O Sacrifício
3 Parte III
Notas iniciais
O Sacrifício
Por SBFernanda
Parte III
Ao contrário do que esperava, ninguém apareceu em sua casa naquela noite. Tinha certeza que a Ordem já havia sido informada sobre o que havia feito, por isso não compreendia o motivo de ainda não terem ido lhe deter.
Aproveitou o momento, porém, para ler o livro que pegara do padrinho. Pelo o que pudera notar em uma primeira vista deste, era um exemplar tão antigo que até mesmo as folhas pareciam frágeis.
Por mais desesperado que estivesse — e ele estava a ponto de sequestrar Hinata e fugir com ela —, um dos primeiros assuntos tratados no livro lhe chamou a atenção e lhe distraiu. Aparentemente não era apenas medo de se perder a linhagem mágica que fazia com que não vissem sua mãe, uma não mágica, com olhos diferentes.
“Quando os poderes não são extinguidos, as crianças filhas de um mahoutsukai e de um humano tendem a ser destrutivas. Seus poderes podem atingir graus elevados e de difícil controle. Não é possível impor um limite a seus poderes através do “selo” e por isso deve-se evitar a mistura dessas raças.”
Relato 1: “Vi quando a criança tomou a forma de um demônio. Seus olhos escureceram e ela explodiu tudo a sua volta, exceto seus pais e o próprio corpo. Naquele momento percebi que não havia outra escolha a não ser sacrificá-la.”
Relato 2: “Quando tentei colocar o selo na criança foi como se uma energia maligna me tomasse. Perdi meu braço naquele dia. Não há dúvidas de que esta mistura gera um demônio.”
Naruto lia cada um dos relatos, associando sua existência e o medo que via nos olhos dos conselheiros quando ele estava por perto. Todos o temiam. Todos esperavam que ele se comportasse como um demônio. De fato, Naruto tivera muita dificuldade em controlar seus poderes, mas Jiraya sempre esteve disposto a lhe ajudar, da mesma forma como seu pai estivera no passado. Mas a cada vez que alguém acreditava em si, ele sentia mais força em seu interior. E este era mais um motivo para não desistir de Hinata. Ela, antes mesmo de Jiraya, lhe ajudou e acreditou nele.
Estava prestes a virar a página, pronto para procurar a informação que precisava sobre o sacrifício, quando encontrou algo que desabou de vez o seu mundo:
Relato 27: “Namizake não aceitou os conselhos que lhe dei e acabou se envolvendo com uma humana comum. Seu filho está cada vez mais perigoso e ele não vê. Não aceitar sua morte pode pôr em risco todos os planos da Ordem. Algo sobre esse garoto me diz que ele não pode viver. O único que pode defendê-lo é seu pai e esta será uma triste, mas necessária perda para um bem maior.”
Apêndice 1: Mesmo com a morte de Minato não foi possível aniquilar a criança. Acredito que os olhos do conselho devem estar sobre ele a todo instante. A pessoa responsável por sua morte foi aniquilada em um piscar de olhos, não restando nada. O demônio mais poderoso habita na criança; o verdadeiro inimigo do deus.
As palavras foram lidas mais de uma vez pelo rapaz, que demorou a notar que lágrimas escorriam por seus olhos. Seu pai havia sido morto pela Ordem. A mesma Ordem que ele fora fiel e que ensinara seu filho a respeitar. A mesma Ordem que tentara mata-lo. A mesma Ordem que agora queria matar Hinata.
Um urro de fúria fez com que Naruto se levantasse de uma só vez e jogasse as coisas que estavam em sua estante todas no chão. Seus olhos estavam vermelhos pelas lágrimas que não deixavam de cair e seu coração martelava em seu peito.
No mesmo instante, Kushina apareceu na porta do quarto, gritando pelo filho, mas este não a ouvia. Não havia o que fazer. Uma aura avermelhada cobria seu corpo, deixando-o ameaçador como apenas uma vez ela o vira.
Móveis foram quebrados, um após o outro. A ruiva, do lado de fora, chorava se sentindo impotente, mas da mesma forma sabia que não poderia ligar para ninguém daquele lugar sem que perdesse seu filho. Ela não sabia o que tinham feito com seu marido, mas tinha certeza que eles foram responsáveis por aquilo.
Uma ideia perigosa lhe tomou a mente. Correndo, Kushina pegou o telefone e ligou para a única pessoa que confiaria a vida de seu filho naquele momento.
O som de móveis sendo quebrados ainda podia ser ouvido enquanto a mulher estava à porta, aguardando a chegada de sua esperança. Os gritos de Naruto saíam cada vez mais altos e ela temia que alguém ouvisse e fosse tarde demais para agir.
Um suspiro aliviado, porém, lhe tomou quando viu Hinata se aproximar. Ela parecia assustada e esbaforida. A jovem corria em sua direção, usando nada mais do que um vestido preto curto e sapatilhas. Ela estava descabelada e assustada.
— Obrigada por vir. — Kushina disse assim que a menina estava próxima para ouvir.
Hinata, porém, não se deteve à porta. Acenou para a ruiva, pedindo que ela não se aproximasse do local, e seguiu para o quarto de Naruto. O que sentia era forte, muito mais forte do que jamais sentira, mas ela não poderia arriscar perdê-lo. Não era o momento dele.
À porta do quarto, Hinata olhava para o local. A aura de Naruto estava vermelho sangue e quanto mais ele gritava, mais correntes de poder exalavam por seu corpo, destruindo o local. Ela não poderia ficar ali assistindo. Sabia o que deveria ser feito, mas precisava se aproximar.
Após sussurrar algumas palavras com os olhos fechados, uma aura perolada se formou ao redor da Hyuuga e só então ela entrou no quarto. Sentindo a ameaça, mas sem conseguir ver de quem era a aura de poder que entrava no cômodo, correntes do poder de Naruto chicoteavam a proteção de Hinata.
Ele era tão poderoso que a Hyuuga, por vezes, voltava alguns passos ou mesmo cambaleava. Sua aura era forte para lhe proteger, mas não o suficiente para aguentar tamanho poder. Se ela não agisse rapidamente, Naruto acabaria com ela em poucos segundos. Ela sabia que se isso acontecesse, ele nunca se perdoaria.
Como uma tentativa de o distrair para que conseguisse se aproximar, Hinata se afastou, ficando novamente próxima à porta e com mais alguns segundos de concentração, uma nova magia foi feita. Ela criou uma aura falsa e a enviou rapidamente para o lado oposto do cômodo. Precisaria de mais concentração para manter as duas auras, mas agiria rápido.
Enquanto Naruto concentrava-se na ameaça oposta, Hinata avançou. Fazia sua aura pulsar mais fortemente na projeção, ficando um pouco desprotegida por isso. Mas conseguiu se aproximar dele. Quando, porém, Naruto sentiu a aproximação, virou-se.
Como em câmera lenta, Hinata viu o que acontecia e esticou a mão. Seus dedos tocaram o peito de Naruto no mesmo instante que as mãos dele a atingia. Ela caiu, soltando um grito espontâneo, mas ao mesmo tempo que isso acontecia, ele sentia uma descarga elétrica de poder em si; algo que Hinata garantira de liberar no segundo em que seus dedos encostaram a pele.
Aquele poder lhe era conhecido. Naruto tinha sido atingido por Hinata quando ele não tinha qualquer controle sobre si, assim que seu pai se fora. Ela, percebendo que ele estava tão assustado quanto todos ao redor, se aproximara e o empurrara, liberando uma corrente de poder tão forte que o deixou atordoado e o fez conseguir recuperar o controle sobre seu corpo e seus poderes. Aquela mesma coisa acontecia naquele momento.
Reconhecendo o poder e sua dona, Naruto voltou a si, apenas para ver Hinata caída no chão, aparentemente desacordada. Todos os demais pensamentos se apagaram de sua mente e ele apenas a via.
Se abaixou, desesperado, e a colocou com a cabeça deitada em suas pernas. A chamava, sentindo novas lágrimas tomarem o seu rosto. Ela era a última pessoa que merecia passar por aquilo.
Ouvindo novamente a voz do filho ao invés dos gritos de fúria e não mais sentindo a energia opressora que ele emanava, Kushina correu até o quarto. Com a visão que teve de tudo aos pedaços e Hinata desacordada, ela se deteve.
— Mãe! — o loiro gritou, desesperado. — Por favor, me ajude. Não fiz por mal. Por favor...
— Eu sei, meu menino... — Ela se aproximou, sentindo o próprio rosto se molhar de lágrimas. Há muito tempo seu filho não perdia o controle e como ele já estava estranho desde que voltara para casa, tinha certeza que algo de errado havia acontecido. — Coloque-a no meu quarto. Vou cuidar dela enquanto você arruma o seu, sim?
— Mas mãe... — Ele começou, mas Kushina o impediu. Naruto precisava se acalmar para que Hinata pudesse conversar com ele depois.
Tendo os mesmos pensamentos que a mãe, ele concordou e se levantou, logo pegando Hinata no colo e a levando para o quarto da mãe. Kushina estava logo atrás com uma pequena maleta de primeiros-socorros. Os ferimentos de Hinata, pequenos e poucos, ela trataria da forma como sabia e só então tentaria acordar aquela que sabia ter salvado seu filho.
Naruto voltou ao quarto no mesmo instante. Para tudo voltar ao lugar ele precisaria usar magia e para fazer tudo certo precisaria se concentrar. No início não foi fácil. Ele se lembrava de Hinata e depois do que a Ordem fizera com seu pai. Tristeza e raiva se misturavam, impedindo que ele conseguisse se concentrar no que fazia, mas pouco a pouco o cômodo voltava ao normal.
O livro da Ordem, que pegara de Jiraya, estava novamente sobre sua cama. Com um suspiro, sabendo que não teria como examiná-lo naquele momento, Naruto o jogou em seu guarda-roupa. Ao fechar a porta, qual foi sua surpresa ao ver Hinata ali.
Ela tinha um pequeno sorriso no rosto, apesar de também ter um curativo na bochecha, no pescoço e no braço. Foram locais que o vidro, que ele havia acabado de concertar, havia a cortado.
Apesar do sorriso da namorada, Naruto abaixou a cabeça. Ele poderia tê-la matado por perder o controle e ela estava ali, sorrindo para ele. Como se lesse seus pensamentos, Hinata se aproximou e o abraçou, soltando um suspiro de alívio. Ela sabia do risco que correra. Ao contrário de quando eram crianças, ela sabia que Naruto era bem mais forte e se perdesse o controle nem mesmo ela sobreviveria, mas não havia o que temer. Para Hinata, sua vida já tinha data de fim.
— Não sei como me desculpar... — por fim, Naruto falou.
— Não tem que se desculpar. Tenho certeza que houve um motivo para perder o controle depois de todos esses anos... — Ela esperava que ele logo começasse a falar, mas não foi o que aconteceu. — Quer me contar?
— Para ser sincero, não agora. — E era verdade. Não apenas porque teria que contar que já sabia que ela estava escondendo sobre ser o sacrifício, mas porque não se sentia pronto ainda. E tinha medo. Medo de perder o controle de novo. — Pode apenas ficar comigo um pouco?
— Posso — afirmou ela, sorrindo levemente. — Porém, devo estar em casa antes do sol aparecer e notem que saí.
— Posso prometer isso.
Naruto fechou a porta do quarto, esperando que Kushina não implicasse com aquilo, apesar de nunca ter ficado com Hinata ali. Nunca ficara com Hinata em sua casa de uma maneira geral. Só depois disso ele a levou para sua cama, onde se deitou e a puxou para seus braços, a envolvendo ali.
Hinata deitou a cabeça no peito de Naruto, se permitindo, por um instante, não pensar em nada, apenas no calor que vinha dele e do ritmo constantes das batidas de seu coração. Nenhum dos dois falou durante vários minutos, mas ambos estavam acordados, mesmo que exaustos.
Naruto viu as luzes da casa sendo apagadas uma a uma, o que significava que sua mãe enfim fora se deitar. Mesmo assim, Hinata não pareceu desconfortável de estar ali com ele. E sabia que a moça estava acordada, porque sentia os dedos dela fazendo desenhos sobre sua camisa.
— O que faria se descobrisse uma coisa que muda toda a sua vida? Digo, sobre algo que respeita muito e acreditava com todas as forças ser algo bom?
Hinata pensou sobre aquilo e se perguntou se Naruto sabia o que aconteceria com ela. Era exatamente nisso que vinha pensando todos os dias. O que ela poderia fazer agora que não ser ela mesma?
— Sinceramente, eu não sei. É meio vaga sua pergunta.
— Entendo. — Ele suspirou. Ainda não queria dizer o que era. — Hinata, me conte, o que sente por mim é mesmo amor?
No mesmo instante ela se levantou, apoiando-se nos cotovelos para o olhar nos olhos. Havia tanta dor nas safiras de Naruto que ela sentiu vontade de chorar. Por que ele perguntava aquilo naquele instante?
— É claro que sim! — Por mais que tentasse não parecer ultrajada, era exatamente daquele jeito que se sentira com a pergunta. Sentiu a mão de Naruto em seu rosto, o polegar secando a lágrima que caíra e ela não percebera. — Eu passaria a minha vida inteira com você, se quisesse. E a eternidade, se nos fosse permitido.
Por mais que Naruto quisesse dizer que eles poderiam ter aquilo, sabia que ainda precisava descobrir uma forma de fazer tal coisa acontecer. Por isso, em vez de responder, levou a mão que estava no rosto dela até sua nuca e a puxou para perto de si, selando os lábios com um beijo.
Desta vez, porém, nenhum dos dois quis ser discreto e casual em seu beijo. Havia em ambos o desejo de mostrar aquele sentimento e desejo. Os lábios que se colaram de forma simples, se abriram e as línguas se encontraram, ao mesmo tempo em que os corpos se colaram sobre a cama, abraçando-se e tocando-se.
Era saudade antecipada, medo, desejo, amor e paixão. Tudo em um misto de lábios, mãos e suspiros. Nem mesmo quando Hinata erguera o rosto para recuperar o ar, Naruto parara. Os lábios dele desceram para o pescoço da morena, beijando e mordiscando de leve. Os suspiros se tornaram mais altos quando o corpo da jovem estremeceu de prazer e ela apertou os braços dele.
Como se só então tivesse se dado conta do que fazia, Naruto se afastou e a olhou. Os olhos azuis estavam escuros de desejo, assim como sua respiração pesada e rouca. Demorou apenas alguns segundos para que Hinata o olhasse de volta e corasse. A mesma menina tímida ainda existia, mas não lhe dominava mais.
— Não pare... — A voz saíra em um sussurro, mas com confiança.
— Você tem certeza?
— Sim... Eu preciso. — Ela precisava ser dele ao menos uma vez. Ela precisava saber o que era fazer amor com a pessoa que amara desde sempre.
Naruto também precisava. Esperaria por Hinata o tempo que fosse, mas sem saber se haveria uma forma de salvá-la — e disposto a arriscar tudo para conseguir —, ele não poderia esperar um momento mais para tê-la.
Ele a virou, ficando agora por cima de Hinata na cama e a adorou por alguns segundos. Aquela adoração estava clara nos olhos de Naruto e por isso ela ficara vermelha e desviou o olhar. Assim que o fez, porém, sentiu os lábios dele sobre os seus e relaxou, correspondendo de imediato.
O corpo de Naruto ficou entre as pernas dela e o vestido curto ficou embolado em sua cintura, deixando as coxas livres paras as mãos do loiro se aventurarem ali. Apertos e arranhões foram depositados naquela área, arrancando arrepios e gemidos de Hinata, que o beijava e se contorcia embaixo dele, desejosa por mais.
Naruto se afastou um pouco, por tempo o suficiente para erguer o pano pelo corpo de Hinata e retirá-lo por completo, deixando-a apenas com suas roupas de baixo também pretas. Ele deu o suspiro ao ver o corpo seminu dela. Em um impulso, retirou a própria camisa e se deitou novamente sobre o corpo, mas ao invés de colar os lábios nos dela, ele se dirigiu ao busto, contornando o sutiã com a língua e arrancando suspiros e arrepios da namorada.
O corpo de Hinata estava mais quente do que antes e ela simplesmente não conseguia ficar quieta. Agora que Naruto estava sem camisa, ela senti a pele dele contra a sua e, sem conseguir se conter, levou as mãos até suas costas, acariciando e apertando. Sentir aquilo apenas fez com que o loiro investisse o quadril contra o dela, suspirando junto.
As mãos caminharam primeiro pelas costas, até achar o fecho do sutiã e o abrir. Assim que o soltou, jogou no chão e se afastou centímetros para olhar. Seios fartos, como ele sabia que ela tinha, com mamilos rosados e apetitosos. Tão apetitosos que ele levou a boca até o seio esquerdo e o sugou com desejo, deixando que sua língua brincasse com o mamilo enquanto sua mão e dedos fazia o mesmo com o direito.
Hinata gemeu no mesmo instante, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás. Sentia os olhos dele em si, mas não conseguia o olhar para ter certeza. Seu corpo estava em chamas e ela não queria que parasse. Não conseguia ficar com o quadril quieto e isso apenas incentivou Naruto a investir cada vez mais o próprio contra o dela, simulando o movimento que faria dentro dela em breve.
Com tal pensamento, o loiro parou o que fazia e se ergueu, retirando a própria calça e cueca de uma só vez e apressadamente. Já estava descalço desde o momento que chegou em casa. Ao terminar de se despir, ele a olhou e encontrou os olhos dela em si, com as bochechas coradas pelo que via e o lábio inferior pressionado pelos dentes. Ela gostava.
Sem quebrar o contato visual, Naruto começou a descer a única peça que faltava em Hinata. Pouco a pouco ela ficava nua a sua frente e para ele era a realização de um sonho. Não se conteve em admirá-la por alguns segundos mais, não se importando que ela estivesse fazendo o mesmo.
As mãos dele subiram pela perna dela, os polegares roçando em sua virilha antes de enfim tocar-lhe, vendo o quão molhada ela estava. Naruto gemeu com aquilo e não se conteve, deixando o polegar esquerdo afundar ali. Um gemido escapou pelos lábios de Hinata, que logo levou a mão à boca, para abafar. Ele a olhou e sorriu, movendo o dedo para cima e para baixo, sentindo a namorada tremer ao tentar se conter. Novamente ele afundou o dedo nela, mas muito mais lentamente e agora dentro de Hinata.
O gemido que saiu foi mais alto, mas abafado pela mão. Ela fechou os olhos com força. Só conseguia imaginar como doeria quando ele estivesse dentro dela. Muito maior do que um dedo, se lembrou e gemeu de novo. Mas Naruto tivera dicas do velho mais tarado que conhecia e por isso sabia que o que fazia iria ajudar aos dois.
Ele moveu o dedo dentro dela, primeiro para os lados — e mais gemidos vieram —, depois entrando e saindo — mais gemidos — e por fim uma mistura dos dois. Hinata começou a se mover então, tentando não gemer, mas falhando. Naruto se sentia cada vez mais em seu limite com aqueles sons.
Retirando o polegar dali bem lentamente, foi se deitando, mas não conseguiu se conter. Levou o dedo até a boca e chupou. Hinata corou violentamente e viu o sorriso dele.
Por mais que Naruto quisesse falar, não a queria envergonhada. Desceu os lábios, ainda a olhando e lambeu o mamilo direito, deixando a língua o circular. Hinata rebolou e ele viu aquilo como um bom sinal. Ela ainda estava pronta.
Logo ela pôde senti-lo, primeiro lhe tocando e pouco a pouco entrando dentro de si. Doía, ela não podia negar, mas era uma ardência que não lhe tirava os sentidos, como sua mãe dissera uma vez. Quando Naruto estava completamente dentro de si, tal ardência foi sumindo pouco a pouco, mas reapareceu conforme ele se movia.
— Mais um pouco e irá passar... — ele sussurrou. Não tinha certeza daquilo, mas fora o que Jiraya dissera uma vez. Se lembrando do que o padrinho completara, Naruto levou a mão até o meio dos dois e a tocou.
Sem dúvidas aquilo ajudou, porque Hinata imediatamente se mexeu, gemendo e parando ao notar que não tinha mais a mão na boca. Ele sorriu e continuou o que fazia, mas colocou a outra mão sobre os lábios de Hinata. Ela então se entregou, fechando os olhos e deixando seus gemidos, cada vez mais altos, saírem.
Quando percebeu que o prazer chegara também para ela, Naruto a beijou, entregando-se a seus movimentos. Eles se mexiam juntos agora, por vezes soltando suspiros e gemidos um contra os lábios do outro. Cada vez mais rápido, cada vez mais sôfregos.
— Eu não.... — Hinata gemeu contra os lábios de Naruto, achando que iria morrer naquele momento.
— Olhe pra mim, por favor. — Ela iria gozar e ela torcia para que fosse logo, pois precisava do mesmo.
Hinata tentou, mas não conseguiu. Quando seu corpo chegou a um limite — a morte a seu ver — ela fechou os olhos e Naruto lhe tampou a boca. Mas o gemido fora alto o bastante para que mesmo assim quebrasse o silêncio de forma clara.
Ao sentir o corpo dela se apertando ao seu, Naruto não resistiu e deu uma última estocada, afundando-se e chegando ao clímax junto com ela. Seu rosto afundara entre os seios e fora ali que soltara o seu próprio gemido contido.
Nenhum dos dois se mexeu durante muito tempo, apenas tentando acalmar suas respirações e aproveitando aquele momento. Kushina poderia muito bem ter ouvido, mas nenhum dos dois realmente se importava com aquilo no momento.
Ao erguer o olhar para Hinata, não conseguiu evitar sorrir. Ele a amara, da forma que faltava. Ela era sua mulher. Nenhum deus poderia ousar tomá-la depois de descobrir o que era a amar daquela forma.
Na semana seguinte, a última antes do sacrifício, Naruto e Hinata se viram todos os dias e se amaram na maioria deles. Por mais que Kushina tivesse tentado conversar com o filho, não conseguia o proibir de fazer nada. Ela sabia que se não fosse em sua casa, eles se encontrariam em outro lugar, então apenas pediu que eles se cuidassem.
Mesmo vivendo momentos maravilhosos e de felicidade com Hinata, Naruto não tinha se esquecido de sua missão. Estava lendo o livro que pegara com Jiraya com afinco, mas parecia que a informação estava faltando.
Foi um dia antes que ele se desesperou. Ao chegar à casa de Hinata para busca-la, ainda sem ter uma resposta para a questão e estando aflito por conta disso, assim como disposto a dizer a ela o que sabiam e que poderiam fugir —, Hiashi apareceu e disse que Hinata não poderia sair, pois teria de se preparar para o dia seguinte.
— Vocês se verão amanhã durante a cerimônia, não se preocupe. — Foi tudo o que o homem falou, antes de virar as costas para o loiro e entrar na casa novamente.
Naruto se desesperou de vez. Ele ainda não tinha descoberto como salvar Hinata. Tinha se perdido em tê-la durante a semana e não se empenhara o suficiente. Agora nem mesmo fugir eles poderiam. Provavelmente ela estaria sendo vigiada aquela noite.
Correu para casa, empenhado em não dormir, não parar, não descansar até encontrar a resposta que precisava. Ele não poderia aceitar perde-la para um deus qualquer, um deus que poderia e já tinha muitas esposas. Se o conselheiro dissera que ele era o verdadeiro inimigo do deus, assim seria.
Hinata, por outro lado, vira tudo o que acontecera da janela de seu quarto. Em sua porta havia uma mulher e um homem da Ordem. Pessoas que nunca vira e que por isso nem mesmo a olhavam quando a seguiam pelos cômodos da casa. Sabia que a preparação seria um longo processo durante toda a noite, mas não conseguia dormir antes. Seus pensamentos eram todos para Naruto.
Ela tinha escrito uma carta e pedido a Hanabi para entregar ao loiro no dia após o sacrifício. A irmã não entendera, mas a mais velha inventara que era uma explicação para o castigo que estava tendo e tudo ficou bem. Por sorte sua irmã não veria aquilo. Ela receberia uma resposta qualquer sobre a morte de Hinata e seguiria a vida apenas com lembranças boas e saudosas. Com sorte, não precisaria passar por aquilo também já que uma das filhas já havia sido escolhida.
Ao cair da noite ouviu-se o som de batidas na porta e logo esta fora aberta. Duas senhoras entraram. Elas eram enrugadas e tinham cheiro de velhas. Hinata nunca imaginou que alguém pudesse cheirar assim, de fato. Nenhuma das duas expressou qualquer coisa, mas esperaram a mais nova se erguer e a levaram até o banheiro do quarto.
A banheira foi preparada com sais de banho que tinham cheiros estranhos e desconhecidos pela Hyuuga. Velas tinham sido acesas, substituindo a luz artificial do cômodo. Ela foi limpa com um óleo, tendo de passar o constrangimento de ficar nua e exposta para as senhoras, que continuavam sem nada dizer. Só depois desta limpeza é que ela entrou na banheira.
Seu esmalte foi tirado, suas unhas foram cortadas, seu cabelo recebeu um olhar de reprovação — esta foi a única coisa que Hinata gostou — e todos os seus pelos foram tirados do corpo. Ela estava completamente limpa, como nunca antes.
Após sair da banheira, as três sentaram-se no chão, sob um tapete. Hinata teve de fazer aquilo ainda nua. Não conseguira se concentrar na meditação que deveria estar fazendo, então apenas continuou repetindo as palavras que lhe foram mandadas.
— Kagutsuchi, deus do fogo, liberte este corpo e aceite sua esposa. — As palavras eram repetidas em japonês vezes seguidas, sem interferência de qualquer outro som.
As senhoras começaram então a tocar em Hinata com algo frio, mas ela não podia olhar para ver o que acontecia. Seu corpo era pintado com uma tinta escura, fazendo caminhos e se ligando. Eram as imagens necessárias para libertar um espírito e manda-lo diretamente ao deus.
Quando por fim teve autorização para parar, mandaram-na ficar de pé. Pelo espelho de seu guarda roupa pôde ver como cada parte de seu corpo estava pintada, a fazendo uma espécie de pintura humana. Sua vontade era chorar. Seu pai havia explicado que no momento do sacrifício aquelas pinturas se iluminariam, emitindo uma luz dourada e ela seria liberta. Magia. Uma magia a mataria.
Um quimono branco foi posto sobre seus ombros, escondendo sua nudez. Apenas suas mãos pintadas, assim como os pés, estavam à mostra, mas ela sabia que era apenas até o momento final. Seu rosto recebeu a mesma maquiagem do corpo e após isso Hinata não conseguiu mais se olhar.
O cabelo tinha de ficar solto, para desagrado das senhoras, pois ela tinha estragado tudo ao cortar. Ignorando este fato, elas se sentaram novamente, mas desta vez sobre almofadas. Vários chás foram servidos por Hikari, mãe de Hinata, que não conseguia esconder as lágrimas todas as vezes que as servia.
Hinata não poderia comer, pois para receber a purificação espiritual apenas os chás deveriam estar em seu corpo. Mas ao contrário do que pensara anteriormente, a cerimônia não aconteceria no final do dia seguinte e sim no início. O nascer do dia era o momento escolhido do deus do fogo. O nascer do sol.
Todo o clã Hyuuga estava nos portões, esperando Hinata para a acompanhar até o local da cerimônia. Eles iam cantando cantigas antigas, as mesmas que Hinata cantarolava quando menina até dormir. Isso fizera as lágrimas contidas finalmente caírem por seu rosto. Durante todo o caminho, que tiveram de fazer a pé e Hinata descalça, ela chorara em silêncio enquanto todos saudavam o deus do fogo e lhe ofereciam seus bens mais preciosos.
O local escolhido era uma clareira no centro do bosque que circundava a vila. Ali havia o altar e os pilares. Cada família e clã ocupava um pilar. De cada pilar vinha a energia para os conselheiros e deles vinham a magia que faria o sacrifício. Tudo como Hinata imaginara a vida inteira, mas nunca se imaginaria sendo o sacrifício.
Ela foi acompanhada por seus pais até o altar. Hiashi a beijou na testa, sussurrando o quanto estava orgulhoso dela e quão grande fora o prazer de ser seu pai. Sua mãe, por outro lado, só conseguia sussurrar em meio ao choro que sentia muito. Recebeu um abraço da matriarca, assim como um beijo em seu rosto.
Quando seus pais ocuparam seus lugares nos pilares do clã, os conselheiros subiram nos próprios lugares. Hinata então se permitiu olhar para o pilar Namikaze. Ele não estava ali. Seus olhos se encheram de lágrimas. Naruto descobrira antes e não fora ou o impediram de estar presente.
— Serei sua esposa, mas, por favor, não deixe que nada de mal aconteça a ele. — ela sussurrou com os olhos fechados. Mais do que ninguém ali, ela tinha o direito de pedir algo ao deus do fogo.
A cerimônia se iniciou com um cântico em adoração ao deus do fogo. Todas as vozes juntas davam a impressão de uma marcha fúnebre que deixou Hinata arrepiada. Após, vieram algumas palavras dos conselheiros, dentre eles o representante do clã Hyuuga, expressando sua felicidade em ter um membro de seu clã naquela posição.
— É com honra que estamos mais uma vez reunidos — começou a falar o grande conselheiro, virando-se para as famílias, mas ainda com seu rosto coberto. — Vamos entregar mais uma esposa ao deus do fogo. É com alegria que ele a receberá, jovem Hyuuga, para lhe fazer eterna e inesquecível para seu povo. Será amada como apenas uma deusa sabe como é e seu nome será lembrado por sua família para todo o sempre. O deus do fogo a escolheu, porque vê em você capacidades divinas, poderes desconhecidos e uma força invejável.
Hinata estava achando aquele discurso muito estranho. Forçou sua vista a ver através do capuz do grande conselheiro, mas era impossível. Havia magia bloqueando sua visão e, acreditava, a de todos. O grande conselheiro era o mesmo há muitas e muitas gerações. Por que ele não morria?
A pergunta ficou ecoando em sua mente, a impedindo de ouvir as palavras seguintes. Sua respiração estava rápida enquanto ela encarava as próprias mãos. Já vira aqueles desenhos. Mas onde?
Ao olhar o pulso, viu a runa da paralisia. Para que precisavam dela paralisada se era algo rápido e indolor? Algo não estava certo. Por que tantas mentiras?
— Vamos começar. — Foi o que ouviu, por fim, antes que as senhoras que lhe arrumaram fossem até ela e lhe despissem.
Estava na frente de todos com seu corpo nu exposto. Todos os desenhos a vista, prontos para brilhar. E ela só conseguia pensar que estava nua, como apenas Naruto a tinha visto. Chorou com este pensamento, ao mesmo tempo que ouvia um berro ecoando pelo bosque.
Alguém o impedia de chegar até ela, de se despedir. Mas era melhor assim. Hinata não queria que esta fosse a última lembrança que ele teria. Esperava que Naruto fosse grande e poderoso, mas esperava que ele lesse sua carta e fosse tudo isso longe da Ordem.
Todos começaram a ecoar as mesmas palavras e de fato a primeira runa brilhou. Hinata não podia mover nenhuma parte do corpo, ficando de pé e exposta. As palavras mudaram, como se todos conhecessem o tempo certo para isso. Algo queimou dentro de Hinata e ela gritou.
Algo estava errado. O grande conselheiro percebeu. Nenhuma jovem antes gritara. A runa do silêncio não funcionara. Os demais conselheiros olharam para o mestre, aguardando e as famílias se calaram. Novamente o grito de Naruto chegou ao ouvido deles e todos se assustaram.
— Rápido, rápido... — Hinata sussurrava. Não sabia se queria que ele chegasse e a salvasse ou que eles terminassem tudo antes que o namorado pudesse ver.
Eles reiniciaram, deixando a Hyuuga imobilizada novamente. Desta vez a runa do silêncio funcionou, brilhando à vista de todos. Lágrimas escorriam pelo rosto da moça conforme ela sentia seu interior queimando. A morte era muito mais dolorosa do que diziam. Talvez porque seu espírito não queria se libertar.
Porém, quando as palavras mudaram, novamente os conselheiros se calaram, seguidos da família. Hinata se apagara novamente.
— O que está havendo? — Finalmente o grande conselheiro se manifestou e caminhou até Hinata.
Liberta da magia, seu corpo caiu no chão e ela ficou ofegante, sem conseguir se mover.
— Que magia está fazendo para neutralizar isso? — Ele segurou o queixo de Hinata e a fez olhar em seus olhos.
Nada do que viu era esperado por ela. Olhos amarelos, repuxados em vertical... Olhos de cobra. O medo que ela sentiu ficou claro a todos que assistiam à cena.
— Descansem todos. Vou neutralizar a magia desta mocinha. — Anunciou o grande conselheiro, deitando Hinata no chão e subindo em cima dela.
Por mais bonita que fosse, o corpo de Hinata não o interessava em nada. Ao contrário de muitos homens, o grande conselheiro era conhecido por ser desapegado a bens materiais e fraquezas da carne. Se ele precisava neutralizar Hinata, ele o faria sem problemas, era o seu dever.
As palavras saíam rápidas da boca dele e no mesmo instante Hinata começou a se debater e gritar.
— Iniciem o ritual! — ele gritou, ansioso para que a menina se calasse.
A família Hyuuga estava assustada. Nunca haviam presenciado tal acontecimento e isso apenas podia significar que Hinata não se sentia honrada em ser esposa do deus do fogo. Eles passavam vergonha com a filha.
Mas mais uma vez, quando todos os desenhos deveriam se acender, isso não aconteceu. O grande conselheiro se levantou, visivelmente frustrado com o ocorrido.
— Não entendo. Não entendo. — ele murmurava, andando de um lado ao outro enquanto Hinata permanecia deitada no chão, fraca.
— HINATA! — Finalmente Naruto aparecera, com dois guardas correndo atrás dele. — Nunca vai conseguir fazer com que esse sacrifício seja completado!
Ele tinha conseguido a atenção de quem queria. O grande conselheiro desceu do altar e caminhou lentamente até onde o jovem estava. Eles se encararam e Naruto não conseguia esconder o sorriso de seu rosto.
— Como pode ter tanta certeza, garoto? — Era visível que a palavra escolhida seria outra.
— Vocês precisam de uma moça cuidada e treinada para desenvolver poderes divinos. Sim, Hinata possui, afinal, ela é a chave para eu nunca ter matado mais ninguém aqui. — Ao final da fala, Naruto encarou o grande conselheiro, mostrando que sabia da história de seu pai e do homem que ele matara quando este tentara mata-lo. — Ela seria perfeita sim. — Então o loiro jogou o livro nos braços do grande conselheiro. — Você é uma fraude! Mudando as leis ao seu bel prazer. Nunca se perguntaram por que o grande conselheiro nunca morreu? O deus do fogo precisaria de uma nova esposa todo ano para lembrar de um acordo que ele fez no início de nossa vila? Um acordo, que segundo este, seria lembrado a cada nascer do sol e nascer de mais um membro mahoutsukai? O nascimento, não a morte!
Naruto estava discursando. Mesmo fraca, sem forças para se levantar, Hinata o ouvia e também ouvia o que suas palavras causaram. Membros das família cochichavam e até mesmo os demais conselheiros o faziam. Naruto conseguira plantar a dúvida, mas precisaria de provas para vencer o Grande Conselheiro.
— Existe uma magia muito poderosa, chamada Rīchi. — Neste momento todos ofegaram. — Quando ela é feita, o mahoutsukai que possuir a runa Rīchi receberá todos os poderes da pessoa sacrificada e poderá, inclusive, se tornar imortal.
Ali estava a dúvida que Naruto tanto queria implantar. Mas ainda pediriam provas, ele sabia. Assim, retirou de dentro do casaco um pequeno livro preto. Jiraya passara a noite no centro da Ordem, onde os preparativos estavam sendo feitos e por isso o loiro entrara na casa dele e pesquisara o que tanto precisava. Jogou o livro aos pés dos conselheiros e novamente se virou para o grande conselheiro.
— Eu me perguntei por que o grande livro da Ordem não falava sobre o sacrifício, se até mesmo sobre mim falava. Então eu pensei que talvez fosse porque alguém tinha inventado este sacrifício. Foi então que encontrei falando sobre a Rīchi e como um dos mahoutsukai mais antigos tinham interesse nesta magia. Sua magia não funcionou em Hinata porque ela não é mais a jovem pura que você deseja. Ela é minha. Completamente minha. E ao que tudo indica, eu sou o demônio do qual você tanto tinha medo ao incluir a lei que proibia um mahoutsukai de ter filhos com humanos. O maior inimigo do deus. Você é este deus, certo? Sempre se viu como um, não é mesmo, Orochimaru?
No mesmo instante as pessoas ofegaram e se assustaram. Pensaram que Orochimaru tivesse sido destruído pelo Grande Conselheiro. Mas quando o capuz caiu e o sorriso demoníaco apareceu, perceberam que na verdade havia sido o contrário. Haviam matado em nome de um falso deus, em nome de um demônio.
— Finalmente alguém foi inteligente o suficiente para me descobrir. Mas seria para me pegar?
Naruto avançou, mas a fuga tinha sido programada há muito, desde que a grande magia havia sido mencionada. O corpo de Orochimaru virou gás, desaparecendo pouco a pouco. As pessoas estavam perdidas demais para fazerem algo, não tinham um comando.
O jovem Namikaze, porém, não se preocupava com o falso Conselheiro naquele momento. Correu para Hinata, pegando o quimono que as duas senhoras ainda seguravam e a enrolou nele. Não se importou com a plateia, tampouco, quando a beijou e a abraçou.
— Tudo vai ficar bem agora.
— Você me salvou. — ela sussurrou, sentindo agora lágrimas de felicidade lhe tomando os olhos.
— Não, você me salvou. Quando eu era apenas um garotinho confuso após a perda do pai. Desde então, minha eternidade nada seria sem você.
— Que Kagutsuchi possa nos abençoar.
— Ele já o fez. Na mesma noite em que lhe tomei como minha mulher para a eternidade.
As pessoas que assistiam aquilo, incluindo os pais de Hinata, não ousaram se aproximar. Era um momento íntimo e, mais do que isso, a pira atrás do casal, que há muito estivera apagada, finalmente queimava. O deus do fogo os abençoava. E escolhia um novo Grande Conselheiro.
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