O Sangue de Donnovan.

2 Capítulo 1 - O Começo


Notas iniciais
Sim, eu vou postar o primeiro capítulo hoje, sendo que eu falei que iria postar amanhã. Mas eu tava louca pra postar, então...

Damra me acompanhou até o fundo do castelo e entrou pela porta dos fundos, que dava para uma grande cozinha, onde várias mulheres trabalhavam de forma sincronizada, algumas varrendo, outras lavando e cozinhando, e o resto limpando os moveis.

Quando perceberam a presença da garota, todas pararam seus afazeres e se curvaram. Damra acenou com a cabeça e todas voltaram as suas tarefas, menos uma mulher de cabelos grisalhos e vestindo um avental sujo de comida, a qual ela tirou e colocou em cima de uma bancada.

–Onde você se meteu garota?! Eu estava morrendo de preocupação! Se seu pai descobrir que você fugiu novamente para ir á floresta... –Ela se interrompeu e me olhou da cabeça aos pés, como só tivesse me notado naquele momento – E ainda trouxe uma desconhecida! Como você irá explicar a chegada dela?! Ai, ai, ai, menina. –Ela balançava a cabeça em negativa– Vá para o seu quarto, tome um banho e troque de roupa, e leve a sua amiga! E não...

–Tia Marry, se acalme. –Interrompeu Damra– Ela é a Enid, uma amiga que eu conheci na floresta. Eu irei falar para o meu pai a verdade, que fui dar um passeio com as minhas fadinhas e encontrei-a perdida na floresta. Agora, se nos der licença, nós temos que subir. Vamos Enid.

–Foi um prazer te conhecer. –Disse a Marry, então segui Damra até o quarto dela.

Subimos muitas escadas, e quando eu digo muitas escadas eu não estou exagerando, até chegarmos ao quarto. Ele era digno de uma Princesa. As paredes eram pintadas de branco com desenhos em azul, no centro do quarto havia uma grande cama forrada com lençóis turquesa. No fundo do quarto estava localizada uma estante cheia de livros de todas as cores e formas, com uma poltrona branca ao lado. Além de uma grande janela que cobria quase toda a parede com cortinas brancas com detalhes dourados.

Damra se jogou na cama, tirou as sapatilhas brancas, e soltou os cabelos que estavam presos em uma linda trança.

–Então, Enid, conte-me mais sobre você– Disse à garota que agora brincava com a fita que prendia o seu cabelo.

–Bom, se eu soubesse algo sobre mim... O que eu sei já lhe disse, que é o meu nome.

–Ah, é. Então eu vou falar mais sobre mim! Eu sou a Damra, tenho 17 anos, sou a filha mais nova do Rei do Reino do Oeste, Sebastian. E sou a líder do clã das Fadas. –Ela falava de modo calmo, quase sonolento.

–Então aquilo eram fadas? –Perguntei com uma pitada de descrença.

–Exato! Elas não são encantadoras? Pena que ainda não conseguem aderir a forma humana... –disse pensativa–Eu também sou uma fada! –Ela rolou na cama e ficou de costas expondo suas belas asas azuis. –Quase todas as pessoas são criaturas mágicas, algumas escolhem o lado do bem e outras do mal, mas todas tem um núcleo mágico dentro de si, inclusive você, Enid.

–Me desculpe discordar, mas, eu não sou nenhum ser mágico, sou só uma garota normal. –Me sentei ao lado da garota que se levantou e ficou ao meu lado.

–Enid, minha querida, eu consigo sentir a magia saindo de você. Você esbanja poder. –Ela disse tocando no meu peito, bem acima do meu coração. –Eu acho melhor você tomar um banho, eu te empresto algumas roupas minhas! Enquanto isso eu vou pegar algo para comermos! –Ela se levantou e pegou algumas roupas de dentro do seu grande guarda-roupa e as colocou sobre a cama.

Eu entrei no banheiro, ele tinha as paredes brancas com detalhes em prata. Liguei a banheira, tirei minhas roupas e me encarei no espelho. Eu estava magra e com a pele branca e seca. Meu cabelo loiro, quase branco, estava seco e sujo. Eu nunca seria igual à Damra, ela tinha um cabelo lindo e hidratado, branco igual ao meu, mas com mechas azuis e muito mais bonitas. Sua pele rosa claro estava sempre hidratada e macia, sem nenhuma falha.

Entrei na banheira, me lavei e me enrolei na toalha. Ao entrar no quarto vi qual tinha sido a roupa que ela tinha escolhido para mim. Uma saia turquesa longa, e um top branco com desenho de flores, além de um par de saltos brancos. Ao vestir me senti um pouco estranha, aquele realmente não era meu tipo de roupa, mas eu não tinha o direito de reclamar. Voltei ao banheiro, peguei uma escova e penteei meu cabelo. Ele estava perfumado por causa do perfume.

Quando voltei ao quarto encontrei Damra já banhada e com outra roupa. Ela usava um longo vestido rosa com um cinto amarrado na cintura, no seu cabelo havia uma linda coroa de flores brancas, ela segurava outra de flores roxas na mão.

–Enid! Você está simplesmente maravilhosa! Tome. –Ela me deu a coroa de flores, que eu coloquei na cabeça.

–Você está linda, como sempre, Damra. –Eu sorri amigavelmente– Obrigada por me emprestar as roupas.

–Ah, não. Pode ficar com elas. Eu tenho outras roupas. A Marry vai vir recolher suas roupas, lavar e costurar. –Ao falar isso, me lembrei do pequeno objeto guardado no bolso da minha calça.

Corri até o banheiro e fiquei aliviada ao ver que o objeto ainda estava lá. Voltei para o quarto e pedi que Damra guardasse o objeto em algum lugar seguro, para que depois eu pudesse pegar de volta. –Claro que eu guardo– Respondeu se virando e colocando-o dentro de sua caixa de joias.

–Já está na hora do Jantar. Acho melhor irmos logo. –Ela pegou minha mão e me acompanhou até a sala de jantar. Havia uma grande mesa cheia de comidas diversas. Sentados nela estavam duas mulheres e um homem, que estava na ponta da mesa. Todos trajavam roupas elegantes e provavelmente feitas a mão, mas o homem usava uma coroa, que supus, que fosse de diamante, nela tinham pedras preciosas da cor verde. Quando perceberam nossa presença, olharam para mim da cabeça aos pés, assim como fez a Marry. E então se calaram.

–Quem é você, garota? –Perguntou o homem com sua voz grave, capaz de tremer o chão em um grito.

–Hãn, oi...? Eu sou a Enid. –Respondi com um pouco de medo.

Notas finais
Espero que gostem, acompanhem a história, comentem e espero que gostem. Porquê eu pessoalmente adorei. Beijos.