O Símbolo dos Guardiões!
11 ✲Passeando.
(Pov) Jack Frost.
Durante o que eu ouvi de Jamie foi estranho, desde a minha morte de 500 anos atrás nunca soube esse verdadeiro sentimento. Mas se eu soubesse a vida seria tão histérica, que milhares de paixões passariam sobre mim.
Agora Molly era uma dessas histéricas misteriosas.
Prossegui-a, não é tão melancólico. Foi quando me posicionei na janela de Jamie, que eu o ouvi falar palavras estranhas como “Eu te Amo”.
Isso dependia de algo, apaixonado? Era isso que ás pessoas diz quando esta apaixonada? Ou quando realmente ama esse alguém? Bati levemente sobre o vidro liso. Jamie prometeu um passeio sobre a floresta, para que ninguém o olhasse conversando sozinho, já que alguns adultos esqueceram-se da magia que transborda esse mundo.
Ou simplesmente as crianças me avistarem e me perseguirem diretamente para aonde eu vou. Queríamos algo silencioso e sem nada a nos incomodar. Simplesmente algo que poderia nos deixar a vontade.
Logo ouvi estalos de janela sendo aberta, Jamie me encontrara sorrindo, vestindo um moletom e uma calça leve, onde encontrei em seus pés... Tênis.
– Encontre-me lá em baixo.
Sem perda de tempo me esquivei cuidadosamente sobre a porta da casa dele.
– Então vamos? – perguntou fechando a porta.
Seguimos por um caminho simples e repleto, a floresta das Gaivotas. Jamie encarrava os meus pés se moverem sobre a terra gélida.
– Você não gosta de sapatos?
– Eu me acostumei a andar de pé descalço, sabe é bom sentir o gosto que traz em baixo da terra, da neve.
– É que mortais sentem frio.
– Pois sé, mas lembre de se, eu sou Jack, imortal. – disse pausando as últimas palavras.
Jamie apenas sorriu então me lembrei do que ele dissera quando cheguei.
– Eu ouvi dizendo Eu te Amo, para quem?
– Ah! Cabbe, ela voltou para casa, ela havia me ligado, então... No final das conversas eu sempre digo isso. Você sabe o que é “Eu te Amo”?
– Palavras que as pessoas apaixonadas dizem?
– Não... São gestos de mostrar que a amamos isso quer dizer muitas coisas são simplicidade que amor quer nos dizer você não sabe o que sente, mas entende seu próprio sentimento. É algo que nem o melhor escritor de romance ou o melhor especialista de sentimentos saberia explicar, o amor é algo tão simples, mas que dentro de nós estarmos marcado coisas tão difíceis e precisamos acabar com o próprio desejo.
– E como se acaba com o desejo? – indaguei.
– Abrace-a, beija-a, em qualquer lugar em seu rosto, sinta seu perfume, sinta suas mãos, sinta seu gesto transcrevendo e passando por sua pele, e depois diga “Amo-te”, é simples, mas difícil de esquecer.
Identifiquei cada frase que Jamie havia falado, nunca pensei que esse amor era tão simples, mas que dentro dele são coisas difícil que você precisa passar por vários obstáculos para acabar com a dor dos próprios sentimentos.
Nunca pensei que com tão poucas palavras, eu pudesse ter um conhecimento enorme sobre o que é amor. Mas esta clara, que cada palavra vale mil palavras em nossa própria mente.
Depois do pequeno passeio pela floresta das Gaivotas, Jamie parou por um instante.
– Quer ir à casa de Cabbe e Molly? Elas devem estar em casa eu tenho certeza.
– Claro! Mas, Jamie eu tenho algo para te perguntar.
– Sim?
– Eu não sei o que quer dizer, mas a um desenho que preciso descobrir o verdadeiro significado, e você é um amigo muito intimo que poderia me ajudar.
– Um desenho? E que desenho traz?
Olhei em volta do chão, e encontrei terra úmida, lá desenhei, um circulo e dentro dele seis pontas unidas.
– Esse é o desenho, você tem a mínima sugestão do que quer representar?
– Não! Eu sinto muito, mas nunca vi nada igual a isso.
– Esta bem! Vamos então?
– Claro.
Seguimos por um caminho de umas cinco quadras da floresta. E quando chegamos, não pude de ver uma garota desenhando no pátio de sua casa. Tão dócil e tão simples. Tão perfeita e histérica.
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