O Sabor Do Pecado
2 Sangue quente.
Notas iniciais
- tenham uma boa leitura.
O laboratório está completamente um inferno, no qual quem entra, sai de cabeça quente.
Sara está parada olhando pras fotos do homicídio. Parecendo observar as fotos com precisão.
A noite estava sendo longa e demais. E Sara não estava muito ligando pros assassinatos, sua mente estava voltada pra Grissom que mandou ela para o laboratório, enquanto estava com a loura chamada Catherine na cena do crime. Isso sim estava fazendo seu sangue ferver. Porque não saia de sua cabeça que Grissom deveria ser só dela. Deveria amar só a ela e ponto.
Não posso deixar que ele fique por muito tempo ao lado dela, Sara pensou com a cabeça quente, apertando demais a folha da foto.
- Sara?! – ela deu um pulinho com a voz que urrou na sala. Virou-se e viu Warrick a encarar.
- Sim?! – forçou um sorriso.
- É que... – ele deu de ombros invadindo a sala e postando ao lado da morena, dando uma olhada nas fotos – Esse cara é esperto demais, não acha?
- Vamos pegá-lo. – ela quase sussurrou.
- Sim, mas... – ele parou franzindo o cenho e pegando uma das fotos – Ele já matou oito homens em dois anos, e o seu período de tempo de matança diminui mais conforme o tempo.
- Quer dizer que daqui, por exemplo, há um mês ele estará matando um homem por semana? – Sara o olhou provocando-o com sua teoria.
- Talvez. – Warrick fez uma careta – Mas que ele é inteligente é. Ele está conseguindo confundir a nossa cabeça, o que deixa Grissom mais irritado.
- Grissom deve estar andando em círculos sem perceber, ou então não quer perceber. – Sara ficou olhando a marca no pescoço do individuo.
- O que quer insinuar com isso? – Warrick perguntou largando a foto e querendo uma resposta rápido de Sara.
- Nada. Apenas que o assassino é inteligente demais para confundir a todos. – ela balançou a cabeça em negação – É meio que impossível, não acha?
- Sim, como se fosse um pesadelo inacabável. É Sofrimento demais. – ele suspirou arrasado – As pessoas daqui a um tempo vão ficar com medo de sair por ai. – ele passou a mão na foto onde tinha o rosto do homem – Ele tinha família.
- Pois é. Las Vegas não é mais o mesmo.
- Hoje eu estava em um jantar maravilhoso, estava esperando por esse jantar fazia tempos e quando consigo... – ele a olha.
- Sei como é. – ela retribui o olhar triste – Foi jantar com quem? – ela sorri.
- Segredo oculto. – ele riu.
- Tudo bem, não contarei sobre o meu também. – Sara baixou o olhar saindo da sala.
**~~
Por toda a noite todos da equipe de Grissom trabalharam pesado. Sem tirar uma hora pra descanso. Em vão.
Mais uma vez nada, ninguém conseguiu, andaram em círculo mais uma vez.
- Um corpo, um ferimento na garganta, o corpo todo machucado, jogado em um canto qualquer, embrulhado em um saco de lixo preto e amarrado, nu. – Greg balançou a cabeça – Nenhuma digital, nenhum fio de cabelo, nenhum nada.
- Estamos perseguindo um homem invisível. – Hodges baixou a cabeça, cansado demais.
- Não é possível que ele tenha cometido tantos crimes e não ter deixado nada para trás. – Nick coçou a cabeça.
- Sim é possível como você vê. – Greg se espreguiçou na cadeira acolchoada querendo logo que aquilo terminasse o mais rápido possível, mas infelizmente eles teriam que esperar, já que tudo mais uma vez não havia dado em nada.
Enquanto isso, Sara andava pelo estreito corredor do laboratório, a fim de chegar na sala de Grissom e entregar o relatório a ele. Quando parou, arrasada, com o que via.
Ficou olhando pela brecha da porta, Grissom e Cath na sala, sozinhos, íntimos demais.
- Relaxe um pouco. – Cath apertou os ombros de Grissom que se virou um pouco depositando um beijo nos lábios da loira que sorriu entre um beijo e o outro, mas logo se afastou.
- Alguém pode ver. – ela sussurrou segurando seu ombro.
- Fui jantar com Sara essa noite e novamente não consegui lhe falar da promoção. – ele baixou o olhar.
- Você fica nas nuvens quando esta perto dela. – Cath mordeu os lábios e Grissom se calou – Eu prometi que tentaria, estou com você, mas você também tem de tentar.
- Desculpa. – ele aperta sua mão – Eu tenho que esquecê-la.
- Eu sei.
- Esses assassinatos estão me matando aos poucos. – ele suspirou dando uma olhada pra Cath que avaliava.
- Por que só homens? – Cath perguntou se encostando à mesa, sem tirar os olhos de Grissom – Eu poderia pensar em uma mulher, mas ela não teria força o suficiente para carrega-lo ou lutar contra ele. A menos que tivesse um cúmplice.
- Às vezes também penso nisso. – ele parecia pensar.
- Mas também pode ser um homem. O que torna mais provável. – Cath arregalou os olhos – Talvez um homem revolto. – ela riu, pensando em algo bizarro por um momento.
- Não acho que possa ser um homem. Não! – Grissom falou com convicção, quase certo daquilo.
- Como pode ter tanta certeza disso? – Cath o olhou. Curiosa.
- Boa noite. – Sara rompei sala adentra fazendo os dois levarem um susto.
Cath olhou pra Sara que sorria, mas voltou o olhar pra Grissom que pigarreou e foi sentar em sua cadeira de couro. É claro que a loura perguntaria a ele sobre aquela história, porque mesmo que Grissom fosse o amor de sua vida, por um momento ele ágil como um suspeito, como se soubesse de algo ou como se fizesse parte de algo.
A loura balançou a cabeça, aqueles pensamentos a assombraram.
- Trouxe o relatório de todos. – Sara andou até a mesa de Grissom deixando sobre a mesa a papelada – Esses assassinatos precisam acabar urgentemente. Não aguento mais ver tantos homens morrerem por motivos talvez fúteis. – ela fez uma cara de triste fazendo Cath abrir um sorriso.
- Também acho. – Cath piscou pra morena que forçou o sorriso, odiando cada vez mais a loura.
Notas finais
- até o próximo capitulo .
- Kissus da irmã tão magra (8) parei.
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