O Sabor da Princesa

1 "É necessário sentir o sabor antes de provar."


Notas iniciais
BOOOOOOOOOM, PRIMEIRO YURI! Com um dos meus casais preferidos, BUBBLINE! Nhac, obrigada Tia Seme, obrigada cupcakeglambert, diwa dos ovários e Ludiezoca! Gêmea, Tia Ella...TODO MUNDO! Espero que gostem e até as notas finais!

Me sentia ridícula da forma que estava. Por que aquilo estava acontecendo comigo? Não... Eu que era a errada naquilo tudo. Agindo daquela maneira tola... Já sabia que estava perdendo o controle, então por que não fui embora?

A princesa do reino doce me enlouquecia gradativamente. Quando passeávamos todos juntos, Finn, Jake e ela... Por algum motivo, meus sentidos se prendiam só naquele rosto que sempre pensei ter raiva.

Sua perfeição, ou quase. Responsável, meiga e linda. O longo cabelo rosa emoldurava seus traços delicados e em pouco tempo me vi querendo tocar sua silhueta. Agora estava ali, invadindo seu quarto no meio da noite.

Nenhum dos guardas-doces tinham me visto, mas era uma questão de tempo até que mordomo Menta viesse ver sua doce princesa adormecida. A cortina se balançava com o vento, e eu flutuava para não acordá-la.

O lençol estava bastante remexido. Ela era adorável quando acordada, mas conseguia se movimentar de forma irritante quando dormia, exatamente como quando abria a boca para reclamar de mim. “Marceline, seja mais educada!

Era o ser mais irritante e belo da terra de Ooo.

E... Sim! Ela realmente usava a blusa da banda que lhe dei. Se fosse só isso, acho que aguentaria, mas era somente a blusa e sua roupa íntima. O lençol deixava suas pernas longas e cor-de-rosa totalmente à mostra...

Quis tocá-la.

MAS NÃO!

Se bem que... Vim da Noitosfera, não há nada muito errado para mim. Assim que decidi me aproximar e sentir mais de perto seu doce aroma, ela abriu os olhos preguiçosamente. Em silêncio, observei seus movimentos... Até que ela me viu.

— M-Marceline?! O que está fazendo aqui, a esta hora? — Se apoiou na cama, esfregando os olhos. — Aconteceu alguma coisa na sua caverna?!

Dei um sorriso leve com o jeito preocupado dela. Mesmo sempre implicando com o “meu jeito”, se eu precisasse, a princesa sempre daria um modo para me ajudar. Coloquei os pés no chão e andei para perto da cama, balançando a cabeça negativamente.

— Quis fazer uma visitinha, Jiloba.

E claro, suas mudanças de humor sempre me divertiam demais!

Marceline! Já disse que JU-JU-BA! — Bufou, cruzando os braços. Suas bochechas tinham uma cor avermelhada, até mesmo para sua pele rosa. Por que aquela taquicardia?

— Certo, Jujuba.

Ri, mas logo me calei, me recostando na parede do seu quarto. Seu olhar preocupado pesou sobre mim, e a garota empurrou o lençol, levantando-se. Coçou o braço, parecendo inquieta e chegou mais perto.

— Está tudo bem? Você parece quieta demais.

É, ela realmente é observadora. Mas tinha razão. Desde que meus motivos para invadir o quarto real deixaram de ser incomodar quem dormia ali e sim somente alimentar meus profundos desejos de vê-la, a antiga Marceline se encolheu em um canto.

Mordi meu lábio inferior, me repreendendo mentalmente depois que um filete de sangue escorreu. “Sua anta, você tem presas!

Sorri e dei um peteleco na sua testa, dando uma gargalhada.

— Claro que está tudo bem, Princesa Jujubenta! Por que não estaria? — Flutuei para o teto antes que ela desse mais um gritinho de raiva.

— Uma vez irritante, sempre irritante!

Desci para o chão aos poucos, calada. Quando passei a me aproximar dela, a princesa engoliu em seco e deu leves passos para trás. O canto dos meus lábios se curvavam em um sorriso totalmente proibido.

Pressionei seu corpo contra a parede, olhando em seus olhos.

— Se me acha irritante, por que não reclama mais das visitas que te faço? Antes fazia um escândalo e ameaçava chamar os guardas. Está começando a gostar, Bonnie...?

Sussurrei aquele apelido. Era curto, meigo, doce e se bem usado, devastador. Fui subindo os dedos por sua camiseta (a qual eu chamava de “nossa”) e sentindo sua pele se arrepiar. Seus olhos se apertavam e ela não parecia querer proferir uma palavra que fosse.

Mas, ainda sou da Noitosfera, então não poderia deixá-la passar direto.

Fui subindo os dedos cada vez mais, e seus olhos se arregalaram, e senti seus dedos sobre os meus, tentando empurrar minha mão de sua cintura.

— M-Marcy... O que está fazendo? — Beijei de leve seu pescoço, me segurando para não cravar meus dentes em sua pele macia e cheirosa. Era...enebriante.

— Tomando você pra mim. — Olhei em seus olhos. — Todos os heróis te querem. Todos da terra de Ooo sempre amam a Princesa Jujuba. Mas você é minha, Bonnie.

Coragem, Marceline! Seus olhos vacilaram. Ela tirou sua mão de cima da minha delicadamente e levou-a ao rosto, escondendo sua boca. Parecia tão surpresa... E aquilo me assustava.

Uma garota de cor rosa me assustava.

— Marcy... Isso é outra brincadeira sua? Por que se for...

— Claro que não, Jiloba! — Suspirei. — ...Jujuba. Eu te amo, de verdade. Sou um montro, mas não sou capaz de mentir sobre isso.

Ela ficou em transe por um tempo, olhando para os pés, mas continuei ali, perto do seu corpo. Dependendo de sua reação, poderia nunca mais vê-la, quanto mais chegar tão próxima ao seu corpo doce.

A camisa caía por um dos ombros. Os enormes fios malmente presos em um rabo, e a franja bagunçada jogada na testa. Quem mais poderia ver a “Alteza Real do Reino Doce” daquele jeito fofo?

— Estou surpresa, Marcy. Você está sempre implicando comigo... Tem certeza do que sente? — Suas mãos seguraram meus ombros.

— Nunca te diria isso se não tivesse certeza. Você enlouqueceu, Jujuba?! Eu, rainha dos vampiros dizendo isso para você? — Virei o rosto, em tom de piada e ela acabou rindo junto.

Mas, supreendentemente, a piada sumiu no ar, e a garota enlaçou seus dedos nos meus, me deixando levemente corada. Aquele sorriso doce iluminou seu rosto meigo, e a beleza era tanta que tive de contrair todos os músculos do meu corpo.

— Sabe, acho que também te amo, Marceline...Mas não tire proveito disso, ein? — Sua gargalhada era tão...tão...AH! Era tão perfeita que conseguia deixar uma vampira completamente perdida!

Dei um sorriso bobo e fiquei admirando seu rosto por tanto tempo que ela ficou envergonhada, o que não acontecia muito, já que eu era discreta quanto à isso.

O que?! Deixar a Jujuba perceber o quanto a desejava?!

— Você é muito bonita, sabia? — Acabei murmurando sem nem perceber que isso soava patético demais até para uma pessoa apaixonada como estava.

— A-ah, haha, obrigada. Eu também te acho linda.

E foi isso. Ficamos somente caladas, aproveitando a companhia uma da outra, ou algo assim, sei lá. Fiz carinho em sua mão e ela conteve umas risadas baixas. Acabei me perdendo em seu olhar mais uma vez, e fui subitamente aproximando-me.

Sim, era perigoso, mas sinceramente, eu não me importo com perigo.

Selei nossos lábios sem pensar em Finn, Reino ou se era certo ou errado. Há meses que aquela docura toda me tentava e tirava minha atenção. Cozinhando, me cortava com a faca, limpando a casa, me batia em algum móvel...

Aquela garota, tão nova, me deixava à ponto de explodir em êxtase.

Ah, e se acha que a Bonnie é santa, se engana. Com desesseis anos, sua língua se movia muito bem! O atrito entre nossos corpos ainda era pouca, na minha opinião. Meus dedos roçavam na sua pele, por dentro da blusa, e ela parecia não ligar, mesmo.

Para “finalizar” o beijo, dei uma leve mordiscada em seu lábio inferior.

— Princesa, você está de parabéns...- Murmurei, sorrindo enquanto seus braços envolviam meu pescoço.

— Estou mesmo? Então mereço outro beijo como prêmio? — Não houve resposta em palavras, mas não hesitei em puxá-la pela cintura e provar o sabor da sua boca por uma segunda, terceira, quarta, quinta vez!

Não me cansava nunca daquilo, e se pudesse ter feito isso por cada dia dos meus mil anos de vida, ha, com certeza teria feito! Desencostamos da parede e caímos na cama, tentando não fazer muito barulho.

Lambi seu pescoço e ouvia os sons adoráveis que ela fazia. Era perfeita, e dessa vez nada incômoda. Não sabia onde tudo aquilo iria dar, mas não cansava de provar da minha frágil princesinha doce.

— Então essa é a verdadeira Princesa? Aque geme assim, tão deliciosamente? — Mordi sua orelha enquanto massageava sua cintura descendo para suas coxas.

— D-depende...Se a verdadeira Marceline preferir ela...

Era a mistura de sexy, violável e meiga. Queria tanto tocar na sua pureza e fazê-la minha...Hm, se alguém ouvisse isso me acharia louca.

Não que eu não seja.

Ataquei seus lábios já sentindo o descontrole que ela me causava. A pele dela tocava na minha, e isso me bastava. Minhas mãos tinham vontade própria. Acariava cada parte mais íntima dela, mas já estava na hora de cair na real e perceber que eu tinha acabado de me declarar para ela.

Dei uma leve mordida em seu queixo e ri.

— Tudo bem, por hoje é só! — Seu rosto estava totalmente vermelho. Um filete de saliva escorria pelo canto da boca e ela parecia um pouco brava.

— M-mas...ORA! Você sempre vai dar um jeito de me deixar com raiva não é, Marcy?

— Claro, oras! Até porquê, é necessário sentir o sabor antes de provar algo. — Flutuando, lambi seu rosto e voei rapidamente pela janela, rindo e sentindo meu coração bater mais forte.

Só foi o tempo de Bonnie correr para a varanda e suspirar, dando um pequeno aceno. Eu era corajosa, mas nem tanto. Tudo bem, sempre há uma oportunidade...

Quem não adora jujubas para a refeição, não é mesmo?

Notas finais
Yooohooo, Obrigada por ler! Comentem o que acharam e desculpem a tosqueira, é meu primeiro yuri, okei? Piedade com essa alma! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!