estivesse a iludindo pois estava preso a um acordo de casamento e teria que se dar bem com ela e tivesse o coração de outra a qual ele nunca poderia assumir um relacionamento devido às leis da própria La Sociedad, contudo, após lembrar-se de quando ele deu o primeiro livro para que ela mergulhasse no mundo da leitura, ela descartou essa teoria.

“Não, isso é impossível, ele não tinha outra e além disso, eu…eu pude ver a sinceridade no olhar dele naquele dia…”

Charlotte suspirou sorrindo levemente ao recordar-se de um livro de romance no qual Jack a havia presenteado e que se chamava Coração Indomável, do escritor Charles François e que havia chegado no Golden Eye há três anos atrás. Aquela obra, em si, fez a felina mergulhar no mundo da leitura e tudo graças ao próprio lupino, que a aconselhou que ter hábitos de leitura seria bom para o cérebro dela se distanciar um pouco da tecnologia cotidiana e adentrar em mundos fantásticos usando somente a imaginação.

“Não tem como ele ter me iludido, sei bem quando uma pessoa mente e Jack estava sendo muito sincero, então ele me amava, mesmo assim…”

De repente, o olhar da felina ficou sombrio com seus olhos roxos tomando um tom escuro enquanto sua aura sombria emanava pelo quarto e ela segurava o cabo da escova com força. Sua mente começou a vagar pelo momento em que ela presenciou sons maliciosos vindos de um quarto em um hotel que ela havia se escondido para tratar de um assunto importante, aquilo atiçou sua curiosidade pois a voz que ela estava escutando era conhecida por ela, mas para seu choque, ela ouviu a garota por Jack e isso a fez ficar com o coração partido.

“Só de lembrar do Jack junto daquela vadia no quarto 201 do hotel…”

Charlotte sentiu suas lágrimas voltarem a molhar a sua face. Para ela, era como se ela pudesse reviver aquele momento dentro de sua mente e cada palavra maliciosa que Jack proferia para Lindsay a machucava e em uma dor silenciosa no qual ela não podia se abrir para mais ninguém devido à severa pena da máfia espanhola, mas naquele momento, Sonic, Scourge e Axel se provaram confiáveis o suficiente para compartilharem aquela aflição e cuidarem dela enquanto ela mantinha as aparências para o público ao lado do lobo.

Contudo, ela lembrou-se também que um mês após aquele trágico momento, o inesperado aconteceu: em uma noite chuvosa, a felina branca entrou na Golden Eye com roupas pretas de uma perfeita femme fatale pronta para matar. Ao entrar no escritório do lupino branco, Charlotte o encarou com aqueles mesmos olhos roxos brilhando em um tom escuro enquanto a sua aura sombria emanava e, de repente, ela pegou uma adaga prateada e fincou-a em cima da mesa na qual ele estava.

Um aviso claro foi dado para Jack naquela noite: se ele continuasse se encontrando com a policial Lindsay Morgan para deitar-se com ela, a felina branca não teria escolha a não ser ter o prazer de fincar aquela mesma adaga no coração dela e trazê-lo para ele como um troféu e faria pior caso ele arranjasse outra amante. Depois daquela ameaça, Charlotte nunca mais olhou nos olhos de Jack até o próximo evento oficial na qual os dois tiveram que estar presentes e mantendo as aparências de um feliz casal.

“Merda…é bom ele continuar com esse aviso muito bem impregnado na mente dele, pois se eu falo, eu cumpro.”

Após acalmar-se, a felina soltou um suspiro e continuou a escovar os cabelos e semicerrou os olhos ao franzir o cenho enquanto terminava de cuidar das mechas. Naquele momento, ela sentiu a brisa do vento vindo da janela aberta de seu quarto e ao fechar os olhos, a sua mente começou a vagar por aquela dúvida insistente que começou a perturbá-la desde que estava se recuperando daquele ocorrido em sua casa: se Jack estava em uma boa relação e estava sendo sincero, porque ele a traiu? O que ele viu na Lindsay? Foi por desvio de seu bom caráter ou apenas…uma aventura?

“Será que foi por isso? Mas não faz sentido, Jack sempre se aventurava comigo e pra falar a verdade, tudo isso é muito estranho, ele nunca gostou de policiais desde…”

De repente, Charlotte viu-se na cena de um crime que ocorreu em uma parte da cidade, com alguns moradores curiosos para saberem o que aconteceu naquele momento. Para seu choque, o cadáver de Enrico Hernández foi encontrado morto com um ferimento de bala em sua cabeça e os detetives concluíram que a vítima havia sido executada por algum motivo, mas ao olhar para o lado, a felina viu Jack em um estado de choque enquanto uma equipe da ambulância o socorria e o motivo era claro: ele havia sido a testemunha.

A gatuna sabia bem que Enrico era um parente muito importante para Jack, era uma das pessoas mais confiáveis dele junto dos primos e não só era o tio dele como também o próprio subchefe de seu pai, o grande Guillermo Hernández e trabalhou com ele por muito tempo até que ele foi preso por um crime que não cometeu e após a sua morte, vários rumores começaram a circular a respeito daquele incidente, desde a vingança de algum assassino ou histórias de um devedor e isso fez o lupino desejar fazer com que todas aquelas famílias calassem a boca, incluindo outros nobres.

“Eu me lembro que Jack ficou trancado no escritório dele por dias sem querer sair e eu não quis incomodá-lo, apenas dei o espaço que ele precisava em meio ao luto…”

Charlotte lembrava bem daquele ocorrido e testemunhou tudo desde o funeral e o enterro de Enrico quanto o desejo de Jack de ficar isolado em meio ao seu luto por quase duas semanas, até que ela foi chamada para falar com ele dentro do escritório dele. Ali, ela soube o que realmente aconteceu: policiais mascarados conseguiram executar o tio dele para fazerem justiça com as próprias mãos, pois não aceitaram que a juíza o declarou inocente daquele crime e por causa disso, o lupino declarou vingança nem que ela própria demorasse.

“Não, não faz sentido Jack gostar de policiais, o assassinato do tio dele o afetou bastante, então porque iria atrás da Lindsay?”

Aquela dúvida perdurou por um tempo até que a felina colocou a escova de volta na penteadeira e saiu de seu quarto. Ao retornar para a sala, ela viu Scourge e Axel rindo absortos em piadas e isso a fez rir de leve, pois sabia que aquela dupla tinha seus momentos de provocações e calmarias, porém, seus olhos caminharam para a sua pequena chao que estava entretida assistindo televisão enquanto seu brinquedo de pelúcia estava no colo do bad boy, mas no fim, som da barriga dela roncando a chamou atenção.

— Mamãe, quando é que o jantar vai ficar pronto? Eu tô com fome — disse Moon ao ser pega no colo pela felina branca.

— Não se preocupe, jajá vai ficar pronto, só espere mais vinte minutinhos — disse Charlotte balançando-a levemente.

— Mas eu quero agora! — exclamou a pequena com as bochechas infladas e se remexendo no colo.

— Nada disso, lembre-se do que eu falei sobre isso! — exclamou a felina branca com um olhar repreensivo.

— Mas eu tô com fome — disse Moon com os olhos emanando tristeza.

— Hum, eu sei, mas deve esperar. Enquanto isso…vamos comer um lanchinho leve, que tal uma saladinha de frutas? — perguntou Charlotte sorrindo de leve.

— Salada de frutas? — perguntaram Axel e Scourge em um tom uníssono.

— Sim, mas só pra forrar o estômago, porque a lasanha já já fica pronta — declarou a felina branca.

Após todos se dirigirem à cozinha, a gatuna pegou algumas maçãs, bananas e uvas e misturou-as em pequenas tigelas para então distribuí-las. Ao fazer isso, ela saboreou aquele pequeno lanche ao lado de sua chao, mas logo direcionou o seu olhar para o ouriço verde que estava de olho no jantar que ainda estava assando no forno e por desconfiar dele, ela o encarou e o fez se afastar dali depois de atraí-lo á atenção pois temia que ele tivesse a audácia de repetir o que fez ao lado de Sonic em relação aos chilli dogs.

Enfim, com aquele lanche regado a conversas, o forno enfim apitou e a felina tirou a travessa de vidro com as luvas de forno e em seguida colocou-a em cima de um descanso de madeira para começar a esfriar. Enquanto isso, Scourge e Axel estavam com água na boca ao sentirem o cheiro daquela lasanha formosa e começaram a imaginar o sabor dela no mesmo momento que a gatinha organizava os pratos em cima da mesa de jantar na outra sala, porém, o ouriço começou a imaginar como seria se ele roubasse um pedaço com ela distraída.

— Nem pense nisso, Scourge! Sabe como a Lotte é — disse Axel sussurrando para o bad boy.

— Mas ela nem ia ver — disse Scourge em sussurro e com um sorriso cínico.

— Ah, vai sonhando que iria ser assim — disse a robô ao cruzar os braços enquanto sussurrava.

— Axel tem razão, titio, isso vai dar ruim — disse Moon ao se intrometer sussurrando.

— Tá, tá, mas da próxima, eu pego meu pedaço primeiro, hehe — afirmou o ouriço verde ao sussurrar. — Ela nem vai me ver ou sentir minha presença.

— Queria eu ter uma habilidade ninja dessas ô bocó — declarou Axel fuzilando-o com o olhar.

— Isso é inveja? — perguntou ele com um sorriso convencido.

— Já lavaram as mãos ao invés de ficarem de cochicho? — perguntou Charlotte com as mãos na cintura e olhar um pouco sério para eles.

— Nós já vamos, mamãe! — exclamou Moon.

Dito isso, a pequena chao empurrou levemente o ouriço e a gata siamesa em direção ao lavabo perto da cozinha. Enquanto os esperava, Charlotte soltou um suspiro e começou a servir os pedaços meio quentes nos pratos de sua criaturinha e de seus dois amigos e em seguida, sentou-se na terceira cadeira da mesa circular e começou a pensar um pouco em uma pose onde seu cotovelo estava apoiado na mesa e com o punho fechado servindo de sustento para seu queixo.

“Ainda acho estranho toda essa questão, mas e…e se Jack tiver superado tudo aquilo e se apaixonou pela Lindsay? Nunca pensei por esse lado!”

Em sua cabeça, a felina branca começou a imaginar um suposto romance escondido e proibido que poderia estar sendo vivido pelo lobo branco, mas pensar naquela possibilidade a deixou com náusea e com o punho cerrado. Ao perceber que seus amigos retornaram, ela portou-se como de costume enquanto eles se acomodaram em seus lugares e apenas começaram a degustar daquele delicioso jantar após ele ter esfriado um pouco.

“Isso não deixa de ser possível, mas se Jack realmente superou aquilo e nunca me falou…e se apaixonou por aquela vadia…”

— Lotte? Você tá bem? Tá tão pensativa e tensa… — disse Scourge ao perceber o cenho franzido dela.

— Estou bem, não se preocupe, só pensei um pouco em um assunto importante — respondeu Charlotte normalmente.

— Se você diz…mas como eu tava falando… — disse Axel preocupada, mas voltando a sorrir. — Fiquei sabendo que o Espio voltou pra cidade depois de visitar a tribo dele.

— Nossa, as notícias correm ein, já imagino sua felicidade e imaginar os beijinhos com ele — disse Scourge sorrindo provocador.

— Ora seu…fica na tua, tendeu? — respondeu a robô corada enquanto encarava o ouriço. — Não sou tu que é foguento quando fica com a namorada não!

— Mamãe, o que o titio Scourge faz com a titia Camille? — perguntou Moon com um olhar curioso e inocente.

— Bem…eles ficam…se encontrando pra ficarem brincando — respondeu a felina branca. — o Scourge pode porque ele casou no santuário com a Camille e deixou de ser boboca.

— Boboca, que apelido infantil, não acha não? — perguntou o bad boy sorrindo de leve.

— Só come, Scourge, antes que eu dê sua comida pro pet do vizinho — disse Charlotte com um sorriso provocador.

— Eu apoio — disse Axel sorrindo de forma maligna.

— Moon, me prometa que depois de virar um chao adulto, cê não vai ser que nem essas duas… — disse Scourge olhando para a pequena.

— Pode deixar, titio — disse Moon sorrindo.

Então, todos continuaram comendo saboreando cada parte da lasanha que levavam à boca com as garfadas enquanto prestavam atenção na divertida conversa que se seguia naquela hora. Após o término do jantar, Axel ajudou a tirar a louça suja ao lado da Charlotte e a colocou na pia no instante em que o bad boy pegou a pequena chao em seus braços e começou a brincar com ela e isso fez a felina branca sorrir ao ver aquela cena.

— Esses dois são fofos juntos, nem parece que tem vezes que o Scourge é um filho da mãe — comentou Charlotte.

— Eu concordo — disse Axel. — Mas o mais bizarro pra mim é ele estar namorando sendo que ele era um baita de um mulherengo!

— É, ele pegava várias, tinha uma cada pra cada dia da semana — disse a felina branca revirando os olhos. — Isso me enojava.

— Mas aí ele viu a Camille tsundere linda e boom, se apaixonaram e tão namorando — disse a siamesa gesticulando.

— É, mas como ele era um mulherengo, ele teve que cortar as ligações espirituais que ele tinha, casando no santuário com ela — disse Charlotte.

— Isso pra mim é milagre ein — disse Axel ao começar a lavar a louça. — E de bônus ele pode ter vida sexual ativa!

— Ele e a Camile só podem porque ele já não é virgem e tem essa opção, Axel, mas se eles fossem virgens, teriam que esperar — disse a felina branca.

— Tá, eu já sei porque, é aquele lance que Aurora criou pra ajudar casais que querem começar uma vida nova e tal tal tal — disse Axel com as bochechas infladas e cenho franzido.

— Ora, não se preocupe, Axel, a espera com certeza valerá a pena — disse Charlotte sorrindo e confortando a amiga com um abraço.

— Tá, eu já entendi…tomara que vala mesmo a pena… — disse a robô ao suspirar e sorrindo de leve.

Enquanto Axel terminava de lavar a louça, Charlotte foi para a sala e lá, ela viu o ouriço verde brincando de cavalinho com a pequena chao. Assistindo aquela cena, ela riu de leve quando a criaturinha pediu para ir de novo, mas ao olhar para o relógio e ver que já ia dar nove horas, a jovem gata sabia que estava na hora de ambos se despedirem para que Scourge pudesse ir para casa e as garotas pudessem se preparar para irem dormir.

— Muito bem Moon, já está na hora de dar tchau pro titio Scourge — disse Charlotte ao pegar a pequena no colo e sorrindo de leve.

— Não, não, por favor, ainda tá cedo — disse Moon com uma voz chorosa e com os olhinhos brilhando.

— Já está tarde, Moon, o titio Scourge tem que ir pra casa — afirmou a felina branca. — Amanhã se ele quiser, ele vem aqui pra brincar com você.

— Tá bom… — disse a pequena abaixando a cabeça.

— Ah, não fica assim, amanhã eu passo aqui pra gente aprontar — disse Scourge acariciando o queixo dela.

— Ai de você se você fizer algo que incrimine a minha chao, hein — disse Charlotte fuzilando-o com o olhar.

— Relaxa, não vai ser nada demais, apenas bater umas carteiras lá no centro — disse ele com um sorriso provocador.

— Você não presta, Scourge! — exclamou a felina branca ao bater na nuca dele.

— Hehe, mas cê me ama que eu sei — disse o bad boy sorrindo cínico se dirigindo até a porta. — Vou indo nessa, até amanhã vocês duas e Moon.

— A gente não vale nada não, é? — perguntou Charlotte fuzilando ele com o olhar.

— Hehe, tchau Lottinha, tchau lata velha — disse Scourge ao abrir a porta e sorrindo provocador.

— Lata velha é a sua mãe! — Bradou alto a robô de dentro da cozinha.

— Hehe, agora fui — disse Scourge ao sair correndo em alta velocidade.

— Acho que Sonic tem um “irmão” perdido e nunca soube — disse Charlotte sorrindo entredentes.

Ao fechar a porta, Charlotte soltou um suspiro e subiu para primeiro andar para preparar o banho de sua chao. Após isso, ela a pegou com carinho e deu um banho morno nela, secou-a com uma toalha felpuda e a colocou para dormir com uma canção de ninar após apagar a luz e colocá-la em um berço suspenso como se fosse um balanço em formato de meio cilindro.

— Tenha bons sonhos, minha pequena — disse a felina branca calmamente e com uma voz suave.

Após dar um beijinho na testa dela, a jovem retirou-se do quarto e em seguida, ela caminhou até o quarto dela e fechou a porta atrás dela. Depois disso, ela abaixou a cabeça e lembrou-se que durante aquela tarde, Jack iria ver a sua chao como de costume pois mesmo com toda aquela situação, a pequena também era pet e parte da família dele como se fosse uma filha, mas a felina branca não estava muito a fim de vê-lo.

Contudo, ao ouvir um barulho de uma moto se aproximando, suas orelhas se mexeram e ela caminhou até a janela. De lá, ela viu o veículo estacionado na rua de frente para a sua casa e franziu o cenho ao ver que se tratava de uma ducati superleggera V4 de cor preta conhecida por ela, mas seus olhos foram para o motorista, que estava vestido com uma jaqueta de couro preta, luvas de piloto de mesma cor, uma calça jeans escura, sapatos e com um capacete preto e vermelho com a viseira abaixada.

“E agora? O que você veio fazer aqui, Jack?”

Notas finais
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