O Romance que Eu sempre Quis
46 Cap 46 - Nosso final
Notas iniciais
Ao fechar o portão ele ainda deu uma olhada para trás e viu Mai parada no mesmo local, todos entraram no carro, Shibuya olhou para a BMW preta e parou, Lin olhou para ele
- Vamos entre, conversaremos em seu apartamento! Shibuya fez um sinal negativo. Mas ele ainda precisava das roupas no apartamento então resolveu entrar, mas quando pôs à mão na maçaneta do carro ele ouviu Mai chamá-lo.
Mai pov
Ouvi as palavras de Naru pela porta embora estivesse sussurrando, e me emocionei alguém que trai a noiva não diria algo tão bonito diria? E o que ele vai fazer?
Não importava o que eu pensasse ou o que estava certo, eu queria ficar com ele e ele queria ficar comigo e mesmo que ele tivesse enganado aquela moça um sentimento egoísta dentro de mim dizia apenas eu não me importo contanto que ele seja meu.
Limpei as lagrimas decidida a dizer que ficaria com ele mesmo que o mundo inteiro se virasse contra mim, abri a porta e vi os gritos lá embaixo, Naru estava visivelmente se impondo ao demonstrar a mãe que já era um homem, mas a mãe parecia não se importar..
- Mãe eu sei que você tem muitos problemas, mas se você ainda não percebeu, eu já sou um homem feito, que deve satisfações a mamãe por que dormiu fora de casa!
- Shibuya...
- Muito bem homem feito, que eu saiba você vive no apartamento que eu e seu pai lhe demos, com a mesada generosa que nos enviamos pra você, logo você não é um HOMEM FEITO, e deve sim satisfações a MIM e principalmente a MASAKO SUA NOIVA, que chega aqui e encontra você nu na casa de uma estranha!
A discussão estava feia e eu não tinha coragem de meter por que no fim eu me sentia apenas a intrusa e causadora de toda aquela confusão, mas quando escutei o estalo corri até o meio da escada e só vi Naru passar no rosto, pela cara da moça que seria a noiva de Naru eu tinha visto corretamente a mãe de Naru acabara de lhe bater no rosto, senti um aperto no peito.
Aquela gritaria, toda aquela confusão de repente sumiu da minha mente, meus ouvidos ficaram abafados eu fechei os olhos e quando dei por mim já estava gritando também, não podia mais suportar tudo aquilo, no fim a culpa era toda minha então eu precisava resolver a situação antes que Naru saísse machucado.
- Já chega mesmo! Eu quero que todos saiam da minha casa imediatamente! Gritei chamando atenção de todos.
Era o único jeito de protegê-lo de tudo aquilo, saindo da vida dele de uma vez por todas. Ele me lançou um olhar incrédulo, caminhou em minha direção como se quisesse me consolar e eu precisava pará-lo antes que ele chegasse mais perto ou eu com certeza desistiria então eu continuei o fazendo parar.
- isso vale também pra você Naru.. sussurrei quase sem voz.
O olhar dele era de pura incompreensão minha cabeça dava voltas e voltas e eu no fim não entendia mais nada e enquanto eu escutava as ironias da mãe do Naru minha cabeça só dizia em alto e bom som.. – Que diabos você está fazendo? mas minha boca não obedecia ao conflito da minha mente e continuei.
- Eu já lhe disse senhora e vou repetir, suburbana ou não eu sou a dona desta casa e eu estou pondo você e toda sua confusão pra FORA da minha casa! Agora!
Eu ia chorar eu precisava urgentemente que todos saíssem por que eu ia chorar, mas eu tentava fortemente manter minha postura inabalável. Mas aqueles olhos que me fitavam confusos podiam ler minha alma e isso me fazia estremecer como uma estrutura prestes a ruir.
- Mai.. Desculpe por tudo isso... eu .. Eu juro que não queria magoá-la... Mas antes de ir embora eu preciso saber ... Você me ama? Ele passava a mão nos cabelos como se tentasse organizar as idéias, seu rosto confuso e a face vermelha pela tapa que levou só me deixava mais triste por tudo de bom que nós vivemos acabar daquela forma.
- Você ainda vai rastejar aos pés dela? Depois de tudo que ela disse a nós e a sua mãe você ainda vai rastejar por ela? O que ela tem de tão bom que eu não posso te dar que faz o orgulhoso Oliver Davis rastejar aos pés dela? Masako se pronunciou furiosa.
- Isso não tem nada a ver com você, isso é entre mim e ela.. E se ela está fazendo isso é por minha própria culpa então eu vou insistir..
- Por favor, Naru, vá embora..
- É uma simples pergunta Mai, simples pergunta, por favor, responde.
- Eu não vou responder..
- E eu não vou me humilhar.. Se você não me ama eu não vou impor minha presença a você, desculpe o incomodo eu vou indo.
Nunca imaginei que o veria derrotado daquela forma, meu coração se partiu em mil pedaços naquela hora então não consegui mais segurar as lágrimas, e chorei desesperadamente como nunca tinha chorado antes, mas ele não ouviu seu orgulho não permitiria que ele olhasse para trás, seu orgulho e seu narcisismo que eu amava tanto desde a primeira vez, então me dei conta que era um esforço inútil que eu estava fazendo por que eu preferia sofrer com ele a estar sem ele como há alguns dias atrás, sorri como uma louca, e corri para a porta.
- NARU! Ele já segurava a maçaneta quando eu gritei seu nome. Todos no carro olhavam pra mim, ele ficou parado segurando a maçaneta da porta.
- Lin olhou para Shibuya com desconfiança e viu-o de repente sorrindo, franziu as sobrancelhas sem entender nada, enquanto o sorriso se desfez e ele se virou seriamente.
- NARU GOMENASAI! NARU... minhas pernas enfraqueceram e eu escorreguei segurando a porta e me pus de joelhos na entrada chorando.
Shibuya caminhou até ela e se ajoelhou na sua frente, fitou-a alguns segundos aquela garota de cabeça baixa não se atreveu a olhá-lo então ele falou.
- Estou aqui. Ele pôs a mão no rosto de Mai segurou as bochechas dela molhadas, levantou seu o rosto para ver seus olhos.
- Se era pra chorar desse jeito por que não me respondeu logo o que eu queria saber, Baka!
- Naru... Gomenasai... por favor não vá embora.
- Não posso ficar ao lado de alguém que não me ama.
- Eu amo você!
- Ama?
- Eu te amo mais que qualquer coisa, Naru. Enquanto ela falava isso ele secava as lagrimas do rosto dela.
- Mesmo? Então Por que não me disse quando eu perguntei?
- Eu.. eu.. Naru colocou o dedo sobre a boca dela.
- À hora de falar já passou, agora é a hora de calar. Dizendo isso ele fechou os olhos e beijou a boca de Mai. Um beijo doce inicialmente depois foi ficando cada vez mais urgente... Lilian berrava alguma coisa do tipo procurem um quarto, antes de Lin arrancar com o carro, mas Naru não ouviu muito bem por que estava um pouco ocupado. Quando os lábios se separaram eles olharam pra trás mas a BMW já tinha saído.
- Acho que eles já foram. Shibuya sussurrou voltando para os olhos de Mai.
- Será que vão voltar?
- Duvido que Masako volte, mas minha mãe com certeza voltará. Naru abraçou Mai.
- e o que faremos?
- Nada por enquanto, mas eu vou precisar de um teto, será que eu posso ficar aqui?
- depende..
- depende?
- sim, depende de quanto tempo ficará
- humm, talvez ever, que tal?
- Ever?
- Pra sempre.
- por mim tudo bem.
- Ok! Mai ainda estou com fome.
- Vamos tomar café?
- Vamos .. ele se pôs de pé e deu a mão para mai levantar
- Obrigada, ela se pôs de pé com um sorriso, ele a abraçou e a conduziu para dentro.
- Ah Mai, tem um assunto que precisamos tratar depois que tomarmos café..
- eh?! E qual seria?
- Algo que ficou pendente desde Kyoto?
- não me lembro..
- Não? Mas lembrará!Naru sorriu suspeito e fechou a porta.
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