Notas iniciais
Oe! Gente, a fic bateu trinta mil palavras, e eu só tenho a agradecer a vocês! Eu nunca tinha escrito tanto em minha longa vida (treze anos). Obrigada a todo mundo, mesmo você, seu leitorzinho fantasma, que nunca se manifesta! Eu gosto de reviews, tá bom? Mas não vou ficar aqui pedindo comentários, porque o que importa pra mim é que você leia e goste (ou não). Como dizem: "Se tem um louco pra escrever, há um louco para ler.". :)

O sol estava se pondo quando todos os sete sentaram à mesa para comer e conversar.

– Então. – Leo deu uma garfada em seu espaguete. – Reunião?

– Reunião. – Jason concordou. – Primeiro: o que aconteceu nesses dias? Porque eu acho que ninguém aqui sabe completamente de tudo.

– Bem... Quando entrei naquele vórtice. – Frank engoliu em seco. – Com você... Deu algo errado. Eu fiquei preso em um salão cheio de monstros. Eles não me atacavam, e isso era o pior de tudo. Eu tinha que conseguir transformá-los como faço comigo mesmo, ou não sairia dali. Ares me visitou várias vezes. Ares e Marte, ao mesmo tempo, e me ensinou.

– Eu fui para o Mundo Inferior. – Hazel tamborilou as mãos na mesa. – Aprender magia com Hécate e ver como a morte funciona.

– Eu... Eu falei com Júpiter. – Jason tomou um gole de refrigerante. – Ele falou que...

– Não fale. – Hazel o interrompeu. – É melhor não contar. Se Zeus o chamou em particular, provavelmente é porque ele não quer que outros saibam.

– É... Tem razão. – O garoto aquiesceu. – Você falou com Poseidon?

Percy assentiu lentamente, olhando para lugar algum.

– Aham. – Ele disse com a voz rouca.

– Eu fui para... – Leo encarava seu garfo. – Ogígia.

– Ogígia? O que é isso? – Hazel franziu as sobrancelhas.

– Não é uma ilha...? – Frank perguntou. – Acho que eu ouvi umas histórias.

Apenas Piper notou como Percy continuava olhando para o nada, o corpo retesado, e como Annabeth começava a ficar vermelha.

– É aquela ilha que uma deusa-ninfa cuidava, não era? – Jason recordou. – O nome dela era... Calise?

– Calipso. – Leo corrigiu. – Acho que Annabeth poderia explicar melhor... Ai!

Piper o havia acotovelado nas costelas. Ela fuzilou-o com o olhar.

– O quê? – Leo botou a mão no peito e fez uma cara dramática. – Você também sabe dessa história?

– Que história? – Frank, Hazel e Jason perguntaram ao mesmo tempo.

– Calipso é uma ninfa, filha de Atlas, condenada a ficar para sempre em Ogígia, sua ilha, sozinha, nem nunca poder sair. – Piper explicou. – De tempos em tempos, os deuses mandam-lhe companhia. Homens por quais ela não pode evitar se apaixonar. Mas eles sempre foram embora.

Frank e Jason sorriram sugestivamente para o amigo. Dessa vez Hazel também notou a tensão e ela deu uma arregalada nos olhos.

– Annabeth. – Ela pigarreou. – O que você fez?

– Fui para Atenas. – Annabeth respondeu. – Apareci no Parthenon. O Tempo estava lá... E eu tive que controlá-lo.

Só existe uma pessoa inteligente para fazer isso... – Hazel recitou.

Annabeth arqueou as sobrancelhas.

– Foi o que meu pai disse. – Ela encolheu os ombros e sorriu. – Parece que você se superou novamente.

Dessa vez todos sorriram.

– Mas o que você fez em Ogígia? – Percy indagou a Leo, porém olhava fixamente para o seu copo.

– Armaduras. – Ele retrucou. – Aquelas do porão.

– Que eu abençoei. – Hazel completou.

– Agora vem a parte difícil de entender. – Jason cruzou os braços. – Pra que abençoar armaduras?

– Física. – Annabeth torceu as mãos. – O plano era que Leo construísse as armaduras. Ele conseguiu. Abençoá-las para depois convertê-las em força.

Ninguém se pronunciou, porque ninguém sabia ou entendia.

– Entendam... Gaia não morre. – Ela continuou. – É imortal. Não importa o quão forte ou poderosos ou inteligentes nós sejamos... É impossível decepar a cabeça dela e acabar com tudo. Porque ela é tudo. Todos vocês... Todos nós... – Ela se corrigiu. – Fomos alertados, desde o começo dessa loucura, que iríamos nos reunir para deter Gaia. Matá-la é impossível.

Annabeth deixou as palavras pairarem no ar por um momento, então prosseguiu.

– O que estamos tentando fazer é interromper seu despertar. Ela está levantando, acordando, ainda não conseguiu por completo. O plano é não deixar que isso se conclua. Gaia tem uma forma física, o que deixa a situação um pouco mais fácil para nós.

– E as armaduras? – Frank perguntou.

Annabeth comprimiu os lábios.

– Elas servem para captar a força dos golpes e se alimenta do cansaço do corpo que a usa. Hazel as abençoou para isso, criando um feitiço que nunca foi feito. A força captada pelas armaduras irá para um recipiente...

Hazel enfiou a mão no bolso e tirou dali um frasquinho, como aqueles usados para amostra de perfume.

– Meu pai me deu isso. – Ela disse.

– E Orfeu deu isso ao seu pai. – Annabeth assentiu. – E Hipnos foi o fabricante.

– Dois deuses sonolentos? – Percy olhou-a.

Annabeth sorriu.

– Acho que agora já dá pra deduzir o fim.

– Convertemos a força em sono... – Leo hesitou.

– E damos à Gaia. – Piper completou. – Usamos as armaduras, captamos a força, que se transforma em uma espécie de poção, damos à Gaia convertida em sono. E ela dorme por mais alguns milênios.

Um silêncio se seguiu.

– É meio complicado, vocês não acham? – Leo entortou o nariz.

– É complicado. – Annabeth concordou. – Mas é a única chance e única forma.

– E como vamos dar isso à Gaia? – Percy indagou.

– Pelas veias. – Hazel respondeu.

– Hã? – Os outros seis falaram.

– Ela está se alimentando do sangue de dois semideuses. Não, espere. Ela vai se alimentar do sangue de dois semideuses... Como em uma doação de sangue. – Ela explicou. – Nico e Reyna. Eles vão morrer.

Todo mundo quis protestar.

– Já está feito. – Hazel sacudiu a cabeça. – Não podemos mudar isso.

– Oh, deuses... – Piper ficou pálida. – O treinador... A estátua.

– Eles vão conseguir entregar a estátua. Vai dar certo, só que Gaia vai matá-los. Eu os vi. Eles estão bem. Eles ficarão bem. – Hazel afirmou.

– Como? – Percy fixou os olhos nos dela. – Como pode tudo ficar bem se dois semideuses morreram?

– Percy, isso aqui vai ser pior do que a Batalha de Manhattan. – Annabeth disse. – Muitos vão morrer.

Percy suspirou.

– Tá, tá. – Ele resmungou.

– Então está feito. – Jason se levantou, arrastando a cadeira para trás. – O plano está traçado. Nós estamos juntos. Reunidos. Com força total. Agora há uma possibilidade.

– E só nos resta tentar não morrer. – Leo cogitou soturnamente.

– Tudo bem. – Percy contestou, fazendo Jason sentar-se de novo. – Somos em sete. Mas temos o quê? Umas... Mil armaduras?

– Vamos usar no exército de Piper. – Jason respondeu.

– Claro. – Percy cruzou os braços. – Que bobagem a minha. Pedir para trocentos monstros botarem armadura.

– É. – Piper sorriu complacentemente para ele. – Meu exército que Frank vai liderar. Não é mesmo, Frank?

– Só se você quiser, Piper. – Ele disse seriamente. – Eu nem sei o quanto você teve que se sacrificar para.... Hm, conseguir...

Piper sorriu novamente. Ela estava inteira, como Hazel prometera, e ainda mais bonita. Só que uma cicatriz cortava seu rosto de ponta à ponta. Joan soubera usar Katoptris.

– Eu quero que você lidere, porque você é o pretor. – Falou ela. – E, além disso, somos uma equipe, certo? Vamos colaborar, então.

Eles assentiram.

– Quem fica de guarda? – Leo perguntou.

Era mais uma noite comum no Argo II.

Notas finais
Espero que todo mundo que não tenha entendido os capítulos ou qualquer coisa do tipo, tenha compreendido. Tentei esclarecer ao máximo todos os "porque's" nesse capítulo.